Vulcão Bromo, Indonésia, como ir sem tour.

O monte/vulcão Bromo foi um dos motivos que escolhi ir para Java, pois minha amiga ítalo-francesa Claire (baci bella!) tinha me falado que era incrível. Eu como nunca tinha ido à um vulcão não sabia o que esperar e estava com certa dificuldade de descobrir como chegar até lá. Existem vários tours saindo de Yogya que custam cerca de 35-40 dólares e te levam ao Bromo e te deixam em Bali, o que pra mim seria super interessante pois este era meu roteiro planejado. Porém eles exigem no mínimo 2 pessoas, o que complicou minha vida, e informações para fazer o tour e como chegar até o monte foram difíceis de encontrar. Felizmente consegui essas infos e o pessoal do hostel me ajudou também.
Ir até o Bromo ser um tour é bem mais complicado, porém você tem a liberdade de fazer no seu próprio tempo e ficar o quanto quiser nos lugares e foi isso que eu fiz, porém mal sabia eu o tempo que eu levaria para chegar até lá.
Sai cedo do hostel, por volta de 7 am, peguei uma moto para me levar à rodoviária que era bem longe e demorou uns 30-40 minutos para chegar, nisso peguei um ônibus público até Surabaya que é um hub importante de Java e de lá poderia pegar outro ônibus até outra cidade. Vale dizer que existe o trecho Yogya-Surabaya em trem, mais rápido, porém mais caro. Então eu demorei umas 10 horas e a passagem me custou bem barato (não lembro o preço), chegando em Surabaya peguei outro ônibus para Probolingo,  a cidade que fica mais próxima ao pé do monte, ok, mais 2 horas de viagem. Chegando em Probolingo existem ônibus que te levam até o monte já, porém eles funcionar no estilo: só saio quando estiver lotado (todos funcionam assim). Mas já era umas 20:30, eu ainda não tinha nem lugar para dormir e sabia que existiam motoqueiros que oferecem este trecho. E lá fui eu mais uma vez subir na garupa da moto, detalhe este foi o trecho mais caro, me custou 10 dólares e demorou mais 1 hora no mínimo.
Este foi um momento que me fez refletir sobre a vida. Euzinha na garupa de uma moto, subindo um vulcão ativo, com muito frio (quanto mais subia mais frio eu sentia, ok isso é óbvio), sem saber se teria um lugar para dormir. Oh Deus, será que vai valer a pena, será que não é sacrifício demais? Confesso que estava sofrendo literalmente, pois além do frio, estava vindo de mais de 12 horas sentada, minha bunda e pernas doíam tanto (você já andou de moto por mais de 1 hora? Dói pra caramba). Anyway, tinha anotado o nome de um possível local para dormir, cheguei lá e adivinha: tudo lotado 🙂
Como a maioria das pessoas vão em tours, os hotels lotam fácil. Felizmente os locais não são bobos nem nada e existem homestays, casas dos próprios locais que oferecem quartos. Achei uma, chorei o preço e paguei 15 dólares pelo quarto e pedi emprestado um casaco. É possível subir a pé ao Vulcão para ver o nascer-do-sol (é por isso que todo mundo vai até lá), porém chega de aventura, então combinei com o próprio amigo da homestay para me levar na madrugada seguinte as 3:30 da manhã e o roteiro completo me custou mais 15 dólares.
Ainda estava com muito frio e não estava nem conseguindo dormir, ai vi que na sala tinha mais um casaco e peguei, só para descobrir no dia seguinte que o casaco era de um outro rapaz que estava ficando lá também. Ops! Mas sem querer e sem saber ele salvou minha vida, se não tinha congelado!
Ok, 3:30 já estava pronta para subir em mais uma moto e lá fomos nós até o topo. Chegando lá, existem milhares de Land Rovers que levam os turistas que estão nos tours. Lá no alto existe gente alugando casacos, vendendo café e cup noodles (meu jantar, já que não tinha mais nada aberto na noite anterior quando cheguei), etc. Nisso a batalha para encontrar um local decente para assistir o nascer do sol, começa. Infelizmente muitas pessoas sabem sobre o Bromo e o local é cheio de turistas, porém não chega a interferir na beleza e magnitude de tudo aquilo, e sem dúvidas foi uma das paisagens mais lindas desta minha viagem.
Assim que cheguei esta foi a primeira imagem.

Assim que cheguei esta foi a primeira imagem.

Valeu a pena?

Valeu a pena?

Como é um vulcão ativo, foi possível ver lava saindo..

Como é um vulcão ativo, foi possível ver lava saindo..

Vamos tirar uma selfie :)

Vamos tirar uma selfie 🙂

Nisso eu tive bastante tempo para tirar quantas fotos eu queria, e por volta de 6 am encontrei meu “motorista” para irmos à uma outra cratera. Durante o caminho a paisagem é de tirar o fôlego, ainda mais pra mim que nunca tinha visto um vulcão. Bom chegando a este outro local, você deve subir até a cratera e nesta subida quase perdi meu coração pela boca, umas duas vezes. O local é todo de uma areia fina e é super difícil subir. Existem cavalos que eles te oferecem, insistem é a melhor palavra, porém tinha um monte de gente bem mais velha subindo então respirei fundo e fui.
O deserto de cinzas visto lá do alto.

O deserto de cinzas visto lá do alto.

Na subida, pagando meus pecados :P

Na subida, pagando meus pecados 😛

A cratera

A cratera

Na outra cratera

Na outra cratera

Eu feliz depois de ter passado por tudo isso!

Eu feliz depois de ter passado por tudo isso!

Bom chegando lá, mais uma vez se tem uma vista única, tanto da cratera quanto deste deserto (vide foto) o que fez valer o esforço. Curti meu tempo por lá e desci para pegar a moto e voltar a cidade. De lá esperei até umas 10:30 para pegar uma van para Probolingo de novo.
E foi isso, passei cerca de 16 horas no local, sendo que viajei quase a mesma quantidade de tempo só para chegar lá. Valeu a pena? Com certeza! Quando na vida poderei subir um vulcão? No dia seguinte, lá estava eu, dessa vez em outro vulcão ahhahah
Eu até poderia ter ficado mais tempo por lá, explorando mais o vulcão, porém nem sabia que isso era possível e como estava sem roupa de frio apropriada, ia continuar sofrendo, então nem pensei duas vezes em seguir viagem, apesar de não saber ao certo para onde iria next.
Esta foi a experiência do meu primeiro vulcão e aguarde os próximos capítulos para minha experiência com o outro vulcão.
Cheers,
F. ❤