Hong Kong

Cheguei em Hong Kong na manhã do dia 14 de Agosto vindo de Manila e logo pude ver que estava em um lugar muito diferente e muito desenvolvido. Ia ficar hospedada na casa de uma amiga, então peguei um ônibus saindo do aeroporto que ia direto para a casa dela. O aeroporto fica em uma das 3 ilhas que formam Hong Kong e tudo é extremamente bem conectado!

Fiquei na região que chama New Territories que é uma região mais residencial, porém com tudo que se pode imaginar. Apesar de estar super cansada pois meu vôo foi de madrugada e eu “dormi” no aeroporto, logo que cheguei meus hosts queriam me levar para comer dim sum, uma comida típica de HK. Fiquei hospedada com os pais de uma amiga que conheci no Laos (viajamos juntas para Chiang Mai na Tailândia) e eles foram de uma gentileza incrível comigo, me levaram para todos lugares e não tenho palavras para agradece-los, especialmente pois estava vindo das Filipinas, onde tive inúmeras experiências ruins e estava carente de “família” então não podia ter sido mais perfeito #thankyouLord! Mas logo que cheguei no apartamento deles pude ver algo que aflige o povo que mora em HK, como o território deles é pequeno e montanhoso, não existe muito espaço para habitação e se no Brasil a gente acha um apartamento de uns 50m2 muito pequeno, aqui isso é luxo! O prédio em que estava tem cerca de 10 apartamentos por andar e era um condomínio de 16 torres! Então você imagina! Fora que o apartamento deles tinha menos que 50m2, e eu fiquei no quarto da minha amiga, o quarto onde ela cresceu desde pequena e juro, o quarto era 2×3! É uma realidade muito louca, pois HK é um dos lugares mais modernos que já fui, tudo muito organizado e funcionando, porém as pessoas tem que se amontoar em espaços ridículos de pequeno!

O tipo de edificios residenciais de Hong Kong

O tipo de edificios residenciais de Hong Kong

Enfim, após esta minha análise hahhaa depois que fomos a um restaurante tradicional e comemos muito tive que ir atrás de uma loja da Apple para ver o problema do meu computador, o que acabou tomando bastante tempo, pois de lá fomos a Kowloon, uma região de várias lojas e shoppings, onde visitei 2 assistências técnicas da Apple, porém eles precisavam de no mínimo 5 dias para arrumar o computador e eu não tinha esse tempo todo na cidade :/ aproveitei para dar uma olhada em celulares, já que o meu foi roubado e Manila e lá nesta região é o paraíso para quem gosta de eletrônicos etc. Visitei também o centro cultural desta região, onde estava rolando uma exposição sobre Bruce Lee, que é de Hong Kong e sem dúvidas o povo daqui é muito orgulhoso dele. Ele não é da minha época, mas quem nunca ouviu falar dele? Acho difícil. Eu só sabia da parte “kung fu” dele, mas ele era ator deste novinho e escreveu e dirigiu seus filmes também e infelizmente teve uma morte prematura aos 32 anos!

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Essa é a estatua dele que fica na “calçada da fama” de Hong Kong!

Na sexta-feira dia 19/08 fomos de manhã ao The Peak, que é um dos morros da cidade onde se consegue ter uma vista incrível de toda Hong Kong. Este é o principal ponto turístico da cidade então o bonde que leva os turistas até o topo estava super lotado, com uma fila gigante (fora que é caro!) então pegamos o ônibus No 15 que nos levou até o alto e ao longo do caminho se tem uma vista excelente! Lá no topo tem um shopping e é do pátio deste shopping que você tem a vista. O dia que eu fui estava com o céu super limpo então foi ótimo!

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Este “mar” de edifícios é simplesmente incrível!

Após voltar lá do alto, continuamos passeando pelo centro de Hong Kong até jantarmos em um outro restaurante bem tradicional onde comi um macarrão com wanton, que é uma massa com recheio de camarão e cogumelos, bem gostoso e bem típico (noodle soup w/ wanton). Saindo de lá corremos para pegar a ferry e atravessar a baía para a outra ilha de HK, que se chama Kowloon. É de lá que é possível assistir o show de luzes dos arranha-céus de Hong Kong! Estava super ansiosa para ver este show e o local estava lotado, foi difícil conseguir um lugar. O show acontece todos os dias as 20h e posso dizer que foi bem sem graça hahaha dura 15 minutos, mas é muito chato ficar olhando para os prédios lançando uns holofotes de luz por todo esse tempo. É interessante e vale a pena, até porque é de graça né, mas não espere muita coisa 🙂 minha host falou que antigamente era mais impressionante, porém agora esta bem murchinho :/

Anyway, saindo de lá de onde se observa o show, é só continuar andando para a esquerda onde fica a calçada da fama de HK e onde se tem uma vista incrível dos prédios. O mais legal é achar as “estrelas” de Jackie Chan e do Bruce Lee, os únicos que conhecia hahah e as estrelas que estavam mais lotadas de gente querendo uma foto. Depois de andar por tudo ali, pegamos um ônibus para casa. Vale dizer que os ônibus são double deck, como em Londres, então é bem legal ir observando a cidade toda lá do 2o andar do bus. Meus hosts me emprestaram um cartão para usar nos transporte públicos tipo um bilhete único, como em São Paulo, lá se chama octoplus e você o recarrega em qualquer loja (minimo de 50 HK dollar) e é fundamental já que se você for pagar a tarifa direto no ônibus eles não dão troco.

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Wanton noodle soup, uma delícia (dentro desta massa tem camarão)

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A vista noturna dos arranha-céus de HK!

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na “calçada da fama” a estrela do Bruce Lee

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Dentro do ônibus

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Os ônibus

No sábado fiz um bate e volta à Macau, outra região administrativa independente da China e que contarei no próximo post. Cheguei de volta à HK e encontrei minha host para irmos juntas para casa. Ainda no caminho paramos para comer mais um tipo de sopa de macarrão típico daqui.

O sopa de macarrão, essas bolinhas branca são feitas de peixe (não curti muito)

O sopa de macarrão, essas bolinhas branca são feitas de peixe (não curti muito)

No domingo, dia 17/08, meu ultimo dia inteiro na cidade fomos de manhã à igreja que Mable (minha host) frequenta e foi muito especial pra mim. Felizmente em HK existe liberdade de culto, então é possível ver de tudo, templos budistas, igrejas católicas e evangélicas, etc. Essa liberdade não existe na China :/ A igreja que fui é uma Assembléia de Deus e o culto foi em cantonês (uma versão de chinês) porém uma moça muito gentilmente traduziu para mim (via um aparelho) e foi lindo ver que mesmo do outro lado do mundo existem pessoas com a mesma fé e adorando a Deus de forma tão verdadeira.

A bíblia em chinês

A bíblia em chinês

A igreja no momento do louvor

A igreja no momento do louvor

Após o culto fomos almoçar dim sum (mais uma vez hahaha) e em seguida pegamos o transporte com destino a Stanley Market, que fica do outro lado da ilha de Hong Kong e demorou muito para chegar lá, tipo mais que uma hora. Tudo bem que a vista durante o caminho era linda, mas mesmo assim :/ chegamos lá já quase final de tarde. Pelo caminho passamos por duas praias, que estavam cheias, sim Hong Kong tem praia!

O Stanley Market em si é uma região bem linda, que quase não parece que você esta em HK, me senti tipo na California, pois é tipo um pier, com vários restaurantes, lojinhas e uma vista linda. Vale a visita se você tiver tempo 🙂

Stanley Market

Stanley Market

Lindo

Lindo

SAMSUNG CSC

Saindo de lá fomos para a região do Soho de HK, super descolado, cheio de bares e restaurantes diferentes (uns que vendiam só comida crua e orgânica haha) e foi por lá que terminamos o dia. Voltamos para casa pois o marido da Mable tinha cozinhado camarão para nós 🙂

Na manhã seguinte não tinha muito tempo pois meu vôo era as 13h, mas mesmo assim meus hosts lindos queriam me levar para comer dim sum (a versão do café da manhã) e foi interessante ver e comer algumas coisas que jamais teria comida as 10 da manhã (tipo peixe frito), mas não podia fazer desfeita e eles foram tão generosos comigo.  Após comer (nossa como eu comi em HK!) peguei o ônibus para ir ao aeroporto, que por sinal é gigante!

Um fato curioso que é possível ver nesta foto é que Mable me contou que existem muitos imigrantes em HK, em geral vindos da Malásia, Tailândia, Filipinas. Elas vem para trabalhar em casas de família, como babás ou domésticas e moram junto com as famílias. Porém aos domingos quando elas tem folga, elas não tem para onde ir, então elas se encontram no centro da cidade e ficam lá o dia inteiro. Usam este momento para encontrar as amigas, comer juntas, fazer pequenos negócios, conversar, jogar carta, etc. Porém são muitas! As calçadas ficam tomadas! Achei super interessante.

Um fato curioso que é possível ver nesta foto é que Mable me contou que existem muitos imigrantes em HK, em geral vindos da Malásia, Tailândia, Filipinas. Elas vem para trabalhar em casas de família, como babás ou domésticas e moram junto com as famílias. Porém aos domingos quando elas tem folga, elas não tem para onde ir, então elas se encontram no centro da cidade e ficam lá o dia inteiro. Usam este momento para encontrar as amigas, comer juntas, fazer pequenos negócios, conversar, jogar carta, etc. Porém são muitas! As calçadas ficam tomadas! Achei super interessante.

A vista do Soho

A vista do Soho

O templo chinês mais antigo de HK

O templo chinês mais antigo de HK

 

Adorei Hong Kong e super recomendo e se eu tiver oportunidade um dia voltarei. É um lugar que você pode experimentar e ver o que há de mais moderno neste mundo, mas ao mesmo tempo mantém suas tradições chinesas o que torna a cidade uma combinação única. Fora que existem inúmeras opções, existe até uma Disneyland! A menor do mundo, mas existe! ahhah Existe montanha, praia, shopping, parques, museus, etc.

Até mais,

F. ❤

 

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