Cruzando a fronteira Tailândia – Camboja até Koh Kong

As 6 da manhã no domingo do dia 15 de Junho uma van me buscou no hostel em que estava em Koh Chang, desta vez rumo ao Camboja. O ticket custou 450 Baht ( R$30,00) e incluía a ida até o pier, a passagem da balsa, mini van até a fronteira e transporte ao cruzar a fronteira até a cidade. Ou seja, uma pequena peregrinação, mas que não durou tanto assim (se comparado a outros trechos aqui pela Ásia). Pegamos a balsa as 8:30 e para minha surpresa, ou não, eu era a única “gringa” do grupo, o restante que lotava a van pareciam ser todos de uma família.

A viagem de Trat (Thailand) até Had Lek a cidade da fronteira, são apenas 89km, mas não me lembro quanto tempo durou, talvez umas 3 horas. Chegando a fronteira, eu queria trocar Baht (a moeda da Tailândia) por dólar americano, pois sabia que o visto de entrada do Camboja custava 20$ e caso você tivesse só Baht os policiais tentam falar um preço mais alto e quando você vê, acabou pagando 35$. Como era na frontes acabei pegando uma cotação bem ruim, mas mesmo assim troquei e segui adiante para dar “saída” da Tailândia.

Nisso, eu já carregava minha mochila pois supostamente do outro lado eu teria uma outra van me esperando, para isso o motorista da van anterior me deu um adesivo para colar em minha blusa, pois assim seria identificada.

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Um mapa para ter uma idéia de onde estava vindo (Trat) até Koh Kong.

Bom, chegando a porta de imigração do Camboja, eu já estava ligada em quase todos os “esquemas” que tentariam me passar, pois este é um tema muito difundido tanto em blogs de viagem até no guia Lonely Planet que eu tenho. Chegando a imigração um rapaz já foi me guiando até o guiche e pegou o papel que deveria ser preenchido, e ele mesmo queria preencher. Uma maneira simples de ganhar um trocado, mas disse que não, agradeci e pronto. Quando conclui de preencher, entreguei meu passaporte, com o formulário e uma foto 3×4 e os 20 dólares. Do outro lado um guarda nada simpático ou feliz com seu trabalho me disse: 1200 Baht (35 dólares), e eu: Não, desculpe eu não tenho mais Baht e eu sei que o preço oficial é 20 dólares. Ele nem ligou me entregou meu passaporte de volta com tudo e fechou a janela pela qual nos comunicamos.

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A parte Tailandesa da imigração.

Nisso, meu sentimento de raiva e frustração com o país e com pessoas altamente corruptas como aquele ser, tomaram conta de mim e minha vontade era chorar, pois não seria condescendente com tamanha falta de respeito e corrupção.

Tentei perguntar para outros guardas nas outras salas, só um detalhe: era um lugar MUITO simples, tipo BEM pobre, tudo. Nem um outro policial quis me ajudar e disse que eu teria que falar com o outro guarda mesmo. Voltei a “janela” tentei convence-lo e tentei os argumentos de: sou estudante, não tenho dinheiro, sou brasileira (tipo: somos pobres também), etc.. nisso ele viu que seria meio difícil a mochileira aqui ceder e o preço foi para 800 Bath (R$55,00), isso é ainda mais que 20 dólares. Mesmo assim, ainda não concordei, janelinha fechada pra mim de novo!

Ai que ódio! Ai que raiva! Nisso esse guarda saiu e foi descansar lá fora e falei com outro guarda da sala, desta vez já oferecendo os 20 doláres, mais 100 Baht (que é o valor que os corruptos pedem em outras fronteiras, de acordo com os relatos de viagem que li). No final ele aceitou. Ufa, graças a Deus!

Passando a imigração, fui procurar minha van, nisso vários já tinham se aproximado oferecendo moto-taxi, mas eu fui atrás da van, pois tinha pago por isso. Após andar e andar a tal da van não estava lá, se é que esteve algum dia. Nisso acabei aceitando um moto-taxi por 100 Baht para me levar até a cidade. Não tinha onde dormir ainda e ele me levou para ver uma guesthouse (tipo pousada). Aqui é normal os motoristas de tuk-tuks ou motos, sempre tem contato com alguma pousada, na qual da uma comissão a eles, quando estes levam um hóspede novo ao local. A 1a pousada era bem suja e fico feliz em não ter aceitado, nisso ele me levou a mais 2 porém era caras e não tão bem localizadas. Acabei ficando no 4o lugar que vi, era de frente ao rio e foi 10 dólares para um quarto enorme, com tv e banheiro, um luxo! E super limpo.

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Minha luxuosa pousada 🙂

O clima ainda continuava nublado e chuvoso, assim como em Koh Chang, então sabia que não teria muito o que fazer neste lugar.

Koh Kong é uma cidade mas também tem uma ilha, na qual você pode ir para passar o dia, uma vez que não existe nenhuma acomodação no local. Pelo que li esta é uma região que o Camboja quer vender como a região do eco-turismo. Com praias, cachoeiras, trilhas, etc. Não consegui aproveitar isso, e a cidade em si é bem pequena, com quase nenhuma opção de restaurante. Aproveitei para descansar e já tinha comprado, com a ajuda do meu moto-taxi, a passagem no dia seguinte as 7:30 para Phnom Pehn, capital do Camboja.

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Tinha até sacada! E esta era a vista da cidade.

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Um por-do-sol singelo.

No dia seguinte fui para a “rodoviária” e o ônibus quase lotado, mais uma vez só eu de estrangeira, saímos com um belo atraso e foi uma viagem longa! Umas 8 horas, sendo que no ônibus tem TV e o hábito aqui é passar videoclips, filmes e shows em geral durante a viagem. Só que em geral é muito alto! E as músicas são muito irritantes :/ Bom, coloquei meu fone, música no volume máximo, e mesmo assim foi difícil! Paramos algumas vezes, sempre em lugares bem sujos e feios, ahahha onde comer seria um ato de bravura. Detalhe a passagem foi 12 dólares.

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O ônibus que me levou, por longas horas, até PP.

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Era um ônibus bem simples mas tinha TV, o que percebi ser algo comum e frequente por aqui. Detalhe: eles ligam no ultimo volume! Quase considero uma tortura.

O caminho é pela zona rural do Camboja, com muito lixo, muitas vacas comendo o lixo (me senti na Índia), mas também arrozais, que são lindos de ver.

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Pela estrada. Pena que não consegui uma foto onde o cenário era o mesmo, mas ainda tinham vacas.

Cheguei em Phnom Penh morta com farofa e ainda tive um stress com o motorista do tuk tuk que me levou da rodoviária até o hostel, mas felizmente tudo foi resolvido. Descansei um pouco e sai para conhecer a cidade onde fiquei por 3 noites e contarei mais em breve.

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Meu tuktuk em PP.

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No Camboja é bizarro o que eles conseguem colocar e quantas pessoas eles conseguem andar em uma scooter. Neste caso tinham 3 cachorros, se equilibrando…

Beijos,

F.

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