Goodbye Laos

Já devia ter escrito este post antes, porém não tive tempo e/ou inspiração.

Tudo aconteceu muito rápido e quando vi já estava de mala pronta e mochila nas costas para ir embora do Laos. Por uma combinação de fatores diferentes decidi encurtar meu período previsto de estadia no país, mas com o intuito de começar outra aventura, já que queria algo mais dinâmico para os meses que me restam aqui na Ásia.

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Como já tinha completado 3 meses de estágio, percebi que não teria muitos desafios para os 3 meses que ainda me restariam caso eu ficasse no Laos. Então conversei com meu chefe e ele entendeu meu dilema, no caso, eu falei para ele que queria usar o tempo que me resta aqui na Ásia para visitar os outros países e dar continuidade a minha pesquisa de campo. Para os que não sabem, não estou aqui a passeio 🙂 #iwhish e sim vim fazer um estágio e minha pesquisa de campo + escrever minha tese de mestrado. Ou seja, uma batia responsabilidade. Portanto o estágio eu já conclui, agora falta o restante.

Três meses no Laos, na verdade foi até mais que 3 meses, no total foram 100 dias! E sem duvidas este foi um dos maiores desafios da minha vida. Nada do que eu li ou pesquisei poderia ter me preparado para viver neste país. No inicio não foi fácil, foi bem difícil, adaptar-se a uma cultura e a um ritmo de vida tão diferente do que já tinha experiência (diga-se o mundo ocidental) foi um belo desafio.

Mas foi vivendo neste país, andando de bicicleta pra cima e pra baixo, que aprendi a dar valor a uma vida simples e pude me conhecer mais, e acima de tudo, algo que eu sempre quis, pude expandir meus limites. Ou ainda, minhas limitações.

Tenho certeza agora de que não quero me matar de trabalhar para acumular bens materiais, pois a beleza da vida esta nas experiências e momentos que vivemos e compartilhamos com o próximo. Em questão de alguns dias já não olhava com espanto ou com olhar de crítica às coisas que antes desconhecia. Me adaptei, aprendi e pude ensinar também. 

Mesmo em tão pouco tempo, conheci pessoas muito queridas que levarei em meu coração, pude também ter uma primeira experiência em liderar e ensinar, mesmo que muito breve, os adolescentes da igreja que ali frequentei. E tudo isso foi tão válido. Tive a oportunidade de aprender a depender 100% de Deus, pois em meios as dificuldades, estando ali sozinha, no desconhecido, sabia que Ele estava comigo, e que se muitas vezes me perguntei: porque eu vim parar neste país? Hoje eu sei que tudo valeu a pena.

Realizei um dos meus maiores sonhos de trabalhar nas Nações Unidas (onde fiz meu estágio) e apesar de não ter sido como eu imaginava, foi um aprendizado incrível e deixei boas impressões de uma brasileira que sabe ser uma boa profissional e trabalhar em um ambiente multicultural.

Podia ter feito certas coisas melhores, mas não me arrependo de nada e só levo boas lembranças. Sendo bem realista acho difícil um dia eu voltar ao Laos (nunca se sabe né?) mas não vejo a hora de contar aos meus futuros filhos as histórias que ali vivi.

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Vientiane, capital do Laos e onde eu morei, como contei em outro post, poderia ser comparada a uma cidade do interior do Brasil, bem simples, sem muita coisa pra fazer e sem pouca presença do mundo ocidental (não tem McDonald’s – em Bangkok está cheio – cinema, shopping, etc). Sou grata por ter vindo parar neste lugar, pois se tivesse ficado em uma cidade grande no estilo de Bangkok, eu acabaria me refugiando na parte moderna e ocidentalizada da cidade e pouco teria imergido na cultura do país, diferente do que aconteceu no Laos.

Bom é isso, termino mais um capítulo de minha vida, a experiência de morar no Laos, e agora começo outra: 5 meses, 1 mochila nas costas e nenhum roteiro a seguir.

É isso mesmo, vou viajar pelo Sudeste Asiático durante este tempo, bom, pelo menos este é o plano, ao mesmo tempo irei escrever minha dissertação do mestrado. Ou seja, um mega desafio. Estou consciente que parece loucura, e não sei se irei conseguir, mas já que estou aqui, porque não tentar?

Beijos,

F.

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A weekend in pictures

Final de semana foi cheio de atividade e aqui algumas fotos:

1. Na sexta-feira tivemos um jantar de despedida de uma querida amiga que fiz aqui. Ela é da Nigéria mas mora em Londres e depois de passar 8 meses trabalhando no Laos, estava voltando para o Reino Unido. O jantar foi em um restaurante Coreano e felizmente tinhamos um casal de coreanos para nos ajudar nas escolhas. Eu já tinha experimentado comida coreana uma única vez, na Liberdade em São Paulo, mas desta vez foi diferente. A comida estava muito mais apimentada do que eu esperava, porém saborosa. Muito tofu, pato, arroz, etc.

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Jantar coreano. Ao centro é pato.

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Louisa de Honk Kong, eu, Efe amiga que foi embora.

2. No sábado era aniversário de uma outra amiga da igreja, canadense mas que mora no Laos há uns 3 anos já, e ela organizou para que uma colega de trabalho dela que é Lao viesse e nos ensinasse a dança típica do Laos. Eles chamam de line dance (em inglês), que nada mais é que filas onde todos dançam o mesmo passo. Foi legal aprender, mas é um ritmo super parado e depois de 1 minuto já ficava entediada, sendo que deve-se seguir o mesmo passo durante toda a música. Aprendemos umas 3 coreografias diferentes, algumas mais elaboradas, porém simples. Mesmo assim as gringas sofreram para acompanhar. hahahha Depois tivemos um jantar, com direito a espetinho e até batata-frita, iguaria por estas bandas 🙂

No sábado quando vi estes peixes sendo vendidos na rua tive que parar e tirar uma foto.

No sábado quando vi estes peixes sendo vendidos na rua tive que parar e tirar uma foto.

Aprendendo a dança típica do Laos

Aprendendo a dança típica do Laos

3. No domingo depois de ir a igreja pela manhã, fui com uma amiga que é de Hong Kong comer algo que eles chamam de dim sum, eu não sei bem explicar, mas são vários potinhos que eles empilham e dentro de cada um fica a comida, só que é quente e nisso eles vão cozinhando no vapor. Não deu para entender nada né? 😛 Mas foi bem mais saboroso do que eu esperava e bem leve, por ser tudo cozido e  não frito ou algo assim.

Dim Sum

Dim Sum

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4. No fim do dia depois que o sol já tinha aliviado um pouco me encontrei denovo com Louisa (a amiga de HK) e fomos a uma herbal sauna, ou seja, uma sauna a base de ervas. Algo muito típico da região e nesta que fomos é frequentada pelos locais. Tudo muito simples, para não dizer sujo 😛 porém curti a experiência. É sauna a vapor, com bastante citronella e outras ervas mais, então como nunca tinha ido a uma sauna, sofri no inicio para aguentar o calor que fica dentro das cabines. As outras mulheres que lá estavam aproveitam para esfoliar a pele e aplicar outros cremes para clarear a pele. O mais engraçado é quando vi elas aplicando leite no rosto e na pele toda. Tudo em busca de uma pele mais alva. Depois da sauna, tomamos banho ali mesmo, no balde, e fomos fazer uma (1hr) massagem tradional Lao (que eu adoro). Tudo isso, custou algo como R$15,00. Maravilha né? Lógico que não é um lugar para qualquer um, pois é bem simples mesmo, mas fiquei feliz de ver que pra mim isso não interferiu na experiência agradável que eu tive.

Ps.: Mantive minhas havaianas o tempo todo, também não sou louca de ficar descalça por ai 🙂

Para refrescar depois de sair da sauna :)

Para refrescar depois de sair da sauna 🙂

A caldeira da sauna

A caldeira da sauna

As ervas que eram colocadas dentro da sauna, o cheiro era muito bom!

As ervas que eram colocadas dentro da sauna, o cheiro era muito bom!

A sauna. Essa era a feminina, do outro lado tinha a masculina.

A sauna. Essa era a feminina, do outro lado tinha a masculina.

Onde tomei banho depois da sauna

Onde tomei banho depois da sauna

Eu feliz depois da sauna, com meu chá, que é oferecido por lá.

Eu feliz depois da sauna, com meu chá, que é oferecido por lá.

Saudades Brasil ❤

F.