Quanto custa um mochilão pelo Sudeste Asiático?

Quis escrever este post para aqueles que sonham com uma viagem pelo Sudeste Asiático, porém acham que é muito caro e só quem é rico pode fazer.

Esta é a região considerada mais barata para quem quer “mochilar” e até para quem quer vir de férias também. É importante que existe uma grande diferença entre estes dois estilos de viagem e um não é melhor ou pior do que o outro. Quem vem de férias quer ter conforto, sombra e água fresca (e comida ocidental em sua maioria), porém se você que vir como mochileiro, a sua intenção maior é conhecer a região e não se importar se terá que dormir com mais 15 pessoas no mesmo quarto, ou comer na rua como os locais, ou ter que viajar 12 horas em um ônibus público. São estilos diferentes.

É bem conhecido entre os backpackers que no SE Asiático um budget de 30 dólares por dia (para tudo!) é possível. E eu confirmo esta teoria (inclusive era possível muita massagem tailandesa e balinesa!). Levando em consideração que se gasta no máximo 10 dólares para acomodação, ainda sobra 20 dólares para o restante, que inclui alimentação (se o hostel oferecer café da manhã é um plus!), passeios, transporte e até souvenirs. É claro que existem dias que irá se gastar mais do que outros, por exemplo se você tiver que pagar 15 dólares em um trecho de ônibus, você neste dia irá acabar ultrapassando seu budget, porém em geral um dia compensa o outro.

No meu primeiro mês de viajem usei um APP no celular para controlar todos meus gastos e depois que peguei o ritmo, não precisei mais.  Já sabia quanto devia gastar em cada refeição e qual passeio valeria a pena ou não.

As contas: 30×31 dias =Us$ 930,00. Neste caso eu recomendaria arredondar para 1000, pois ai você tem um extra que te dará mais possibilidades.

Vale dizer que em lugares onde não há tantas atrações turísticas, como praia por exemplo, eu gastava 20 dólares por dia! Isso é muito pouco!

Em geral a média de preços em todo Sudeste Asiático é a mesma, porém alguns lugares que são mais turísticos que outros, você provavelmente irá gastar um pouco mais. Outros países ainda não são tão preparados para mochileiros e tudo fica um pouco mais caro, apesar de que o único lugar que passei por isso foi nas Filipinas, os demais são mais backpacker-friendly.

Para conseguir manter este budget é preciso estar disposto a comer como os locais  e esquecer as comidas ocidentais (deixe a pizza, hamburger e pasta para quando você voltar) e te digo que isto é a melhor coisa que você pode fazer, pois assim você conhece ainda mais a cultura local e experimenta uma culinária única (e muito deliciosa!)!

É preciso também abrir mão de comprar cada bugiganga que você ver, e olha que é difícil! Mas com este budget ainda é possível comprar alguns souvenirs e camisetas/calças e vestidos ao longo da viagem, já que tudo é muito barato.

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Eu fiz a maioria dos trechos de ônibus, pois eu tinha tempo para isso, porém se você não tem tempo ai vale considerar comprar trechos aéreos e que felizmente também são baratos, pois existem inúmeras cia aérea low cost na região. Quando tive que viajar de avião usei Air Asia que é a melhor low cost e abrange um número enorme de destinos, porém tem que comprar com um pouco de antecedência.

Caso você queria fazer algo mais “extravagante” se programe para isso. No meu caso eu queria tirar meu certificado de mergulho PADI, que custou 400 dólares e é claro que não estava no meu budget mensal, porém me organizei para isso e fiz. Para quem quer fazer algum tipo de passeio mais exclusivo, como cruzeiro, passeio de balão etc, é só se organizar e incluir isto no orçamento.

O que é o mais “pesado” é o trecho internacional, Brasil-Ásia. Neste caso recomendaria chegar ou em Bangkok ou em Kuala Lumpur que são os dois maiores hubs da região e que independente de onde você terminar seu roteiro, são destinos de fácil acesso. Inclusive a Air Asia usa como hub principal Kuala Lumpur.

Uma passagem do Brasil para Bangkok ou para KL comprada com antecedência pode custar entre 1200-1500 dólares. O que não difere muito de uma pessagem para New York, por exemplo.

Bom é isso ai, só para dizer que é muito mais possível do que muitos imaginam 🙂

Cheers,

F. ❤

Ilhas Gili, o paraíso na Indonésia

Sem dúvidas as melhores praias da Indonésia (na minha opinião) estão aqui. Três ilhas Gili T, Gili Air e Gili Meno, cada uma com sua característica, sendo que a maior, com mais opções de entretenimento, acomodação e restaurante, é a Gili T.
Esta é a ilha que concentra também o maior número de mochileiros tanto aqueles que querem festa, quanto aqueles que querem relaxar (como eu). Fiquei 6 dias e confesso que não queria ir embora…
A praia é linda, apesar de não ter areia fofa o que acaba machucando o pé, porém o azul turquesa compensa e é impossível não aproveitar. Por ali a vida marinha é ainda bem conservada, então aluguei um snorkel e aproveitei para explorar a região algumas vezes. Dizem que é super fácil, mesmo só com snorkel, de avistar tartarugas marinhas. Eu até vi uma, porém quando fiz mergulho, e vi uma outra baby quando estava na beira do mar e de repente ela apareceu! A coisa mais linda!
No meu primeiro dia na ilha, os brasileiros que tinha conhecido em Bali ainda estavam por lá, então alugamos uma bike e gomo pedalar pela ilha, até que demos a volta completa, parando algumas vezes ao longo do caminho, e este é um passeio que recomendo.
A ilha é bem pequena e não existe carro, todo transporte é feito por carroças ou bicicletas, mas para ir do hostel para a praia e restaurantes é só ir caminhando. Meus dias se resumiam a ir a praia, caminhar pela ilha, snorkel/mergulho, etc. Aproveitei que em frente ao meu hostel tinha um studio de yoga e fiz algumas vezes, logo pela manhã, e mesmo sendo a primeira vez que estava fazendo yoga, adorei! Existem outros studios pela ilha, além de spas, porém os preços aqui eram bem mais caros que em Bali.
Vale lembrar que por ser uma ilha as coisas custam um pouco mais caro, porém não chega a ser uma diferença enorme. Para quem quer fugir dos preços dos restaurante (eu!) existe também todos os dias o night market, onde servem comidas locais e um prato bem servido custa uns 3 dólares! O local fica cheio que backpackers.
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Assim é a praia em Gili!

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Eu com os brazucas que foram meus companheiros de viagem 🙂

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Rua principal de Gili T

O hostel em que fiquei era super relax e curti bastante, fora que existia “open” de pancake (eles deixavam massa de panqueca pronta durante o dia todo e quem quisesse era só fazer a sua), chama Gili La Boheme e após 5 noites a 6a noite é grátis! Muitos turistas/mochileiros vão para Gili para ficar 5 dias e acabam ficando 1 mês, uma prova de que lá vale a pena a visita.
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Criança local que estava brincando no mar com seu irmão, por horas… linda.

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Esse é o irmão 🙂

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A maioria da população local de Gili T é muçulmana, e esse menina linda estava com seu uniforme escolar.

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As flores mais cheirosas da Ásia!

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Na rua do hostel, era ben rústico, então tinha cabras, patos, etc.

Ah vale dizer que existem várias agencias que organizam o trajeto de Bali até Gili e custa em média 35 dólares, o que eu achei bem caro. No meu caso saindo de Ubud, seguimos de minivan até o porto de onde saem os speedy boats para as Gilis, se não me engano o trajeto todo deve ser umas 3 horas.
Existem barcos públicos que fazem o trajeto entre as Gilis, caso queira ir conhecer alguma das outras ilhas, isso eu descobri só no meu último dia, então não fui. Porém quando fiz mergulho, aliás, existem inúmeras escolas de mergulho por lá, fui até Gili Air, e uma é mais bonita que a outra.
Não tenho muito mais o que falar de lá, a não ser que é o lugar para quem quer praias paradisíacas e descanso (ou baladas, já que em Gili T a party scene é bem forte). E como disse, foi difícil ir embora… só espero poder um dia voltar:)
Cheers,
F. ❤

Ubud, a verdadeira Bali!

Se seu desejo é ver campos de arroz verdíssimos, templos hindus só encontrados aqui, nativos usando suas roupas tradicionais e mantendo seus costumes, tudo isso é visto na mais charmosa cidade de Bali, em Ubud.

Ubud não fica muito longe da região de Denpasar (onde fica o aeroporto) e oferece inúmeras opções de acomodação e restaurantes. Vale pesquisar rapidamente onde você irá se hospedar, pois foi lá em Ubud one o episódio do rato na minha cama aconteceu (confere aqui). Porém depois deste episódio traumático, fiquei em um dos melhores hostels de toda minha viagem. Apesar de ser super simples, o quarto era só ventilador e a internet era bem ruim, porém o lugar era uma casa típica de Bali, com uma varanda e sofás e redes

Na entrada do hostel

Na entrada do hostel

espalhados pelo local, com música ambiente (inclusive música brasileira) e mal queria sair de lá de tão gostoso (o hostel chama In Da Lodge).

Ubud é uma cidade pequena rodeada de templos e campos de arroz e que valem a pena alugar uma bicicleta ou moto e explorar a região, sem rumo. Eu aluguei bike por uns 2 dias porém mais para passear pela cidade pois lá é uma região de montanhas então a não ser que você seja ciclista profissional, você terá que se render a uma moto.

Fiquei 5 dias em Ubud e foi difícil partir, a cidade é super relax e para quem está viajando por um longo tempo, é o lugar perfeito para descansar, fazer massagens balinesas (6-7 US por 1 hora de massagem!) e aproveitar para conhecer mais a cultura local.

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A riqueza de detalhes das casas balinesas são únicos.

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Arranjo de flores

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Um dos templos da cidade, com um jardim de flor de lotus na frente.

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A flor mais bela da Ásia!

Em um dia fui a Monkey Forest, e recomendo a visita. Além de ser uma floresta bem grande, lá tem também um templo e milhões de macacos. Mas os de lá são bem tranquilos e a não ser que eles vejam que você tem alguma comida, eles não irão te atacar. Gostei de ter ido só para ficar observando os bichos que são muito fofos. Aqui vai um book fotográfico deles 🙂

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Família unida 🙂

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Os serelepes

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Esse daqui estava tirando uma soneca SENTADO! quase morri! ahhaha

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Amigos que conferem a barba um do outro!

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O baby dormindo abraçado… ❤

Existe um bom mercado/feira na cidade onde você encontrará todos os souvenirs possíveis e imagináveis e é divicil resistir ao papo dos vendedores. Vale lembrar que deve-se sempre barganhar o preço.

Em Ubud é possível também assistir a shows de dança típica balinesa que acontecem todas as noites as 19h-20h por uns 8 dólares. Eu acabei não indo, porém é uma opção para aqueles que estão procurando algo para fazer a noite. Ah vale dizer que diferente de Kuta, em Ubud não existem baladas ou festas, o máximo que existe são bares/restaurantes com música ao vivo. Fui em duas noites diferentes com os brasileiros que tinha conhecido em Kuta e foi super gostoso. Ah e come-se muito bem em Ubud também, existem vários restaurantes e que podem ser um pouco mais caro, já que por ser uma região turística não encontrei comida de rua. Mas mesmo assim era possível achar restaurantes onde almoço ou jantar custava cerca de 3-4 dólares.

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Andando pela cidade, acabei entrando em uma escola local e conversei com eles que foram super simpáticos e são lindos né?

No meu último dia ainda não tinha ido visitar/ver nenhum dos campos de arroz que rodeiam a cidade. Felizmente conheci uma mexicana no hostel e ela tinha encontrado um lugar lindo onde era possível vê-los e era super escondido. Então fomos caminhando até lá  para assistir o por-do-sol e tirar várias fotos. E esse foi o jeito mais inesquecível de me despedir de Ubud, pois o lugar era super calmo, uma paz… e a paisagem era linda.

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Adorei Ubud e recomendo a qualquer um que queria ver a verdadeira Bali!

Cheers,

F.<3

Sobre viajar sozinha e ser mulher

Poucos entendem. Muitos questionam. Alguns encorajam. Poucas vão em frente.
Pensei em fazer um post sobre dicas para mulheres que querem viajar sozinha, mas não chega a existir dicas pois o bom senso é o que conta nessas horas. Me comporto viajando sozinha do mesmo jeito que me comportava quando morava em São Paulo. Evito andar sozinha a noite em ruas vazias, olhos sempre atentos pois sempre tem um doido que decide te seguir (e se não estiver atenta você pode não perceber), não dou papo para desconhecidos que pareçam minimamente suspeitos, etc.
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Acho que a única dica valida é avaliar bem antes de escolher um destino e pesquisar se este destino é “friendly” para mulheres que estão viajando sozinha. Se você me perguntar se eu iria para a Índia, alguns países Árabes ou para a alguns países da África sozinha, eu diria: não muito obrigada. Alguns destinos são simplesmente muito arriscados para viajantes, e pode ser por diversos fatores, em geral é pelo fato deles não respeitarem mulheres ocidentais, por acharem que só por você usar um shorts mais curto ou mostrar os ombros, você esta disposta a ser assediada e abusada. É questão de cultura. É claro que casos como na Índia ou até na África do Sul onde o índice de estupro é altíssimo, isso está além da questão cultural e sim da maldade doentia de alguns.
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O Sudeste Asiático é uma região extremamente tranquila para mulheres viajarem sozinha e acho que um dos fatores à favor é a questão da religião, pois em sua maioria Budista, nos países da região a cultura de roubo, agressão ou qualquer coisa do gênero é simplesmente inexistente. É claro que roubo existe, e em cidades grandes é importante ficar sempre atenta, porém felizmente sempre me senti segura (a não ser em Manila, nas Filipinas, local onde esta teoria não é valida)
Outro fato é que os homens locais estão cada vez mais acostumados a presença das mulheres ocidentais, e não as vêem como objetos de desejo (a não ser pela parte financeira, mas ai vale tanto para homem quanto para mulher). Porém é claro que esta lógica não vale para todos os países da região. Percebi que na Malásia e na Indonésia existe um interesse maior pelas ocidentais e vale ficar mais ligada.
Foi na Malásia a primeira vez que percebi que um homem estava me seguindo, ele era Indiano (na Malásia existem basicamente três etnias: Indianos, Chineses e Malaios). Na mesma hora que percebi já fui andando por ruas bem movimentadas e tentei falar com um segurança (apesar dele não entender inglês, eu tentei), pois ao menos o cara notou que eu tinha percebido que ele me seguia. Porém ele não parou por ai, porém depois de um tempo ele cansou, pois eu parei para falar com uns outros indianos. Enfim, tem que estar atenta.
Na Indonésia eu já percebi o fato de que os locais, quase vêem as gringas como uma esperança de sair do país, ou de conseguir alguma melhoria de vida, através de um casamento ou algo assim. O assédio era muito maior neste país, porém eles jamais eram agressivos e existia uma certa inocência até. Conheci alguns que estavam levando um relacionamento à distancia com europeias que conheceram e vi também varias gringas “atacando” os locais. Em Gili T, uma ilhota na qual fiquei por 6 dias, acabei indo embora, apesar de querer ficar mais, pois o gerente do meu hostel, após conversarmos uma única vez, já estava planejando como seria o nosso relacionamento à distancia. Oi?
Enfim, no Sudeste Asiático em geral recomendo para qualquer uma, caso queira experimentar viajar sozinha, e te digo: conheci várias que estavam fazendo isso.
No momento estou no Sri Lanka e apesar de ser um país seguro, o assédio nunca foi tão grande. Lendo, descobri que só em 2009 o país reabriu as portas para o turismo (após o fim de uma longa guerra civil) e a curiosidade deles pelos turistas é muito grande, ainda mais se você for mulher E estiver viajando sozinha. Percebi que seria um grande desafio quando O PRIMEIRO motorista de tuktuk que peguei assim que cheguei no país, ao fim de nossa corrida de uns 20 minutos, em seu inglês precário, disse: I love you, merry me! Então vale criar a estratégia de dizer que tem namorado, ou que seus amigos irão te encontrar daqui a pouco, etc… só para despistar. Mas mesmo assim, confesso que é cansativo. Mais uma vez digo eles não são agressivos, porém é chato.
Fora isso, o fato de “viajar sozinha” é difícil de entender, os locais não entendem e quando dizia que estava sozinha, alguns exclamava: QUE TRISTE! Fora o fato de sempre perguntarem se sou casada.
Sei que muitos de vocês também podem pensar o mesmo. Obvio que preferiria fazer esta viagem com amigas, porém se elas não podem, porque isso iria fazer com que eu também não fosse? Fora que existem inúmeros pontos positivos em viajar sozinha, você aprende tanta coisa e esta muito mais aberta a conhecer pessoas, fazer aquilo que quer na hora que quer (essa parte eu amo!), etc.
large-1Minhas irmãs dizem que não teriam coragem de fazer o que estou fazendo, e quem sabe isso não é para todo mundo mesmo, porém você nunca irá saber se não tentar pois quem sabe você descobre que gosta. Lógico que 5 meses viajando sozinha não é fácil, detesto não ter ninguém para tirar fotos comigo ou de mim ou de não ter ninguém para almoçar/jantar junto, ou de não ter ninguém para fazer um comentário sobre um local #drama. Felizmente como disse, existem vários outros viajantes que também estão na mesma situação que você e é ficando em hostels ou se preocupando minimamente em estar aberta a conhecer pessoas, que estes momentos de solitude são preenchidos. Eu conheci muita gente nessa viagem, pessoas super interessantes e hoje em dia sou uma pessoa muito mais sociável do que antes, fora que meu número de amigos no Facebook cresceu exponencialmente hahaha 😛
Bom é isso, digo para qualquer um, independente do gênero: vá!
A vida é curta demais para passarmos em um só lugar #clichê
Não temos nada a perder, e um mundo inteiro para ver #clichê2 !
Cheers,
F. ❤

Bali, love it or leave it!

Oh Bali, sem dúvidas um dos destinos que eu estava mais ansiosa para conhecer, porém sem saber exato o que esperar. Já tinha ouvido diversas opiniões de gente que curtiu, gente que amou e muita gente que não gostou, dizendo que Bali é overrated e muito turístico.

E fato é: Bali não é nada daquilo que você imagina, ou que você viu no filme Comer, Amar, Rezar, porém ainda sim é Bali.

Bali é de fato única o que faz com que apesar de não ser aquilo que se espera (pelo menos para mim), valer a visita. Bali é uma ilha bem grande e concentrei meus 10 dias em dois lugares diferentes, primeiro na região de Denpasar/Kuta e em seguida em Ubud. Bali não existe transporte público, e muito menos ônibus conectando as cidades. O que muitos turistas fazem é alugar um carro com motorista que sai por 30-40 US, o que é muito conveniente, porém quando se viaja sozinha como yo isso é impraticável. Consegui um ônibus saindo da balsa vindo de Java que nos levou até Denpasar, de lá peguei um mototaxi para me deixar no meu hostel.

Acabei escolhendo um hostel pelo preço e acabei não ficando bem localizada, mas no final das contas isso não fez muita diferença pra mim. Estava a cerca de 30 minutos caminhando da praia de Kuta. Esta é a região para quem quer festas e está de férias, pois é tudo tão moderno e ocidentalizado que não chega a parecer que você esta na Indonésia. É a região mais turística e entre julho-setembro esta é a época que Bali esta lotada de Australianos (e brasileiros!) em busca de festa e ondas. A praia em si não é nada demais e nem me animei a entrar, a areia é escura e dura e as ondas são super fortes. Só fui para assistir o sol se por, pois este sim foi lindo.

A região em que estava era menos turística então conseguia comer na rua por cerca de 1 dólar por uma comida deliciosa (Mie Ayam – macarrão com frango) e estava super feliz. Já na região de Kuta mesmo, existem vários restaurantes (até Hard Rock Café!) onde a maioria serve comida ocidental, para quem não quer se preocupar em pensar o que é a comida local e fica feliz com uma pizza. Porém o único dia que jantei por lá, gasta-se muito mais, cerca de 8-10 dólares, o que ainda é barato caso se compare com Europa ou EUA, mas que para meu budget de mochileira não cabe.

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Entrada de Kuta beach

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Meu primeiro por-do-sol em Bali

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Como estava fazendo tudo à pé, ficava revoltada com o fato de que quase não existe calçada e as que existem viram “rua” para os motoqueiros apressados! Ou seja, até andar por lá era difícil.

Bali é muito bom para fazer compras (tanto Kuta quanto Ubud) e seguindo o padrão Ásia, todas as lojas vendem praticamente as mesmas coisas, então vá preparado a negociar e a ser duro caso não queria comprar algo. Nesta região compensa comprar anéis/brincos de prata, algo típico de Bali e que tem um preço super bom. Os comerciantes são bem insistentes, e após te dizerem o preço (e você achar caro) eles perguntam: quanto você quer pagar? Ai vale jogar o preço pela metade, até vocês chegarem a um acordo. Claro que é importante manter o bom senso, pois o que percebi eles tem um certo medo de perder a venda pois acham que isso irá trazer azar para suas vendas. Eles dizem: oh make me luck, buy something (me de sorte, compre algo), e assim que você compra eles pegam a nota de dinheiro e passam pelos itens da loja, justamente para “trazer sorte”.

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A questão da religião é algo muito forte em Bali, uma das poucas regiões da Indonésia (que é maioria muçulmana) onde 90% da população é Hindu. Os templos, deuses e oferendas estão em cada esquina e em todas as casas. Andando pela calçada eu tinha que tomar cuidado para não pisar em nenhuma oferenda, pois elas estão em todos os cantinhos, esquinas, etc. Pela manhã era possível ver mulheres passando em cada loja, cada templo, deixando flores e fazendo seus rituais.

 

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As oferendas que estão presentes por toda a ilha

 

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Andando por Kuta

Um dia decidi ir conhecer a região de Uluwatu, mais ao sul da ilha de Bali e onde fica a praia de Penang Penang, que supostamente é uma das mais bonitas de Bali. Negociei com um motorista para me levar, mas acabou sendo furada pois ele me deixou lá e tive que me virar para voltar. Muitos alugam moto (estilo scooter) para ficar livre e ir a onde quiser, porém o trânsito é ridículo de perigoso e não há respeito nenhum a nenhuma regra de transito, então decidi não correr este risco.

Bom a praia de Penang Penang em si é bonita, porém quase não há “praia” em si, e tive que achar um micro espaço para colocar minha canga. Fora que esta é uma praia para surfistas, então mal me atrevi a entrar no mar e já levei um caldo, sendo que o fundo do mar não é areia e sim pedras, sendo impossível conseguir ficar de pé. Fora que eles não sabem o que fazer com o lixo gerado pelos turistas na praia e simplesmente jogam atrás das pedras (foto). Saindo desta praia, peguei um mototaxi para ir até o templo de Uluwatu este sim um dos principais pontos turísticos de Bali e cheguei bem a tempo de ver um lindo por do sol. O parque é bem bonito e fiquei um bom tempo por lá, observando os macacos e tirando várias fotos. Lá também tem todas as noites show de dança balinesa, para quem tiver interesse.

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O lixo na praia de Penang Penang 😦

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Penang Penang

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O templo de Uluwatu

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Os macacos que atacavam turistas desatentos

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Lindo!

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Foi saindo deste templo que conheci um grupo de brasileiros e acabamos nos encontrando em outras duas cidadesSAMSUNG CSC, Ubud e em Gili e para mim que fazia séculos que não encontrava brasileiros foi bom demais, brasileiro é outra coisa né?

Depois de 5 noites em Kuta, segui para Ubud. Algumas agencias de turismo organizam ônibus para os turistas, e foi em um desses que fui, a viagem em si é 1 hora e meia, super perto.

Ubud vale relatar em um outro post pois este lugar sim é a verdadeira Bali.

Cheers,

F. ❤

O que trazer para um “mochilão” pelo Sudeste Asiático

Há poucos dias de completar 5 meses viajando com uma mochila nas costas, posso dizer que adquiri algum conhecimento sobre o que foi essencial trazer e o que foi dispensável.

Antes de começar minha trip já sabia que queria viajar “light” e este é o melhor conselho que alguém pode te dar! Como quando decidi fazer esta viagem eu estava morando no Laos, foi lá mesmo que comprei minha mochila, apesar das opções serem bem limitadas e todos os produtos vendidos lá são cópias chinesas, porém não posso reclamar, já que minha mochila esta aguentando firme até agora. Porém para quem quiser investir existem inúmeras opções para todos os bolsos e modelos diferentes para mulher ou para homem, etc. Escolhi uma de 50L o que é bem pouco. A grande maioria dos mochileiros que vejo, estão em geral com uma mochila de no mínimo uns 70L.

E uma coisa eu te digo, você irá se arrepender de trazer muita roupa ou acessórios desnecessários, pois quando você tiver que andar por pouco tempo que seja, com uma mochila pesando 20kg, você irá lembrar da dica: pack light!

Viajando com uma mochila pequena é obvio que não sobra espaço para comprar souvenirs em todos lugares, no meu caso optei por comprar coisas que não ocupam muito espaço ou ainda, que eu posso ir usando ao longo da viagem, como pulseiras e camisetas.

Vale dizer também que optei por trazer roupas mais usadas, ou seja, ao longo da viagem sempre que eu comprava uma camiseta nova, eu deixava uma velha para trás. Analisando bem, provavelmente minha mala atual tem bem pouco do que eu trouxe, pois ao longo destes 5 meses fui fazendo trocas 🙂 Atualmente estou com cerca de 11kg, porém já cheguei a 13kg, foi ai que quando estava em Hong Kong decidi mandar via correios algumas peças que eu não queria me desfazer porém que também não me fariam falta durante a viagem e ainda me devolveria espaço para caso eu quisesse algo a mais.

Resolvi tirar uma foto dos itens que recomendo trazer (na minha humilde opinião):

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1. Repelente

2. Protetor solar (Sudeste Asiático é sempre quente e sol)

3. Lenços umedecidos e lenços de papel (em muitos lugares não tem papel higiênico, principalmente durante viagens. Álcool em gel também é uma boa!)*

4. Lanterna (já usei em várias ocasiões, as vezes para ler enquanto estou em um hostel e já esta todo mundo com a luz apagada, ou para ir a algum lugar e a rua não é muito iluminada, para visitar uma caverna, etc. Pode ser aquelas headlamps também.)

5. Tampão de ouvido (isso é lindo! em geral uso quando durmo em hostel e sei que vai rolar barulho, usando isso entro numa bolha e durmo feliz).

6. Venda para os olhos (em hostel ou locais onde não há cortina, se a luz te incomoda, isso é um item necessário)

7. Remédios (eu não sou hipocondríaca, então só trouxe o básico e as unidas coisas que usei foram: neosaldina, buscopam e dramim. É sempre bom trazer algo para febre, para diarréia, etc. Muitos viajam ao sudeste asiático e tomam remédios para Malária, porém o remédio tem vários efeitos colaterais e é super caro, então relaxa!) Para os mais neuróticos já vi viajantes que trazem seu próprio lençol (com medo dos bed bugs) e sua própria mosquito net (mosqueteiro), o que acho um exagero.

8. Bolsa para bater no día a día. Eu em geral vario entre minha mochila e esta bolsa azul que comprei durante a viagem.

9. Eletrônicos. No meu caso eu trouxe computador, ipad, celular, o que é um exagero, porém como estou trabalhando preciso do meu computador, mas para quem esta vindo de férias um tablet ou caso você queria desconectar de tudo, traga só um smartphone e você será feliz. Ah vale dizer que todos meus guias Lonely Planet de viagem que comprei, foram na forma de e-book, para evitar o peso. Então uso-os no iPad e super recomendo.

10. Pen drive. É sempre bom ter um para salvar e imprimir bilhetes aéreos, ou para salvar fotos, etc.

11. Livro. Você provavelmente irá passar algumas horas viajando ou relaxando na praia e um livro é sempre bem vindo. Fato curioso: eu comprei um único livro (usado) quando estava no Vietnã e atualmente estou no meu quarto livro e todo foram book swaps, ou seja, em geral nos hostels existem outros livros deixados por viajantes, então quando terminava um, deixava o meu e levava um outro 🙂

12. Camera fotográfica. Isso é obvio né? No meu caso além da camera também tenho uma Gopro, a queridinha dos viajantes agora e super recomendo!

13. Canga. 

14. Capa de chuva. Essa branca do lado direito na foto, deve ser a minha terceira capa 😛 mas caso venha na época de chuvas é sempre bom trazer.

15. Travesseiro de pescoço. Isso eu não largo por nada!

16. Roupas: isso é muito relativo, mas o que li e o que tem funcionado para mim é trazer 6-7 blusas, 5-6 shorts/calça/legging (meu caso: 4 shorts, 1 legging e 1 calça legging), que possam ser utilizadas em diferentes combinações. Vestidos são uma boa opção também, pois é uma peça única e que ocupa pouco espaço. Roupas íntimas também 5-6, pois você irá lavar. Na verdade é muito fácil lavar a roupa durante a viagem, muitos hostels oferecem este serviço por preços ridículos de barato (1 dólar por 1 kg!).

17. Toalha de microfibra (aquelas que secam super rápido). Isso é essencial pois muitos hostels não oferecem toalha.

Bom, isso é tudo que consegui pensar 🙂 Ah para as mulheres te digo que não precisa trazer estoque que absorvente, isso você encontra em qualquer lugar. Uma opção para uma viajem longa assim e caso você queira se sentir mais segura é trazer um Diva cup (não sabe o que é? clica aqui) porém teste antes de viajar pois conversando com uma mexicana que conheci em Bali ela quase teve um fim trágico por conta deste item e ela acabou trazendo um estoque desnecessário de absorventes para sua viagem de meses!

A dica é trazer roupas leves que combinem entre si e saiba que você irá comprar coisas, pois é tudo muito barato e em cada país existe uma camiseta típica que tenho certeza que você irá querer. Além das calças hippies com elefantes que todo mochileiro compra 😛 Maquiagem é outro item quase desnecessário, então traga o básico (no meu caso isso é: corretivo, blush e umas 4 máscaras de cílios hahah).

Ah quase esquecendo: sapatos! Eu trouxe 2 havaianas (no momento só tenho uma), um tênis e tinha trazido uma sandália que se perdeu ao longo do caminho. Acho que não precisa mais do que isso, porém caso ir a baladas esteja no seu roteiro vale trazer uma rasteirinha mais arrumada e isso será suficiente.

Só um extra é na hora que fazer a mochila, eu optei por separar em dois compartimentos as peças de cima e as peças de baixo, isso facilita na hora de procurar algo para vestir, os shorts estão com os outros shorts e as blusas com as blusas. Existem os packing cubs que são cubos que ajudam você a organizar melhor sua mochila/mala, porém não tive como comprar antes e por mim tanto faz (é isto aqui).

Espero ter ajudado 🙂

Cheers,

F. ❤

Vulcão Ijen, Java

Saindo do vulcão Bromo não sabia para onde ir em seguida, peguei uma mini van até a cidade mais próxima, Probolinggo, e estava na duvida se encarava mais um vulcão ou se seguia direto para Bali. Como ainda tinha tempo e não queria deixar a oportunidade passar , dei uma olhada rápida no meu guia de viagens Lonely Planet e decidi pegar um ônibus para Bondowoso, uma cidade relativamente próxima ao vulcão Ijen.

Foi nesta viagem de ônibus que aconteceu o episódio mais memorável de minha viagem pela Indonésia (quem não leu, confere aqui) e fui direto à uma guesthouse que era recomendada pelo guia. Chegando lá, por volta das 14h, almocei e conversando com o pessoal da recepção era possível agendar um motorista para me levar até o vulcão. Como estou viajando sozinha a opção mais barata era ir de moto, mas confesso que depois da minha viagem de moto ao Monte Bromo, queria passar longe de uma motoca e minha bunda agradecia 🙂 Mas ok, fazer o que né?

Felizmente outros três hóspedes (um casal francês e um australiano) também queriam ir ao Ijen, então dividimos um carro com motorista, que iria nos levar até o vulcão e depois nos deixar na cidade de onde saem as balsas rumo à Bali. Isso custou 250.000 rupiah (50 reais) mais a entrada do parque que custou 100.000 rupiah (20,00), mas pelo menos fui no conforto de um carro quentinho. O pessoal da guesthouse foi super simpático e preparou nosso café da manhã numa marmita para comermos na viagem (arroz frito) e consegui dormir um pouco antes de sairmos por volta das 23h. Ou seja, esta seria minha segunda noite sem dormir e ainda subindo um vulcão. Estava morta com farofa e mais uma vez foi “sofrido”.

Diferente do Bromo o Ijen você tem que caminhar 3km de subida até o topo, e foi puxado! Ijen é outro vulcão ativo do Leste de Java e ficou mais conhecido após a National Geographic divulgar umas fotos das lavas azuis que saem do vulcão. No caso, não são lavas mas sim combustão de gases que gera esta luz azul e para conseguir ver é preciso ir durante a noite, como foi nosso caso. Eu vi porém minha câmera não conseguiu nenhuma foto boa :/ as chamas no entanto, ficam mais para dentro da cratera e para descer lá, os locais exigem que você vá com um guia e isso custa mais uma grana que eu não estava afim de pagar. Fora que o Ijen é puro enxofre, o cheiro é absurdo de forte, eu estava de máscara, para uma bem simples e para chegar mais próximo das chamas é preciso de uma proteção mais forte. Enxofre é extraído do vulcão e é possível ver os trabalhadores carregando enormes pedras amarelas, que no total chegam a pesar 80 kgs!

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

Um dos trabalhadores do local.

Um dos trabalhadores do local.

Um monte próximo ao Vulcão

Um monte próximo ao Vulcão

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

O nascer do sol

O nascer do sol

Como chegamos cedo e acabamos não descendo até mais próximo da cratera eu fiquei conversando com o australiano até esperarmos no nascer do sol. Só que isso demorou umas 3 horas, eu morrendo de sono e com muito frio (again!). Fomos dar uma caminhada para esquentar o corpo e logo depois o céu começou clarear e era possível ver que estacamos acima das nuvens, uma imagem bem bonita. O vulcão em si, tem uma paisagem bem dramática, algo meio apocalíptico, pois não é bonito como o Bromo, mas mesmo assim tem uma beleza única.

Depois de um tempo, começamos a descer e esperamos no carro até todos voltarem e seguimos Banyuwangi, de onde saem as balsas rumo à Bali.

Depois de duas noites sem dormir, subindo vulcões, já estava satisfeita de vulcões para o resto da viagem hahah Foram duas experiências diferentes, e sem dúvidas recomendo. Tinha comentado no outro post que o Bromo foi meu primeiro vulcão, porém minha sister linda me lembrou que fomos a um ou dois vulcões em nossa viagem ao Chile, mas acho que por não ter sido “sofrido” como estes aqui, eu não lembrava rs. Espero que estes fiquem pra sempre na minha memória, não só por terem sido “sofridos” mas sim pela beleza única de cada um deles.

Cheers,

F. ❤