Tourism and local development in Sapa, Vietnam.

I’ve been in Southeast Asia now for over 5 months and haven’t had the opportunity to do some kind of trekking among indigenous tribes, something common in the north part of the region, specially in Thailand, Laos and Vietnam. Close to complete 1 month backpacking in Vietnam I had the opportunity to go to Sapa, known region among travellers for its lush green rice paddies but also for being home for different indigenous minorities.

Surprised I was when I was greet by Si, a 21 year-old Black H’mong that would be our guide. I must say, from what I’ve seen so far in SE Asia, tourism can walk in a fine line between ruining a destination and impacting tremendously at the way people live or in some cases, truly help to develop a community and a tourism destination. This is what has happened in Sapa. The place is full of tourists, which can be a bit annoying sometimes, also because it was high season and the rice paddies were greenest ever.

The paddies

The paddies

They beauty and wisdom in the face of this Black H'mong lady

They beauty and wisdom in the face of this Black H’mong lady

The trekking would be 2 days, 1 night in a local’s home stay, walking over 16 km!  So gladly I had plenty of time to talk with Si and also the other ladies that follow and help us along the way (hoping to sell us some of their beautiful crafts by the end of the journey). Si spoke very good english, something learnt with the tourists and that made her eligible to work as a tour guide for over 3 years now. With 2 young children (the baby was carried by her and friends along the 16 km) her husband took care of their family rice field while she worked with the tourists.

Si's baby

Si’s baby

The first tourists arrived in their village a bit over 30 years, from what Si said, and from that time the village has improved with more money coming in and people are happy to show their culture and habits. Recently their village just had built a new small hydropower station that now brings energy to many villages. A lot more can be done, since their local school has no high school, the families cannot afford sending their child to Sapa city to study, so they stay home helping their parents in the fields.

Their new powerhouse

Their new powerhouse

Despite that, their sense of community is amazing, one helping the other and while choosing among their handmade craftsmanship they would say: buy one from and onde from her. Their crafts, maid from hemp fiber that becomes a fabric that is tinted in dark blue by a local plant, is the livelihoods of many of the older population that are too debilitate to work in the field and or as a guide. In many ways tourism has become the source of income of a great part of the H’mong people, since their agriculture is mainly and only for family consumption. My hope is that they maintain their traditions and that tourism may continue to help this community as they should.

The hemp fabric making process

The hemp fabric making process

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Cheers!

Flavia.

Hoi An, o melhor do Vietnã

Pra começar… sei que estou super atrasada nos meus posts pois estive em Hoi An no meio de julho e desde então já fui a outros vários lugares e hoje mesmo faço minhas malas depois de viajar por um mês inteiro pelo Vietnã, rumo ao meu próximo destino.

Mas vou tentar correr atrás e postar sobre os lugares incríveis que passei nos últimos dias.

Pra começar: Hoi An. Até suspiro ao me lembrar desta cidade, sem dúvidas a mais charmosa de todo o país. Depois de 5 dias aqui, foi difícil seguir viagem, pois se deixasse teria ficado mais ainda. Cidade pequena, de pouco mais de 120.000 habitantes, mas que gira em torno do turismo. E sim, tem muito turista, mas mesmo assim a cidade não perde seu charme. Fora o mero detalhe de que o centro antigo da cidade é considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO, e é incrível. Além da parte histórica existe também 2 praias lindas bem próximo ao centro da cidade (uma fica há 3 km e outra há 4 km, ambas lindas!).

As ruas de Hoi An

As ruas de Hoi An

Então minha vida em Hoi An se resumia a acordar, tomar café, alugar uma bicicleta, pedalar até a praia ou pelo centro antigo, almoçar no mercado central e trabalhar um pouco durante a tarde. Neste mesmo centro antigo existem inúmeras lojas de souvenirs e é divicil resistir a lábia dos vendedores, eles são muito bons! ahahha no primeiro dia eu comprei e fiz coisas que não queria e/ou não precisava, tudo pela lábia dos vendedores! 😛

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Eu preparada para andar sob o sol forte.

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Um dos templos da cidade, em estilo Chinês.

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O mercado central

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Minha foto favorita de Hoi An. Mostra a simplicidade deste povo.

Minha foto favorita de Hoi An. Mostra a simplicidade deste povo.

Os vestidos nas lojas de costura!

Os vestidos nas lojas de costura!

A praia de Hoi An.

A praia de Hoi An.

Em Hoi An existem muitos alfaiates e costureiras em geral, então existem diversas lojas espalhadas pela cidade onde você pode fazer seu terno em 1 dia, sob medida! A maioria dos turistas acabam fazendo alguma coisa, até eu que não queria e/ou precisava fiz, pois não é sempre que você pode ter algo sob medida. E eles fazem absolutamente de tudo, vestidos de festa lindos por 50 dólares, até sapato de couro é possível fazer. Acabei fazendo 2 peças, que não foram super baratas (42 dólares as duas) mas é aquilo né: quando na vida de novo você poderá ter algo feito sob medida pra você e no VIETNÃ! (provavelmente as chances são poucas).

Queria fazer também uma aula de culinária, pois é muito comum pela Ásia e como a comida vietnamita é uma das minhas favoritas achei conveniente fazer logo. Escolhi um escola de frente ao rio e custou U$ 17,00, e incluía me buscar no hotel e irmos ao mercado central onde o fui me explicou os ingredientes e tirou outras dúvidas e em seguida fomos para a parte prática. Na minha turma tirinha só eu, então foi uma aula privada 🙂 Após “cozinhar” com o chef eu comi tudo (quase tudo) que fiz, ali sentada de frente ao rio, e foi delicioso. Depois eles me enviaram por e-mail as receitas, então espero tentar reproduzir um dia o que aprendi lá 🙂

Após a aula de culinária

Após a aula de culinária

Salada de cenoura e manga e rolinho primavera "fresh"

Salada de cenoura e manga e rolinho primavera “fresh”

as "lanternas"

as “lanternas”

Em frente a ponte japonesa, a mais antiga e tradicional da cidade.

Em frente a ponte japonesa, a mais antiga e tradicional da cidade.

Meninas vendendo esta vela para colocar na água.

Meninas vendendo esta vela para colocar na água.

Fora isso sai alguns dias com os outros viajantes que estavam no mesmo quarto que eu, em geral saíamos para jantar e caminhar pela cidade durante a noite, que fica ainda mais linda, cheia de lanternas (luminárias) que dão um ar ainda mais único a Hoi An. Teve um dia também que resolvi alugar uma moto, sim uma moto! Mãe não brigue comigo.. ahhaha mas é que por todo lugar que passei alugar moto é bem comum, mas é claro que eu nunca fiz pois não sei dirigir uma moto, então a senhora dona da loja de aluguel me ensinou rapidinho, que fique claro que não era uma “moto” e sim uma scooter (tipo Biz) automática, então era tipo uma bicicleta, porém com mais velocidade 😛 aproveitei que estava em uma cidade pequena com pouco transito e foi o local ideal e tudo faz parte da filosofia de expandir seus limites e vencer o medo. Mas ainda sim prefiro as bicicletas.

Hoi An é o tipo de lugar que me faria voltar ao Vietnã só para poder mostrar para outras pessoas o quão lindo este lugar é e que apesar de toda influência do turismo ainda mantém sua originalidade. Ao final de minha estadia peguei um ônibus para Hué, onde fiquei só por 2 dias, porém contarei mais no próximo post.

Beijos, F.

Flor linda que vi em um dos templos

Flor linda que vi em um dos templos

 

I’m a diver (!) plus Nha Trang – Vietnam

Nha Trang é O destino do litoral Vietnamita, inúmeras opções de bares, restaurantes, hotéis, passeios, etc. Sabia que se eu quisesse tirar meu certificado de mergulho lá era o melhor local, segundo recomendações de outros viajantes e do próprio guia de viagens (Lonely Planet).

Cheguei sem lugar para ficar, e sai andando em busca de algo, pois a principio buscava um quarto individual, porém não achei nada por menos de U$15,00 então acabei indo para um hostel (HQ Hostel) que o dormitório custava U$6,00 com café da manhã e eu gostei bastante de lá, tanto é que acabei tendo que ficar por 6 noites! Até agora este é o local que fiquei por mais tempo 😛

No meu primeiro dia lá já fui atrás de uma escola de mergulho que tinham me indicado e fechei com eles mesmo. A escola chama Rainbow Divers e é super boa. Escolhi fazer o certificado PADI open water, que é o primeiro passo para quem quer aprender a mergulhar (com este certificado posso mergulhar até 18m) e é possível fazer em 3 ou 4 dias, porém fiz em 3. É bem cansativo pois tem teoria, prática e mais os mergulhos, que foram 4 no total.

Confesso que estava com bastante medo, porém paguei e agora tinha que fazer 😛 Cheguei no dia seguinte para dar inicio a parte teórica, e descobri que na minha turma seria só eu, então tive um instrutor só pra mim o que foi ótimo. Tive a manhã inteira de teoria mais testes (vários), onde você aprende de tudo, tudo que pode dar errado e o que fazer… o que da mais medo ainda. Logo em seguida após o almoço fomos para uma piscina para aprender outras coisas agora na prática e que eu teria que refazer no dia seguinte, desta vez em alto mar. Ficamos por quase 4 horas na piscina fazendo todo tipo de exercícios e cada vez que eu aprendia algum novo e tinha que fazer, pensava “o que que eu estou fazendo aqui?” pois era tudo muito difícil. Eu digo difícil mais no sentido de que tudo que você tem que aprender a fazer são coisas que você jamais fez na vida, completamente fora da zona de conforto, pois além de tudo, você tem que fazer embaixo d’água!

É preciso manter a calma, pois você esta respirando pela boca, porém dentre os exercícios, você tem que trocar a fonte de ar, tirar sua máscara e coloca-la de volta e limpar (tirar a água) a máscara estando embaixo d’água, etc.. os exercícios são inúmeros! Porém quando conclui o curso me senti muito realizada e orgulhosa da minha superação. Agora estou ansiosa para poder mergulhar em outros lugares!

Meu último mergulho (sorry a foto não é das melhores)

Meu último mergulho (sorry a foto não é das melhores)

O local lindo onde mergulhei

O local lindo onde mergulhei

Bom, após ter me tornando uma mergulhadora aproveitei para relaxar na praia, que em Nha Trang é uma delícia. Sem muitos vendedores ambulantes, porém com MUITOS RUSSOS, na verdade SÓ russos!

O que acontece é que existe vôo direto Moscow-Nha Trang e é impressionante a quantidade deles por aqui, por isso todos os letreiros de lojas e os cardápios estão em russo. As vezes não tem nem em inglês. O mais bizarro é ver os vietnamitas falando russo, para poder agradar a clientela, certo? Me questionei algumas vezes o porquê da quantidade deles por aqui, e os que via pareciam ser pessoas simples, com malas enormes, e pareciam ter o costume de viajar sempre. Eu me perguntava porque não ir para Croácia, ou Grécia que ali do lado deles, já que eles vem só em busca da praia mesmo. Conversando com um americano ele disse que deve ser porque os russos querem manter proximidade aos países comunistas (o caso do Vietnã). Bom, não quero parecer preconceituosa, mas chega incomodar o fato de você só ver russos.

Ainda assim aproveitei a praia e os inúmeros restaurantes com comida boa e barata que se encontra pela cidade. Culturalmente não há praticamente nada, mas a cidade vale a visita. Acabei ficando 6 noites, pois quando tentei reservar meu ônibus para o próximo trecho do meu roteiro, ele já estava lotado, então acabei ficando mais um dia. Porém recomendaria ficar 3-4 dias se você quer fazer mergulho/snorkelling ou passeio de barco, etc.

A catedral de Nha Trang

A catedral de Nha Trang

Achei super interessante, vi uns 2 destes "barbeiros" ao ar livre, porém eles não fazem a barba e sim limpam a orelha! Quase quis experimentar :P

Achei super interessante, vi uns 2 destes “barbeiros” ao ar livre, porém eles não fazem a barba e sim limpam a orelha! Quase quis experimentar 😛

Exemplo de letreiro em russo

Exemplo de letreiro em russo

Beijos até a próxima!

F. ❤

 

 

Mui Ne – Vietnam

Saindo de Saigon (Ho Chi Min) dando continuidade a minha jornada rumo ao norte do país,  segui para Mui Ne cidade no litoral do país que fica a 227 KM e em 6 horas de viagem cheguei ao meu destino.

Chegando fui procurar um lugar para ficar e o moto-taxi me levou para conhecer uma pousada e foi ali mesmo que fiquei, U$ 8,00 por noite para quarto privado e o quintal da casa já era direto na praia. Casa bem simples e a cidade em si não tem nada cultural para ver, é tudo em torno da praia mesmo. Aparentemente Mui Ne é o local ideal para quem gosta de kitesurf e surf (o que não é o meu caso). A praia é bonita porém não existe muita “areia” o que não é muito confortável, para ficar tomando sol.

Percebi que não teria muita coisa para ver ali então fiquei só 2 noites e segui para meu próximo destino, Nha Trang, mas antes disso resolvi fazer um tour para ver as dunas de Mui Ne. Paguei U$ 6,00 pelo tour de 4 horas e foi o melhor custo x benefício de toda viagem, pois não esperava ver paisagens tão lindas, como vocês poderão ver nas fotos, muito parecido com o Nordeste brasileiro, porém é no Vietnã 🙂 :

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A praia de Mui Ne (Mar da China)

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Gatinho dormindo na pousada (guesthouse)

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Primeira parada do tour: fomos caminhando por este riacho até chegar a umas formações rochosas na areia (não sei como chamar), uma delícia ir caminhando pela água.

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Disso que estava falando 🙂

Chegando nas dunas existe a opção de alugar quadriciclo, porém o preço era o mais caro do que paguei para fazer o tour inteiro, então não, obrigada. Outros vendedores ficam por lá também para oferecer algo para você escorregar pelas dunas, tipo ski-bunda.

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Saindo de lá fomos para a 1a duna. Muito lindo, com as nuvens ali.. e tinha bem poucas pessoas.

Minha foto favorita :)

Minha foto favorita 🙂

Lindo!

Lindo!

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Ainda fomos para uma segunda duna, desta vez para ver o por-do-sol (sem filtro).

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Cachorrinho fofo em um dos restaurante que fui almoçar.

Gostei de Mui Ne, para uma parada rápida, já que se eu quisesse ter feito Saigon-Nha Trang teria sido mais que 12 horas de viagem, parar em Mui Ne foi bom para descansar, e amei o tour. Porém chegando lá já pude ver o que me esperava nas cidades da costa Vietnamita, MUITOS RUSSOS! A coisa ficou pior ainda na outra cidade que fui, mas a partir de Mui Ne, todos os cardápios e letreiros das lojas é só em Vietnamita e em Russo… no próximo post conto mais sobre esta invasão.

No segundo dia em Mui Ne peguei o ônibus em direção a Nha Trang (também na costa) e foi uma viagem confortável, como podem ver na foto. Quando estava em Saigon comprei meu “open bus ticket”, algo muito comum no Vietnã. O que as empresas fazem é te vende rum ticket, com um certo número de paradas (as cidades que você quiser) e com as datas em aberto. Escolhi o sleeping bus que são estas camas ai, é confortável, porém não tem muito espaço para colocar sua bolsa/mochila.. mas mesmo assim não da para reclamar. Comprei com a Sinh Café e paguei cerca de 42 dólares, incluindo 5 paradas, até Hanói.

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Sleeping bus do Sinh Café.

Até a próxima ❤

F.

 

O que você deve saber sobre viajar no Camboja

Queria fazer um post resumindo como foi viajar por 2 semanas pelo Camboja, os seus prós e contras e o que eu gostaria que alguém tivesse me informado antes 🙂

1. Muitas horas para poucos quilômetros:

Bom, viajar de ônibus como eu fiz não é nada fácil. As estradas são todas em péssima qualidade, inclusive a estrada que liga Siem Reap a Phnom Pehn, ou seja  rota mais turística do país que são apenas 321km, demorei cerca de 8 horas! Cada vez que viajava de uma cidade a outra, sabia que seria um dia inteiro dentro de um ônibus sem banheiro, com tv e músicas em khmer no ultimo volume e as paradas para uso do banheiro e para comer eram em lugares nada convidativos. Existe a possibilidade de voar com Air Asia (a low cost da região) de Phnom Penh para Siem Reap, o que para quem não tem muito tempo facilita bastante. Outra coisa que torna mais difícil viajar pelo país é que não existem muitas rodovias por exemplo conectando o oeste com o lest do país e tudo acaba tendo que passar por Phnom Penh que esta no centro do país, ou seja, leva mais tempo ainda. Então já sabe, se prepare mentalmente que seja, ou trazendo consigo um bom livro 🙂

Na rodoviária

Na rodoviária

2. Dolar vs. Riel?

A moeda oficial do país é o Riel, outra moeda que não tem “moeda”, só notas. Porém é possível pagar TUDO com dólar americano, porém mais uma vez eles só usam notas de dólar e não as moedas. Mas o que torna essa estória um pouco confusa é que quando se paga algo em dólar americano, o troco em geral vem um pouco em dólar e outro pouco em Riel, isso porque 1 dólar = 4000 Riel, ou seja se eles tem que te dar de troco 5,50, eles te dariam 5 dólares e 2000 Riel. Entende? No inicio é confuso, mas depois é tranquilo. Porém para quem vem da Tailândia existe um “esquema” comum onde antes de atravessar a fronteira alguém “muy amigo” diz que voce deve trocar seus Baht (moeda da Tailândia) e seus dólares por Riel, pois não são aceitos no Camboja, o que é mentira, e nisso você acaba perdendo muito em um câmbio nada favorável. Então para quem vier traga dólares americanos ou até melhor deixe para sacar o dinheiro lá pois em todos ATMs (os caixas) é possível sacar em dólar americano.

Dolárs e Riel

Dolárs e Riel

Foto credit

3. Visto e scams “golpes”

Bom, o Camboja é um dos países onde para quase todas as nacionalidades é possível tirar “visa on arrival”, ou seja é só chegar seja via terrestre ou aéreo, preencher uma ficha, entregar uma foto 3×4, seu passaporte e U$ 20,00 e você tem um visto emitido na hora que te permite ficar no país por 30 dias. Nada mal, certo? Porém para quem vem via terrestre está fadado a boa vontade dos policiais que infelizmente estão todos trabalhando no “modo: corrupto”. Tive uma péssima experiência como contei no post anterior, porém fiquei sabendo de experiências piores ainda. Isso porquê não usei a fronteira mais comum que é para quem vem de Bangkok para Siem Reap, lá o esquema é mais elaborado e é difícil você conseguir um visto pagando o tal dos 20 dólares. Conheci uma brasileira no hostel em Siem Reap que teve uma experiência horrível, e acabou pagando cerca de 60 dólares pois eles fazem de um jeito que não te dá muita escolha. No meu caso depois de quase implorar paguei praticamente o preço oficial, tirando a “caixinha”. Então minha recomendação seria tirar o e-visa, fornecido pelo governo, tudo online, é só preencher pelo website e imprimir o comprovante, chegando na fronteira eles te dão seu visto. Isso custa U$ 25,00 mas evita os “extras” e o stress. É só usar este link: http://evisa.mfaic.gov.kh/ContactInformation.aspx  Ou ainda para aqueles que sabem que virão, no dia X etc, tire o visto antes de viajar. Obs.: Existe um golpe muito comum em Siem Reap onde crianças se aproximam de você falando que não querem dinheiro, querem leite, e te pedem para comprar leite. Nisso eles te levam a um mini-mercado one da fórmula de leite custa mais de 20 dólares, lógico que a pessoa fica chocada com o preço, mas você quer ajudar a criança. Então você compra o leite… o problema é que é um golpe. Depois de um tempo a criança traz o leite de volta ao mercado e recebe uma parte do dinheiro, ou seja o golpe é combinado com os donos do mercado também. Muito triste. Tinha uma rua em específico onde sempre que eu passava essas crianças se aproximavam, então fique atento. Apesar de ser um golpe conhecido nos fóruns de viagens, vi alguns turistas caindo 😦

4. O povo!

O povo do Camboja me impressionou, as vezes nem tanto positivamente, porém sem dúvidas eles fazem toda a diferença ao viajar pelo país. Muitos turistas que viajam só para os lugares mais turísticos acabam saindo do país com uma imagem ruim, policiais corruptos, crianças trabalhando e pedindo esmola, pessoas tentando te passar golpes etc… ou seja é difícil. Mas ao mesmo tempo é um povo muito receptivo, sorridente, trabalhador e amigo. Não deixe uma ou outra experiência ruim fazer com que você tenha uma opinião generalizada deste povo. Não se esqueça que há 40 anos atrás o país foi destruído e profundamente marcado pelo Khmer Rouge (como contei em outro post) e isso acabou trazendo conseqüências e deixando cicatrizes. A corrupção por exemplo não é um hábito do povo budista, é algo herdado dos tempos de guerra… Então para cada policial corrupto que contribui por atrasar este país, existem projetos sociais e pessoas incríveis fazendo a diferença e contribuindo profundamente para a mudança de mentalidade deste povo, assim como oferecendo oportunidades. Mantenha o coração aberto para conhece-los (como os projetos que citei no meu post sobre Siem Reap) e tenho certeza que você terá uma outra visão do Camboja.

Mesmo em meio as dificuldades, no caso este menino esta catando lixo na água, ele parou e sorriu para a foto. Depois veio perto e eu mostrei a foto para ele o que o fez sorrir ainda mais :)

Mesmo em meio as dificuldades, no caso este menino estava catando lixo na água, ele parou e sorriu para a foto. Depois veio perto e eu mostrei a foto para ele o que o fez sorrir ainda mais 🙂

5. O lixo e a pobreza

Confesso que desde a primeira cidade que passei no país fiquei chocada com a quantidade de lixo, sujeira, em todo lugar. Pela estrada ainda era possível ver nas montanhas de lixo, vacas comendo, e tudo muito próximo as casas. Me senti na Índia. Claro que nas áreas mais turísticas como em Siem Reap você não verá muita coisa, porém ao viajar pelo país você verá. Fora isso o Camboja foi o país do Sudeste Asiático onde vi a pobreza de forma tão explícita. Nem no Laos onde supostamente é para ser menos desenvolvido que o Camboja, vi algo parecido. Ou seja mais uma vez me perguntei se essa combinação de lixo+pobreza extrema seria parecida com a Índia, caso fosse não sei quando teria “coragem” de visitar este país. Enfim, é de cortar o coração é claro, ainda mais quando criancinhas ficam tentando te vender coisas, porém é importante saber que existe alguém por trás e que infelizmente assim você não esta as ajudando. A melhor forma de ajudar como eu comentei é visitar estes projetos sociais e lojas e restaurantes que trabalham dando oportunidade a jovens e adultos que eram moradores de rua. O país esta cheio disso é só se informar. Mais uma vez para cada montanha de lixo que você ver tenha certeza que existem projetos excelentes trabalhando com saneamento básico e para trazer acesso a fontes limpas de água para as vilas e a zona rural do país.

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Pela estrada, isso no meio além de lixo é esgoto aberto também.

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Ironicamente vi esta placa “Por favor mantenha nosso país limpo!”

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Em Koh Kong, o lixo nas encostas.

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Em Phnom Penh

Extras: Achei muito engraçado que pelo país inteiro é normal encontrar pessoas, em geral mulheres e crianças andando de pijamas o dia todo..

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Na zona rural, a crianças de pijamas.

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As mulheres! Esta foto não é minha, mas vi muitas! 🙂

Foto credit

Aprenda a dizer pelo menos OI e OBRIGADO em Khmer (como se pronuncia, não como se escreve):

Oi: Susday

Obrigado: Okum

Meu roteiro pelo país no total de 15 dias:

Meu itinerário pelo Camboja

Meu itinerário pelo Camboja

Continuo pelo Vietnã no momento e em breve escrevo mais sobre aqui 🙂

Bisous, Flavia

Hello Vietnam!

Cruzei a fronteira vindo do Camboja ao Vietnã sem muitas expectativas, sem saber se iria “aguentar” ficar 1 mês inteiro neste país que já ouvi relatos de pessoas que dizem que amaram e outras que  jamais voltariam. Já posso dizer que até agora minha experiência tem sido positiva, povo super receptivo, acomodação e alimentação boa e barata e belezas naturais incríveis. Decidi iniciar meu roteiro vindo do extremo sul, passando pelo delta do Rio Mekong e seguindo até o norte do país onde tenho que estar até no máximo dia 29 de Julho. Existe um roteiro clássico de onde ir parando ao longo deste caminho e portanto é o que eu vou fazer, porém sem datas fixas, caso eu goste do lugar eu fico, caso contrário sigo adiante. Como o intuito deste tour é dar suporte a minha pesquisa de mestrado, tinha que visitar onde o Rio Mekong “termina” e desagua no Mar Sul da China e para isso deveria visitar a região do Delta do rio Mekong. Existem várias cidades nesta região porém escolhi Can Tho como meu destino. No caminha até lá tive uma viagem longa e cansativa, vindo de Ha Tien (na fronteira com o Camboja), porém ali já pude conhecer a gentileza do povo vietnamita. Só era eu e mais 2 americanas no ônibus minúsculo que eles fizeram caber 32 pessoas (algumas sentavam no corredor em bancos de plástico!) e moças do nosso lado nos ofereceram frutas ao longo do caminho e até no convidaram para ir jantar na sua casa, mesmo com um inglês super limitado. Chegando na guesthouse já fechei o passeio para ir conhecer o Delta, que inclui passar para ver os mercados flutuantes (2), fábrica de produção de macarrão de arroz, um canal, entre outros. Negociei bastante e acabei pagando U$ 30 por um tour de 7 horas, que teve inicio as 5:30 da manhã! Descobri depois que acabei pagando caro, pois eu meio que paguei um barco só para mim, caso eu tivesse dividido com outra pessoa poderia ter pago metade 😦 Aproveitei o dia para passear pela cidade e passei por uma feira, aqui as fotos:

Passeando pela feira

Passeando pela feira

Fortes imagens: sapos à venda na feira

Fortes imagens: sapos à venda na feira

A feira

A feira

Bom enfim, o passeio foi bom, é impressionante ver como o Rio é importante no dia a dia deles, seja na troca, compra e venda de mercadorias, seja para o transporte ou até lazer, como vi alguns meninos nadando…  É uma região extremamente ativa e fiquei feliz quando entramos nos pequenos canais que formam do rio, pois era muito mais calmo.

O magnífico rio Mekong

O magnífico rio Mekong

O nascer do sol

O nascer do sol

O mercador flutuante

O mercador flutuante

Mulher vietnamita

Mulher vietnamita

Voltando para Can Tho, dei mais uma volta pela cidade, que não oferece muito além do Rio e comprei na guesthouse meu ticket para Ho Chi Minh (Saigon), que custou U$ 8,00 e foi uma viagem super confortável e rápida, só 3 horas ufa! Ho Chi Minh, ou Saigon como é chamada por seu antigo nome é uma cidade enorme, super moderna e se não fosse o trânsito caótico seria até uma cidade interessante de se viver. Saigon não é a capital do país mas é a segunda cidade mais importante e em termos econômicos é a que mais cresce no Vietnã. Cheguei na rodoviária e como não sabia onde estava acabei pegando um moto-taxi para ir ao hostel, mal sabia eu que seria uns 25 minutos de viagem em plena hora do rush! Eu e mais milhões de motos, buzinas o tempo todo e nenhum organização. Graças a Deus cheguei bem 🙂

Trânsito a noite em Saigon!

Trânsito a noite em Saigon!

A área dos hostels se concentram na região central e ficam perto dos principais pontos turísticos. Fiquei no Khoi Hostel, que foi bom, por U$ 7,00 com café da manhã, o único porém era o wi-fi que era péssimo. Chegando já sai para andar e conhecer um pouco a região e jantar. Fiquei supressa ao ver Burger King, Mc Donald’s… coisa que não se encontra (ainda) no Laos ou no Camboja. Como disse achei o Vietnã super moderno, no nível Tailândia, o que não esperava. No total fiquei 3 noites em Saigon e decidi que era melhor continuar meu roteiro pois em cidade grande acaba-se gastando mais, pois são muitas opções. Fui conhecer os principais pontos turisticos, que incluía a Catedral de Notre-Dame (herança dos tempos de domínio francês), os Correios (que fica em um prédio lindo feito por Gustave Eiffel – o mesmo da Torre Eiffel), o palácio da Independência e o museu dos remanescentes da Guerra do Vietnã.

A Catedral de Notre-Dame versão vietnamita. Ah detalhe: 30% do população do país é católica, então pela primeira vez vejo igrejas e não somente templos.

A Catedral de Notre-Dame versão vietnamita. Ah detalhe: 30% do população do país é católica, então pela primeira vez vejo igrejas e não somente templos.

Os Correios, design de August Eiffel.

Os Correios, design de Gustave Eiffel.

A Ópera

A Ópera

Jardim em frente a prefeitura

Jardim em frente a prefeitura

O palácio da reunificação

O palácio da reunificação

Fui no museu (custou U$ 0,30) e foi um caso a parte. Mais uma vez um povo marcado por uma guerra cruel e recente. Não sabia muitos detalhes sobre a guerra, porém o museu mostra através das lentes do Vietnã comunista, o que foi a guerra. Existem armamentos, tanks, avião etc, porém o que mais me tocou foram as diversas fotos expostos. Algumas não consegui nem olhar, principalmente as que mostram os efeitos das armas químicas utilizadas pelos EUA (o agente laranja – um herbicida que gera um subproduto cancerígeno) que além do impacto ambiental causado no país foi responsável também por causar doenças de pele, malformações genéticas, câncer, incapacidades mentais, e mais. O pior é que estas vítimas nunca receberam nenhuma compensação dos EUA. Uma pequena explicação sobre o que foi a Guerra do Vietnã: O sul do país brigava com o norte do país que era comunista e em 1965 os EUA enviaram tropas para apoiar o governo do Sul que não estava conseguindo evitar o movimento dos nacionalistas e comunistas. Os EUA não conseguiram atingir seu objetivo e saíram do país em 1973 e 2 anos depois o Vietnã se reunificou, tornando-se República Socialista do Vietnã. Nesta guerra porém, 3-4 milhões de vietnamitas morreram e cerca de 58 mil soldados americanos. Este envolvimentos dos EUA deu-se ao fato de que tinham medo que a União Soviética os ultrapassassem em poder e aliados, ou seja o Vietnã não pediu ajuda dos EUA. Foram 14 anos de guerra, atrocidades e sofrimento que obviamente deixaram cicatrizes no país e no seu povo. É um tanto complicado de entender, para quem tiver curiosidade aqui tem uma explicação bem clara: Guerra do Vietnã.

Alguns exemplares expostos do Museu da Guerra

Alguns exemplares expostos do Museu da Guerra

O Museu dos remanescentes da Guerra

O Museu dos remanescentes da Guerra

Existe ainda a possibilidade de visitar os túneis criados pelos Vietcongs (os Vietnamitas do Norte)  para sobreviverem a Guerra. O local fica afastado de Saigon mas em todos lugares é possível comprar o tour. Porém eu não quis fazer, acho que já vi demais e ver foto das pessoas sorrindo nestes túneis minúsculos me tira do sério.

Desse tipo

Desse tipo

Saigon é um ótimo lugar para compras também, por isso que tive que sair rápido de lá! ahhaha Mas sério, a maioria das fábricas de grandes lojas estão no Vietnã, então é claro que o povo ia dar um jeito de vender estas mercadorias. O principal shopping que vende Abercrombie, Nike, Zara, Forever 21, etc chama Saigon Square. Dei uma passada por lá e é bem tentador, muito coisa é claro que é falsificado porém outros não. Felizmente não tenho espaço sobrando em minha mochila e minhas compras se limitaram a uma legging Nike por 9 dólares e um óculos qualquer. Em minha última noite em Saigon choveu muito, porém consegui comer meu último Pho (o prato típico do país e que é maravilhoso!) e comprar meu ticket para sair na manhã seguinte para Mui Ne, meu próximo destino no país e que ficará para o próximo post.

Kampot, ultima parada no Camboja

Escolhi ir para Kampot pois sabia que seria um lugar tranquilo, bem autêntico e onde conseguiria descansar e trabalhar um pouco, e posso dizer que fiz a escolha certa 🙂

Kampot fica perto de Sihanoukville (130 km), sul do Camboja e  o principal destino turístico da costa do país, atrai muitos turistas, porém em Kampot não tem praia, tem rio, porém fica perto de Kep (40 min), outro destino da costa Cambojana. Kampot em si é conhecida por suas plantações de pimenta, fazendas de sal e a possibilidade de passear pela zona rural do Camboja.

Cheguei já fim do dia e fui direto para a guesthouse que tinha visto online. Bem simples, mas também paguei US$ 5,00 por um quarto privado com banheiro #luxo! Chama Orchid Guesthouse e como a cidade é pequena não tem muitas opções, acabei ficando lá por 4 noites. Eles tem restaurante, e serviço de lavanderia (1 kg = 1 US$). Na manhã seguinte aproveitei para caminhar pela cidade, e perto do rio é uma delícia passear. Acidentalmente fui a um Café chamado Epic Café, assim que sentei fui olhar o menu e lá explicava que este este era um café da ONG Epic Arts (Every person counts), que trabalha para integrar deficientes através da arte, capacitando-os de diversas formas. Neste caso as pessoas que trabalhavam ali no café eram deficientes auditivas, então no cardápio explica como você deveria se comunicar e fazer seu pedido. A atendente me entregou uma folha e caneta para que eu marcasse o que eu queria. O serviço e a comida é boa, além de ser uma boa causa.

Neste mesmo dia fui no café (27/06) a ONG faria uma apresentação com o trabalho que eles tem desenvolvido no ultimo trimestre. Peguei um tuktuk e fui lá conferir. Mas uma vez meu coração pode sentir o incrível trabalho que muitos tem feito aqui neste país, e como este povo é feliz mesmo em meio as circunstâncias. Teve apresentação de dança com caldeirantes (in a wheelchair), música típica tocada por deficientes visuais, dança com crianças com deficiência mental, entre outros. Foi muito lindo ver e fiquei muito feliz de ter ido.

Passeando por Kampot

Em Kampot existem vários "monumentos" como este da Durian que é uma fruta enorme e que lembra muito a Jaca. No mínimo engraçado :)

Em Kampot existem vários “monumentos” como este da Durian que é uma fruta enorme e que lembra muito a Jaca. No mínimo engraçado 🙂

Por-do-sol em Kampot

Por-do-sol em Kampot

No outro dia não fiz nada específico, mas combinei com um motorista de tuktuk – detalhe: como a cidade era bem pequena e poucos turistas, eu via o mesmo motorista todos os dias e ele tentava me vender o tour – de irmos no dia seguinte, depois que fechei o valor em US$ 15,00.

Começamos as 9 da manhã (depois de ficar até tarde vendo e sofrendo com o jogo Brasil vs. Chile) e nossa 1a parada foi uma fazenda de sal marinho. Porém como havia chovido bastante na noite anterior estava tudo alagado e não deu para ver muita coisa. Em seguida partimos para uma caverna, porém a estrada até lá foi longa, por meio da zona rural. No caminho paramos para ele me mostrar como fazem com o arroz depois de ser colhido (como verão na foto), bem interessante!

A fazenda de sal

A fazenda de sal

O arroz antes de passar por esta máquina, que tira a casca

O arroz antes de passar por esta máquina, que tira a casca

Aqui do lado esquerdo é o resíduo que eles usam para alimentar animais ou até para produzir energia e do lado direito o arroz que conhecemos.

Aqui do lado esquerdo é o resíduo que eles usam para alimentar animais ou até para produzir energia e do lado direito o arroz que conhecemos.

No caminho esta senhora estava plantando seu arroz. Vi muito arrozais e por ser época de chuva estão bem verdes, lindos.

No caminho esta senhora estava plantando seu arroz. Vi muito arrozais e por ser época de chuva estão bem verdes, lindos.

Chegando a caverna, Rany o motorista do tuktuk/guia foi quem me levou para fazer o tour lá dentro. A caverna é bem grande e tem um templo bem antigo lá dentro. Parece que foi usada como esconderijo dos soldados do Khmer Rouge. Dando um volta, iríamos sair por uma entrada diferente da que entramos, porém foi bem difícil chegar lá, felizmente eu trouxe uma lanterna e estava de tênis. Esse foi o tipo de situação que corri um risco desnecessário (sorry mãe)… mas o caminho é bem estreito, e tem que ir descendo pedras, pulando, etc.. mas deu tudo certo e Rany foi me ajudando.

Na caverna!

Na caverna!

Fomos então conferir uma fazenda de plantação de pimenta, como comentei a pimenta de Kampot é super conhecida (você conhece?) por sua qualidade, etc. E lá eles plantam pimenta preta, verde e vermelha. Tinha como comprar é claro, mas não tenho como ficar carregando 😛

Esta é a durian

Esta é a durian

A árvore de pimenta

A árvore de pimenta

A pimenta

A pimenta

Em seguida fomos em direção a Kep para almoçar frutos do mar, em frente ao mar e passear pela praia. Felizmente choveu enquanto estávamos no restaurante mas quando fui para a praia, cheia de cambojanos curtindo o domingo de sol, já estava mais limpo.

Em Kep

Em Kep

A praia de Kep

A praia de Kep

Na volta à Kampot, Rany perguntou se eu queria ver os pescadores e este foi um dos momentos mais legais. Fui tirar umas fotos de um senhor que estava arrumando a rede de pesca e começamos a conversar (com a ajuda de Rany) e ele pediu que eu enviasse as fotos via o Rany, pois sempre passam por lá, porém ele nunca recebe as fotos hahaha. Aproveitei para perguntar algumas coisas e ele queria saber se eu era solteira, se não tinha filhos, pois aqui as moças casam por volta de 16-18 anos… ficaram como sempre, muito feliz em saber que eu era do Brasil.

A vila de pescadores

A vila de pescadores

O pescador :)

O pescador 🙂

Eu e ele

Eu e ele

Rany me levou então de volta a minha pousada, me deu ser cartão (que um turista Australiano que gostou muito dele, fez para ele) e o paguei dando uma boa gorjeta, pois o dia que tive com ele, com toda sua simplicidade e atenção, ficará para sempre na minha memória. Um cara simples, que aprendeu inglês no trabalho sem nenhum estudo e que acorda todo dia as 4 da manhã para trabalhar com seu tuktuk (este também que foi esta novinho, pois um outro turista inglês quis dar um novo para ele pois o dele já estava bem velho) e além disso tem uma pequena plantação de arroz que ele mesmo planta e colhe e que serve para alimentar a família dele por UM ANO! Isso tudo foi simplesmente uma lição da vida real pra mim. Tanto é que quando ele perguntou quando estávamos a caminho da pousada, se eu estava cansada, pensei: como posso dizer que sim? Com tudo que este homem faz eu não posso estar cansada! ahhah Ah e o mais legal, quando estávamos em uma estrada vazia ele me mostrou e deixou eu dirigir o tuktuk dele ahahha pena que não tenho foto para provar!

Eu eu Rany!

Eu eu Rany!

No dia seguinte segui para mais uma aventura de cruzar a fronteira, desta vez para entrar no Vietnã, meu destino para o mês de Julho inteiro!

Quero ainda fazer mais um post sobre o Camboja, resumindo minha experiência de passar 2 semanas neste país tão diverso, rico e contrastante e que sem dúvidas ganhou meu coração ❤

Até mais,

F.