Vulcão Ijen, Java

Saindo do vulcão Bromo não sabia para onde ir em seguida, peguei uma mini van até a cidade mais próxima, Probolinggo, e estava na duvida se encarava mais um vulcão ou se seguia direto para Bali. Como ainda tinha tempo e não queria deixar a oportunidade passar , dei uma olhada rápida no meu guia de viagens Lonely Planet e decidi pegar um ônibus para Bondowoso, uma cidade relativamente próxima ao vulcão Ijen.

Foi nesta viagem de ônibus que aconteceu o episódio mais memorável de minha viagem pela Indonésia (quem não leu, confere aqui) e fui direto à uma guesthouse que era recomendada pelo guia. Chegando lá, por volta das 14h, almocei e conversando com o pessoal da recepção era possível agendar um motorista para me levar até o vulcão. Como estou viajando sozinha a opção mais barata era ir de moto, mas confesso que depois da minha viagem de moto ao Monte Bromo, queria passar longe de uma motoca e minha bunda agradecia 🙂 Mas ok, fazer o que né?

Felizmente outros três hóspedes (um casal francês e um australiano) também queriam ir ao Ijen, então dividimos um carro com motorista, que iria nos levar até o vulcão e depois nos deixar na cidade de onde saem as balsas rumo à Bali. Isso custou 250.000 rupiah (50 reais) mais a entrada do parque que custou 100.000 rupiah (20,00), mas pelo menos fui no conforto de um carro quentinho. O pessoal da guesthouse foi super simpático e preparou nosso café da manhã numa marmita para comermos na viagem (arroz frito) e consegui dormir um pouco antes de sairmos por volta das 23h. Ou seja, esta seria minha segunda noite sem dormir e ainda subindo um vulcão. Estava morta com farofa e mais uma vez foi “sofrido”.

Diferente do Bromo o Ijen você tem que caminhar 3km de subida até o topo, e foi puxado! Ijen é outro vulcão ativo do Leste de Java e ficou mais conhecido após a National Geographic divulgar umas fotos das lavas azuis que saem do vulcão. No caso, não são lavas mas sim combustão de gases que gera esta luz azul e para conseguir ver é preciso ir durante a noite, como foi nosso caso. Eu vi porém minha câmera não conseguiu nenhuma foto boa :/ as chamas no entanto, ficam mais para dentro da cratera e para descer lá, os locais exigem que você vá com um guia e isso custa mais uma grana que eu não estava afim de pagar. Fora que o Ijen é puro enxofre, o cheiro é absurdo de forte, eu estava de máscara, para uma bem simples e para chegar mais próximo das chamas é preciso de uma proteção mais forte. Enxofre é extraído do vulcão e é possível ver os trabalhadores carregando enormes pedras amarelas, que no total chegam a pesar 80 kgs!

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

Um dos trabalhadores do local.

Um dos trabalhadores do local.

Um monte próximo ao Vulcão

Um monte próximo ao Vulcão

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

O nascer do sol

O nascer do sol

Como chegamos cedo e acabamos não descendo até mais próximo da cratera eu fiquei conversando com o australiano até esperarmos no nascer do sol. Só que isso demorou umas 3 horas, eu morrendo de sono e com muito frio (again!). Fomos dar uma caminhada para esquentar o corpo e logo depois o céu começou clarear e era possível ver que estacamos acima das nuvens, uma imagem bem bonita. O vulcão em si, tem uma paisagem bem dramática, algo meio apocalíptico, pois não é bonito como o Bromo, mas mesmo assim tem uma beleza única.

Depois de um tempo, começamos a descer e esperamos no carro até todos voltarem e seguimos Banyuwangi, de onde saem as balsas rumo à Bali.

Depois de duas noites sem dormir, subindo vulcões, já estava satisfeita de vulcões para o resto da viagem hahah Foram duas experiências diferentes, e sem dúvidas recomendo. Tinha comentado no outro post que o Bromo foi meu primeiro vulcão, porém minha sister linda me lembrou que fomos a um ou dois vulcões em nossa viagem ao Chile, mas acho que por não ter sido “sofrido” como estes aqui, eu não lembrava rs. Espero que estes fiquem pra sempre na minha memória, não só por terem sido “sofridos” mas sim pela beleza única de cada um deles.

Cheers,

F. ❤

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