Siem Reap e os templos de Angkor

Sem dúvidas um dos itens que estava no topo da minha lista de ver/ir era os templos de Angkor em Siem Reap, norte do Camboja. Então sai de Phnom Penh as 8:30 da manhã para uma longa viagem rumo a SR, acho que foram umas 8 horas, a estrada era be ruim então o ônibus era bem lento, porém foi uma viagem ok (já tive piores, ou ainda, A PIOR, que contarei em breve). Chegando em SR dividi o tuktuk com uma chinesa que estava no mesmo hostel que eu em PP e acabamos fazendo várias coisas juntas nos próximos dias, além de uma holandesa que também chegou no albergue na mesma noite que nós.

Fiquei na mesma rede de hostel que havia ficado em PP, o One Stop Hostel, muito bom e bem localizado. Tinha reservado 3 noites, mas acabei ficando 5 e foi difícil ir embora. Siem Reap tem tantas coisas para fazer, além dos templos, vários restaurantes onde comidas típicas custavam entre 3-5 dólares, vários mercados, lojinhas e um Rio lindo que passa pela cidade. Enfim, amei!

Cheguei na quinta dia 19 e aproveitei para descansar no dia seguinte e trabalhar um pouco na minha dissertação, encontrei um café gostoso (The Blue Pumpkin, recomendo!) e lá fiquei trabalhando. Combinei com a holandesa de irmos aos templos para ver o o por-do-sol, pois lá os ingressos são separados por 1 dia, 3 dias ou 1 semana, cada um com um preço. O de 1 dia custa 20 dólares, ouch!, mas vale 24 horas, então eu pude ir ver o por-do-sol no dia anterior e poderia usar no dia seguinte o mesmo ticket.

Dividimos um tuktuk que custou 3 dólares cada, ele nos levou e ficou esperando por nós. O principal lugar para ver o pôr ou nascer do sol é no templo de Angkor, chegamos lá e como ainda tinha tempo aproveitamos para conhecer o templo que é gigante, não é por menos que este É o maior templo religioso do mundo, fato! Só que mais uma vez, por ser época de chuvas na região, caiu um temporal enquanto ainda estacamos lá. Começou a ficar escuro, e um guardinha foi nos indicando a saída. Esperamos um pouco para ver se a chuva ia parar, mas não. Então compramos uma capa de chuva e fomos ao encontro de nosso motorista, que já nos esperava há 1:30. Enfim, não teve pôr-do-sol mas estar dentro do Angkor em uma tempestade foi uma experiência e tanto!

A chuva!

A chuva!

No dia seguinte combinamos com o mesmo motorista para nos buscar as 4:30 da madrugada, para vermos o nascer do sol. Eta vontade hein! 😛

Bom aqui vale um parênteses para explicar o que são os templos de Angkor: Um dos mais importantes sítios arqueológicos do Sudeste Asiático, com mais de 400 km2, com templos que fizeram parte do império Khmer, entre os séculos 9 e 15.  Os templos eram primeiramente hindus e depois foram transformados em budistas. É o maior complexo religioso do mundo que inclui vários templos, Angkor Wat, Angkor Thom, Bayon, etc. É patrimônio da humanidade pela UNESCO e inclui não só os templos, mas também estruturas hidráulicas (bacias, diques, reservatórios, etc) e rotas de comunicação.

Bom, fomos então ver o nascer do sol e apesar de estar meio nublado foi incrível. Em seguida fomos conhecer os outros templos que fazer parte do small tour e lá por 11 horas da manhã já tínhamos terminado e estacamos morta! Nunca estive em um lugar tão húmido! Você soa, só de respirar, o que acaba sendo cansativo. Quando fomos ainda não estava tão cheio, o que deixa a visita mais agradável. Ninguém merece esperar os grupos de 50 chineses tirar foto um a um.

Ao chegar em Angkor Wat para ver o nascer do sol

Ao chegar em Angkor Wat para ver o nascer do sol

SAMSUNG CSC

 

Angkor Thom

Angkor Thom

SAMSUNG CSC

SAMSUNG CSC

Nesta ponte tinham vários macacos!

Nesta ponte tinham vários macacos!

O templo ainda é frequentado por locais

O templo ainda é frequentado por locais

SAMSUNG CSC

Chegando em Angkor Wat

Chegando em Angkor Wat

SAMSUNG CSC SAMSUNG CSC SAMSUNG CSC

Bayon, este templo foi um dos lugares onde o filme Tomb Raider com a Angelina Jolie foi gravado.

Bayon, este templo foi um dos lugares onde o filme Tomb Raider com a Angelina Jolie foi gravado.

SAMSUNG CSC

Este é o templo mais incrível, é lindo ver como a natureza foi tomando conta.

Este é o templo mais incrível, é lindo ver como a natureza foi tomando conta.

Voltei para o hostel e desmaiei 😛 Dei uma volta pela cidade, comemos e decidi que iria a um concerto gratuito de um médico suíço Dr.Beat Richner, conhecido por Beatocello, que toca o Violoncelo e tem um trabalho incrível no país! O concerto é gratuito e foge um pouco das atrações turísticas da cidade. Não chega bem a ser um concerto, pois ele tocou só 2 músicas, uma no inicio e outro no final e passou um filme de uns 40 minutos sobre a história do trabalho que ele desenvolveu no país. Já construiu 5 hospitais, inclusive o concerto era no hospital, onde atende somente crianças gratuitamente. Crianças que sem estes hospitais não teriam a menos chance de sobreviver. O vídeo é lindo e não tem como não se emocionar. O médico tem apoio do Rei do Camboja mas 80% do budget to projeto é a partir de doações privadas, por isso o concerto. Valeu muito a pena ter ido, adorei.

Um dos trabalhos do Dr. Beatocello

Um dos trabalhos do Dr. Beatocello

Nos outros dias aproveitei para correr a beira do rio que passa pela cidade e é lindo. Um dia alugamos bicicletas e passeamos por ali também, super delícia.  Comi várias vezes Amok, o prato típico do Camboja, adorei, principalmente o de peixe.

Amok de peixe, o prato típico do Camboja, uma delícia!

Amok de peixe, o prato típico do Camboja, uma delícia!

Lugar delícia em Siem Reap para caminhar  ou só sentar no barquinha

Lugar delícia em Siem Reap para caminhar ou só sentar no barquinha

Em uma das noites fomos assistir o Phare um espetáculo de Circo que faz parte do projeto social Phare Ponleu Selpak, que trabalha com crianças e jovens de rua, orfanatos e oferece aulas de circo, teatro, vídeo e arte em geral. O trabalho começou há mais de 20 anos com crianças que retornaram dos campos de refugiados da época do Khmer Rouge. Hoje mais de 1,200 jovens frequentam o projeto. Eles fazem apresentações diárias em Siem Reap, sempre as 19:30. O ingresso custou 15 dólares, o que não é super barato, mas tive uma noite inesquecível! O circo é pequeno e cada show tem uma história, sempre trabalham com temas como discriminação, violência, etc e tem acrobacias, malabares, diversas coisas. E eles são MUITO BONS! Fora a energia que eles transmitem, é emocionante! Não tem como descrever, vale MUITO ir.

O circo!

O circo!

Já escrevi muito, mais uma vez, porém foram 5 noites e teria ficado mais tempo ainda 🙂 Siem Reap, vai além dos templos, foi ali que senti o verdadeiro Camboja, com todos seus problemas, mas com toda sua beleza, seja nos templos ou nos projetos sociais que estão fazendo diferença neste local. Foi incrível!

Em seguida parti para Kratie (nordeste do país) o qual contarei no próximo post.

❤ Siem Reap ❤ Camboja!

Beijos,

F.