Roteiro para 30 dias no Sudeste Asiático!

Eu fui uma grande felizarda em poder explorar o Sudeste Asiático ao longo de 8 meses, porém sei que pouquíssimos tem esta quantidade de tempo e infelizmente devem se contentar em escolher quais lugares exatos ir, em apenas 30 dias, durante as férias do trabalho e/ou estudos.

É possível conhecer a região em 30 dias? Não, é claro. Porém é possível passar por lugares incríveis e sim conhecer cidades e pessoas que farão com que você ainda volte para esta região, assim que possível.

Assim como um roteiro na Europa, é muito melhor tentar se concentrar em 3-4 países, ao invés de 10, pois assim você realmente não irá conhecer nada, a não ser que você seja o tipo de turista que só se importa em ter uma foto no ponto turístico X e segue adiante.

Este roteiro varia em relação ao que você busca neste subcontinente. Você quer ver de tudo um pouco? Praias belíssimas, templos reluzentes, prédios futurístico? Baladas históricas, passeios feitos SÓ para os turistas?

As opções são inúmeras, e é difícil eu selecionar quais são os lugares mais tops que eu voltaria caso eu tivesse apenas 30 dias, mas vamos lá:

Chegaria por Bangkok (Tailândia) – 2 dias

Seguiria para Chiang Mai (Tailândia) – 3 dias

Voaria para Yangon (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Bagan (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Mandalay (Myanmar) 2 dias

Voaria para Hanói (Vietnã) – 2 dias

de Hanói sai o tour para Halong Bay – 2 dias

quando voltasse para Hanói vindo de Halong Bay, pegaria o bus noturno para SAPA (trekking)- 3 dias

Voaria para Hoi An (o aeroporto fica em Danang) – 4 dias

Voaria para Siem Reap (Camboja) – 3 dias

Voaria para Krabi (Tailândia) –  3 dias

Koh Pi Pi – 2 dias – Retorno para Bangkok para pegar o vôo de volta.

30 DIAS!

Este é um roteiro BEM intenso e que se for incluir o tempo gasto com transfers, talvez não seja possível e uma cidade teria que ser cortada.

É um roteiro que não esta incluso muita praia, então se você busca mais praias este roteiro teria que ser adaptado.

É claro que Malásia, Cingapura e Indonésia são incríveis, porém par suma primeira viagem para a região, escolhas devem ser feitas. No total neste roteiro seria possível conhecer bem 4 países.

Espero que este roteiro ajude algum de vocês que está planejando um mochilão para esta região 🙂

Qualquer dúvida, ficarei feliz em ajudar.

Ps.: Tirando Krabi e Koh Pi Pi, na Tailândia, todos os outros lugares eu fui e é possível encontrar mais informações aqui no blog.

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Cheers,

F. ❤

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Restrospectiva 2014

2014 sem dúvidas foi um ano muito especial, se não o MAIS especial em termos de viagem e de descobrimento sobre como eu gosto de viajar e o que não quero deixar de fazer para o resto de minha vida.

No início do ano estava morando em Paris, França. Morei durante 6 meses em Paris, a cidade mais linda do mundo, na minha humilde opinião 😛 Obvio que apesar de linda, Paris não é uma cidade super fácil de se viver como muitos podem imaginar, mas eu amei este tempo que passei lá e se esta vida ainda me permitir voltaria a morar lá fácil. Sei que também devo escrever um post sobre algumas dicas de lá, aguarde…

Passei o Ano Novo em Paris (o que não é lá grandes coisa, em termos de festas e fogos de artificio, mas anyway é Paris) e no dia seguinte estava indo com minhas irmãs para Londres, Inglaterra. Já era minha segunda vez em Londres e eu gosto muito de lá. Como minhas irmãs só tinham 15 dias para me visitar, recomendei concentrarmos em Paris e Londres pois são cidades que precisa-se no mínimo de 4 a 5 dias para conhecer bem e foi isso que fizemos. Amo Londres e super indico!

London <3

London ❤

De volta a Paris, fiquei “quietinha” por um tempo, até o dia 27 de Fevereiro quando embarquei para Bangkok, Tailândia. Foi por lá que dei entrada no continente Asiático pela primeira vez e o choque cultural foi inevitável. Cheguei a pensar que 8 meses seria muita coisa e que não conseguiria me adaptar a este novo mundo (que parece mais um outro planeta!). Três dias depois voei para Vientiane, Laos que era meu destino oficial e a razão pela qual estava indo à Asia. Fiquei no Laos durante 10 semanas fazendo um estágio, como parte do meu mestrado e o plano inicial era ficar 6 meses por lá, porém devido a inúmeras razões decidi que meu tempo ali chegara ao fim e que o que eu deveria fazer era colocar um mochila nas costas e ir explorar o Sudeste Asiático, pois provavelmente este era o único momento da minha vida na qual eu tinha tempo e recursos suficientes.

Então, sem nenhum roteiro pré-estabelecido, segui viagem rumo ao desconhecido. Meu único plano era que deveria estar de volta à Bangkok, de onde saia meu vôo de volta à Paris, no dia 27 de Outubro de 2014.

Segui via terrestre de volta para Bangkok, só para deixar minha mala principal armazenada em um storage, só assim pude viajar bem leve com minha mochila de 11 Kg e também tinha que renovar meu passaporte na Embaixada Brasileira. Agora sim, tudo certo, let’s go.

Não vou conseguir lembrar passo a passo e cada cidade na qual passei mas foi mais ou menos isso: Da Tailândia, segui para Camboja (2 semanas), e fiz o Vietnã em 1 mês, que é o tempo que o visto permite (fiz o roteiro de sul até o norte), tudo via terrestre. De Hanoi voei para Manila, Filipinas, onde passei 2 semanas explorando o país. Segui para Hong Kong por 4 dias e fiz um bate e volta para Macau, aqui pude experimentar um pouco do que a China pode oferecer e amei conhecer estes dois lugares. Demorei para decidir onde eu deveria ir em seguida, porém peguei um avião rumo a Kuala Lumpur, Malásia. Passei 18 dias conhecendo a região peninsular que é belíssima, e infelizmente tive que deixar para uma próxima Borneo. Inclui neste roteiro é claro, a incrível cidade-estado Cingapura. De volta a KL, voei para Yogyakarta, meu portão de entrada para a Indonésia país incrível por onde passei quase um mês. Tive que retornar a KL para desta vez voar para um destino mais “exótico” e fora do Sudeste Asiático, Sri Lanka! Duas semanas depois, num voo passando novamente por KL (repararam que aqui é hub da região, certo?) segui para meu último destino do SE Asiático e um dos mais incríveis, Myanmar. Duas semanas depois, voltei a Bangkok onde passei mais 3 dias e retornei para o velho continente.

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Para “completar” todos os países do Sudeste Asiático, ficou faltando Brunei e Timor-Leste. Obvio que no auge do meu espírito aventureiro concederei ir em ambos, porém tempo e dinheiro tiveram que falar mais alto e ambos são locais de difícil acesso, infelizmente.

De volta a Paris, pude passar mais 9 dias, desfrutando do que a cidade há de melhor e segui para 4 dias em Padova, Itália. Lá é outra cidade onde morei durante 6 meses e sem dúvidas a Itália é um dos países mais belos que conheço, paisagens, pessoas, e a comida, mama mia! a comida é um comentário a parte hahha 🙂

Gelato <3

Gelato ❤

Voltei a Paris para pegar meu vôo desta vez rumo ao meu amado Brasil. Após 14 meses longe era hora de voltar e apesar de estar triste primeiro por ter deixado a Ásia e segundo por estar voltando sem ter muitas expectativas de quando eu irei viajar novamente, também estava feliz em rever minha família, as pessoas que mais amo neste mundo.

Vim direto ao Mato Grosso do Sul, onde minha família mora e até o momento vivo meio nômade, após 3 semanas em Campo Grande, estou há quase 2 em Corumbá na região do Pantanal, onde também tenho família.

Tem sido ótimo reconectar-me com minhas origens, e aqui é uma região belíssima. Já sinto meu pé coçar em busca de um novo destino, porém anseio por um tempo para ter um local e chamá-lo de “casa”. Viajar é sum duvidas o que mais amo fazer na vida e é para isso que vou trabalhar e destinar meu salário. Me “free spirit” é algo que jamais quero perder e tudo que aprendi nestes últimos 2 anos morando é algo imensurável.

Completei 2014 com 45 carimbos no passaporte (ao longo de minha vida) e ainda faltam tantos outros. Mas sou extremamente grata por ter conhecido já tantos lugares e sei o quão única esta oportunidade é.

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Que 2015 eu e você também viaje muito 🙂 talvez não tanto quanto 2014, mas que os ventos me levem a lugares que ainda não estive mas também não acharia ruim rever alguns dos lugares pelos quais já passei.

Cheers,

F. ❤

Ps. Todos os posts sobre os lugares que passei na Ásia é possível encontrar aqui no Blog.

Quanto custa um mochilão pelo Sudeste Asiático?

Quis escrever este post para aqueles que sonham com uma viagem pelo Sudeste Asiático, porém acham que é muito caro e só quem é rico pode fazer.

Esta é a região considerada mais barata para quem quer “mochilar” e até para quem quer vir de férias também. É importante que existe uma grande diferença entre estes dois estilos de viagem e um não é melhor ou pior do que o outro. Quem vem de férias quer ter conforto, sombra e água fresca (e comida ocidental em sua maioria), porém se você que vir como mochileiro, a sua intenção maior é conhecer a região e não se importar se terá que dormir com mais 15 pessoas no mesmo quarto, ou comer na rua como os locais, ou ter que viajar 12 horas em um ônibus público. São estilos diferentes.

É bem conhecido entre os backpackers que no SE Asiático um budget de 30 dólares por dia (para tudo!) é possível. E eu confirmo esta teoria (inclusive era possível muita massagem tailandesa e balinesa!). Levando em consideração que se gasta no máximo 10 dólares para acomodação, ainda sobra 20 dólares para o restante, que inclui alimentação (se o hostel oferecer café da manhã é um plus!), passeios, transporte e até souvenirs. É claro que existem dias que irá se gastar mais do que outros, por exemplo se você tiver que pagar 15 dólares em um trecho de ônibus, você neste dia irá acabar ultrapassando seu budget, porém em geral um dia compensa o outro.

No meu primeiro mês de viajem usei um APP no celular para controlar todos meus gastos e depois que peguei o ritmo, não precisei mais.  Já sabia quanto devia gastar em cada refeição e qual passeio valeria a pena ou não.

As contas: 30×31 dias =Us$ 930,00. Neste caso eu recomendaria arredondar para 1000, pois ai você tem um extra que te dará mais possibilidades.

Vale dizer que em lugares onde não há tantas atrações turísticas, como praia por exemplo, eu gastava 20 dólares por dia! Isso é muito pouco!

Em geral a média de preços em todo Sudeste Asiático é a mesma, porém alguns lugares que são mais turísticos que outros, você provavelmente irá gastar um pouco mais. Outros países ainda não são tão preparados para mochileiros e tudo fica um pouco mais caro, apesar de que o único lugar que passei por isso foi nas Filipinas, os demais são mais backpacker-friendly.

Para conseguir manter este budget é preciso estar disposto a comer como os locais  e esquecer as comidas ocidentais (deixe a pizza, hamburger e pasta para quando você voltar) e te digo que isto é a melhor coisa que você pode fazer, pois assim você conhece ainda mais a cultura local e experimenta uma culinária única (e muito deliciosa!)!

É preciso também abrir mão de comprar cada bugiganga que você ver, e olha que é difícil! Mas com este budget ainda é possível comprar alguns souvenirs e camisetas/calças e vestidos ao longo da viagem, já que tudo é muito barato.

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Eu fiz a maioria dos trechos de ônibus, pois eu tinha tempo para isso, porém se você não tem tempo ai vale considerar comprar trechos aéreos e que felizmente também são baratos, pois existem inúmeras cia aérea low cost na região. Quando tive que viajar de avião usei Air Asia que é a melhor low cost e abrange um número enorme de destinos, porém tem que comprar com um pouco de antecedência.

Caso você queria fazer algo mais “extravagante” se programe para isso. No meu caso eu queria tirar meu certificado de mergulho PADI, que custou 400 dólares e é claro que não estava no meu budget mensal, porém me organizei para isso e fiz. Para quem quer fazer algum tipo de passeio mais exclusivo, como cruzeiro, passeio de balão etc, é só se organizar e incluir isto no orçamento.

O que é o mais “pesado” é o trecho internacional, Brasil-Ásia. Neste caso recomendaria chegar ou em Bangkok ou em Kuala Lumpur que são os dois maiores hubs da região e que independente de onde você terminar seu roteiro, são destinos de fácil acesso. Inclusive a Air Asia usa como hub principal Kuala Lumpur.

Uma passagem do Brasil para Bangkok ou para KL comprada com antecedência pode custar entre 1200-1500 dólares. O que não difere muito de uma pessagem para New York, por exemplo.

Bom é isso ai, só para dizer que é muito mais possível do que muitos imaginam 🙂

Cheers,

F. ❤

Sobre viajar sozinha e ser mulher

Poucos entendem. Muitos questionam. Alguns encorajam. Poucas vão em frente.
Pensei em fazer um post sobre dicas para mulheres que querem viajar sozinha, mas não chega a existir dicas pois o bom senso é o que conta nessas horas. Me comporto viajando sozinha do mesmo jeito que me comportava quando morava em São Paulo. Evito andar sozinha a noite em ruas vazias, olhos sempre atentos pois sempre tem um doido que decide te seguir (e se não estiver atenta você pode não perceber), não dou papo para desconhecidos que pareçam minimamente suspeitos, etc.
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Acho que a única dica valida é avaliar bem antes de escolher um destino e pesquisar se este destino é “friendly” para mulheres que estão viajando sozinha. Se você me perguntar se eu iria para a Índia, alguns países Árabes ou para a alguns países da África sozinha, eu diria: não muito obrigada. Alguns destinos são simplesmente muito arriscados para viajantes, e pode ser por diversos fatores, em geral é pelo fato deles não respeitarem mulheres ocidentais, por acharem que só por você usar um shorts mais curto ou mostrar os ombros, você esta disposta a ser assediada e abusada. É questão de cultura. É claro que casos como na Índia ou até na África do Sul onde o índice de estupro é altíssimo, isso está além da questão cultural e sim da maldade doentia de alguns.
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O Sudeste Asiático é uma região extremamente tranquila para mulheres viajarem sozinha e acho que um dos fatores à favor é a questão da religião, pois em sua maioria Budista, nos países da região a cultura de roubo, agressão ou qualquer coisa do gênero é simplesmente inexistente. É claro que roubo existe, e em cidades grandes é importante ficar sempre atenta, porém felizmente sempre me senti segura (a não ser em Manila, nas Filipinas, local onde esta teoria não é valida)
Outro fato é que os homens locais estão cada vez mais acostumados a presença das mulheres ocidentais, e não as vêem como objetos de desejo (a não ser pela parte financeira, mas ai vale tanto para homem quanto para mulher). Porém é claro que esta lógica não vale para todos os países da região. Percebi que na Malásia e na Indonésia existe um interesse maior pelas ocidentais e vale ficar mais ligada.
Foi na Malásia a primeira vez que percebi que um homem estava me seguindo, ele era Indiano (na Malásia existem basicamente três etnias: Indianos, Chineses e Malaios). Na mesma hora que percebi já fui andando por ruas bem movimentadas e tentei falar com um segurança (apesar dele não entender inglês, eu tentei), pois ao menos o cara notou que eu tinha percebido que ele me seguia. Porém ele não parou por ai, porém depois de um tempo ele cansou, pois eu parei para falar com uns outros indianos. Enfim, tem que estar atenta.
Na Indonésia eu já percebi o fato de que os locais, quase vêem as gringas como uma esperança de sair do país, ou de conseguir alguma melhoria de vida, através de um casamento ou algo assim. O assédio era muito maior neste país, porém eles jamais eram agressivos e existia uma certa inocência até. Conheci alguns que estavam levando um relacionamento à distancia com europeias que conheceram e vi também varias gringas “atacando” os locais. Em Gili T, uma ilhota na qual fiquei por 6 dias, acabei indo embora, apesar de querer ficar mais, pois o gerente do meu hostel, após conversarmos uma única vez, já estava planejando como seria o nosso relacionamento à distancia. Oi?
Enfim, no Sudeste Asiático em geral recomendo para qualquer uma, caso queira experimentar viajar sozinha, e te digo: conheci várias que estavam fazendo isso.
No momento estou no Sri Lanka e apesar de ser um país seguro, o assédio nunca foi tão grande. Lendo, descobri que só em 2009 o país reabriu as portas para o turismo (após o fim de uma longa guerra civil) e a curiosidade deles pelos turistas é muito grande, ainda mais se você for mulher E estiver viajando sozinha. Percebi que seria um grande desafio quando O PRIMEIRO motorista de tuktuk que peguei assim que cheguei no país, ao fim de nossa corrida de uns 20 minutos, em seu inglês precário, disse: I love you, merry me! Então vale criar a estratégia de dizer que tem namorado, ou que seus amigos irão te encontrar daqui a pouco, etc… só para despistar. Mas mesmo assim, confesso que é cansativo. Mais uma vez digo eles não são agressivos, porém é chato.
Fora isso, o fato de “viajar sozinha” é difícil de entender, os locais não entendem e quando dizia que estava sozinha, alguns exclamava: QUE TRISTE! Fora o fato de sempre perguntarem se sou casada.
Sei que muitos de vocês também podem pensar o mesmo. Obvio que preferiria fazer esta viagem com amigas, porém se elas não podem, porque isso iria fazer com que eu também não fosse? Fora que existem inúmeros pontos positivos em viajar sozinha, você aprende tanta coisa e esta muito mais aberta a conhecer pessoas, fazer aquilo que quer na hora que quer (essa parte eu amo!), etc.
large-1Minhas irmãs dizem que não teriam coragem de fazer o que estou fazendo, e quem sabe isso não é para todo mundo mesmo, porém você nunca irá saber se não tentar pois quem sabe você descobre que gosta. Lógico que 5 meses viajando sozinha não é fácil, detesto não ter ninguém para tirar fotos comigo ou de mim ou de não ter ninguém para almoçar/jantar junto, ou de não ter ninguém para fazer um comentário sobre um local #drama. Felizmente como disse, existem vários outros viajantes que também estão na mesma situação que você e é ficando em hostels ou se preocupando minimamente em estar aberta a conhecer pessoas, que estes momentos de solitude são preenchidos. Eu conheci muita gente nessa viagem, pessoas super interessantes e hoje em dia sou uma pessoa muito mais sociável do que antes, fora que meu número de amigos no Facebook cresceu exponencialmente hahaha 😛
Bom é isso, digo para qualquer um, independente do gênero: vá!
A vida é curta demais para passarmos em um só lugar #clichê
Não temos nada a perder, e um mundo inteiro para ver #clichê2 !
Cheers,
F. ❤

O que trazer para um “mochilão” pelo Sudeste Asiático

Há poucos dias de completar 5 meses viajando com uma mochila nas costas, posso dizer que adquiri algum conhecimento sobre o que foi essencial trazer e o que foi dispensável.

Antes de começar minha trip já sabia que queria viajar “light” e este é o melhor conselho que alguém pode te dar! Como quando decidi fazer esta viagem eu estava morando no Laos, foi lá mesmo que comprei minha mochila, apesar das opções serem bem limitadas e todos os produtos vendidos lá são cópias chinesas, porém não posso reclamar, já que minha mochila esta aguentando firme até agora. Porém para quem quiser investir existem inúmeras opções para todos os bolsos e modelos diferentes para mulher ou para homem, etc. Escolhi uma de 50L o que é bem pouco. A grande maioria dos mochileiros que vejo, estão em geral com uma mochila de no mínimo uns 70L.

E uma coisa eu te digo, você irá se arrepender de trazer muita roupa ou acessórios desnecessários, pois quando você tiver que andar por pouco tempo que seja, com uma mochila pesando 20kg, você irá lembrar da dica: pack light!

Viajando com uma mochila pequena é obvio que não sobra espaço para comprar souvenirs em todos lugares, no meu caso optei por comprar coisas que não ocupam muito espaço ou ainda, que eu posso ir usando ao longo da viagem, como pulseiras e camisetas.

Vale dizer também que optei por trazer roupas mais usadas, ou seja, ao longo da viagem sempre que eu comprava uma camiseta nova, eu deixava uma velha para trás. Analisando bem, provavelmente minha mala atual tem bem pouco do que eu trouxe, pois ao longo destes 5 meses fui fazendo trocas 🙂 Atualmente estou com cerca de 11kg, porém já cheguei a 13kg, foi ai que quando estava em Hong Kong decidi mandar via correios algumas peças que eu não queria me desfazer porém que também não me fariam falta durante a viagem e ainda me devolveria espaço para caso eu quisesse algo a mais.

Resolvi tirar uma foto dos itens que recomendo trazer (na minha humilde opinião):

SAMSUNG CSC

 

1. Repelente

2. Protetor solar (Sudeste Asiático é sempre quente e sol)

3. Lenços umedecidos e lenços de papel (em muitos lugares não tem papel higiênico, principalmente durante viagens. Álcool em gel também é uma boa!)*

4. Lanterna (já usei em várias ocasiões, as vezes para ler enquanto estou em um hostel e já esta todo mundo com a luz apagada, ou para ir a algum lugar e a rua não é muito iluminada, para visitar uma caverna, etc. Pode ser aquelas headlamps também.)

5. Tampão de ouvido (isso é lindo! em geral uso quando durmo em hostel e sei que vai rolar barulho, usando isso entro numa bolha e durmo feliz).

6. Venda para os olhos (em hostel ou locais onde não há cortina, se a luz te incomoda, isso é um item necessário)

7. Remédios (eu não sou hipocondríaca, então só trouxe o básico e as unidas coisas que usei foram: neosaldina, buscopam e dramim. É sempre bom trazer algo para febre, para diarréia, etc. Muitos viajam ao sudeste asiático e tomam remédios para Malária, porém o remédio tem vários efeitos colaterais e é super caro, então relaxa!) Para os mais neuróticos já vi viajantes que trazem seu próprio lençol (com medo dos bed bugs) e sua própria mosquito net (mosqueteiro), o que acho um exagero.

8. Bolsa para bater no día a día. Eu em geral vario entre minha mochila e esta bolsa azul que comprei durante a viagem.

9. Eletrônicos. No meu caso eu trouxe computador, ipad, celular, o que é um exagero, porém como estou trabalhando preciso do meu computador, mas para quem esta vindo de férias um tablet ou caso você queria desconectar de tudo, traga só um smartphone e você será feliz. Ah vale dizer que todos meus guias Lonely Planet de viagem que comprei, foram na forma de e-book, para evitar o peso. Então uso-os no iPad e super recomendo.

10. Pen drive. É sempre bom ter um para salvar e imprimir bilhetes aéreos, ou para salvar fotos, etc.

11. Livro. Você provavelmente irá passar algumas horas viajando ou relaxando na praia e um livro é sempre bem vindo. Fato curioso: eu comprei um único livro (usado) quando estava no Vietnã e atualmente estou no meu quarto livro e todo foram book swaps, ou seja, em geral nos hostels existem outros livros deixados por viajantes, então quando terminava um, deixava o meu e levava um outro 🙂

12. Camera fotográfica. Isso é obvio né? No meu caso além da camera também tenho uma Gopro, a queridinha dos viajantes agora e super recomendo!

13. Canga. 

14. Capa de chuva. Essa branca do lado direito na foto, deve ser a minha terceira capa 😛 mas caso venha na época de chuvas é sempre bom trazer.

15. Travesseiro de pescoço. Isso eu não largo por nada!

16. Roupas: isso é muito relativo, mas o que li e o que tem funcionado para mim é trazer 6-7 blusas, 5-6 shorts/calça/legging (meu caso: 4 shorts, 1 legging e 1 calça legging), que possam ser utilizadas em diferentes combinações. Vestidos são uma boa opção também, pois é uma peça única e que ocupa pouco espaço. Roupas íntimas também 5-6, pois você irá lavar. Na verdade é muito fácil lavar a roupa durante a viagem, muitos hostels oferecem este serviço por preços ridículos de barato (1 dólar por 1 kg!).

17. Toalha de microfibra (aquelas que secam super rápido). Isso é essencial pois muitos hostels não oferecem toalha.

Bom, isso é tudo que consegui pensar 🙂 Ah para as mulheres te digo que não precisa trazer estoque que absorvente, isso você encontra em qualquer lugar. Uma opção para uma viajem longa assim e caso você queira se sentir mais segura é trazer um Diva cup (não sabe o que é? clica aqui) porém teste antes de viajar pois conversando com uma mexicana que conheci em Bali ela quase teve um fim trágico por conta deste item e ela acabou trazendo um estoque desnecessário de absorventes para sua viagem de meses!

A dica é trazer roupas leves que combinem entre si e saiba que você irá comprar coisas, pois é tudo muito barato e em cada país existe uma camiseta típica que tenho certeza que você irá querer. Além das calças hippies com elefantes que todo mochileiro compra 😛 Maquiagem é outro item quase desnecessário, então traga o básico (no meu caso isso é: corretivo, blush e umas 4 máscaras de cílios hahah).

Ah quase esquecendo: sapatos! Eu trouxe 2 havaianas (no momento só tenho uma), um tênis e tinha trazido uma sandália que se perdeu ao longo do caminho. Acho que não precisa mais do que isso, porém caso ir a baladas esteja no seu roteiro vale trazer uma rasteirinha mais arrumada e isso será suficiente.

Só um extra é na hora que fazer a mochila, eu optei por separar em dois compartimentos as peças de cima e as peças de baixo, isso facilita na hora de procurar algo para vestir, os shorts estão com os outros shorts e as blusas com as blusas. Existem os packing cubs que são cubos que ajudam você a organizar melhor sua mochila/mala, porém não tive como comprar antes e por mim tanto faz (é isto aqui).

Espero ter ajudado 🙂

Cheers,

F. ❤

O episódio do rato na minha cama

Quando estava em Bali há quase 2 semanas atrás aconteceu um episódio traumático, mas que me fez refletir sobre viajar sozinha e seus aprendizados.

Cheguei em Ubud, Bali e tinha feito uma reserva em um hotel pelo booking.com. Tive que reservar um hotel pois só tinha conseguido cama em um hostel para o dia seguinte, já que estava tudo lotado. Quando você usa o booking.com em geral você não tem que pagar, o que é bom, então quando cheguei na cidade vieram me oferecer um quarto por um preço mais barato do que o hotel que eu tinha reservado. Como estou viajando com um budget apertado, cada centavo conta e neste caso eram 5 dólares! Ok, era um quarto privado com banheiro, fui lá dei uma olhada e parecia tudo ok, e o jardim do hotel era bem bonito e tinha até piscina. Como era só uma noite não pensei muito e fiquei por lá mesmo… até que quando já estava de olhos fechados para dormir senti algo na cama (estava com lençol me cobrindo), olhei rapidamente e vi algo correndo, mas foi muito rápido porém tenho certeza que vi um rabo! Nisso minha reação foi pular da cama é claro, e subi na cama ao lado (eram 2 camas de solteiro) e peguei minha lanterna. Tentei ver alguma coisa, mexer a cama e não consegui ver mais nada…

Achei que estava louca e que tinha não tinha visto nada de fato, o que me restava era tentar dormir. Dessa vez resolvi usar a cama ao lado, me cobri e fiquei segurando a lanterna just in case… quando escutei algo novamente, liguei a lanterna e lá estava ele, em cima do armário. Oh God! Why? Será que foi castigo porque não fui ao hotel que eu tinha reservado?

Obvio que sai do quarto e fui a recepção, porém não tinha ninguém por lá, tudo escuro. E agora?

Neste momento não sabia o que fazer, procurei uma rede ou um sofá do lado de fora porém não tinha nada, até que achei um quarto vazio, sim Deus é bom! O quarto estava vazio e com a chave na porta, além de ser bem melhor do que o quarto que eu estava, tinha até ar-condicionado. Dormi por lá mesmo, apesar de não ter dormido muito bem porque estava com medo de alguém descobrir que eu estava lá, sendo que eu tinha pago por um quarto mais simples, sim loucura minha 😛

Na manhã seguinte fui reclamar na recepção e a reação deles foi: nenhuma, a menina até riu. Estava super brava, e assim que dei check-in no hostel corri para o Tripadvisor e escrevi uma resenha péssima sobre o local. Isso era o mínimo que eu podia fazer e ajudar outros viajantes que cogitem se hospedar naquele hotel.

Resumindo: muitas vezes viajando sozinha, ainda mais sendo mulher, temos que lidar com situações que jamais gostaríamos de ter que lidar ainda mais quando envolve seres nojentos ahhaha Lembro que quando estava morando no Laos tive que matar várias baratas e uma vez tinha uma aranha enorme dentro da cesta da minha bicicleta e mesmo assim eu consegui me livrar dela e sem matá-la! Teve ainda o episódio de quando estava no Camboja e vi a maior aranha da minha vida, lindamente repousando EM CIMA DA MINHA ESCOAVA DE DENTE! Eu que sempre detestei qualquer tipo de inseto, apesar de não ter nenhuma fobia louca contra eles, tive que me virar.

Não sei o que tudo isso irá significar na minha vida, talvez nada, só o fato de que eu consigo matar uma barata sem gritar 😛 ou talvez de que eu sou macho e podem me jogar numa floresta que irei sobreviver, ou ainda, que em meio as dificuldades e situações com as quais você não gostaria de lidar, o mais sábio a fazer é respirar fundo e saber que você consegue sim, que seus medos estão na sua mente e que você pode vence-los.

Ps1.: Esse aqui é a porcaria do hotel: http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g297701-d3492936-Reviews-Ubud_Permai_Bungalow_Spa-Ubud_Bali.html 

Ps2.: Já tinha terminado de escrever este post quando sai para correr na praia e cheguei numa área onde tinham macacos (sim só na Ásia para isso acontecer), estava mantendo distância, até que um macaco muito louco e dos grandes começou a vir correndo na minha direção! Minha reação foi correr também mas vi que ele ia me alcançar, ai que desespero! Joguei minha garrafa de água pra longe e ele foi atrás da garrafa, graças a Deus! Conseguem imagina a cena? #traumatizada #macacodoido #sónaasia !

Cheers,

F. ❤

Manila nas Filipinas, onde eu não voltaria.

Nossa, já tem um mês que sai das Filipinas e ainda não escrevi nenhum post sobre minha viagem por lá. Talvez por não ter sido o que eu esperava e por ter sido sem dúvidas o país mais difícil de viajar e o qual tive algumas experiências ruins. Não quero falar que o país é péssimo e que você não deveria ir, longe disso, o país tem paisagens lindas e muitas pessoas foram super gentis comigo, porém eu dificilmente voltaria. Talvez eu simplesmente não tive “sorte”, porém as diversas situações de stress que passei por lá, me fizeram querer ir embora o quanto antes.

Acho que acabei fazendo escolhas erradas, pois acabei “perdendo” 4 dias na capital, Manila, onde cheguei vinda do Vientã. Lá foi o primeiro lugar no Sudeste Asiático em que senti medo. Apesar de que não quero dizer medo, pois soa muito forte, porém me senti insegura ao sair à rua. Fora que a cidade é feia, e infelizmente vi muitos moradores de rua, com crianças, e o mais triste, crianças usando drogas a luz do dia. Fiquei hospedada da região de Malate o que descobri depois que cheguei é que esta região é o dos prostíbulos, apesar de ser central e tudo mais. Além disso nas Filipinas não existe muito a cultura de comida de rua, como nos demais países da região, o que torna difícil achar um local para comer e experimentar a comida local. A cidade é cheia de shoppings e acabei ficando “presa” a estes lugares, se eu quisesse comer ou ao menos passar o tempo, já que não me sentia tranquila ao andar pelas ruas. Vale dizer que o país é BEM americanizado, até porque foram dominados pelos EUA após o período de colônia espanhola, fiquei muito impressionada com a quantidade de lojas e restaurantes, que eu só vi nos EUA, porém que também existe nas Filipinas. As Filipinas é também o único país do SE Asiático predominantemente católico, o que me fez refletir como isso afeta a sociedade deste país, pois em países como o Camboja ou Vietnã, muito mais “pobres” que as Filipinas, não vi tanta miséria. Claro que isso é uma análise superficial, tenho certeza que existem inúmeras pessoas ajudando uns aos outros neste país, porém foi minha primeira impressão.

Vale dizer também que não gostei da comida local. Já tinha lido em um outro blog de viagens onde eles falavam que a comida não era boa, porém tentei experimentar o prato local principal que é Adobo, que nada mais é que arroz branco e um pedaço de frango. Fora isso eles comem muita coisa frita não identificáveis. Ai como eu estou sendo chata neste post… mas me desculpe estou falando o que eu vi e passei.

Se tem uma coisa que aprendi aqui pela Ásia é a deixar qualquer frescura de lado, porém de fato não gostei da comida local, e se não fosse as inúmeras opções de restaurantes “gringos” teria sido pior ainda.

Bom, como estava em Manila fui conhecer o Mall of Asia, o maior shopping mall do país e o segundo maior do mundo. É bem impressionante claro, e tenho certeza que não consegui conhecer nem metade dele, mas sem dúvidas é uma boa opção para compras.

O tempo estava bem ruim quando eu passei por Manila, com muito vento (estava com medo de Tufão, pois o Glenda tinha passado na semana anterior a que cheguei) e chuva. Mesmo assim fui conhecer o Intramuros que é o principal ponto turístico da cidade, distrito histórico e o centro de Manila. Esta é a região onde a família real espanhola, que comandou as Filipinas por mais de 300 anos, ficava e onde tem os prédios do governo e igrejas. Ia fazer tudo andando, mas o local é bem grande então acabei acertando com um cara de um triciclo para dar uma volta e me mostrar os prédios principais. Na verdade acabei não sobrevivendo a insistência por parte dele. É bem caro, porém paga-se por cada 30 minutos, acabei fechando o passeio de 1 hora por metade do preço (150 pesos). E confesso que não achei nada demais… :/ pois para quem conhece qualquer igreja ou prédios históricos espanhóis e português, seja na Europa ou na América do Sul, eles são muito mais bonitos e interessantes dos que eu vi por lá. Porém valeu a pena para entender melhor a história do país.

A catedral de Manila

A catedral de Manila

por dentro da igreja

por dentro da igreja

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Os espanhóis chegaram às Filipinas em 1564 (mais ou menos a mesma época em que chegaram à América Latina) quase 1900. Isso contribuiu para este país ser bem diferente dos demais do SE Asiático como já comentei, seja na religião católica, no idioma que esta cheio de palavras em espanhol e até em inglês e até em como o povo Filipino se identifica. Encontrei um amigo que esta trabalhando em Manila e ele me contou que se você perguntar para um Filipino eles se consideram latinos e não asiáticos. Ouvi diversas vezes eles escutando musicas tipo reggeatton e outras coisas que mostram essa “vontade” de ser latino, se é que se pode dizer assim…

Bom, além de shopping e intramuros não fiz nada mais em Manila e infelizmente não segui o conselho de outros viajantes, o de ficar APENAS 1 DIA em Manila, ou se der nem fiquei, vá direto para as ilhas.

Além de todo esse drama, meu primeiro stress no país foi que tive que despachar minha mochila no vôo Hanoi-Manila (estava viajando com uma cia aérea Filipina, a Cebu Pacific) e chegando em Manila a capa de chuva da mochila e uma outra capa de chuva que estava amarrada na mochila tinham desaparecido. A cia aérea não deu nenhum retorno, e depois de ir lá 2 vezes, brigar um monte e perder meu tempo, eles falaram que por ser itens externos não poderiam fazer nada. Fora isso, quando estava no aeroporto internacional de Manila, já na minha saída do país, como meu vôo era super cedo, optei por “dormir”no aeroporto, algo que já fiz outras vezes. Porém apesar do aeroporto estar cheio, quando estava tentante dormir alguém passou e roubou meu celular (por sinal, estou sem celular até hoje, já faz 1 mês! Você sobreviveria? ahahha). Percebi 1 segundo depois e corri para os seguranças em busca de ajuda, porém eles fizeram tudo numa má vontade, tudo super lento e para completar o aeroporto não tinha câmeras de segurança! Como assim um aeroporto sem câmeras? Pois é! Além disso a taxa do aeroporto é paga aparte da passagem aérea, e neste aeroporto porcaria custava 500 pesos! Ok, estou falando de 25 reais ahhaha mas mesmo assim, sai bufando e revoltada!

Ai quanto drama! ahahha

Bom, além de Manila fui para ilha de Cebu e para Boracay. Em Cebu fui para uma ilha próxima que chama-se Malapascua e para o sul da ilha em Oslob.

Vou contar em outro post melhor sobre estes outros locais que foram lindos, apesar dos stresses ainda terem continuado!

Cheers,

F. ❤