Hong Kong

Cheguei em Hong Kong na manhã do dia 14 de Agosto vindo de Manila e logo pude ver que estava em um lugar muito diferente e muito desenvolvido. Ia ficar hospedada na casa de uma amiga, então peguei um ônibus saindo do aeroporto que ia direto para a casa dela. O aeroporto fica em uma das 3 ilhas que formam Hong Kong e tudo é extremamente bem conectado!

Fiquei na região que chama New Territories que é uma região mais residencial, porém com tudo que se pode imaginar. Apesar de estar super cansada pois meu vôo foi de madrugada e eu “dormi” no aeroporto, logo que cheguei meus hosts queriam me levar para comer dim sum, uma comida típica de HK. Fiquei hospedada com os pais de uma amiga que conheci no Laos (viajamos juntas para Chiang Mai na Tailândia) e eles foram de uma gentileza incrível comigo, me levaram para todos lugares e não tenho palavras para agradece-los, especialmente pois estava vindo das Filipinas, onde tive inúmeras experiências ruins e estava carente de “família” então não podia ter sido mais perfeito #thankyouLord! Mas logo que cheguei no apartamento deles pude ver algo que aflige o povo que mora em HK, como o território deles é pequeno e montanhoso, não existe muito espaço para habitação e se no Brasil a gente acha um apartamento de uns 50m2 muito pequeno, aqui isso é luxo! O prédio em que estava tem cerca de 10 apartamentos por andar e era um condomínio de 16 torres! Então você imagina! Fora que o apartamento deles tinha menos que 50m2, e eu fiquei no quarto da minha amiga, o quarto onde ela cresceu desde pequena e juro, o quarto era 2×3! É uma realidade muito louca, pois HK é um dos lugares mais modernos que já fui, tudo muito organizado e funcionando, porém as pessoas tem que se amontoar em espaços ridículos de pequeno!

O tipo de edificios residenciais de Hong Kong

O tipo de edificios residenciais de Hong Kong

Enfim, após esta minha análise hahhaa depois que fomos a um restaurante tradicional e comemos muito tive que ir atrás de uma loja da Apple para ver o problema do meu computador, o que acabou tomando bastante tempo, pois de lá fomos a Kowloon, uma região de várias lojas e shoppings, onde visitei 2 assistências técnicas da Apple, porém eles precisavam de no mínimo 5 dias para arrumar o computador e eu não tinha esse tempo todo na cidade :/ aproveitei para dar uma olhada em celulares, já que o meu foi roubado e Manila e lá nesta região é o paraíso para quem gosta de eletrônicos etc. Visitei também o centro cultural desta região, onde estava rolando uma exposição sobre Bruce Lee, que é de Hong Kong e sem dúvidas o povo daqui é muito orgulhoso dele. Ele não é da minha época, mas quem nunca ouviu falar dele? Acho difícil. Eu só sabia da parte “kung fu” dele, mas ele era ator deste novinho e escreveu e dirigiu seus filmes também e infelizmente teve uma morte prematura aos 32 anos!

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Essa é a estatua dele que fica na “calçada da fama” de Hong Kong!

Na sexta-feira dia 19/08 fomos de manhã ao The Peak, que é um dos morros da cidade onde se consegue ter uma vista incrível de toda Hong Kong. Este é o principal ponto turístico da cidade então o bonde que leva os turistas até o topo estava super lotado, com uma fila gigante (fora que é caro!) então pegamos o ônibus No 15 que nos levou até o alto e ao longo do caminho se tem uma vista excelente! Lá no topo tem um shopping e é do pátio deste shopping que você tem a vista. O dia que eu fui estava com o céu super limpo então foi ótimo!

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Este “mar” de edifícios é simplesmente incrível!

Após voltar lá do alto, continuamos passeando pelo centro de Hong Kong até jantarmos em um outro restaurante bem tradicional onde comi um macarrão com wanton, que é uma massa com recheio de camarão e cogumelos, bem gostoso e bem típico (noodle soup w/ wanton). Saindo de lá corremos para pegar a ferry e atravessar a baía para a outra ilha de HK, que se chama Kowloon. É de lá que é possível assistir o show de luzes dos arranha-céus de Hong Kong! Estava super ansiosa para ver este show e o local estava lotado, foi difícil conseguir um lugar. O show acontece todos os dias as 20h e posso dizer que foi bem sem graça hahaha dura 15 minutos, mas é muito chato ficar olhando para os prédios lançando uns holofotes de luz por todo esse tempo. É interessante e vale a pena, até porque é de graça né, mas não espere muita coisa 🙂 minha host falou que antigamente era mais impressionante, porém agora esta bem murchinho :/

Anyway, saindo de lá de onde se observa o show, é só continuar andando para a esquerda onde fica a calçada da fama de HK e onde se tem uma vista incrível dos prédios. O mais legal é achar as “estrelas” de Jackie Chan e do Bruce Lee, os únicos que conhecia hahah e as estrelas que estavam mais lotadas de gente querendo uma foto. Depois de andar por tudo ali, pegamos um ônibus para casa. Vale dizer que os ônibus são double deck, como em Londres, então é bem legal ir observando a cidade toda lá do 2o andar do bus. Meus hosts me emprestaram um cartão para usar nos transporte públicos tipo um bilhete único, como em São Paulo, lá se chama octoplus e você o recarrega em qualquer loja (minimo de 50 HK dollar) e é fundamental já que se você for pagar a tarifa direto no ônibus eles não dão troco.

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Wanton noodle soup, uma delícia (dentro desta massa tem camarão)

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A vista noturna dos arranha-céus de HK!

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na “calçada da fama” a estrela do Bruce Lee

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Dentro do ônibus

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Os ônibus

No sábado fiz um bate e volta à Macau, outra região administrativa independente da China e que contarei no próximo post. Cheguei de volta à HK e encontrei minha host para irmos juntas para casa. Ainda no caminho paramos para comer mais um tipo de sopa de macarrão típico daqui.

O sopa de macarrão, essas bolinhas branca são feitas de peixe (não curti muito)

O sopa de macarrão, essas bolinhas branca são feitas de peixe (não curti muito)

No domingo, dia 17/08, meu ultimo dia inteiro na cidade fomos de manhã à igreja que Mable (minha host) frequenta e foi muito especial pra mim. Felizmente em HK existe liberdade de culto, então é possível ver de tudo, templos budistas, igrejas católicas e evangélicas, etc. Essa liberdade não existe na China :/ A igreja que fui é uma Assembléia de Deus e o culto foi em cantonês (uma versão de chinês) porém uma moça muito gentilmente traduziu para mim (via um aparelho) e foi lindo ver que mesmo do outro lado do mundo existem pessoas com a mesma fé e adorando a Deus de forma tão verdadeira.

A bíblia em chinês

A bíblia em chinês

A igreja no momento do louvor

A igreja no momento do louvor

Após o culto fomos almoçar dim sum (mais uma vez hahaha) e em seguida pegamos o transporte com destino a Stanley Market, que fica do outro lado da ilha de Hong Kong e demorou muito para chegar lá, tipo mais que uma hora. Tudo bem que a vista durante o caminho era linda, mas mesmo assim :/ chegamos lá já quase final de tarde. Pelo caminho passamos por duas praias, que estavam cheias, sim Hong Kong tem praia!

O Stanley Market em si é uma região bem linda, que quase não parece que você esta em HK, me senti tipo na California, pois é tipo um pier, com vários restaurantes, lojinhas e uma vista linda. Vale a visita se você tiver tempo 🙂

Stanley Market

Stanley Market

Lindo

Lindo

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Saindo de lá fomos para a região do Soho de HK, super descolado, cheio de bares e restaurantes diferentes (uns que vendiam só comida crua e orgânica haha) e foi por lá que terminamos o dia. Voltamos para casa pois o marido da Mable tinha cozinhado camarão para nós 🙂

Na manhã seguinte não tinha muito tempo pois meu vôo era as 13h, mas mesmo assim meus hosts lindos queriam me levar para comer dim sum (a versão do café da manhã) e foi interessante ver e comer algumas coisas que jamais teria comida as 10 da manhã (tipo peixe frito), mas não podia fazer desfeita e eles foram tão generosos comigo.  Após comer (nossa como eu comi em HK!) peguei o ônibus para ir ao aeroporto, que por sinal é gigante!

Um fato curioso que é possível ver nesta foto é que Mable me contou que existem muitos imigrantes em HK, em geral vindos da Malásia, Tailândia, Filipinas. Elas vem para trabalhar em casas de família, como babás ou domésticas e moram junto com as famílias. Porém aos domingos quando elas tem folga, elas não tem para onde ir, então elas se encontram no centro da cidade e ficam lá o dia inteiro. Usam este momento para encontrar as amigas, comer juntas, fazer pequenos negócios, conversar, jogar carta, etc. Porém são muitas! As calçadas ficam tomadas! Achei super interessante.

Um fato curioso que é possível ver nesta foto é que Mable me contou que existem muitos imigrantes em HK, em geral vindos da Malásia, Tailândia, Filipinas. Elas vem para trabalhar em casas de família, como babás ou domésticas e moram junto com as famílias. Porém aos domingos quando elas tem folga, elas não tem para onde ir, então elas se encontram no centro da cidade e ficam lá o dia inteiro. Usam este momento para encontrar as amigas, comer juntas, fazer pequenos negócios, conversar, jogar carta, etc. Porém são muitas! As calçadas ficam tomadas! Achei super interessante.

A vista do Soho

A vista do Soho

O templo chinês mais antigo de HK

O templo chinês mais antigo de HK

 

Adorei Hong Kong e super recomendo e se eu tiver oportunidade um dia voltarei. É um lugar que você pode experimentar e ver o que há de mais moderno neste mundo, mas ao mesmo tempo mantém suas tradições chinesas o que torna a cidade uma combinação única. Fora que existem inúmeras opções, existe até uma Disneyland! A menor do mundo, mas existe! ahhah Existe montanha, praia, shopping, parques, museus, etc.

Até mais,

F. ❤

 

Halong Bay (Bahia de Halong) você deve ir!

Sem dúvidas um dos lugares que estava no topo da minha whist list era ir a Baía de Halong (Halong Bay) e ela não me desapontou nem um pouco. Posso dizer com toda certeza que esta no top 5 de lugares mais lindos que já vi na vida.

Como ainda não conclui os posts sobre o Vietnã, quero escrever logo sobre este lugar tão lindo e que todos deveriam ir ao menos uma vez na vida. Mas esta ai justamente um dos pontos ruins deste local, é que atualmente (ou talvez já faz tempo) o turismo tomou conta e estava lotado! Felizmente o passeio é feito em barcos, então cada grupo fica no seu barco, porém fizemos uma visita a principal caverna do local e tinha uma fila enorme e tudo foi mais demorado pois esta muito lotado.

Bom, para começar Halong Bay foi escolhida como uma das 7 Maravilhas da Natureza (da nova geração) e é também patrimônio mundial da UNESCO, ou seja, não é pouca coisa. Halong quer dizer “onde o dragão entra no oceano”, nome dado justamente pelas mais de 3000 formações rochosas, espalhadas pela baía e que parecem estar “entrando e saindo” como um dragão.

Como estava em Hanoi comprei o tour de 2 dias 1 noite para ir até a baía. Existem tours de 1 dia, o que pra mim não acho que vale a pena, pois demora 3:30 quase 4 horas para chegar até Halong city, saindo de Hanoi. Ou seja, você fica mais tempo na van do que lá. Existem tours de 3 dias também, e se eu tivesse tempo e dinheiro teria feito esse. Pois neste que fiz de 2 dias, na verdade lá em Halong Bay ficamos só 1 dia inteiro, e o resto do tempo em transito. Então foi rápido demais para o meu gosto, mas mesmo assim valeu a pena. Acabei pagando cerca de 75 dólares pelo tour e é preciso pesquisar. Achei que iria encontrar mais barato, e de fato existe, até por 40 dólares, porém você deve ter em mente que o barco onde irá dormir não deve ser nada bom, e ouvi relatos de ratos e péssima comida, então esta economia não vale nem um pouco.

O meu foi satisfatório, o quarto era confortável, com a/c, banheiro e a comida era boa (porém pouca). Não era um barco muito novo não, mas tinha o que precisávamos. Dividi o quarto com uma outra menina que estava viajando sozinha como eu (ela era suíça/francesa) e ficamos juntos com outros jovens franceses que estavam no barco e foi muito divertido. Na primeira noite ficamos jogando baralho até tarde, após termos ido visitar a caverna. A caverna em si é incrível, gigante, porém como comentei estava super cheio de gente. Após a caverna fomos a “praia” que mais uma vez por ser super pequena, quase não tinha espaço para nadar, rs. Mas neste local da praia existia um mirante, e como era quase a hora do por do sol, me aventurei e subi os inúmeros degraus até o topo e valeu a pena! A vista era de tirar o fôlego 🙂

O primeiro dia se resumiu a isso, já no segundo dia começamos super cedo, tipo 7 da manhã e gomo fazer kayak (canoagem) e foi super legal também, apesar de que depois de 10 minutos meus braços já estavam mortos 😀 mas ir remando próximo aquelas rochas enormes foi incrível. Depois disso tivemos um almoço super cedo e já tínhamos que liberar o quarto. Lá por meio dia já saímos do barco e fomos esperar nosso mini-onibus para voltarmos a Hanoi.

Como disse foi super rapido, mas sempre que dava ficava deitada no deck que tinha no topo do navio, só admirando o lugar. Incluo aqui algumas fotos para verem que estou falando a verdade ahhah 🙂

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A fila básica para entrar na caverna

A fila básica para entrar na caverna

Dentro da caverna

Dentro da caverna

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Lá do alto!

Lá do alto!

Aiii foi difícil ir embora… A criação de Deus é tão perfeita e este lugar é muito especial.

Até mais,

F. ❤

Hostels? Minhas dicas e experiências

Faz parte da realidade dos mochileiros que viajam com um orçamento apertado, ficar em albergues (eu prefiro chamar de hostel). É bem mais barato que um quarto de hotel, você conhece outros viajantes, alguns organizam festas ou tours, etc… e é especialmente mais viavel para aqueles que viajam sozinhos, como eu. Acho que a primeira vez que fiquei em um hostel foi em Miami em 2008, junto com minha irmã Fernanda, desde aquele época já perdi as contas em quantos hostels fiquei, mas com certeza foram muitos.

Qualquer lugar que eu vá, pode ter certeza que um dos primeiros sites que checo é o hostelworld.com site onde eu faço minhas reservas, sempre com base nas resenhas de outros viajantes, o que eu acho fundamental. Entre os pontos que mais valorizo estão: limpeza e localização. É baseado nisso que em geral faço minhas escolhas.

Tenho preferencia tambem por dormitórios só para mulheres, pois me sinto mais confortável, se tiver que trocar de roupa não tem problema, você coloca o pijama que quiser, etc… Fora que em geral homens roncam mais! Também tento escolher quanto menos cama, melhor, em geral um dormitorio não terá menos que 4 camas, podendo chegar até 22–28! A lógica é que quantos mais gente, mais barulho, mais agendas e horários diferentes e menos paz para dormir. Até agora que eu me lembre o dormitório com mais gente que dormi foi em Manila, nas Filipinas, onde fiquei em um quarto para 16 mulheres! Até que não foi tão traumático, mas o banheiro era impossivel ficar limpo, com este tanto de gente. Já fiquei em muito quarto mixto também e não tenho problema com isso até porque todas minhas histórias mais doidas em hostels foram causadas por mulheres!

Já tive experiências bizarras em hostels e olha que em geral tento escolher os que não são publicamente posicionados como party hostels, pois nesses sim, deve acontecer de tudo! Em janeiro quando fui para Londres com minhas irmãs, ficamos em em dorm feminino para 10, e se eu consegui dormir 1 noite inteira foi muito, pois era uma mistura, tinha a chinesas que ficavam até tarde fazendo compras e chegavam no quarto e queriam arrumar TODAS as sacolas (peguei trauma de barulho de sacola! E de fato chineses não tem muita noção e falam alto e fazem barulho sem se preocupar com os outros!), tinha uma vovó (sério ela tinha uns 60 anos) que roncava mais que um trator e a cereja do bolo, ou a historia mais inacreditável foi de uma menina X que trouxe um “amigo” durante a noite e não se importou que as beliches eram uma coladas na outra e fez o que bem queria, se é que me entendem! Pelo que analisei (parece até coisa séria ahahha) na Europa em geral os mochileiros vão para festar ou no caso dos asiáticos para fazer compras… Isso generalizando muito grotescamente, então acho que o povo não tem uma etiqueta mais sociável e respeitosa (tirando se você quiser festa) nos albergues, algo diferente aqui pela Ásia.

Aqui o povo, em geral sabe que uma noite bem dormida é valioso, pois viajar por aqui é muito mais trabalhoso do que na Europa, é claro. Tirando os Irlandeses, Britânicos e Australianos que são os que vêm até a Ásia só em busca de droga e cachaça barata o resto sabe balancear melhor. Nossa já divaguei demais hahah mas é para dizer que eu admiro os viajantes que respeitam os demais que estão no mesmo dorm. Desde que estou viajando pela Ásia tem sido tranquilo, a não ser em Hanoi quando estava em um dorm com uma louca, sério ela tinha problemas e nem o pessoal do hostel sabia o que fazer com ela, ela se trancava no banheiro, no escuro com o chuveiro ligado, e tinha alugado um moto na cidade e não queria pagar, até que a policia a levou até o hostel e fez eles pagarem! Entre outras coisas… Eu não dei muito papo pra ela, mas fiquei feliz que tinham outras pessoas dormindo junto no mesmo quarto! E mais recente (tipo, ontem) um grupo de 4 irlandesas voltaram mucho locas da balada, tudo bêbadas, fazendo barulho é claro, até que elas pareciam estarem dormindo quando uma delas abaixou as calças e fez xixi no meio do quarto! Depois ela deitou encima das malas (delas) e foi bater na porta para alguém abrir, mas detalhe: ela já estava do lado de dentro! É engraçado para não dizer trágico! Mas eu já estava de saco cheio, pois tinha que acordar cedo para ir mergulhar e fiquei umas 2–3 acordada enquanto tudo isso acontecia, isso porque essa mesma menina tinha trazido um rapaz para o quarto (que também estava hospedado no hostel) e ai o segurança teve que vir umas 2 vezes retirá-lo, pois não é permitido.

Anyway, depois de toda essa novela, hoje em dia não viajo mais sem tampão de ouvido (isso é vida!) e tapa olho. Não uso sempre, mas quando vejo que vou precisar, entro na minha “bolha” e durmo feliz 🙂

Fora isso eu curto ficar em hostel, já conheci muita gente bacana, pessoas que estão dando a volta ao mundo, ou simplesmente curtindo as férias. É uma oportunidade incrivel para conhecer pessoas incríveis e eu tento estar aberta a isso… Confesso que após tanto tempo viajando você já sabe como vai ser a conversa inicial (pra onde vai, de onde veio, há quanto tempo esta viajando, de onde vem, etc) e não é sempre que tenho ânimo, mas faz parte.

Recomendo ficar em hostel pela experiência e hoje cada vez mais eles estão ficando mais confortáveis e é claro o bolso agradece 🙂

Tinha tirado fotos ótimas para mostar o hostel em que estava, onde o episódio das bêbadas aconteceu, porém tive meu celular roubado em Manila 😦 então vou colocar uma foto do hostel que estou neste exato momento.

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Adoro quando tem esta “cortina” é ótimo para dormir tranquilo. Neste também tem luz e tomada individual, o que é 10! Ah by the way, este hostel é em Kuala Lumpur, Malásia.

Ps. Estou mega atrasada nos posts, pois estou sem meu computador há uns 12 dias 😦 no momento esta no concerto, então vou tentar atualizar aqui pelo iPad para não ficar mais atrasado ainda. 🙂

Cheers,

Flavia

Hanoi, capital do Vietnã

Oi!

Estou cada vez mais atrasada nos meus posts, oh Lord.. mas vou tentar dar um gás já que sinto que quando demoro muito para escrever sobre um local por onde passei, acabo esquecendo os detalhes e não escrevo tão bem.

Bom, de Hué (a cidade anterior) até Hanoi, capital do Vietnã, demorei quase 14 horas de viagem! Graças a Deus foi em um sleeping bus, um ônibus com cama e a viagem foi ok na medida do possível. Chegando lá fui caminhando até meu hostel que ficava no Old Quarter, que é o bairro antigo da cidade e o local onde se concentra a grande maiorias dos hotels, hostels, agências de turismo, lojas etc. No total fiquei 4 dias em Hanoi, 3 quando cheguei e depois mais 1 quando voltei de Sapa (que contarei em breve) e foi suficiente, pois Hanoi é uma cidade grande com um transito e buzinaço caótico que após algum tempo deixa qualquer um louco hahha.

Queria sair um pouco da área turística e no primeiro dia fui ao cinema e caminhei bastante, passando pela Ópera e outros prédios, mais uma vez fiquei supressa que assim como Ho Chi Minh, Hanoi é super bem desenvolvida e existem áreas mais “ricas”, com lojas de grife etc, coisa que jamais imaginava antes de vir ao país.

A ópera

A ópera

Aproveitei para comprar para o dia seguinte meu ingresso para assistir o Water Puppets, que é um teatro de marionete na água, tradicional do Vietnã e que “nasceu” em Hanoi. É bem interessante e bonito, porém é tudo em Vietnamita então não dá para entender nada é claro, mas acho que valeu a experiência (custou U$ 3,00).

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Hanoi é conhecida por ser uma cidade com muita opção de comida de rua, e é verdade, a cada esquina queria provar algo hahah mas as vezes não sabia o que era e eles não sabiam me explicar, ai nem sempre tinha coragem. Mas estava eu sentada comendo algo (que eu não tinha certeza o que era) sendo que eu queria também experimentar uma outra coisa que eles vendiam, ai perguntei para 2 vietnamitas que estavam do meu lado se aquilo era camarão, e elas então me deram um para provar! Povo gente boa esse né? 🙂

O principal ponto turístico da cidade é o mausoléu onde esta o corpo do maior líder Vietnamita, o Ho Chi Minh.

O principal ponto turístico da cidade é o mausoléu onde esta o corpo do maior líder Vietnamita, o Ho Chi Minh.

No meio de toda loucura da cidade existe um lago lindo, onde os viets fazem exercício, os turistas passeiam, etc é tipo um oásis em meio ao caos. Existem também muitos cafés espalhados pela cidade, o que eu adorei, uma pena que ainda é permitido fumar dentro dos locais :/

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Andando pela cidade achei este “mercado central” que é enorme, 3 andares, cheio de muita muamba, rs.

O lago

O lago

Enquanto estava em Hanoi tinha que decidir sobre os tours que queria fazer, pois ali era o local para isso. Primeiro perguntei no meu hotel mas o preço deles estava meio alto como pude constatar após fazer uma breve pesquisa de mercado rs No final das contas acabei fechando com uma agência e fiquei feliz com o serviço. Comprei o tour de Halong Bay (U$ 75,00 – próximo post) e o de Sapa (U$ 60,00 – post depois do de HB), sendo que não tinha certeza se queria ir para Sapa, pois sinceramente estava com preguiça de ter que pegar mais dois ônibus de 10 horas (ida e volta), depois de ter viajado o país inteiro de ônibus… porém graças à Dios mudei de ideia. Um ponto que me fez mudar de ideia também foi que eu não queria ficar mais 3 dias à toa em Hanoi ahhaha pois de qualquer forma teria que esperar até dia 29 quando iria pegar meu vôo para as Filipinas, bom e valeu muito a pena.

Pensando agora se fosse para escolher entre Hanoi e Ho Chi Minh (Saigon), as duas maiores cidades do Vietnã, preferi Saigon, pois o caos de motoqueiros é menor e você consegue “respirar” mais na cidade.. Hanoi é muito prédio, muita fumaça, um dia até tentei ir ver o rio que cruza a cidade, caminhei horrores debaixo do sol de 40 graus e não achava o Rio (isso sendo que que já estava na ponte!)… tamanha é a área construída da cidade.

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A tal da ponte…

Mas por ser um dos pontos principais de entrada e saída tanto do país quanto para Halong Bay e Sapa, Hanoi acaba merecendo a visita, pois mais uma vez é em meio a esta loucura toda que você entende este povo.

Cheers,

F.

Hué e a cidade Imperial

Saindo de Hoi An segui para Hué, onde fiquei por só 2 noites. A cidade em si não tem muita coisa para ver além da atração principal que é a citadel, ou a cidade Imperial, considerada patrimônio mundial pela UNESCO em 1993.  Hué foi capital de um império que durou algo como 400 anos e a área histórica é enorme, com mais de 500 ha, onde inclui a capital e o reino do império e a cidade proibida (algo similar ao que se encontra em Beijing).

Aluguei uma bicicleta e cruzei a ponte sobre o Rio Perfume para visitar o local. Existem vários tours que organizam passeios pelo local, o que deve ser bem interessante caso seja algo que te atraia, porém fui freestyle e gostei também, apesar de sentir falta de uma explicação mais detalhada de algumas coisas, então vez ou outra eu parava próximo a um grupo que tinha um guia e escutava disfarçadamente (hahaha, quem nunca?).

Diversos peixes que estavam em uma lago na entrada da citadel. Paguei por um saquinho de comida de peixe, por isso eles parecem estar desesperados na foto :P

Diversos peixes que estavam em uma lago na entrada da citadel. Paguei por um saquinho de comida de peixe, por isso eles parecem estar desesperados na foto 😛

A maquete da Citadel

A maquete da Citadel

Um teatro que achei por lá.

Um teatro que achei por lá.

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Estilo Chinês

Estilo Chinês

O hotel que fiquei foi bom para o preço, pois paguei U$9,00 por um quarto privado com banheiro, e para quem estava vindo de 5 noites em um hostel, dormindo com mais 5 em um quarto minúsculo (sendo que na última noite dormiu eu e mais 5 jovens bem bagunceiros) me senti em um 5 estrelas, ok exagero ahaha mas foi bom!

Além disso o hotel era bem localizado e em uma viela onde tinha o restaurante mais gostoso da cidade, tive até que escrever uma review deles no Tripadvisor, pois a comida era ótima e o serviço também. Aqui está: http://www.tripadvisor.com.ph/Restaurant_Review-g293926-d2012139-Reviews-Family_Home_Restaurant-Hue_Thua_Thien_Hue_Province.html

Além disso lá perto tinha uma boulangerie (padaria) com croissants e pain au chocolat que adorei, fora que este é também um café com causa social, ou seja, as pessoas que ali trabalham são jovens antes marginalizados e eles também trabalham na profissionalização de jovens como padeiros e confeiteiros os capacitando para trabalhar em restaurantes da região. Aqui a página deles no FB (pois não achei website): https://www.facebook.com/pages/La-Boulangerie-Française-Banh-mi-Phap/136435979797151 

Tive dois dias tranquilos em Hué, lá perto tem praia também, mas já estava bem queimada e devia evitar ahhah. Meu próximo trecho seria o maior da viagem até agora 13-14 horas, mais de 700km rumo à capital do Vietnã Hanoi, onde passei 3-4 dias e contarei no próximo post.

Cheers,

F.