Yangon, Myanmar!

Em Outubro de 2014 fui à Myanmar, o último destino da minha viagem de 8 meses pelo Sudeste Asiático. Já tinha conhecido quase toda a região, então incluir Myanmar no roteiro fazia todo sentido. Conhecia muito pouco sobre o lugar, porém desde o início da minha viagem, ir à Bagan e ver os mais de 4 mil templos que ali estão, fazia parte do meu imaginário e deveria correr atrás para realizar este meu ultimo desejo antes de partir.

Comprei meu trecho aéreo com a AirAsia saindo de Kuala Lumpur e chegando em Yangon. Escolhi chegar lá pois este é o único ponto de entrada do país onde você pode entrar com o visto emitido online. Confesso que antes de definir se iria para Myanmar ou não, os tramites para conseguir o visto estavam pesando contra, porém felizmente no inicio de setembro o Brasil entrou para a lista dos países que podem solicitar o e-visa (porém deve-se entrar via Yangon) e minha vida ficou muito mais fácil.

O visto deve ser requisitado com alguns dias de antecedência e a taxa de 50 dólares é paga online. Super fácil aqui.

O país abriu muito recentemente para o turismo, o resultado disso é que para mochileiros não é o país mais fácil ou barato de se viajar, porém suas paisagens e pessoas fazem deste país um lugar mágico. Fiquei encantada com a simplicidade e genuinidade deste povo, que sempre que viam um turista sorriam, me fazendo sentir bem vinda.

É de se imaginar que inglês é muito pouco falado por aqui, porém não chega a ser um problema. Antes de chegar ao país tinha pensado em fazer um roteiro básico que incluiria: Yangon, Inle Lake, Mandalay e Bagan. Diria que estes são os principais destinos, além da Golden Rock e o litoral do país que também é belissimo. O que eu não esperava é que as distancias entre cada um desses destinos são enormes, entre 10 e 12 horas de ônibus e por ser meu último país deste mochilão (ainda passei 3 dias em Bangkok antes de embarcar rumo a Europa), estava extremamente cansada de passar noites mal dormidas em viagens perigosas, e sim em geral todos os ônibus em Myanmar viajam durante a noite.

Fora isso, os trechos de ônibus custavam caro, como por exemplo de Yangon para Inle Lake, que custou algo como 18 dólares. Para quem esta viajando com um orçamento limitado este é uma valor alto, fora que o hostel mais barato em Yangon custou 12 dólares e estava longe de ser bom. Foi com eles mesmo que comprei a passagem de ônibus (que este sim foi bem confortável) e lá do hostel, no centro de Yangon, dividi um táxi com um alemão, já que a rodoviária fica super longe, levamos certa de 1 hora para chegar lá e custou cerca de 8 dólares (sem ar-condicionado, pois com ar é mais caro!).

Bom, agora falando de Yangon, ao chegar no aeroporto paguei 7 dólares para chegar ao hostel e como cheguei pela manhã, aproveitei para ir caminhar e visitar o mercado central, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Achei Yangon uma cidade VIVA, e foi isso o que mais gostei de lá. Não é uma cidade bonita, porém as pessoas estão nas ruas, comprando, vendendo, negociando, freiras e monges passando, etc. gostei bastante. Fora que adoro ver o comércio local e principalmente a culinária local. Já fui de cara comer um macarrão que pedi através de mímica, muito gostoso pois após os ingredientes serem colocados numa vasilha a moça misturou tudo com as próprias mãos (sem luvas), dando um tempero especial ao prato 😛 estava delicioso e custou menos de 1 dólar, o que me fez repetir o prato.

Meu almoço sendo preparado :)

Meu almoço sendo preparado 🙂

Delícia!

Delícia!

Aceita um grilo frito?

Aceita um grilo frito?

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O mercado central em si não achei nada demais, porém para quem gosta de souvenirs, pedras de jade e bugigangas lá é o local. Voltei caminhando para o hostel e explorando as ruelas até chegar a minha rua.

As freiras andando pelo mercado central e recolhendo doações.

As freiras andando pelo mercado central e recolhendo doações.

No dia seguinte fui visitar o principal templo do país a Shwedagon Pagoda, para chegar lá pretendia ir caminhando, porém o sol era forte e Yangon não é uma cidade muito pequena, então acabei indo de táxi. Para visitar o templo custa 10 dólares e deve-se ter os ombros e pernas cobertas (eu acabei tendo que “alugar” um lenço para cobrir as pernas). O local é enorme e a maioria são locais e peregrinos, e com certeza vale a visita. Saindo do templo, fiquei sabendo sobre uma exposição fotográfica que estava acontecendo no Museu Nacional, e fui visitar e gostei muito também.

A Pagoda

A Pagoda

Os monges

Os monges

Já tinha passado dois dias inteiros em Yangon e não tinha mais muito para se ver, porém como já tinha comprado passagem para o Inle Lake só para o dia seguinte, aproveitei para ir ao cinema, descansar, trabalhar etc.

Super recomendo Yangon, e como comentei 2 dias são suficientes 🙂

Próxima parada Inle Lake.

Prometo que irei atualizar mais o blog!

Cheers,

F. ❤

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