O episódio do rato na minha cama

Quando estava em Bali há quase 2 semanas atrás aconteceu um episódio traumático, mas que me fez refletir sobre viajar sozinha e seus aprendizados.

Cheguei em Ubud, Bali e tinha feito uma reserva em um hotel pelo booking.com. Tive que reservar um hotel pois só tinha conseguido cama em um hostel para o dia seguinte, já que estava tudo lotado. Quando você usa o booking.com em geral você não tem que pagar, o que é bom, então quando cheguei na cidade vieram me oferecer um quarto por um preço mais barato do que o hotel que eu tinha reservado. Como estou viajando com um budget apertado, cada centavo conta e neste caso eram 5 dólares! Ok, era um quarto privado com banheiro, fui lá dei uma olhada e parecia tudo ok, e o jardim do hotel era bem bonito e tinha até piscina. Como era só uma noite não pensei muito e fiquei por lá mesmo… até que quando já estava de olhos fechados para dormir senti algo na cama (estava com lençol me cobrindo), olhei rapidamente e vi algo correndo, mas foi muito rápido porém tenho certeza que vi um rabo! Nisso minha reação foi pular da cama é claro, e subi na cama ao lado (eram 2 camas de solteiro) e peguei minha lanterna. Tentei ver alguma coisa, mexer a cama e não consegui ver mais nada…

Achei que estava louca e que tinha não tinha visto nada de fato, o que me restava era tentar dormir. Dessa vez resolvi usar a cama ao lado, me cobri e fiquei segurando a lanterna just in case… quando escutei algo novamente, liguei a lanterna e lá estava ele, em cima do armário. Oh God! Why? Será que foi castigo porque não fui ao hotel que eu tinha reservado?

Obvio que sai do quarto e fui a recepção, porém não tinha ninguém por lá, tudo escuro. E agora?

Neste momento não sabia o que fazer, procurei uma rede ou um sofá do lado de fora porém não tinha nada, até que achei um quarto vazio, sim Deus é bom! O quarto estava vazio e com a chave na porta, além de ser bem melhor do que o quarto que eu estava, tinha até ar-condicionado. Dormi por lá mesmo, apesar de não ter dormido muito bem porque estava com medo de alguém descobrir que eu estava lá, sendo que eu tinha pago por um quarto mais simples, sim loucura minha 😛

Na manhã seguinte fui reclamar na recepção e a reação deles foi: nenhuma, a menina até riu. Estava super brava, e assim que dei check-in no hostel corri para o Tripadvisor e escrevi uma resenha péssima sobre o local. Isso era o mínimo que eu podia fazer e ajudar outros viajantes que cogitem se hospedar naquele hotel.

Resumindo: muitas vezes viajando sozinha, ainda mais sendo mulher, temos que lidar com situações que jamais gostaríamos de ter que lidar ainda mais quando envolve seres nojentos ahhaha Lembro que quando estava morando no Laos tive que matar várias baratas e uma vez tinha uma aranha enorme dentro da cesta da minha bicicleta e mesmo assim eu consegui me livrar dela e sem matá-la! Teve ainda o episódio de quando estava no Camboja e vi a maior aranha da minha vida, lindamente repousando EM CIMA DA MINHA ESCOAVA DE DENTE! Eu que sempre detestei qualquer tipo de inseto, apesar de não ter nenhuma fobia louca contra eles, tive que me virar.

Não sei o que tudo isso irá significar na minha vida, talvez nada, só o fato de que eu consigo matar uma barata sem gritar 😛 ou talvez de que eu sou macho e podem me jogar numa floresta que irei sobreviver, ou ainda, que em meio as dificuldades e situações com as quais você não gostaria de lidar, o mais sábio a fazer é respirar fundo e saber que você consegue sim, que seus medos estão na sua mente e que você pode vence-los.

Ps1.: Esse aqui é a porcaria do hotel: http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g297701-d3492936-Reviews-Ubud_Permai_Bungalow_Spa-Ubud_Bali.html 

Ps2.: Já tinha terminado de escrever este post quando sai para correr na praia e cheguei numa área onde tinham macacos (sim só na Ásia para isso acontecer), estava mantendo distância, até que um macaco muito louco e dos grandes começou a vir correndo na minha direção! Minha reação foi correr também mas vi que ele ia me alcançar, ai que desespero! Joguei minha garrafa de água pra longe e ele foi atrás da garrafa, graças a Deus! Conseguem imagina a cena? #traumatizada #macacodoido #sónaasia !

Cheers,

F. ❤

Vulcão Bromo, Indonésia, como ir sem tour.

O monte/vulcão Bromo foi um dos motivos que escolhi ir para Java, pois minha amiga ítalo-francesa Claire (baci bella!) tinha me falado que era incrível. Eu como nunca tinha ido à um vulcão não sabia o que esperar e estava com certa dificuldade de descobrir como chegar até lá. Existem vários tours saindo de Yogya que custam cerca de 35-40 dólares e te levam ao Bromo e te deixam em Bali, o que pra mim seria super interessante pois este era meu roteiro planejado. Porém eles exigem no mínimo 2 pessoas, o que complicou minha vida, e informações para fazer o tour e como chegar até o monte foram difíceis de encontrar. Felizmente consegui essas infos e o pessoal do hostel me ajudou também.
Ir até o Bromo ser um tour é bem mais complicado, porém você tem a liberdade de fazer no seu próprio tempo e ficar o quanto quiser nos lugares e foi isso que eu fiz, porém mal sabia eu o tempo que eu levaria para chegar até lá.
Sai cedo do hostel, por volta de 7 am, peguei uma moto para me levar à rodoviária que era bem longe e demorou uns 30-40 minutos para chegar, nisso peguei um ônibus público até Surabaya que é um hub importante de Java e de lá poderia pegar outro ônibus até outra cidade. Vale dizer que existe o trecho Yogya-Surabaya em trem, mais rápido, porém mais caro. Então eu demorei umas 10 horas e a passagem me custou bem barato (não lembro o preço), chegando em Surabaya peguei outro ônibus para Probolingo,  a cidade que fica mais próxima ao pé do monte, ok, mais 2 horas de viagem. Chegando em Probolingo existem ônibus que te levam até o monte já, porém eles funcionar no estilo: só saio quando estiver lotado (todos funcionam assim). Mas já era umas 20:30, eu ainda não tinha nem lugar para dormir e sabia que existiam motoqueiros que oferecem este trecho. E lá fui eu mais uma vez subir na garupa da moto, detalhe este foi o trecho mais caro, me custou 10 dólares e demorou mais 1 hora no mínimo.
Este foi um momento que me fez refletir sobre a vida. Euzinha na garupa de uma moto, subindo um vulcão ativo, com muito frio (quanto mais subia mais frio eu sentia, ok isso é óbvio), sem saber se teria um lugar para dormir. Oh Deus, será que vai valer a pena, será que não é sacrifício demais? Confesso que estava sofrendo literalmente, pois além do frio, estava vindo de mais de 12 horas sentada, minha bunda e pernas doíam tanto (você já andou de moto por mais de 1 hora? Dói pra caramba). Anyway, tinha anotado o nome de um possível local para dormir, cheguei lá e adivinha: tudo lotado 🙂
Como a maioria das pessoas vão em tours, os hotels lotam fácil. Felizmente os locais não são bobos nem nada e existem homestays, casas dos próprios locais que oferecem quartos. Achei uma, chorei o preço e paguei 15 dólares pelo quarto e pedi emprestado um casaco. É possível subir a pé ao Vulcão para ver o nascer-do-sol (é por isso que todo mundo vai até lá), porém chega de aventura, então combinei com o próprio amigo da homestay para me levar na madrugada seguinte as 3:30 da manhã e o roteiro completo me custou mais 15 dólares.
Ainda estava com muito frio e não estava nem conseguindo dormir, ai vi que na sala tinha mais um casaco e peguei, só para descobrir no dia seguinte que o casaco era de um outro rapaz que estava ficando lá também. Ops! Mas sem querer e sem saber ele salvou minha vida, se não tinha congelado!
Ok, 3:30 já estava pronta para subir em mais uma moto e lá fomos nós até o topo. Chegando lá, existem milhares de Land Rovers que levam os turistas que estão nos tours. Lá no alto existe gente alugando casacos, vendendo café e cup noodles (meu jantar, já que não tinha mais nada aberto na noite anterior quando cheguei), etc. Nisso a batalha para encontrar um local decente para assistir o nascer do sol, começa. Infelizmente muitas pessoas sabem sobre o Bromo e o local é cheio de turistas, porém não chega a interferir na beleza e magnitude de tudo aquilo, e sem dúvidas foi uma das paisagens mais lindas desta minha viagem.
Assim que cheguei esta foi a primeira imagem.

Assim que cheguei esta foi a primeira imagem.

Valeu a pena?

Valeu a pena?

Como é um vulcão ativo, foi possível ver lava saindo..

Como é um vulcão ativo, foi possível ver lava saindo..

Vamos tirar uma selfie :)

Vamos tirar uma selfie 🙂

Nisso eu tive bastante tempo para tirar quantas fotos eu queria, e por volta de 6 am encontrei meu “motorista” para irmos à uma outra cratera. Durante o caminho a paisagem é de tirar o fôlego, ainda mais pra mim que nunca tinha visto um vulcão. Bom chegando a este outro local, você deve subir até a cratera e nesta subida quase perdi meu coração pela boca, umas duas vezes. O local é todo de uma areia fina e é super difícil subir. Existem cavalos que eles te oferecem, insistem é a melhor palavra, porém tinha um monte de gente bem mais velha subindo então respirei fundo e fui.
O deserto de cinzas visto lá do alto.

O deserto de cinzas visto lá do alto.

Na subida, pagando meus pecados :P

Na subida, pagando meus pecados 😛

A cratera

A cratera

Na outra cratera

Na outra cratera

Eu feliz depois de ter passado por tudo isso!

Eu feliz depois de ter passado por tudo isso!

Bom chegando lá, mais uma vez se tem uma vista única, tanto da cratera quanto deste deserto (vide foto) o que fez valer o esforço. Curti meu tempo por lá e desci para pegar a moto e voltar a cidade. De lá esperei até umas 10:30 para pegar uma van para Probolingo de novo.
E foi isso, passei cerca de 16 horas no local, sendo que viajei quase a mesma quantidade de tempo só para chegar lá. Valeu a pena? Com certeza! Quando na vida poderei subir um vulcão? No dia seguinte, lá estava eu, dessa vez em outro vulcão ahhahah
Eu até poderia ter ficado mais tempo por lá, explorando mais o vulcão, porém nem sabia que isso era possível e como estava sem roupa de frio apropriada, ia continuar sofrendo, então nem pensei duas vezes em seguir viagem, apesar de não saber ao certo para onde iria next.
Esta foi a experiência do meu primeiro vulcão e aguarde os próximos capítulos para minha experiência com o outro vulcão.
Cheers,
F. ❤

Perhentian, as melhores praias da Malásia!

Já tinham me dito que o litoral da Malásia era super bonito, na verdade o mesmo mar e golfo que banham o sul da Tailândia, onde estão as praias mais famosas do país, é o mesmo que banha esta região do noroeste da Malásia peninsular. Os dois principais destinos são Langawi e as ilhas Perhentian, acabei escolhendo a segunda opção por nenhum motivo em específico, e acho que fiz a escolha certa 🙂

Existe a ilha pequena e a ilha grande, a grande pelo que li é onde estão os hotéis mais caros e a ilha pequena é mais para mochileiro, apesar de existir opções para todos os bolsos também. Sai de Penang as 4:30 da manhã de minivan até chegar a Kuala Besut, uma das cidades de onde as lanchas saem para chegar as ilhas. O preço total saindo de Penang até a ida e volta de lancha, custou 130 Rigght, e por volta de 12h eu cheguei a ilha e fui a procura de um hostel. Não tinha reservado nenhum hostel e quando cheguei quase passei um sufoco, pois cheguei numa quinta-feira e domingo era o Dia Nacional da Malásia, então os locais teriam um feriado prolongado a começar na sexta-feira.

Onde fica as ilhas Perhentian?

Onde fica as ilhas Perhentian?

Como estava quase tudo lotado o hostel que encontrei era bem simples, para não dizer pobre, que nem papel-higiênico dava. Fora isso a energia era a base de gerador e este só era ligado de 19h-07h, então 7 da manhã o ventilador parava e ai você acordava assim que começasse a sentir muito calor, tipo um despertador natural. Os donos do hotel era bem hippies, à la rastafari, mas muito gente boa e o local ficava de frente ao mar.

 Escolhi ficar em long beach, que é a praia principal da ilha, existem outras também como a Coral Beach que fica do lado oposto da ilha e é o local ideal para assistir o por-do-sol, o que eu fiz um dia. Porém deste lado tem menos opções de hotel e restaurante e existem uma maior concentração de casais.
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Que tal?

Que tal?

Achei que não fosse curtir muito a ilha, pois é bem “roots”, sem energia, quase sem internet, sem caixa eletrônico. Não que isso seja extremamente necessário, mas quando cheguei o clima não estava dos melhores e não tinha achado a praia grandes coisas.
Lagarto que estava todos os dias do lado do meu quarto. Contato com a natureza da ilha :)

Lagarto que estava todos os dias do lado do meu quarto. Contato com a natureza da ilha 🙂

Por ser uma ilha, se nem eletricidade tinha imagina água? Ok, tinha água porém pediam para usar com moderação.

Por ser uma ilha, se nem eletricidade tinha imagina água? Ok, tinha água porém pediam para usar com moderação.

Todos os restaurantes eram bem simples, porém tinham uns mais badalados, mais na área central da praia, experimentei comer em dois deles e a comida era péssima, já estou na Ásia há quase 7 meses e existem 2 pratos que existem em todo lugar e é garantido você pedir e ser bom, que é fried noodles e fried rice, em dos restaurantes pedi um fried noodles e eles conseguiram fazer algo ruim.
Enfim, acabei descobrindo um restaurante/café perto do meu hostel, chamado Chill Out place, onde mais uma vez todos eram rastas… porém a comida era muito boa e no final dos meus dias por lá eles já sabiam até meu nome 🙂 Comia sempre Roti Canai que é um prato típico da Malásia porém de origem indiana (vou colocar uma foto para entenderem).
Fora isso, aproveitei para terminar um livro que estava lendo, relaxar na praia, etc. Na minha penultima noite conheci um grupo de amigos que me chamaram para ficar com eles na praia, e lá ficamos conversando até tarde, quando deu meia-noite, na virada do dia 31 (Dia Nacional da Malásia), tiveram queima de fogos, por sinal muito melhor do que a que tive no meu Ano Novo em Paris hahah, e foi legal ver os locais super felizes comemorando o dia deles.
Nas Perhentians existem muitas opções de tours para fazer snorkelling ou mergulho, até ia fazer porém acabei não fazendo e confesso que me arrependo. A praia em si é linda, tipo piscina e mesmo fora d’água é possível observar a vida marinha do local, deixo o mergulho para uma próxima visita 🙂
Por do sol visto de Coral beach.

Por do sol visto de Coral beach.

Estava sentada no pier observando os peixes.

Estava sentada no pier observando os peixes.

Cheers,

F. ❤

Manila nas Filipinas, onde eu não voltaria.

Nossa, já tem um mês que sai das Filipinas e ainda não escrevi nenhum post sobre minha viagem por lá. Talvez por não ter sido o que eu esperava e por ter sido sem dúvidas o país mais difícil de viajar e o qual tive algumas experiências ruins. Não quero falar que o país é péssimo e que você não deveria ir, longe disso, o país tem paisagens lindas e muitas pessoas foram super gentis comigo, porém eu dificilmente voltaria. Talvez eu simplesmente não tive “sorte”, porém as diversas situações de stress que passei por lá, me fizeram querer ir embora o quanto antes.

Acho que acabei fazendo escolhas erradas, pois acabei “perdendo” 4 dias na capital, Manila, onde cheguei vinda do Vientã. Lá foi o primeiro lugar no Sudeste Asiático em que senti medo. Apesar de que não quero dizer medo, pois soa muito forte, porém me senti insegura ao sair à rua. Fora que a cidade é feia, e infelizmente vi muitos moradores de rua, com crianças, e o mais triste, crianças usando drogas a luz do dia. Fiquei hospedada da região de Malate o que descobri depois que cheguei é que esta região é o dos prostíbulos, apesar de ser central e tudo mais. Além disso nas Filipinas não existe muito a cultura de comida de rua, como nos demais países da região, o que torna difícil achar um local para comer e experimentar a comida local. A cidade é cheia de shoppings e acabei ficando “presa” a estes lugares, se eu quisesse comer ou ao menos passar o tempo, já que não me sentia tranquila ao andar pelas ruas. Vale dizer que o país é BEM americanizado, até porque foram dominados pelos EUA após o período de colônia espanhola, fiquei muito impressionada com a quantidade de lojas e restaurantes, que eu só vi nos EUA, porém que também existe nas Filipinas. As Filipinas é também o único país do SE Asiático predominantemente católico, o que me fez refletir como isso afeta a sociedade deste país, pois em países como o Camboja ou Vietnã, muito mais “pobres” que as Filipinas, não vi tanta miséria. Claro que isso é uma análise superficial, tenho certeza que existem inúmeras pessoas ajudando uns aos outros neste país, porém foi minha primeira impressão.

Vale dizer também que não gostei da comida local. Já tinha lido em um outro blog de viagens onde eles falavam que a comida não era boa, porém tentei experimentar o prato local principal que é Adobo, que nada mais é que arroz branco e um pedaço de frango. Fora isso eles comem muita coisa frita não identificáveis. Ai como eu estou sendo chata neste post… mas me desculpe estou falando o que eu vi e passei.

Se tem uma coisa que aprendi aqui pela Ásia é a deixar qualquer frescura de lado, porém de fato não gostei da comida local, e se não fosse as inúmeras opções de restaurantes “gringos” teria sido pior ainda.

Bom, como estava em Manila fui conhecer o Mall of Asia, o maior shopping mall do país e o segundo maior do mundo. É bem impressionante claro, e tenho certeza que não consegui conhecer nem metade dele, mas sem dúvidas é uma boa opção para compras.

O tempo estava bem ruim quando eu passei por Manila, com muito vento (estava com medo de Tufão, pois o Glenda tinha passado na semana anterior a que cheguei) e chuva. Mesmo assim fui conhecer o Intramuros que é o principal ponto turístico da cidade, distrito histórico e o centro de Manila. Esta é a região onde a família real espanhola, que comandou as Filipinas por mais de 300 anos, ficava e onde tem os prédios do governo e igrejas. Ia fazer tudo andando, mas o local é bem grande então acabei acertando com um cara de um triciclo para dar uma volta e me mostrar os prédios principais. Na verdade acabei não sobrevivendo a insistência por parte dele. É bem caro, porém paga-se por cada 30 minutos, acabei fechando o passeio de 1 hora por metade do preço (150 pesos). E confesso que não achei nada demais… :/ pois para quem conhece qualquer igreja ou prédios históricos espanhóis e português, seja na Europa ou na América do Sul, eles são muito mais bonitos e interessantes dos que eu vi por lá. Porém valeu a pena para entender melhor a história do país.

A catedral de Manila

A catedral de Manila

por dentro da igreja

por dentro da igreja

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Os espanhóis chegaram às Filipinas em 1564 (mais ou menos a mesma época em que chegaram à América Latina) quase 1900. Isso contribuiu para este país ser bem diferente dos demais do SE Asiático como já comentei, seja na religião católica, no idioma que esta cheio de palavras em espanhol e até em inglês e até em como o povo Filipino se identifica. Encontrei um amigo que esta trabalhando em Manila e ele me contou que se você perguntar para um Filipino eles se consideram latinos e não asiáticos. Ouvi diversas vezes eles escutando musicas tipo reggeatton e outras coisas que mostram essa “vontade” de ser latino, se é que se pode dizer assim…

Bom, além de shopping e intramuros não fiz nada mais em Manila e infelizmente não segui o conselho de outros viajantes, o de ficar APENAS 1 DIA em Manila, ou se der nem fiquei, vá direto para as ilhas.

Além de todo esse drama, meu primeiro stress no país foi que tive que despachar minha mochila no vôo Hanoi-Manila (estava viajando com uma cia aérea Filipina, a Cebu Pacific) e chegando em Manila a capa de chuva da mochila e uma outra capa de chuva que estava amarrada na mochila tinham desaparecido. A cia aérea não deu nenhum retorno, e depois de ir lá 2 vezes, brigar um monte e perder meu tempo, eles falaram que por ser itens externos não poderiam fazer nada. Fora isso, quando estava no aeroporto internacional de Manila, já na minha saída do país, como meu vôo era super cedo, optei por “dormir”no aeroporto, algo que já fiz outras vezes. Porém apesar do aeroporto estar cheio, quando estava tentante dormir alguém passou e roubou meu celular (por sinal, estou sem celular até hoje, já faz 1 mês! Você sobreviveria? ahahha). Percebi 1 segundo depois e corri para os seguranças em busca de ajuda, porém eles fizeram tudo numa má vontade, tudo super lento e para completar o aeroporto não tinha câmeras de segurança! Como assim um aeroporto sem câmeras? Pois é! Além disso a taxa do aeroporto é paga aparte da passagem aérea, e neste aeroporto porcaria custava 500 pesos! Ok, estou falando de 25 reais ahhaha mas mesmo assim, sai bufando e revoltada!

Ai quanto drama! ahahha

Bom, além de Manila fui para ilha de Cebu e para Boracay. Em Cebu fui para uma ilha próxima que chama-se Malapascua e para o sul da ilha em Oslob.

Vou contar em outro post melhor sobre estes outros locais que foram lindos, apesar dos stresses ainda terem continuado!

Cheers,

F. ❤

Georgetown, minha cidade favorita na Malásia!

Saindo de Cingapura (com C ou com S?) no dia 25/08 de manhã cheguei em KL por volta de 13h e fui buscar meu computador que tinha deixado arrumando na assistência técnica e de lá já fui direto para outra rodoviária, Puduraya station, que felizmente ficava a uns 20 minutos andando de onde estava. Chegando na rodoviária comprei o próximo ônibus saindo para Georgetown em Penang, e custou cerca de 35 MRY (uns 10 dólares) e em mais 6 horas de viagem chegava em Georgetown. Este dia em específico foi muito cansativo, pois tinha saído de Singapura as 7:30 da manhã e passei 12 horas viajando.

Bom, cheguei em Penang e a rodoviária ficava longe de onde iria ficar, o hostel que reservei (House of Journey – recomendo!) indicou pegar um ônibus público para chegar até lá, e lógico que foi essa opção que escolhi né? rs. No final, da hora que cheguei na rodoviária até chegar no hostel demorei mais 1:30! Ufa. Felizmente o hostel era bem localizado, próximo a várias barracas de comida de rua, algo que é super famoso em Penang e foi por lá que jantei.

Para explicar melhor, Penang é uma ilha da Malásia (bem grande) e nesta ilha a maioria das pessoas ficam, e é a capital deste estado, é em Georgetown, cidade super fofa e cheia de um estilo próprio que eu adorei. Existem passeios que se pode fazer a partir de Georgetown para conhecer o resto de Penang, entre eles o Parque Nacional e a praia, porém peguei alguns dias de chuva e acabei não indo à nenhum destes outros pontos turísticos e fiquei só pela cidade mesmo, que apesar de pequena, adorei ficar andando e explorando cada canto.

No primeiro dia resolvi seguir um mapa específico que aponta os locais onde os grafittes e outras street arts estão localizadas e foi o que mais gostei na cidade. Essa mistura de prédios históricos, Georgetown é patrimônio da Unesco, com diferentes pinturas e esculturas espalhadas pela cidade dão um charme todo especial.

 

Tradicional templo chinês

Tradicional templo chinês

Uma das artes de rua

Uma das artes de rua

Adorei o fato deles incluírem objetos à arte

Adorei o fato deles incluírem objetos à arte

Minha favorita <3

Minha favorita ❤

Existem várias destas "esculturas" de ferro espalhadas pela cidade.

Existem várias destas “esculturas” de ferro espalhadas pela cidade.

A cidade também é conhecida por sua culinária, e de fato comi super bem e gastando pouco. É claro que a opção mais barata são as barracas de ruas, porém existem inúmeros cafés e restaurantes pela cidade onde uma refeição com bebida custava cerca de 8-10 dólares. Aproveitava estes lugares para trabalhar na minha dissertação, já que estava havia uns 15 dias sem conseguir trabalhar, já que meu computador tinha decidido tirar férias 😛 Existe o bairro “little India” assim como em KL e em Singapura, então para quem quiser comida indiana, opções não faltam, mas em geral as comidas de rua são de influência chinesa (o que eu prefiro).

A área de comida de rua, perto do meu hostel

A área de comida de rua, perto do meu hostel

Meu suco favorito, cenoura e laranja :) detalhe para a embalagem.

Meu suco favorito, cenoura e laranja 🙂 detalhe para a embalagem.

Tom yam Mee, meu prato favorito, e o melhor por apenas 1-2 dólares!

Tom yam Mee, meu prato favorito, e o melhor por apenas 1-2 dólares!

No dia seguinte por recomendação de uma moça que conheci em uma livraria, fui visitar uma exposição fotográfica que estava acontecendo por aqueles dias e quando estava no caminho acabei passando por uma outra exposição fotográfica. Adorei as duas. Isso mostra um pouco da vibe artística que rola na cidade e vale dar uma olhada no calendário cultural para ver o que está acontecendo enquanto estiver na cidade, em geral nos hostels existem vários panfletos de tours e do que está acontecendo pela cidade.

Acabei ficando lá por 4 noites e 3 dias e foi um tempo bom para conhecer bem a cidade, pois é bem pequena e é possível fazer tudo caminhando.  Mas isso porque não visitei o restante da ilha, então para isso seria preciso mais tempo.

Cheers,

F. ❤

Yogyakarta minha primeira parada na Indonésia

Cheguei na Indonésia dia 06/09 e meu vôo foi saindo de Kuala Lumpur, Malásia, direto para Yogya (como Yogyakarta é conhecida). Ainda faltam posts sobre os outros lugares que passei pela Malásia, mais o capítulo da minha viagem as Filipinas etc.. ou seja esta tudo bagunçado ahhaha mas decidi escrever algo mais do presente, para não esquecer dos detalhes.

Antes de vir a Indonésia (ou seja até umas 2 semanas atrás) eu não sabia direito qual seria meu roteiro no país, pois o país é enorme e é um arquipélago então não é tão fácil de viajar como os demais países. Inicialmente tinha pensado em pegar uma ferry que conecta a Malásia até a ilha de Sumatra na Indonésia. Dizem que lá é uma região linda e é onde é possível ver orangutangos em seu habitat natural. Mas como queria passar mais tempo em Bali (que é longe da Sumatra) e como estou tentado fazer menos paradas acabei decidindo ir direto pra Yogya.

Yogya fica na ilha de Java, onde também fica a capital do país, Jakarta. Não quis ir para Jakarta pois nunca ouvi alguém dizer alguma coisa boa de lá… é mais uma cidade grande e caótica da Ásia. Já Yogya é uma cidade grande também, mas não muito, porém é uma cidade universitária e a capital cultural do país. Confesso que a cidade em si não curti muito, porém é próximo a cidade que estão dois templos que são patrimônios da UNESCO, o Borobodur e Prambanan.

Mapa do país para entender melhor quando eu falo Sumatra, Java, etc.

Mapa do país para entender melhor quando eu falo Sumatra, Java, etc.

Existem tours que saem as 4 da manhã para ir ao templo assistir o nascer do sol, e outros tours que levam para o passeio, pois o local é afastado do centro de Yogya. Eu fui de forma independente de transporte público mesmo #muitoroots ! e foi tranquilo… na medida do possível hahah.

Primeiro fui até a rodoviária e da lá saiam os ônibus públicos que demorou cerca de 1 hora (ida e volta custou cerca de 50.000 IDR (menos que 5 dollars). A entrada ao templo de Borobodur é mais cara, e existem preços diferentes para locais e para estrangeiros (algo comum pela Indonésia). Tentei me passar por uma local, quase funcionou 😛 mas quando ela me perguntou de onde eu era em bahasa (a língua daqui) fui descoberta! hahaha No final paguei 115.000 IDR (preço para estudante), mas o preço para locais era 1/3 disso. Anyway, fiquei impressionada com a estrutura do local, eles oferecem até um welcome drink (pode escolher água, chá ou café) e o sarongue que você deve usar para entrar no templo.

É possível comprar ingressos combo, que inclui os dois templos (mas eles ficam longe um do outro), porém fui só em um… depois de tanto tempo pela Ásia confesso que me falta pique para entrar em mais um templo. Porém gostei de ter ido e de certa forma é bem diferente de tudo que vi por aqui, apesar de lembrar um pouco os templos de Angkor no Camboja.

O templo

O templo

Foto da parte mais alto, já dentro do templo

Foto da parte mais alto, já dentro do templo

Eu com minhas fãs :P brincadeira, elas pediram para tirar foto comigo depois que descobriram que eu era "gringa" do Brasil :)

Eu com minhas fãs 😛 brincadeira, elas pediram para tirar foto comigo depois que descobriram que eu era “gringa” do Brasil 🙂

Borobodur

Borobodur

Demorei umas 2 horas andando por lá que além do templo tem uns jardins muito bem cuidados, tirei várias fotos e depois voltei a Yogya.

Neste dia ainda tinha que decidir o que fazer e para onde ir em seguida, pois já estava há 3 noites por lá e estava na hora de seguir adiante. Fiquei em um hostel bem afastado do centro, e acho que foi por isso que não conseguir “sentir” Jogya de verdade, apesar de ter gostado bastante do hostel, que era uma casa enorme e bem confortável. Engraçado é que depois que fiz a reserva, recebi um e-mail deles falando que eles eram um “animal friendly” hostel e que lá morava 2 pit bulls, 1 rato branco e 1 gato. Ok, né? hahahah Os cachorros ficavam presos, mas pareciam bem dóceis. O bom é que neste hostel (justamente por ser afastado) eles ofereciam bikes de graça, então foi de bike que fui explorar a cidade 🙂 Aproveitei para trabalhar também, já que em breve tenho que concluir minha dissertação do mestrado.

Ao chegar à Indonésia não sabia muito o que esperar e minha sensação foi de ainda estar na Malásia, pois o povo tem a mesma “cara”, eles são todos da mesma etnia (os Malaios) e falam praticamente a mesma língua, o Bahasa. Engraçado é que passei 18 dias na Malásia e sempre esquecia como dizer obrigada, ai chego na Indonésia e é a mesma palavra! Então agora aprendo! 😛

Inicialmente demorei uns 2-3 dias para me aventurar na cozinha local, pois confesso que a cada país novo, ter que criar “coragem” de ir comer algo que você não sabe ao certo o que é, cansa um pouco… não estou reclamando é claro, mas demanda força de vontade. Porém felizmente mais uma vez a cozinha daqui é um pouco parecida com alguns pratos que já estava acostumada a comer na Malásia.

Enfim, no dia seguinte segui para o Vulcão Bromo, que fica para o próximo capítulo 🙂

Cheers,

F. ❤

Experiências que não tem preço!

Já completei 6 meses de Sudeste Asiático e volte e meia passo por situações que me fazem crer ainda mais em nós seres humanos. Há dois dias quando viajava em um ônibus público aqui pela Indonésia, eu era uma das poucas “gringas”, apesar de não destoar tanto do população local, o que as vezes me faz passar desapercebida, uma jovem sentada no banco da frente ao meu começou a conversar comigo. Seu nome era Winie, professora de Árabe em uma escola pública que estava à caminho de sua cidade natal para descansar e rever a família, já que ela trabalha em outra cidade. Conversamos um pouco, já que seu inglês era básico, mas mesmo assim nos entendemos. Ela contou que seu marido trabalha na Malásia pois as oportunidade por lá são melhores e ela me lembrou que o Brasil não foi muito bem nesta última Copa do Mundo (essa eu to sabendo). Falei que estava indo a Bondowoso e fiz algumas perguntas, quando o cobrador passou para cobrar a passagem (aqui funciona assim, compra-se a passagem já no ônibus, durante a viagem) ela não deixou eu pagar minha passagem! Fiquei constrangida com tamanha generosidade, é claro que não importa que o valor era baixo, mas a atitude dela em si é algo imensurável, agradeci mil vezes mas não sabia nem o que falar.

Viajar de ônibus pela Indonésia é uma aventura por si só, sempre em cada parada vários vendedores entram no ônibus para vender comida e bebidas e sempre, SEMPRE, entra um cantor/banda etc para cantar algumas músicas ao longo da viagem. Só nesta viagem para Bondowoso (que durou 4 horas), tivemos 4 cantores diferentes! 😛

Confesso que eles em geral não são muito talentosos, até acho que eles estão de brincadeira ahaha porque tem uns que são muito ruins, mas mesmo assim eles tentam. A primeira cantora desta viagem tinha até algo estilo playback já que ela não tocava nenhum instrumento, em geral eles tocam violão, e o mais impressionante é que a grande maioria das pessoas contribuem, nem que seja com uma moedinha. Mais uma vez então Winie foi super linda e me deu uma moeda para eu também poder contribuir 🙂

No ônibus e ao centro um dos artistas durante sua performance :)

No ônibus e ao centro um dos artistas durante sua performance 🙂

Chegando em Bondowoso ela me deu em um papel seu número caso eu precisasse de alguma ajuda, acho que ela percebeu que eu estava bem perdida, e negociou com um senhor de um triciclo para me levar até o hotel que eu tinha pesquisado… e mais uma vez ela pagou ao motorista e falou para eu não me preocupar. Não tenho nem palavras para descrever o que senti, como pode uma pessoa que não me conhece ser tão generosa e altruísta com o próximo. Isso me faz refletir e decidir que eu também quero ser como ela, quero ajudar as pessoas sem esperar nada em troca, pois creio que recebemos aquilo que doamos e é dando amor que se recebe amor. Parece clichê mas essa foi uma experiência viva e quero jamais esquece-la.

Essa não foi a primeira vez que algo assim aconteceu, já tive experiências semelhantes no Laos, no Vietnã, entre outros. O povo daqui apesar de ter muito pouco é de uma generosidade impressionante, além de ter um enorme senso de ajudar o próximo. Que experiências como essas nos façam ter mais fé e crer que ainda temos uma saída e que devemos plantar mais amor ❤

O que o mundo precisa é de um abraço coletivo!

O que o mundo precisa é de um abraço coletivo!

Cheers,

F.