Kuta, Lombok – Indonésia

Saindo de Gili T, peguei um barco até a ilha de Lombok. Ainda tinha 4 dias até ter que pegar meu vôo e escolhi ir para Kuta. Tanto em Bali quanto em Lombok existem cidades chamadas Kuta, porém não existe comparação uma com a outra, Kuta, Bali é a cidade mais badalada e moderna de Bali, já Kuta, Lombok é bem rústica e super simples.
Chegando no porto de Lombok, dividi um taxi com outros 2 turistas (a corrida custou 10 dólares para cada), já que assim como Bali em Lombok não existe ônibus turísticos conectando as cidades.
Chegando em Lombok, fui atrás de alguma guesthouse, seguindo recomendação do meu guia Lonely Planet, negociei o preço (pedir desconto é sempre válido! 🙂 e fechei por 13 dólares um quarto privado com internet rápida! #luxo !
A cidade em si é base para surfista, o que não é o meu caso ahhah Mas existem inúmeros lugares que oferecem aula de surf, mas não quis encarar. Estava vindo de 6 dias na praia e confesso que já estava meio cansada de praia, porém aproveitei mesmo assim. Em geral ia logo cedo e depois no fim da tarde saia para correr (em uma dessas foi quando fui atacada pelo macaco muito louco 😛 )…
Não recomendaria esta cidade, a não ser que você seja surfista ou queira algo bem roots. Eu mesmo assim gostei, pois tive dias bem tranquilos, curtindo a paisagem, me exercitando, etc.
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Lindo por do sol

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Infelizmente vi muitas crianças trabalhando nesta cidade, basicamente vendendo estas pulseiras, porém elas eram muitas e muito insistentes :/ Comprei duas no inicio, porém não podia comprar mais. Quando estava na praia comecei a brincar com eles, e nos divertimos, pois eles são apenas crianças, que infelizmente devido as circunstancias tinham que estar trabalhando.
Saindo de lá, por 6 dólares taxis te levam ao aeroporto, que só existe um único na ilha e de lá segui para uma parada rápida de 24 horas em Kuala Lumpur, até pegar meu vôo para o Sri Lanka.
Ah vale dizer que para sair da Indonésia, deve-se pagar 150.000 rufias (cerca de 15 dólares). Eu já tinha limpado minha carteira de qualquer rupia possível e tive que correr à um caixa eletrônico para poder pagar a taxa. Então fica a dica 🙂
Indonésia é uma país lindo, barato, com comida boa e pessoas acolhedoras (acho que tenho falado isso de todos lugares que passei 😛 ) e sem dúvidas vale a visita. Acabei ficando quase 1 mês no país e talvez poderia ter conhecido mais lugares, como a ilha de Flores, onde encontra-se o dragão de komodo (foto), porém por já estar viajando a um longo tempo, tenho optado por fazer menos stops e curtir mais cada lugar.
Optei também por chegar em Java e sair por Lombok, e acho que foi uma escolha bem inteligente (modéstia parte) pois desta forma fui seguindo de barco, de uma ilha para a outra, e não tive que pegar vôos internos. Mais uma vez vale lembrar que a Air Asia conecta a maioria das grandes cidades do país. Deixei de fora Borneo e Sumatra (onde encontra-se os Orangoutangos), mas como disse, o país é muito grande e foi preciso escolher e no meu caso o que mais queria conhecer era Bali, onde passei 10 dias.
Levarei só lembranças boas deste país e sem dúvida entra para a lista dos países que voltaria 🙂
Cheers,
F. ❤
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Ilhas Gili, o paraíso na Indonésia

Sem dúvidas as melhores praias da Indonésia (na minha opinião) estão aqui. Três ilhas Gili T, Gili Air e Gili Meno, cada uma com sua característica, sendo que a maior, com mais opções de entretenimento, acomodação e restaurante, é a Gili T.
Esta é a ilha que concentra também o maior número de mochileiros tanto aqueles que querem festa, quanto aqueles que querem relaxar (como eu). Fiquei 6 dias e confesso que não queria ir embora…
A praia é linda, apesar de não ter areia fofa o que acaba machucando o pé, porém o azul turquesa compensa e é impossível não aproveitar. Por ali a vida marinha é ainda bem conservada, então aluguei um snorkel e aproveitei para explorar a região algumas vezes. Dizem que é super fácil, mesmo só com snorkel, de avistar tartarugas marinhas. Eu até vi uma, porém quando fiz mergulho, e vi uma outra baby quando estava na beira do mar e de repente ela apareceu! A coisa mais linda!
No meu primeiro dia na ilha, os brasileiros que tinha conhecido em Bali ainda estavam por lá, então alugamos uma bike e gomo pedalar pela ilha, até que demos a volta completa, parando algumas vezes ao longo do caminho, e este é um passeio que recomendo.
A ilha é bem pequena e não existe carro, todo transporte é feito por carroças ou bicicletas, mas para ir do hostel para a praia e restaurantes é só ir caminhando. Meus dias se resumiam a ir a praia, caminhar pela ilha, snorkel/mergulho, etc. Aproveitei que em frente ao meu hostel tinha um studio de yoga e fiz algumas vezes, logo pela manhã, e mesmo sendo a primeira vez que estava fazendo yoga, adorei! Existem outros studios pela ilha, além de spas, porém os preços aqui eram bem mais caros que em Bali.
Vale lembrar que por ser uma ilha as coisas custam um pouco mais caro, porém não chega a ser uma diferença enorme. Para quem quer fugir dos preços dos restaurante (eu!) existe também todos os dias o night market, onde servem comidas locais e um prato bem servido custa uns 3 dólares! O local fica cheio que backpackers.
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Assim é a praia em Gili!

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Eu com os brazucas que foram meus companheiros de viagem 🙂

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Rua principal de Gili T

O hostel em que fiquei era super relax e curti bastante, fora que existia “open” de pancake (eles deixavam massa de panqueca pronta durante o dia todo e quem quisesse era só fazer a sua), chama Gili La Boheme e após 5 noites a 6a noite é grátis! Muitos turistas/mochileiros vão para Gili para ficar 5 dias e acabam ficando 1 mês, uma prova de que lá vale a pena a visita.
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Criança local que estava brincando no mar com seu irmão, por horas… linda.

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Esse é o irmão 🙂

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A maioria da população local de Gili T é muçulmana, e esse menina linda estava com seu uniforme escolar.

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As flores mais cheirosas da Ásia!

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Na rua do hostel, era ben rústico, então tinha cabras, patos, etc.

Ah vale dizer que existem várias agencias que organizam o trajeto de Bali até Gili e custa em média 35 dólares, o que eu achei bem caro. No meu caso saindo de Ubud, seguimos de minivan até o porto de onde saem os speedy boats para as Gilis, se não me engano o trajeto todo deve ser umas 3 horas.
Existem barcos públicos que fazem o trajeto entre as Gilis, caso queira ir conhecer alguma das outras ilhas, isso eu descobri só no meu último dia, então não fui. Porém quando fiz mergulho, aliás, existem inúmeras escolas de mergulho por lá, fui até Gili Air, e uma é mais bonita que a outra.
Não tenho muito mais o que falar de lá, a não ser que é o lugar para quem quer praias paradisíacas e descanso (ou baladas, já que em Gili T a party scene é bem forte). E como disse, foi difícil ir embora… só espero poder um dia voltar:)
Cheers,
F. ❤

Ubud, a verdadeira Bali!

Se seu desejo é ver campos de arroz verdíssimos, templos hindus só encontrados aqui, nativos usando suas roupas tradicionais e mantendo seus costumes, tudo isso é visto na mais charmosa cidade de Bali, em Ubud.

Ubud não fica muito longe da região de Denpasar (onde fica o aeroporto) e oferece inúmeras opções de acomodação e restaurantes. Vale pesquisar rapidamente onde você irá se hospedar, pois foi lá em Ubud one o episódio do rato na minha cama aconteceu (confere aqui). Porém depois deste episódio traumático, fiquei em um dos melhores hostels de toda minha viagem. Apesar de ser super simples, o quarto era só ventilador e a internet era bem ruim, porém o lugar era uma casa típica de Bali, com uma varanda e sofás e redes

Na entrada do hostel

Na entrada do hostel

espalhados pelo local, com música ambiente (inclusive música brasileira) e mal queria sair de lá de tão gostoso (o hostel chama In Da Lodge).

Ubud é uma cidade pequena rodeada de templos e campos de arroz e que valem a pena alugar uma bicicleta ou moto e explorar a região, sem rumo. Eu aluguei bike por uns 2 dias porém mais para passear pela cidade pois lá é uma região de montanhas então a não ser que você seja ciclista profissional, você terá que se render a uma moto.

Fiquei 5 dias em Ubud e foi difícil partir, a cidade é super relax e para quem está viajando por um longo tempo, é o lugar perfeito para descansar, fazer massagens balinesas (6-7 US por 1 hora de massagem!) e aproveitar para conhecer mais a cultura local.

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A riqueza de detalhes das casas balinesas são únicos.

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Arranjo de flores

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Um dos templos da cidade, com um jardim de flor de lotus na frente.

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A flor mais bela da Ásia!

Em um dia fui a Monkey Forest, e recomendo a visita. Além de ser uma floresta bem grande, lá tem também um templo e milhões de macacos. Mas os de lá são bem tranquilos e a não ser que eles vejam que você tem alguma comida, eles não irão te atacar. Gostei de ter ido só para ficar observando os bichos que são muito fofos. Aqui vai um book fotográfico deles 🙂

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Família unida 🙂

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Os serelepes

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Esse daqui estava tirando uma soneca SENTADO! quase morri! ahhaha

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Amigos que conferem a barba um do outro!

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O baby dormindo abraçado… ❤

Existe um bom mercado/feira na cidade onde você encontrará todos os souvenirs possíveis e imagináveis e é divicil resistir ao papo dos vendedores. Vale lembrar que deve-se sempre barganhar o preço.

Em Ubud é possível também assistir a shows de dança típica balinesa que acontecem todas as noites as 19h-20h por uns 8 dólares. Eu acabei não indo, porém é uma opção para aqueles que estão procurando algo para fazer a noite. Ah vale dizer que diferente de Kuta, em Ubud não existem baladas ou festas, o máximo que existe são bares/restaurantes com música ao vivo. Fui em duas noites diferentes com os brasileiros que tinha conhecido em Kuta e foi super gostoso. Ah e come-se muito bem em Ubud também, existem vários restaurantes e que podem ser um pouco mais caro, já que por ser uma região turística não encontrei comida de rua. Mas mesmo assim era possível achar restaurantes onde almoço ou jantar custava cerca de 3-4 dólares.

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Andando pela cidade, acabei entrando em uma escola local e conversei com eles que foram super simpáticos e são lindos né?

No meu último dia ainda não tinha ido visitar/ver nenhum dos campos de arroz que rodeiam a cidade. Felizmente conheci uma mexicana no hostel e ela tinha encontrado um lugar lindo onde era possível vê-los e era super escondido. Então fomos caminhando até lá  para assistir o por-do-sol e tirar várias fotos. E esse foi o jeito mais inesquecível de me despedir de Ubud, pois o lugar era super calmo, uma paz… e a paisagem era linda.

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Adorei Ubud e recomendo a qualquer um que queria ver a verdadeira Bali!

Cheers,

F.<3

Bali, love it or leave it!

Oh Bali, sem dúvidas um dos destinos que eu estava mais ansiosa para conhecer, porém sem saber exato o que esperar. Já tinha ouvido diversas opiniões de gente que curtiu, gente que amou e muita gente que não gostou, dizendo que Bali é overrated e muito turístico.

E fato é: Bali não é nada daquilo que você imagina, ou que você viu no filme Comer, Amar, Rezar, porém ainda sim é Bali.

Bali é de fato única o que faz com que apesar de não ser aquilo que se espera (pelo menos para mim), valer a visita. Bali é uma ilha bem grande e concentrei meus 10 dias em dois lugares diferentes, primeiro na região de Denpasar/Kuta e em seguida em Ubud. Bali não existe transporte público, e muito menos ônibus conectando as cidades. O que muitos turistas fazem é alugar um carro com motorista que sai por 30-40 US, o que é muito conveniente, porém quando se viaja sozinha como yo isso é impraticável. Consegui um ônibus saindo da balsa vindo de Java que nos levou até Denpasar, de lá peguei um mototaxi para me deixar no meu hostel.

Acabei escolhendo um hostel pelo preço e acabei não ficando bem localizada, mas no final das contas isso não fez muita diferença pra mim. Estava a cerca de 30 minutos caminhando da praia de Kuta. Esta é a região para quem quer festas e está de férias, pois é tudo tão moderno e ocidentalizado que não chega a parecer que você esta na Indonésia. É a região mais turística e entre julho-setembro esta é a época que Bali esta lotada de Australianos (e brasileiros!) em busca de festa e ondas. A praia em si não é nada demais e nem me animei a entrar, a areia é escura e dura e as ondas são super fortes. Só fui para assistir o sol se por, pois este sim foi lindo.

A região em que estava era menos turística então conseguia comer na rua por cerca de 1 dólar por uma comida deliciosa (Mie Ayam – macarrão com frango) e estava super feliz. Já na região de Kuta mesmo, existem vários restaurantes (até Hard Rock Café!) onde a maioria serve comida ocidental, para quem não quer se preocupar em pensar o que é a comida local e fica feliz com uma pizza. Porém o único dia que jantei por lá, gasta-se muito mais, cerca de 8-10 dólares, o que ainda é barato caso se compare com Europa ou EUA, mas que para meu budget de mochileira não cabe.

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Entrada de Kuta beach

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Meu primeiro por-do-sol em Bali

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Como estava fazendo tudo à pé, ficava revoltada com o fato de que quase não existe calçada e as que existem viram “rua” para os motoqueiros apressados! Ou seja, até andar por lá era difícil.

Bali é muito bom para fazer compras (tanto Kuta quanto Ubud) e seguindo o padrão Ásia, todas as lojas vendem praticamente as mesmas coisas, então vá preparado a negociar e a ser duro caso não queria comprar algo. Nesta região compensa comprar anéis/brincos de prata, algo típico de Bali e que tem um preço super bom. Os comerciantes são bem insistentes, e após te dizerem o preço (e você achar caro) eles perguntam: quanto você quer pagar? Ai vale jogar o preço pela metade, até vocês chegarem a um acordo. Claro que é importante manter o bom senso, pois o que percebi eles tem um certo medo de perder a venda pois acham que isso irá trazer azar para suas vendas. Eles dizem: oh make me luck, buy something (me de sorte, compre algo), e assim que você compra eles pegam a nota de dinheiro e passam pelos itens da loja, justamente para “trazer sorte”.

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A questão da religião é algo muito forte em Bali, uma das poucas regiões da Indonésia (que é maioria muçulmana) onde 90% da população é Hindu. Os templos, deuses e oferendas estão em cada esquina e em todas as casas. Andando pela calçada eu tinha que tomar cuidado para não pisar em nenhuma oferenda, pois elas estão em todos os cantinhos, esquinas, etc. Pela manhã era possível ver mulheres passando em cada loja, cada templo, deixando flores e fazendo seus rituais.

 

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As oferendas que estão presentes por toda a ilha

 

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Andando por Kuta

Um dia decidi ir conhecer a região de Uluwatu, mais ao sul da ilha de Bali e onde fica a praia de Penang Penang, que supostamente é uma das mais bonitas de Bali. Negociei com um motorista para me levar, mas acabou sendo furada pois ele me deixou lá e tive que me virar para voltar. Muitos alugam moto (estilo scooter) para ficar livre e ir a onde quiser, porém o trânsito é ridículo de perigoso e não há respeito nenhum a nenhuma regra de transito, então decidi não correr este risco.

Bom a praia de Penang Penang em si é bonita, porém quase não há “praia” em si, e tive que achar um micro espaço para colocar minha canga. Fora que esta é uma praia para surfistas, então mal me atrevi a entrar no mar e já levei um caldo, sendo que o fundo do mar não é areia e sim pedras, sendo impossível conseguir ficar de pé. Fora que eles não sabem o que fazer com o lixo gerado pelos turistas na praia e simplesmente jogam atrás das pedras (foto). Saindo desta praia, peguei um mototaxi para ir até o templo de Uluwatu este sim um dos principais pontos turísticos de Bali e cheguei bem a tempo de ver um lindo por do sol. O parque é bem bonito e fiquei um bom tempo por lá, observando os macacos e tirando várias fotos. Lá também tem todas as noites show de dança balinesa, para quem tiver interesse.

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O lixo na praia de Penang Penang 😦

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Penang Penang

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O templo de Uluwatu

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Os macacos que atacavam turistas desatentos

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Lindo!

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Foi saindo deste templo que conheci um grupo de brasileiros e acabamos nos encontrando em outras duas cidadesSAMSUNG CSC, Ubud e em Gili e para mim que fazia séculos que não encontrava brasileiros foi bom demais, brasileiro é outra coisa né?

Depois de 5 noites em Kuta, segui para Ubud. Algumas agencias de turismo organizam ônibus para os turistas, e foi em um desses que fui, a viagem em si é 1 hora e meia, super perto.

Ubud vale relatar em um outro post pois este lugar sim é a verdadeira Bali.

Cheers,

F. ❤

Vulcão Ijen, Java

Saindo do vulcão Bromo não sabia para onde ir em seguida, peguei uma mini van até a cidade mais próxima, Probolinggo, e estava na duvida se encarava mais um vulcão ou se seguia direto para Bali. Como ainda tinha tempo e não queria deixar a oportunidade passar , dei uma olhada rápida no meu guia de viagens Lonely Planet e decidi pegar um ônibus para Bondowoso, uma cidade relativamente próxima ao vulcão Ijen.

Foi nesta viagem de ônibus que aconteceu o episódio mais memorável de minha viagem pela Indonésia (quem não leu, confere aqui) e fui direto à uma guesthouse que era recomendada pelo guia. Chegando lá, por volta das 14h, almocei e conversando com o pessoal da recepção era possível agendar um motorista para me levar até o vulcão. Como estou viajando sozinha a opção mais barata era ir de moto, mas confesso que depois da minha viagem de moto ao Monte Bromo, queria passar longe de uma motoca e minha bunda agradecia 🙂 Mas ok, fazer o que né?

Felizmente outros três hóspedes (um casal francês e um australiano) também queriam ir ao Ijen, então dividimos um carro com motorista, que iria nos levar até o vulcão e depois nos deixar na cidade de onde saem as balsas rumo à Bali. Isso custou 250.000 rupiah (50 reais) mais a entrada do parque que custou 100.000 rupiah (20,00), mas pelo menos fui no conforto de um carro quentinho. O pessoal da guesthouse foi super simpático e preparou nosso café da manhã numa marmita para comermos na viagem (arroz frito) e consegui dormir um pouco antes de sairmos por volta das 23h. Ou seja, esta seria minha segunda noite sem dormir e ainda subindo um vulcão. Estava morta com farofa e mais uma vez foi “sofrido”.

Diferente do Bromo o Ijen você tem que caminhar 3km de subida até o topo, e foi puxado! Ijen é outro vulcão ativo do Leste de Java e ficou mais conhecido após a National Geographic divulgar umas fotos das lavas azuis que saem do vulcão. No caso, não são lavas mas sim combustão de gases que gera esta luz azul e para conseguir ver é preciso ir durante a noite, como foi nosso caso. Eu vi porém minha câmera não conseguiu nenhuma foto boa :/ as chamas no entanto, ficam mais para dentro da cratera e para descer lá, os locais exigem que você vá com um guia e isso custa mais uma grana que eu não estava afim de pagar. Fora que o Ijen é puro enxofre, o cheiro é absurdo de forte, eu estava de máscara, para uma bem simples e para chegar mais próximo das chamas é preciso de uma proteção mais forte. Enxofre é extraído do vulcão e é possível ver os trabalhadores carregando enormes pedras amarelas, que no total chegam a pesar 80 kgs!

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

Um dos trabalhadores do local.

Um dos trabalhadores do local.

Um monte próximo ao Vulcão

Um monte próximo ao Vulcão

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

O nascer do sol

O nascer do sol

Como chegamos cedo e acabamos não descendo até mais próximo da cratera eu fiquei conversando com o australiano até esperarmos no nascer do sol. Só que isso demorou umas 3 horas, eu morrendo de sono e com muito frio (again!). Fomos dar uma caminhada para esquentar o corpo e logo depois o céu começou clarear e era possível ver que estacamos acima das nuvens, uma imagem bem bonita. O vulcão em si, tem uma paisagem bem dramática, algo meio apocalíptico, pois não é bonito como o Bromo, mas mesmo assim tem uma beleza única.

Depois de um tempo, começamos a descer e esperamos no carro até todos voltarem e seguimos Banyuwangi, de onde saem as balsas rumo à Bali.

Depois de duas noites sem dormir, subindo vulcões, já estava satisfeita de vulcões para o resto da viagem hahah Foram duas experiências diferentes, e sem dúvidas recomendo. Tinha comentado no outro post que o Bromo foi meu primeiro vulcão, porém minha sister linda me lembrou que fomos a um ou dois vulcões em nossa viagem ao Chile, mas acho que por não ter sido “sofrido” como estes aqui, eu não lembrava rs. Espero que estes fiquem pra sempre na minha memória, não só por terem sido “sofridos” mas sim pela beleza única de cada um deles.

Cheers,

F. ❤

O episódio do rato na minha cama

Quando estava em Bali há quase 2 semanas atrás aconteceu um episódio traumático, mas que me fez refletir sobre viajar sozinha e seus aprendizados.

Cheguei em Ubud, Bali e tinha feito uma reserva em um hotel pelo booking.com. Tive que reservar um hotel pois só tinha conseguido cama em um hostel para o dia seguinte, já que estava tudo lotado. Quando você usa o booking.com em geral você não tem que pagar, o que é bom, então quando cheguei na cidade vieram me oferecer um quarto por um preço mais barato do que o hotel que eu tinha reservado. Como estou viajando com um budget apertado, cada centavo conta e neste caso eram 5 dólares! Ok, era um quarto privado com banheiro, fui lá dei uma olhada e parecia tudo ok, e o jardim do hotel era bem bonito e tinha até piscina. Como era só uma noite não pensei muito e fiquei por lá mesmo… até que quando já estava de olhos fechados para dormir senti algo na cama (estava com lençol me cobrindo), olhei rapidamente e vi algo correndo, mas foi muito rápido porém tenho certeza que vi um rabo! Nisso minha reação foi pular da cama é claro, e subi na cama ao lado (eram 2 camas de solteiro) e peguei minha lanterna. Tentei ver alguma coisa, mexer a cama e não consegui ver mais nada…

Achei que estava louca e que tinha não tinha visto nada de fato, o que me restava era tentar dormir. Dessa vez resolvi usar a cama ao lado, me cobri e fiquei segurando a lanterna just in case… quando escutei algo novamente, liguei a lanterna e lá estava ele, em cima do armário. Oh God! Why? Será que foi castigo porque não fui ao hotel que eu tinha reservado?

Obvio que sai do quarto e fui a recepção, porém não tinha ninguém por lá, tudo escuro. E agora?

Neste momento não sabia o que fazer, procurei uma rede ou um sofá do lado de fora porém não tinha nada, até que achei um quarto vazio, sim Deus é bom! O quarto estava vazio e com a chave na porta, além de ser bem melhor do que o quarto que eu estava, tinha até ar-condicionado. Dormi por lá mesmo, apesar de não ter dormido muito bem porque estava com medo de alguém descobrir que eu estava lá, sendo que eu tinha pago por um quarto mais simples, sim loucura minha 😛

Na manhã seguinte fui reclamar na recepção e a reação deles foi: nenhuma, a menina até riu. Estava super brava, e assim que dei check-in no hostel corri para o Tripadvisor e escrevi uma resenha péssima sobre o local. Isso era o mínimo que eu podia fazer e ajudar outros viajantes que cogitem se hospedar naquele hotel.

Resumindo: muitas vezes viajando sozinha, ainda mais sendo mulher, temos que lidar com situações que jamais gostaríamos de ter que lidar ainda mais quando envolve seres nojentos ahhaha Lembro que quando estava morando no Laos tive que matar várias baratas e uma vez tinha uma aranha enorme dentro da cesta da minha bicicleta e mesmo assim eu consegui me livrar dela e sem matá-la! Teve ainda o episódio de quando estava no Camboja e vi a maior aranha da minha vida, lindamente repousando EM CIMA DA MINHA ESCOAVA DE DENTE! Eu que sempre detestei qualquer tipo de inseto, apesar de não ter nenhuma fobia louca contra eles, tive que me virar.

Não sei o que tudo isso irá significar na minha vida, talvez nada, só o fato de que eu consigo matar uma barata sem gritar 😛 ou talvez de que eu sou macho e podem me jogar numa floresta que irei sobreviver, ou ainda, que em meio as dificuldades e situações com as quais você não gostaria de lidar, o mais sábio a fazer é respirar fundo e saber que você consegue sim, que seus medos estão na sua mente e que você pode vence-los.

Ps1.: Esse aqui é a porcaria do hotel: http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g297701-d3492936-Reviews-Ubud_Permai_Bungalow_Spa-Ubud_Bali.html 

Ps2.: Já tinha terminado de escrever este post quando sai para correr na praia e cheguei numa área onde tinham macacos (sim só na Ásia para isso acontecer), estava mantendo distância, até que um macaco muito louco e dos grandes começou a vir correndo na minha direção! Minha reação foi correr também mas vi que ele ia me alcançar, ai que desespero! Joguei minha garrafa de água pra longe e ele foi atrás da garrafa, graças a Deus! Conseguem imagina a cena? #traumatizada #macacodoido #sónaasia !

Cheers,

F. ❤

Vulcão Bromo, Indonésia, como ir sem tour.

O monte/vulcão Bromo foi um dos motivos que escolhi ir para Java, pois minha amiga ítalo-francesa Claire (baci bella!) tinha me falado que era incrível. Eu como nunca tinha ido à um vulcão não sabia o que esperar e estava com certa dificuldade de descobrir como chegar até lá. Existem vários tours saindo de Yogya que custam cerca de 35-40 dólares e te levam ao Bromo e te deixam em Bali, o que pra mim seria super interessante pois este era meu roteiro planejado. Porém eles exigem no mínimo 2 pessoas, o que complicou minha vida, e informações para fazer o tour e como chegar até o monte foram difíceis de encontrar. Felizmente consegui essas infos e o pessoal do hostel me ajudou também.
Ir até o Bromo ser um tour é bem mais complicado, porém você tem a liberdade de fazer no seu próprio tempo e ficar o quanto quiser nos lugares e foi isso que eu fiz, porém mal sabia eu o tempo que eu levaria para chegar até lá.
Sai cedo do hostel, por volta de 7 am, peguei uma moto para me levar à rodoviária que era bem longe e demorou uns 30-40 minutos para chegar, nisso peguei um ônibus público até Surabaya que é um hub importante de Java e de lá poderia pegar outro ônibus até outra cidade. Vale dizer que existe o trecho Yogya-Surabaya em trem, mais rápido, porém mais caro. Então eu demorei umas 10 horas e a passagem me custou bem barato (não lembro o preço), chegando em Surabaya peguei outro ônibus para Probolingo,  a cidade que fica mais próxima ao pé do monte, ok, mais 2 horas de viagem. Chegando em Probolingo existem ônibus que te levam até o monte já, porém eles funcionar no estilo: só saio quando estiver lotado (todos funcionam assim). Mas já era umas 20:30, eu ainda não tinha nem lugar para dormir e sabia que existiam motoqueiros que oferecem este trecho. E lá fui eu mais uma vez subir na garupa da moto, detalhe este foi o trecho mais caro, me custou 10 dólares e demorou mais 1 hora no mínimo.
Este foi um momento que me fez refletir sobre a vida. Euzinha na garupa de uma moto, subindo um vulcão ativo, com muito frio (quanto mais subia mais frio eu sentia, ok isso é óbvio), sem saber se teria um lugar para dormir. Oh Deus, será que vai valer a pena, será que não é sacrifício demais? Confesso que estava sofrendo literalmente, pois além do frio, estava vindo de mais de 12 horas sentada, minha bunda e pernas doíam tanto (você já andou de moto por mais de 1 hora? Dói pra caramba). Anyway, tinha anotado o nome de um possível local para dormir, cheguei lá e adivinha: tudo lotado 🙂
Como a maioria das pessoas vão em tours, os hotels lotam fácil. Felizmente os locais não são bobos nem nada e existem homestays, casas dos próprios locais que oferecem quartos. Achei uma, chorei o preço e paguei 15 dólares pelo quarto e pedi emprestado um casaco. É possível subir a pé ao Vulcão para ver o nascer-do-sol (é por isso que todo mundo vai até lá), porém chega de aventura, então combinei com o próprio amigo da homestay para me levar na madrugada seguinte as 3:30 da manhã e o roteiro completo me custou mais 15 dólares.
Ainda estava com muito frio e não estava nem conseguindo dormir, ai vi que na sala tinha mais um casaco e peguei, só para descobrir no dia seguinte que o casaco era de um outro rapaz que estava ficando lá também. Ops! Mas sem querer e sem saber ele salvou minha vida, se não tinha congelado!
Ok, 3:30 já estava pronta para subir em mais uma moto e lá fomos nós até o topo. Chegando lá, existem milhares de Land Rovers que levam os turistas que estão nos tours. Lá no alto existe gente alugando casacos, vendendo café e cup noodles (meu jantar, já que não tinha mais nada aberto na noite anterior quando cheguei), etc. Nisso a batalha para encontrar um local decente para assistir o nascer do sol, começa. Infelizmente muitas pessoas sabem sobre o Bromo e o local é cheio de turistas, porém não chega a interferir na beleza e magnitude de tudo aquilo, e sem dúvidas foi uma das paisagens mais lindas desta minha viagem.
Assim que cheguei esta foi a primeira imagem.

Assim que cheguei esta foi a primeira imagem.

Valeu a pena?

Valeu a pena?

Como é um vulcão ativo, foi possível ver lava saindo..

Como é um vulcão ativo, foi possível ver lava saindo..

Vamos tirar uma selfie :)

Vamos tirar uma selfie 🙂

Nisso eu tive bastante tempo para tirar quantas fotos eu queria, e por volta de 6 am encontrei meu “motorista” para irmos à uma outra cratera. Durante o caminho a paisagem é de tirar o fôlego, ainda mais pra mim que nunca tinha visto um vulcão. Bom chegando a este outro local, você deve subir até a cratera e nesta subida quase perdi meu coração pela boca, umas duas vezes. O local é todo de uma areia fina e é super difícil subir. Existem cavalos que eles te oferecem, insistem é a melhor palavra, porém tinha um monte de gente bem mais velha subindo então respirei fundo e fui.
O deserto de cinzas visto lá do alto.

O deserto de cinzas visto lá do alto.

Na subida, pagando meus pecados :P

Na subida, pagando meus pecados 😛

A cratera

A cratera

Na outra cratera

Na outra cratera

Eu feliz depois de ter passado por tudo isso!

Eu feliz depois de ter passado por tudo isso!

Bom chegando lá, mais uma vez se tem uma vista única, tanto da cratera quanto deste deserto (vide foto) o que fez valer o esforço. Curti meu tempo por lá e desci para pegar a moto e voltar a cidade. De lá esperei até umas 10:30 para pegar uma van para Probolingo de novo.
E foi isso, passei cerca de 16 horas no local, sendo que viajei quase a mesma quantidade de tempo só para chegar lá. Valeu a pena? Com certeza! Quando na vida poderei subir um vulcão? No dia seguinte, lá estava eu, dessa vez em outro vulcão ahhahah
Eu até poderia ter ficado mais tempo por lá, explorando mais o vulcão, porém nem sabia que isso era possível e como estava sem roupa de frio apropriada, ia continuar sofrendo, então nem pensei duas vezes em seguir viagem, apesar de não saber ao certo para onde iria next.
Esta foi a experiência do meu primeiro vulcão e aguarde os próximos capítulos para minha experiência com o outro vulcão.
Cheers,
F. ❤