Bagan, Myanmar, e seus milhares de templos.

Bagan era o principal lugar que eu queria visitar em Myanmar. No meu guia Lonely Planet, vi uma foto incrível desta cidade, que um dia foi capital do Reino de Pagan (entre os séculos 9 e 13), e onde um dia já houveram mais de 10 mil templos espalhados por sua planície. Hoje o numero de templos diverge, porém dizem ter entre 2 e 4 mil templos remanescentes. A foto deste lugar me encantou, ainda mais pela possibilidades de fazer uma passeio de balão, para assistir o nascer do sol. No entanto, esta euforia passou, logo que descobri que o passeio custava mais de 300 dólares 😛

Bom, viajei como um ônibus noturno, saindo do Lago Inle, até Bagan, onde cheguei lá por 4 ou 5 da madrugada. Não tinha lugar para dormir ainda e os lugares que encontrei estavam meio caro. Uma caminhonete que levava os turistas de pousada em pousada, foi nos levando em alguma opções, até que no final das contas, combinei em dividir o quarto com uma tailandesa que estava na mesma situação que eu, ou seja, pouca grana e precisando de um lugar para dormir.

Não vou recomendar o lugar que fiquei, porém existem inúmeras opções de hospedagem que variam de preços, creio que paguei cerca de 12 dólares, com café da manhã, para dividir um quarto duplo.

Assim que chegamos na cidade, nos foi cobrada uma taxa do governo para visitarmos a região de Bagan (10 dólares), mas diferente de Angkor, não há ninguém verificando se você tem o ticket ou não, porém é preciso pagar.

O local que fiquei é onde estão as pousadas mais baratas, portanto fica mais distante dos templos, o que não é nenhum problema. Por ali é fácil alugar bicicletas elétricas, tipo uma moto, só que mais lenta, por cerca de 5 dólares por dia. É uma delícia dirigir essa motoca pelos templos.

Acabei ficando em Bagan por 3 noites, porém 2 teriam sido suficientes. Fui duas vezes assistir o por do sol, que é belíssimo! Eu sou suspeita para falar, porque adoro ver o sol se pôr, mas lá é especial.

Procure um templo, existem alguns mais famosos por oferecerem uma vista de frente ao sol, chegue um pouco cedo para poder achar um lugar bem confortável, pois pode ter certeza que irá lotar de tudo quanto é tipo de gente, de monges à turistas com suas cameras e tripés.

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No dia seguinte, combinei com algumas meninas que conheci, de irmos ver o nascer do sol. Para isso combinei com a dona da bicicleta elétrica que lá estava me esperando antes do sol nascer, fomos no escuro em direção a um templo. É fácil de achar, pois várias pessoas estão indo na mesma direção. Ah vale dizer que para todos os templos é preciso cobrir os joelhos e os ombros.

E lá ficamos até o sol nascer e mais uma vez foi um espetáculo!

Quando chegamos para ver o nascer do sol

Quando chegamos para ver o nascer do sol

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Não é incrível?

Não é incrível?

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Neste mesmo dia voltei para ver o nascer do sol, só para admira-lo.

 

Meu 1o por do sol.

Meu 1o por do sol.

No dia seguinte, eu teria que esperar até o fim do dia para pegar meu ônibus de volta a Yangon, então fiquei matando o tempo lá pela cidadezinha mesmo, que não tem nada praticamente nada para ver. Se procurar existem alguns restaurantes bem típicos que servem um curry bem gostoso por preços irrisórios, do tipo 2 dólares!

Nos templos principais de Bagan, sempre tem barracas vendendo souvenir, e nos templos onde o maior público vai para assistir o nascer/por do sol, o assédio é grande, de crianças à mulheres, daquele estilo que você acaba comprando coisas que não precisa e/ou nem queria. No final comprei 2 saias típicas de Mynamar e cartão postal.

Os monges de todas as idades

Os monges de todas as idades

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Este rapazinho falou comigo em um dia e no dia seguinte ele se lembrou de mim, ai tive que comprar.

Este rapazinho falou comigo em um dia e no dia seguinte ele se lembrou de mim, ai tive que comprar.

Cheguei em Yangon no dia seguinte bem cedo e meu vôo para Bangkok era só no final do dia. Não tinha onde dormir ou ficar, acabei entrando num parque público onde vários homens e mulheres já faziam seu exercício matinal e lá tirei um cochilo 🙂 depois fui até o hostel que eu já tinha ficado e paguei para poder tomar banho e usar o wi-fi. Dei mais umas voltas e peguei um taxi até o aeroporto.

Yangon

Yangon

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Myanmar esta sem dúvidas no meu top 3 dos países favoritos do Sudeste Asiático! O país mantém toda sua originalidade, tendo sido pouquíssimo afetado pelo Ocidente e foi isso que eu achei o mais bonito de tudo. O povo é de uma receptividade e carinho genuíno, que muitas vezes me deixava sem graça tamanha alegria por nos receber eles demonstravam. O país ainda é pouco desenvolvido, porém já é bem preparado para os turistas, apesar de poucos falarem bem inglês, porém saber sorrir para seus visitantes como ninguém 🙂 ou seja, você deve ir!

<3

Cheers,

F. ❤

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Inle Lake, Myanmar

Continuo atrasadas com meus posts sobre Myanmar :/ mas vamos lá, antes tarde do que nunca 🙂

Sai de Yangon, por onde cheguei no país e fui para a região do lago Inle, o mais famoso do país e um dos principais destinos turísticos. Eu não sabia muito o que esperar, porém gostei e acho que vale a visita. Em dois dias você consegue ver tudo e mais um pouco, porém acabei ficando 3 dias para descansar mesmo.

Cheguei de Yangon, ainda era madrugada, e apesar de não ter onde ficar, tinha anotado o nome de uma pousada e foi pra lá que eu fui. Chegando lá eles acordaram prontamente, apesar de ser 5 da manhã e nos receberam (estava eu e um alemão que tinha ficado no mesmo hostel que eu em Yangon). A pousada era super barato, paguei 10 dólares para um quarto privado, com banheiro próprio e café da manhã! O lugar chama Diamond Star e super recomendo, fora que o próprio gerente do hostel foi que nos ajudou a organizar nosso passeio pelo lago e outras coisas mais, sempre com um preço super honesto.

Neste primeiro dia que chegamos decidimos alugar uma bicicleta para contornar parte do lago. O lago é enorme, então pedalamos até uma parte, ao longo do caminhos fomos parando em alguns templos até que chegamos a um vilarejo e pagamos um barco para cruzar o lago para o outro lado (levando nossas bikes junto). Em seguida continuamos pedalando até voltar para a cidade que estávamos, no caminho passamos por um monastério que fica no alto de um monte (para isso pagamos para uns motoqueiros nos levarem até lá no alto).

O caminho por onde pedalamos

O caminho por onde pedalamos

Nossas bikes sendo transportadas

Nossas bikes sendo transportadas

Lá no monasterio um dos monges tirando um cochilo :)

Lá no monasterio um dos monges tirando um cochilo 🙂

A paisagem linda ao longo do caminho

A paisagem linda ao longo do caminho

Ah vale dizer que as hospedagens mais baratas ficam em Nyaungshwe. A região do lago é formada por esta cidade e uma outra, porém em Nyaungshwe existem algumas boas opções de hospedagem e alimentação. Comemos um curry à la estilo de Myanmar que era muito bom.

No dia seguinte fizemos o passeio pelo lago, saímos pela manhã e voltamos após o almoço. O lago é lindo e existem várias vilas flutuantes e casas de palafitas no local, é algo bem diferente de se ver, porém já se tornou bastante turístico. Ao longo deste passeio, esta inclusivo conhecer vários workshops diferentes, que inclui também a venda de artesanato.

Começamos inicialmente visitando o floating market, onde concentra-se todos artesanatos que você verá sendo vendido pelo país, com algumas coisas até que interessantes, porém é muito do mesmo. No fim do passeio já não agüentávamos mais ver as mesmas coisas, porém ainda assim indico o passeio. Coloco algumas fotos:

Alguns dos produtos vendidos

Alguns dos produtos vendidos

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Povo lindo!

Povo lindo!

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Fazendo charuto

Fazendo charuto

Por fim no meu terceiro dia, resolvi experimentar uma massagem burmese (típica do país) porém foi péssima :/ talvez eu não tenha tido sorte com o massagista, mas ainda prefiro a tailandesa e a balinesa 🙂 Após este dia peguei o ônibus noturno em direção a Bagan, que fica para o próximo post.

Cheers,

F. ❤

Roteiro para 30 dias no Sudeste Asiático!

Eu fui uma grande felizarda em poder explorar o Sudeste Asiático ao longo de 8 meses, porém sei que pouquíssimos tem esta quantidade de tempo e infelizmente devem se contentar em escolher quais lugares exatos ir, em apenas 30 dias, durante as férias do trabalho e/ou estudos.

É possível conhecer a região em 30 dias? Não, é claro. Porém é possível passar por lugares incríveis e sim conhecer cidades e pessoas que farão com que você ainda volte para esta região, assim que possível.

Assim como um roteiro na Europa, é muito melhor tentar se concentrar em 3-4 países, ao invés de 10, pois assim você realmente não irá conhecer nada, a não ser que você seja o tipo de turista que só se importa em ter uma foto no ponto turístico X e segue adiante.

Este roteiro varia em relação ao que você busca neste subcontinente. Você quer ver de tudo um pouco? Praias belíssimas, templos reluzentes, prédios futurístico? Baladas históricas, passeios feitos SÓ para os turistas?

As opções são inúmeras, e é difícil eu selecionar quais são os lugares mais tops que eu voltaria caso eu tivesse apenas 30 dias, mas vamos lá:

Chegaria por Bangkok (Tailândia) – 2 dias

Seguiria para Chiang Mai (Tailândia) – 3 dias

Voaria para Yangon (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Bagan (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Mandalay (Myanmar) 2 dias

Voaria para Hanói (Vietnã) – 2 dias

de Hanói sai o tour para Halong Bay – 2 dias

quando voltasse para Hanói vindo de Halong Bay, pegaria o bus noturno para SAPA (trekking)- 3 dias

Voaria para Hoi An (o aeroporto fica em Danang) – 4 dias

Voaria para Siem Reap (Camboja) – 3 dias

Voaria para Krabi (Tailândia) –  3 dias

Koh Pi Pi – 2 dias – Retorno para Bangkok para pegar o vôo de volta.

30 DIAS!

Este é um roteiro BEM intenso e que se for incluir o tempo gasto com transfers, talvez não seja possível e uma cidade teria que ser cortada.

É um roteiro que não esta incluso muita praia, então se você busca mais praias este roteiro teria que ser adaptado.

É claro que Malásia, Cingapura e Indonésia são incríveis, porém par suma primeira viagem para a região, escolhas devem ser feitas. No total neste roteiro seria possível conhecer bem 4 países.

Espero que este roteiro ajude algum de vocês que está planejando um mochilão para esta região 🙂

Qualquer dúvida, ficarei feliz em ajudar.

Ps.: Tirando Krabi e Koh Pi Pi, na Tailândia, todos os outros lugares eu fui e é possível encontrar mais informações aqui no blog.

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Cheers,

F. ❤

Yangon, Myanmar!

Em Outubro de 2014 fui à Myanmar, o último destino da minha viagem de 8 meses pelo Sudeste Asiático. Já tinha conhecido quase toda a região, então incluir Myanmar no roteiro fazia todo sentido. Conhecia muito pouco sobre o lugar, porém desde o início da minha viagem, ir à Bagan e ver os mais de 4 mil templos que ali estão, fazia parte do meu imaginário e deveria correr atrás para realizar este meu ultimo desejo antes de partir.

Comprei meu trecho aéreo com a AirAsia saindo de Kuala Lumpur e chegando em Yangon. Escolhi chegar lá pois este é o único ponto de entrada do país onde você pode entrar com o visto emitido online. Confesso que antes de definir se iria para Myanmar ou não, os tramites para conseguir o visto estavam pesando contra, porém felizmente no inicio de setembro o Brasil entrou para a lista dos países que podem solicitar o e-visa (porém deve-se entrar via Yangon) e minha vida ficou muito mais fácil.

O visto deve ser requisitado com alguns dias de antecedência e a taxa de 50 dólares é paga online. Super fácil aqui.

O país abriu muito recentemente para o turismo, o resultado disso é que para mochileiros não é o país mais fácil ou barato de se viajar, porém suas paisagens e pessoas fazem deste país um lugar mágico. Fiquei encantada com a simplicidade e genuinidade deste povo, que sempre que viam um turista sorriam, me fazendo sentir bem vinda.

É de se imaginar que inglês é muito pouco falado por aqui, porém não chega a ser um problema. Antes de chegar ao país tinha pensado em fazer um roteiro básico que incluiria: Yangon, Inle Lake, Mandalay e Bagan. Diria que estes são os principais destinos, além da Golden Rock e o litoral do país que também é belissimo. O que eu não esperava é que as distancias entre cada um desses destinos são enormes, entre 10 e 12 horas de ônibus e por ser meu último país deste mochilão (ainda passei 3 dias em Bangkok antes de embarcar rumo a Europa), estava extremamente cansada de passar noites mal dormidas em viagens perigosas, e sim em geral todos os ônibus em Myanmar viajam durante a noite.

Fora isso, os trechos de ônibus custavam caro, como por exemplo de Yangon para Inle Lake, que custou algo como 18 dólares. Para quem esta viajando com um orçamento limitado este é uma valor alto, fora que o hostel mais barato em Yangon custou 12 dólares e estava longe de ser bom. Foi com eles mesmo que comprei a passagem de ônibus (que este sim foi bem confortável) e lá do hostel, no centro de Yangon, dividi um táxi com um alemão, já que a rodoviária fica super longe, levamos certa de 1 hora para chegar lá e custou cerca de 8 dólares (sem ar-condicionado, pois com ar é mais caro!).

Bom, agora falando de Yangon, ao chegar no aeroporto paguei 7 dólares para chegar ao hostel e como cheguei pela manhã, aproveitei para ir caminhar e visitar o mercado central, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Achei Yangon uma cidade VIVA, e foi isso o que mais gostei de lá. Não é uma cidade bonita, porém as pessoas estão nas ruas, comprando, vendendo, negociando, freiras e monges passando, etc. gostei bastante. Fora que adoro ver o comércio local e principalmente a culinária local. Já fui de cara comer um macarrão que pedi através de mímica, muito gostoso pois após os ingredientes serem colocados numa vasilha a moça misturou tudo com as próprias mãos (sem luvas), dando um tempero especial ao prato 😛 estava delicioso e custou menos de 1 dólar, o que me fez repetir o prato.

Meu almoço sendo preparado :)

Meu almoço sendo preparado 🙂

Delícia!

Delícia!

Aceita um grilo frito?

Aceita um grilo frito?

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O mercado central em si não achei nada demais, porém para quem gosta de souvenirs, pedras de jade e bugigangas lá é o local. Voltei caminhando para o hostel e explorando as ruelas até chegar a minha rua.

As freiras andando pelo mercado central e recolhendo doações.

As freiras andando pelo mercado central e recolhendo doações.

No dia seguinte fui visitar o principal templo do país a Shwedagon Pagoda, para chegar lá pretendia ir caminhando, porém o sol era forte e Yangon não é uma cidade muito pequena, então acabei indo de táxi. Para visitar o templo custa 10 dólares e deve-se ter os ombros e pernas cobertas (eu acabei tendo que “alugar” um lenço para cobrir as pernas). O local é enorme e a maioria são locais e peregrinos, e com certeza vale a visita. Saindo do templo, fiquei sabendo sobre uma exposição fotográfica que estava acontecendo no Museu Nacional, e fui visitar e gostei muito também.

A Pagoda

A Pagoda

Os monges

Os monges

Já tinha passado dois dias inteiros em Yangon e não tinha mais muito para se ver, porém como já tinha comprado passagem para o Inle Lake só para o dia seguinte, aproveitei para ir ao cinema, descansar, trabalhar etc.

Super recomendo Yangon, e como comentei 2 dias são suficientes 🙂

Próxima parada Inle Lake.

Prometo que irei atualizar mais o blog!

Cheers,

F. ❤