Hostels? Minhas dicas e experiências

Faz parte da realidade dos mochileiros que viajam com um orçamento apertado, ficar em albergues (eu prefiro chamar de hostel). É bem mais barato que um quarto de hotel, você conhece outros viajantes, alguns organizam festas ou tours, etc… e é especialmente mais viavel para aqueles que viajam sozinhos, como eu. Acho que a primeira vez que fiquei em um hostel foi em Miami em 2008, junto com minha irmã Fernanda, desde aquele época já perdi as contas em quantos hostels fiquei, mas com certeza foram muitos.

Qualquer lugar que eu vá, pode ter certeza que um dos primeiros sites que checo é o hostelworld.com site onde eu faço minhas reservas, sempre com base nas resenhas de outros viajantes, o que eu acho fundamental. Entre os pontos que mais valorizo estão: limpeza e localização. É baseado nisso que em geral faço minhas escolhas.

Tenho preferencia tambem por dormitórios só para mulheres, pois me sinto mais confortável, se tiver que trocar de roupa não tem problema, você coloca o pijama que quiser, etc… Fora que em geral homens roncam mais! Também tento escolher quanto menos cama, melhor, em geral um dormitorio não terá menos que 4 camas, podendo chegar até 22–28! A lógica é que quantos mais gente, mais barulho, mais agendas e horários diferentes e menos paz para dormir. Até agora que eu me lembre o dormitório com mais gente que dormi foi em Manila, nas Filipinas, onde fiquei em um quarto para 16 mulheres! Até que não foi tão traumático, mas o banheiro era impossivel ficar limpo, com este tanto de gente. Já fiquei em muito quarto mixto também e não tenho problema com isso até porque todas minhas histórias mais doidas em hostels foram causadas por mulheres!

Já tive experiências bizarras em hostels e olha que em geral tento escolher os que não são publicamente posicionados como party hostels, pois nesses sim, deve acontecer de tudo! Em janeiro quando fui para Londres com minhas irmãs, ficamos em em dorm feminino para 10, e se eu consegui dormir 1 noite inteira foi muito, pois era uma mistura, tinha a chinesas que ficavam até tarde fazendo compras e chegavam no quarto e queriam arrumar TODAS as sacolas (peguei trauma de barulho de sacola! E de fato chineses não tem muita noção e falam alto e fazem barulho sem se preocupar com os outros!), tinha uma vovó (sério ela tinha uns 60 anos) que roncava mais que um trator e a cereja do bolo, ou a historia mais inacreditável foi de uma menina X que trouxe um “amigo” durante a noite e não se importou que as beliches eram uma coladas na outra e fez o que bem queria, se é que me entendem! Pelo que analisei (parece até coisa séria ahahha) na Europa em geral os mochileiros vão para festar ou no caso dos asiáticos para fazer compras… Isso generalizando muito grotescamente, então acho que o povo não tem uma etiqueta mais sociável e respeitosa (tirando se você quiser festa) nos albergues, algo diferente aqui pela Ásia.

Aqui o povo, em geral sabe que uma noite bem dormida é valioso, pois viajar por aqui é muito mais trabalhoso do que na Europa, é claro. Tirando os Irlandeses, Britânicos e Australianos que são os que vêm até a Ásia só em busca de droga e cachaça barata o resto sabe balancear melhor. Nossa já divaguei demais hahah mas é para dizer que eu admiro os viajantes que respeitam os demais que estão no mesmo dorm. Desde que estou viajando pela Ásia tem sido tranquilo, a não ser em Hanoi quando estava em um dorm com uma louca, sério ela tinha problemas e nem o pessoal do hostel sabia o que fazer com ela, ela se trancava no banheiro, no escuro com o chuveiro ligado, e tinha alugado um moto na cidade e não queria pagar, até que a policia a levou até o hostel e fez eles pagarem! Entre outras coisas… Eu não dei muito papo pra ela, mas fiquei feliz que tinham outras pessoas dormindo junto no mesmo quarto! E mais recente (tipo, ontem) um grupo de 4 irlandesas voltaram mucho locas da balada, tudo bêbadas, fazendo barulho é claro, até que elas pareciam estarem dormindo quando uma delas abaixou as calças e fez xixi no meio do quarto! Depois ela deitou encima das malas (delas) e foi bater na porta para alguém abrir, mas detalhe: ela já estava do lado de dentro! É engraçado para não dizer trágico! Mas eu já estava de saco cheio, pois tinha que acordar cedo para ir mergulhar e fiquei umas 2–3 acordada enquanto tudo isso acontecia, isso porque essa mesma menina tinha trazido um rapaz para o quarto (que também estava hospedado no hostel) e ai o segurança teve que vir umas 2 vezes retirá-lo, pois não é permitido.

Anyway, depois de toda essa novela, hoje em dia não viajo mais sem tampão de ouvido (isso é vida!) e tapa olho. Não uso sempre, mas quando vejo que vou precisar, entro na minha “bolha” e durmo feliz 🙂

Fora isso eu curto ficar em hostel, já conheci muita gente bacana, pessoas que estão dando a volta ao mundo, ou simplesmente curtindo as férias. É uma oportunidade incrivel para conhecer pessoas incríveis e eu tento estar aberta a isso… Confesso que após tanto tempo viajando você já sabe como vai ser a conversa inicial (pra onde vai, de onde veio, há quanto tempo esta viajando, de onde vem, etc) e não é sempre que tenho ânimo, mas faz parte.

Recomendo ficar em hostel pela experiência e hoje cada vez mais eles estão ficando mais confortáveis e é claro o bolso agradece 🙂

Tinha tirado fotos ótimas para mostar o hostel em que estava, onde o episódio das bêbadas aconteceu, porém tive meu celular roubado em Manila 😦 então vou colocar uma foto do hostel que estou neste exato momento.

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Adoro quando tem esta “cortina” é ótimo para dormir tranquilo. Neste também tem luz e tomada individual, o que é 10! Ah by the way, este hostel é em Kuala Lumpur, Malásia.

Ps. Estou mega atrasada nos posts, pois estou sem meu computador há uns 12 dias 😦 no momento esta no concerto, então vou tentar atualizar aqui pelo iPad para não ficar mais atrasado ainda. 🙂

Cheers,

Flavia

Goodbye Laos

Já devia ter escrito este post antes, porém não tive tempo e/ou inspiração.

Tudo aconteceu muito rápido e quando vi já estava de mala pronta e mochila nas costas para ir embora do Laos. Por uma combinação de fatores diferentes decidi encurtar meu período previsto de estadia no país, mas com o intuito de começar outra aventura, já que queria algo mais dinâmico para os meses que me restam aqui na Ásia.

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Como já tinha completado 3 meses de estágio, percebi que não teria muitos desafios para os 3 meses que ainda me restariam caso eu ficasse no Laos. Então conversei com meu chefe e ele entendeu meu dilema, no caso, eu falei para ele que queria usar o tempo que me resta aqui na Ásia para visitar os outros países e dar continuidade a minha pesquisa de campo. Para os que não sabem, não estou aqui a passeio 🙂 #iwhish e sim vim fazer um estágio e minha pesquisa de campo + escrever minha tese de mestrado. Ou seja, uma batia responsabilidade. Portanto o estágio eu já conclui, agora falta o restante.

Três meses no Laos, na verdade foi até mais que 3 meses, no total foram 100 dias! E sem duvidas este foi um dos maiores desafios da minha vida. Nada do que eu li ou pesquisei poderia ter me preparado para viver neste país. No inicio não foi fácil, foi bem difícil, adaptar-se a uma cultura e a um ritmo de vida tão diferente do que já tinha experiência (diga-se o mundo ocidental) foi um belo desafio.

Mas foi vivendo neste país, andando de bicicleta pra cima e pra baixo, que aprendi a dar valor a uma vida simples e pude me conhecer mais, e acima de tudo, algo que eu sempre quis, pude expandir meus limites. Ou ainda, minhas limitações.

Tenho certeza agora de que não quero me matar de trabalhar para acumular bens materiais, pois a beleza da vida esta nas experiências e momentos que vivemos e compartilhamos com o próximo. Em questão de alguns dias já não olhava com espanto ou com olhar de crítica às coisas que antes desconhecia. Me adaptei, aprendi e pude ensinar também. 

Mesmo em tão pouco tempo, conheci pessoas muito queridas que levarei em meu coração, pude também ter uma primeira experiência em liderar e ensinar, mesmo que muito breve, os adolescentes da igreja que ali frequentei. E tudo isso foi tão válido. Tive a oportunidade de aprender a depender 100% de Deus, pois em meios as dificuldades, estando ali sozinha, no desconhecido, sabia que Ele estava comigo, e que se muitas vezes me perguntei: porque eu vim parar neste país? Hoje eu sei que tudo valeu a pena.

Realizei um dos meus maiores sonhos de trabalhar nas Nações Unidas (onde fiz meu estágio) e apesar de não ter sido como eu imaginava, foi um aprendizado incrível e deixei boas impressões de uma brasileira que sabe ser uma boa profissional e trabalhar em um ambiente multicultural.

Podia ter feito certas coisas melhores, mas não me arrependo de nada e só levo boas lembranças. Sendo bem realista acho difícil um dia eu voltar ao Laos (nunca se sabe né?) mas não vejo a hora de contar aos meus futuros filhos as histórias que ali vivi.

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Vientiane, capital do Laos e onde eu morei, como contei em outro post, poderia ser comparada a uma cidade do interior do Brasil, bem simples, sem muita coisa pra fazer e sem pouca presença do mundo ocidental (não tem McDonald’s – em Bangkok está cheio – cinema, shopping, etc). Sou grata por ter vindo parar neste lugar, pois se tivesse ficado em uma cidade grande no estilo de Bangkok, eu acabaria me refugiando na parte moderna e ocidentalizada da cidade e pouco teria imergido na cultura do país, diferente do que aconteceu no Laos.

Bom é isso, termino mais um capítulo de minha vida, a experiência de morar no Laos, e agora começo outra: 5 meses, 1 mochila nas costas e nenhum roteiro a seguir.

É isso mesmo, vou viajar pelo Sudeste Asiático durante este tempo, bom, pelo menos este é o plano, ao mesmo tempo irei escrever minha dissertação do mestrado. Ou seja, um mega desafio. Estou consciente que parece loucura, e não sei se irei conseguir, mas já que estou aqui, porque não tentar?

Beijos,

F.

A weekend in pictures

Final de semana foi cheio de atividade e aqui algumas fotos:

1. Na sexta-feira tivemos um jantar de despedida de uma querida amiga que fiz aqui. Ela é da Nigéria mas mora em Londres e depois de passar 8 meses trabalhando no Laos, estava voltando para o Reino Unido. O jantar foi em um restaurante Coreano e felizmente tinhamos um casal de coreanos para nos ajudar nas escolhas. Eu já tinha experimentado comida coreana uma única vez, na Liberdade em São Paulo, mas desta vez foi diferente. A comida estava muito mais apimentada do que eu esperava, porém saborosa. Muito tofu, pato, arroz, etc.

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Jantar coreano. Ao centro é pato.

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Louisa de Honk Kong, eu, Efe amiga que foi embora.

2. No sábado era aniversário de uma outra amiga da igreja, canadense mas que mora no Laos há uns 3 anos já, e ela organizou para que uma colega de trabalho dela que é Lao viesse e nos ensinasse a dança típica do Laos. Eles chamam de line dance (em inglês), que nada mais é que filas onde todos dançam o mesmo passo. Foi legal aprender, mas é um ritmo super parado e depois de 1 minuto já ficava entediada, sendo que deve-se seguir o mesmo passo durante toda a música. Aprendemos umas 3 coreografias diferentes, algumas mais elaboradas, porém simples. Mesmo assim as gringas sofreram para acompanhar. hahahha Depois tivemos um jantar, com direito a espetinho e até batata-frita, iguaria por estas bandas 🙂

No sábado quando vi estes peixes sendo vendidos na rua tive que parar e tirar uma foto.

No sábado quando vi estes peixes sendo vendidos na rua tive que parar e tirar uma foto.

Aprendendo a dança típica do Laos

Aprendendo a dança típica do Laos

3. No domingo depois de ir a igreja pela manhã, fui com uma amiga que é de Hong Kong comer algo que eles chamam de dim sum, eu não sei bem explicar, mas são vários potinhos que eles empilham e dentro de cada um fica a comida, só que é quente e nisso eles vão cozinhando no vapor. Não deu para entender nada né? 😛 Mas foi bem mais saboroso do que eu esperava e bem leve, por ser tudo cozido e  não frito ou algo assim.

Dim Sum

Dim Sum

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4. No fim do dia depois que o sol já tinha aliviado um pouco me encontrei denovo com Louisa (a amiga de HK) e fomos a uma herbal sauna, ou seja, uma sauna a base de ervas. Algo muito típico da região e nesta que fomos é frequentada pelos locais. Tudo muito simples, para não dizer sujo 😛 porém curti a experiência. É sauna a vapor, com bastante citronella e outras ervas mais, então como nunca tinha ido a uma sauna, sofri no inicio para aguentar o calor que fica dentro das cabines. As outras mulheres que lá estavam aproveitam para esfoliar a pele e aplicar outros cremes para clarear a pele. O mais engraçado é quando vi elas aplicando leite no rosto e na pele toda. Tudo em busca de uma pele mais alva. Depois da sauna, tomamos banho ali mesmo, no balde, e fomos fazer uma (1hr) massagem tradional Lao (que eu adoro). Tudo isso, custou algo como R$15,00. Maravilha né? Lógico que não é um lugar para qualquer um, pois é bem simples mesmo, mas fiquei feliz de ver que pra mim isso não interferiu na experiência agradável que eu tive.

Ps.: Mantive minhas havaianas o tempo todo, também não sou louca de ficar descalça por ai 🙂

Para refrescar depois de sair da sauna :)

Para refrescar depois de sair da sauna 🙂

A caldeira da sauna

A caldeira da sauna

As ervas que eram colocadas dentro da sauna, o cheiro era muito bom!

As ervas que eram colocadas dentro da sauna, o cheiro era muito bom!

A sauna. Essa era a feminina, do outro lado tinha a masculina.

A sauna. Essa era a feminina, do outro lado tinha a masculina.

Onde tomei banho depois da sauna

Onde tomei banho depois da sauna

Eu feliz depois da sauna, com meu chá, que é oferecido por lá.

Eu feliz depois da sauna, com meu chá, que é oferecido por lá.

Saudades Brasil ❤

F.

 

Vang Vieng

Este final de semana fiz uma viagem bate e volta para Vang Vieng, uma cidade bem turística do país, que fica a a 160km da capital, Vientiane. A cidade é super conhecida entre os mochileiros que viajam pelo Sudeste Asiático, e era considerada a “Meca” dos mochileiros até 2012. Isso tudo por conta do famoso “tubing” que nada mais é do que descer o Rio Nam Xong em uma bóia de plástico, porém ao longo do caminho existem bares onde as pessoas param, bebem muito e usam otras cositas más (a região é conhecida pelo ópio) e essa combinação não deve dar muito certo, correto? Certo. Depois que estava morrendo 1 a 3 turistas (em geral Australianos e Ingleses) por mês, o governo decidiu fechar os bares (em 2012). Então com isso diminuiu o número de mochileiros doidos pela cidade, porém o tubing ainda continua, mas agora com menos bares e mais controle em relação a disponibilidade de drogas.

Então o que é que eu vim fazer nesta cidade? ahhaha pois é, apesar de tudo a paisagem da região é incrível e eu queria conhecer. Então peguei uma minivan sábado de manhã saindo de a estação Norte de Vientiane (custou 50.000 Kip – R$ 15,00 e durou 3 horas) e quando era meio-dia já esta na cidade. Fui rapidamente arranjar um quarto para passar a noite e tinha visto na internet uma guesthouse (tipo pousada) chamada Bee Bee e foi lá mesmo que fiquei. Achei muito boa e uma das acomodações mais baratas até agora. Paguei 50.000 Kip para um quarto individual, com banheiro privado, tv, wi-fi e ventilador (se eu quisesse Ar-condicionada era o dobro 😛

Saindo de lá peguei um lanche rapido e um shake de frutas ❤ e peguei um tuktuk para ir à Blue Lagoon. Não custou muito barato, mas como o local é longe e eu estava sozinha, teve que ser isso mesmo. Custou 100.000 Kip (R$ 30,00) para me levar, esperar e me trazer de volta. Lá no local, além de uma lagoa linda tem também uma caverna para explorar. É um local super gostoso para passar o dia, e além de alguns turistas tinham também vários locais.

Aproveitei para curtir a água gelada da lagoa, já que estava uns 40o! Depois de um tempo resolvi explorar a caverna. Tinha uma subida tensa para chegar até a entrada na caverna e só isso já foi uma boa aventura! Detalhe que eu estava de havaianas, um calçado nada apropriado para essa atividade 🙂

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Lagoa Azul – era possível pular lá de cima da árvore, ou ainda tinha uma corda tipo Tarzan.

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Família curtindo a lagoa

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Cultura não de discute

Já completo praticamente 3 meses que moro no Laos e assim como já escrevi uma outra vez sobre as coisas aleatórias e diferenças culturais que percebi durante este tempo aqui foram:

1. O povo bebe bastante. Muita cerveja, com gelo por favor. E a cerveja preferida é a BeerLao, a cerveja local deles. Detalhe, o fabricamente desta cerveja é a indústria que mais emprega no Laos! Mas mesmo o povo bebendo bastante, em especial durante as comemorações de Ano Novo (que escrevi em outro post), eles não brigam! Não existe violência por conta da bebida… tudo na “paz”. Consegue imaginar no Brasil uma festa de Carnaval sem pancadaria?

Beerlao

Beerlao

2. Neste tempo aqui nunca vi nenhum casal se beijando, abraçando ou trocando carinho. Never! Eles são super “puritanos” e não demonstram carinho em público. O que na minha cabeça é meio difícil de entender, e meio bizarro, mas enfim, é um característica cultural deles. Tenho certeza que eles achariam estranho nosso comportamento no Brasil e vice e versa.

Casamento Lao

Casamento Lao

3. Um fato que chega até a contradizer o ponto anterior é que aqui e pelo que sei da Tailândia também, prostituição e travesti, mudança de sexo etc, é algo bem comum. Nunca esqueço meu choque quando cheguei no Sudeste Asiático, ao ver vários casais (em especial na Tailândia), onde uma linda joven tailândesa acompanha um gringo (em geral bem mais velho). Isso é super comum. Pelo que percebi faz parte do “conhecimento geral” o fato que aqui a prostituição é tão barata e muitos turistas vem aqui justamente por isso. E o sonho destas moças é justamente casar com um gringo e ir embora em busca de uma vida melhor. É uma situação bem triste. Até aqui na minha cidade vejo isso acontecer. Fora a enorme quantidade de “lady boys” que são os travestis. Detalhe: a Tailândia lidera o ranking mundial de operação de mudança de sexo! Para você ter uma noção do tamanho disso aqui. Ao ver esses “casais” pelas ruas acabo generalizando, é claro que pode existir os que estejam juntos por amor, mas acho que estes são a minoria. E a única palavra que consigo pensar ao ver e saber dessa situação toda é nojo do homem que faz isso, que viaja meio mundo para pagar para ter uma “companheira”. Ai enfim, não gosto deste assunto.

4. Desde que estou aqui no Laos nunca usei meu cartão de débito/crédito! Isso simplesmente não é comum aqui. É tudo old style, no papel. No supermercado até da para usar porém eles acrescentam 3% a mais. Isso foi uma grande mudança pra mim que era to tipo que quase nunca carregava dinheiro e passava tudo no cartão. Há e na moeda daqui o Kip, não existe moedas é só nota, e as notas começam em 500 Kip (que seria como R$0,15).

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A nota de 100.000 Kips (R$ 30,00)

5. Um hábito cultural que achei hilário no ínicio é que depois do almoço meus colegas de trabalho voltam para o escritório e dormem! Um deles é um senhorzinho, que almoça todos os dias pontualmente e em 20 minutos já volta ao escritório, tira os calçados, encosta a cadeira em uma pilastra (para poder apoiar a cabeça) e ali ele dorme, por uns 40 minutos, chega até a roncar. As outras colegas no caso só encostam a cebeça na mesa e dormem. Nunca imaginaria isso acontecer no Brasil, não dentro do escritório. Claro que depois de um tempo eu me “adaptei” a este cultura e hoje também faço o mesmo, mas só uns 5-10 minutos para descançar, ainda não consigo pegar no sono como eles 🙂

6. Para terminar, tenho que relatar minha experiência ao ir a uma academia aqui no Laos. Estou frequentando há um tempo uma academia onde os locais vão. É uma academia pequena mas com vários aparelhos e pouco espaço, porém tem o que eu preciso. Uns 90% dos frequentadores são homens, de várias idades e que se preocupam em desenvolver somente seus mebros superiores, então, eles vão à academia de calça social (tipo sai do trabalho agora) e sapato social também. Outros vão de chinelo ou crocs e shorts jeans por exemplo. Outros ainda (no caso mulher também está incluso aqui) que soar queima mais gordura! Então alguns usam aqueles casacos metálicos para suar mais (tipo anos 80) ou preferem andar/correr na esteira SEM ventilador ligado. Fico chocada com isso 😛 Enfim, diferenças culturais.

Desse tipo que estou falando!

Desse tipo que estou falando!

Escrevo sobre estas diferenças não com o olhar de que uma cultura é melhor do que a outra, mas com um olhar de curiosidade, curiosidade para entende-los melhor e aprender ainda mais com as diferenças.

Beijos,

F.

Amizade

Já estou há 10 semanas morando neste lindo país, não tem sido fácil isso eu te garanto, mas pequenas coisas me ajudam a continuar. Como por exemplo minha amiga Nanfom.

Nanfom é uma menina super doce, de 13 anos que ajuda a mãe dela, que é faxineira no meu prédio. A vejo quase todos os dias, quando volto do trabalho e ela esta lá ajudando a mãe, depois que sai da escola. Ela não fala nada de inglês e o meu Lao é super limitado, para não dizer, inexistente. Porém trocamos sorrisos e gentilezas. Tinham dias que estava me sentido super triste, sozinha, porém quando a via, Deus a usava de uma forma tão linda para alegrar meu dia, que chegava a me constranger. Em uma dessas vezes eu elogiei uma flor que ela estava usando no cabelo e quando percebi, ela estava me dando a flor de presente!

Tive que então aprender a dizer “você é linda” em Lao, além de aprender a perguntar o nome e a idade. Então agora todos os dias ela me diz que sou linda e eu digo a ela. Ou ainda mais, dizemos que o cabelo, a blusa, etc, tudo é lindo.

Na ultima sexta-feira, quando cheguei em casa, começamos a conversar e ela queria tirar uma foto comigo, então tiramos. Eu também tinha imprimido um mapa mundi para tentar mostrar de onde eu venho. Ela então sugeriu que iria me ensinar a fazer uma trança no cabelo, um penteado muito usado pelas moças daqui e que num outro dia eu tinha elogiado. Então entramos no meu quarto e ela fez a trança no meu cabelo. Isso tudo, só na mímica 🙂

Louvo a Deus pela vida desta menina que sem esperar nada em troca, demonstra seu amor e sua gentileza comigo.

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Cheers!