Roteiro para 30 dias no Sudeste Asiático!

Eu fui uma grande felizarda em poder explorar o Sudeste Asiático ao longo de 8 meses, porém sei que pouquíssimos tem esta quantidade de tempo e infelizmente devem se contentar em escolher quais lugares exatos ir, em apenas 30 dias, durante as férias do trabalho e/ou estudos.

É possível conhecer a região em 30 dias? Não, é claro. Porém é possível passar por lugares incríveis e sim conhecer cidades e pessoas que farão com que você ainda volte para esta região, assim que possível.

Assim como um roteiro na Europa, é muito melhor tentar se concentrar em 3-4 países, ao invés de 10, pois assim você realmente não irá conhecer nada, a não ser que você seja o tipo de turista que só se importa em ter uma foto no ponto turístico X e segue adiante.

Este roteiro varia em relação ao que você busca neste subcontinente. Você quer ver de tudo um pouco? Praias belíssimas, templos reluzentes, prédios futurístico? Baladas históricas, passeios feitos SÓ para os turistas?

As opções são inúmeras, e é difícil eu selecionar quais são os lugares mais tops que eu voltaria caso eu tivesse apenas 30 dias, mas vamos lá:

Chegaria por Bangkok (Tailândia) – 2 dias

Seguiria para Chiang Mai (Tailândia) – 3 dias

Voaria para Yangon (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Bagan (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Mandalay (Myanmar) 2 dias

Voaria para Hanói (Vietnã) – 2 dias

de Hanói sai o tour para Halong Bay – 2 dias

quando voltasse para Hanói vindo de Halong Bay, pegaria o bus noturno para SAPA (trekking)- 3 dias

Voaria para Hoi An (o aeroporto fica em Danang) – 4 dias

Voaria para Siem Reap (Camboja) – 3 dias

Voaria para Krabi (Tailândia) –  3 dias

Koh Pi Pi – 2 dias – Retorno para Bangkok para pegar o vôo de volta.

30 DIAS!

Este é um roteiro BEM intenso e que se for incluir o tempo gasto com transfers, talvez não seja possível e uma cidade teria que ser cortada.

É um roteiro que não esta incluso muita praia, então se você busca mais praias este roteiro teria que ser adaptado.

É claro que Malásia, Cingapura e Indonésia são incríveis, porém par suma primeira viagem para a região, escolhas devem ser feitas. No total neste roteiro seria possível conhecer bem 4 países.

Espero que este roteiro ajude algum de vocês que está planejando um mochilão para esta região 🙂

Qualquer dúvida, ficarei feliz em ajudar.

Ps.: Tirando Krabi e Koh Pi Pi, na Tailândia, todos os outros lugares eu fui e é possível encontrar mais informações aqui no blog.

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Cheers,

F. ❤

Hostels? Minhas dicas e experiências

Faz parte da realidade dos mochileiros que viajam com um orçamento apertado, ficar em albergues (eu prefiro chamar de hostel). É bem mais barato que um quarto de hotel, você conhece outros viajantes, alguns organizam festas ou tours, etc… e é especialmente mais viavel para aqueles que viajam sozinhos, como eu. Acho que a primeira vez que fiquei em um hostel foi em Miami em 2008, junto com minha irmã Fernanda, desde aquele época já perdi as contas em quantos hostels fiquei, mas com certeza foram muitos.

Qualquer lugar que eu vá, pode ter certeza que um dos primeiros sites que checo é o hostelworld.com site onde eu faço minhas reservas, sempre com base nas resenhas de outros viajantes, o que eu acho fundamental. Entre os pontos que mais valorizo estão: limpeza e localização. É baseado nisso que em geral faço minhas escolhas.

Tenho preferencia tambem por dormitórios só para mulheres, pois me sinto mais confortável, se tiver que trocar de roupa não tem problema, você coloca o pijama que quiser, etc… Fora que em geral homens roncam mais! Também tento escolher quanto menos cama, melhor, em geral um dormitorio não terá menos que 4 camas, podendo chegar até 22–28! A lógica é que quantos mais gente, mais barulho, mais agendas e horários diferentes e menos paz para dormir. Até agora que eu me lembre o dormitório com mais gente que dormi foi em Manila, nas Filipinas, onde fiquei em um quarto para 16 mulheres! Até que não foi tão traumático, mas o banheiro era impossivel ficar limpo, com este tanto de gente. Já fiquei em muito quarto mixto também e não tenho problema com isso até porque todas minhas histórias mais doidas em hostels foram causadas por mulheres!

Já tive experiências bizarras em hostels e olha que em geral tento escolher os que não são publicamente posicionados como party hostels, pois nesses sim, deve acontecer de tudo! Em janeiro quando fui para Londres com minhas irmãs, ficamos em em dorm feminino para 10, e se eu consegui dormir 1 noite inteira foi muito, pois era uma mistura, tinha a chinesas que ficavam até tarde fazendo compras e chegavam no quarto e queriam arrumar TODAS as sacolas (peguei trauma de barulho de sacola! E de fato chineses não tem muita noção e falam alto e fazem barulho sem se preocupar com os outros!), tinha uma vovó (sério ela tinha uns 60 anos) que roncava mais que um trator e a cereja do bolo, ou a historia mais inacreditável foi de uma menina X que trouxe um “amigo” durante a noite e não se importou que as beliches eram uma coladas na outra e fez o que bem queria, se é que me entendem! Pelo que analisei (parece até coisa séria ahahha) na Europa em geral os mochileiros vão para festar ou no caso dos asiáticos para fazer compras… Isso generalizando muito grotescamente, então acho que o povo não tem uma etiqueta mais sociável e respeitosa (tirando se você quiser festa) nos albergues, algo diferente aqui pela Ásia.

Aqui o povo, em geral sabe que uma noite bem dormida é valioso, pois viajar por aqui é muito mais trabalhoso do que na Europa, é claro. Tirando os Irlandeses, Britânicos e Australianos que são os que vêm até a Ásia só em busca de droga e cachaça barata o resto sabe balancear melhor. Nossa já divaguei demais hahah mas é para dizer que eu admiro os viajantes que respeitam os demais que estão no mesmo dorm. Desde que estou viajando pela Ásia tem sido tranquilo, a não ser em Hanoi quando estava em um dorm com uma louca, sério ela tinha problemas e nem o pessoal do hostel sabia o que fazer com ela, ela se trancava no banheiro, no escuro com o chuveiro ligado, e tinha alugado um moto na cidade e não queria pagar, até que a policia a levou até o hostel e fez eles pagarem! Entre outras coisas… Eu não dei muito papo pra ela, mas fiquei feliz que tinham outras pessoas dormindo junto no mesmo quarto! E mais recente (tipo, ontem) um grupo de 4 irlandesas voltaram mucho locas da balada, tudo bêbadas, fazendo barulho é claro, até que elas pareciam estarem dormindo quando uma delas abaixou as calças e fez xixi no meio do quarto! Depois ela deitou encima das malas (delas) e foi bater na porta para alguém abrir, mas detalhe: ela já estava do lado de dentro! É engraçado para não dizer trágico! Mas eu já estava de saco cheio, pois tinha que acordar cedo para ir mergulhar e fiquei umas 2–3 acordada enquanto tudo isso acontecia, isso porque essa mesma menina tinha trazido um rapaz para o quarto (que também estava hospedado no hostel) e ai o segurança teve que vir umas 2 vezes retirá-lo, pois não é permitido.

Anyway, depois de toda essa novela, hoje em dia não viajo mais sem tampão de ouvido (isso é vida!) e tapa olho. Não uso sempre, mas quando vejo que vou precisar, entro na minha “bolha” e durmo feliz 🙂

Fora isso eu curto ficar em hostel, já conheci muita gente bacana, pessoas que estão dando a volta ao mundo, ou simplesmente curtindo as férias. É uma oportunidade incrivel para conhecer pessoas incríveis e eu tento estar aberta a isso… Confesso que após tanto tempo viajando você já sabe como vai ser a conversa inicial (pra onde vai, de onde veio, há quanto tempo esta viajando, de onde vem, etc) e não é sempre que tenho ânimo, mas faz parte.

Recomendo ficar em hostel pela experiência e hoje cada vez mais eles estão ficando mais confortáveis e é claro o bolso agradece 🙂

Tinha tirado fotos ótimas para mostar o hostel em que estava, onde o episódio das bêbadas aconteceu, porém tive meu celular roubado em Manila 😦 então vou colocar uma foto do hostel que estou neste exato momento.

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Adoro quando tem esta “cortina” é ótimo para dormir tranquilo. Neste também tem luz e tomada individual, o que é 10! Ah by the way, este hostel é em Kuala Lumpur, Malásia.

Ps. Estou mega atrasada nos posts, pois estou sem meu computador há uns 12 dias 😦 no momento esta no concerto, então vou tentar atualizar aqui pelo iPad para não ficar mais atrasado ainda. 🙂

Cheers,

Flavia

Koh Chang, Thailand

Tinha programado alguns dias de descanso antes de iniciar minha “jornada” e em minha mente isso seria perfeito com sun, sand and sea (sol, areia e mar), ou seja, praia!

Queria ter ido inicialmente para a região do mar de Andaman na Tailândia (Phuket, Krabi, etc), porém deixei para comprar os tickets muito em cima da hora e já estavam caros (e é muito longe para ir de ônibus de Bangkok), então acabei escolhendo Koh Chang, que li em vários blogs dizendo que era um lugar lindo etc e por sua vez, estaria perto da fronteira com o Camboja, meu próximo destino.

Sai de Bagkok com um ônibus público (muito bom por sinal) a passagem custou 275 Baht (R$ 20,00) e após umas 5 horas de estrada o motorista nos largou no pier para pegar a balsa para Koh Chang. Sim, Koh significa ilha e esta é a 2o maior ilha da Tailândia. Changando no pier uma chuva tenebrosa estava caindo, o que não é o clima ideal para pegar uma balsa no Golfo da Tailândia, certo? Graças a Deus, depois de esperar mais ou menos 1 hora o tempo melhorou e lá fomos nós na balsa. Após 45 minutos, desembarcamos na ilha.

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DSC_1893 Chegando na ilha

 

Já tinha feito reserva em um dos poucos hostels de lá e sabia que teria que pegar um “taxi” para chegar até lá. Os taxis de lá são pick-ups onde eles levam várias pessoas ao mesmo tempo (já tinha usado algo assim no norte da Tailândia em Chiang Mai), quando chegamos então, eu e mais os outros 4 turistas, mais uma thai, negociamos para o motorista nos deixar em nossos destinos, a negociação foi dura, pois ele queria esperar a próxima balsa, isso já era por volta de 17h, sendo que saímos de viagem as 9 da manhã, ou seja, já estacamos todos muito cansados. Enfim, conseguimos negociar, mas eu tive que pagar mais que todos, pois meu hotel, supostamente era o mais longe. E sim, era! Era no sul da ilha na praia de Bagbao, e do pier até lá demorou algo como 1 hora! Em uma estrada cheia de curvas e montanhas, o que não foi muito confortável.

Bom, resumindo, agora é a época de monções no Sudeste asiático, isso significa: chuvas. Eu cometi um erro básico em não verificar a previsão do tempo e desde que cheguei no pier na ida, até o momento da volta, não parou de chover! Ou seja, meus planos de curtir uma praia paradisíaca foram por chuva abaixo 😦

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O amigo que encontrei na Public Beach

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Lonely Beach

Nisso acabei encurtando minha estadia na ilha, pois além de não poder curtir o que tinha planejado, lá é muito difícil de se locomover e caro! A não ser que você alugue uma moto, o que não é o meu caro (por enquanto). Fora o fato de que eu estava quase que na última praia, longe de tudo. Então acabei ficando só 2 noites na ilha então na manhã de domingo dia 15/06 comecei outra peregrinação, desta vez rumo ao Camboja (tema do próximo post).

A ilha é muito bonita de fato, com muito verde e praias lindas. Tem uma vibe meio hippie e imagino que na alta temporada deva lotar de gente. Consegui caminhar um pouco fui até a public beach, que era a mais próxima do meu hostel (uns 20 min caminhando) e fui à lonely beach, uma das mais famosas. A água estava até quentinha, porém com aquele clima nublado, não tive vontade de me aventurar.

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Mango Lassi. Essa é uma bebida típica indiana que tomei em Lonely Beach, uma delícia!

Pelo que vi existem tours de barco para passar o dia fazendo snorkeling etc, o que teria sido muito divertido.

O hostel que fiquei chama Asia’s Backpacker e reservei o dormitório feminino, porém como é baixa temporada tive o quarto só pra mim 🙂

Porém uma coisa triste que vi é que por ser uma ilha, eles enfrentam dificuldade em gerenciar o lixo e por vezes caminhando, existem concentrações de lixo em diversas partes da ilha. Inclusive perto dos rios e do mar, muito triste ver uma ilha tão linda, cheia de verde, porém cheia de lixo.

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Aqui tinha um riacho, cheio de lixo e mais ao fundo é possível ver a pilha de sacos de lixo.

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A praia!

Apesar de tudo não me arrependo de ter ido, porém se eu tivesse verificado a previsão do tempo teria escolhido não ir, uma vez que é um local de difícil acesso e a não ser que esteja sol, não há muito o que fazer.

See ya!

F.

Bangkok again

Saindo do Laos, com uma mala de uns 30Kg mais uma mochila de 50L (de uns 10kg) sabia que minha melhor opção seria ir via trem, uma vez que desta forma posso levar o quanto quiser de bagagem (o quanto meus braços conseguirem carregar) e foi isso que fiz.

Comprei a passagem com uma agência em Vientiane por 850 Baht (uns R$ 60,00) que incluía me buscar em casa (em uma van), me deixar na estação de trem de Vientiane onde peguei um trem que foi super rápido, uns 15 minutos, só para cruzar a ponte da amizade para a Tailândia e lá dei entrada no país e esperei mais um pouco até pegar o trem do trecho Nong Khai-Bagkok. Engraçado foi na entrada da Tailândia, como agora com o “golpe de Estado”, são os militares os responsáveis em monitorar as fronteiras, quando eles viram que eu era Brasileira, não teve um que não ficou animado, e não falou algo como: Copa do Mundo, Brasil o melhor, Neymar, etc. Achei o máximo! ahahha

A viagem foi tranquila, tudo bem que foram 12 horas, mas a poltrona do trem virava uma cama, até que confortável, então com a ajuda de um dramin 😛 dormi quase a viagem inteira, até as 6 da manhã quando cheguei em Bagkok.

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No ínicio, as poltronas.

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Depois, as camas. Eram “2 andares”.

Minha principal intenção de ir a Bangkok era renovar meu passaporte, pois só me restava mais uma página, e guardar minha mala grande lá, pois meu vôo de retorno à Europa (onde estudo) sai de lá. Enfim, no mesmo dia que cheguei logo cedo já fui direto a Embaixada Brasileira, que era bem pequena até. Tipo um escritório dentro de um prédio comercial, e os funcionários, pelo menos os que eu vi, eram todos tailândeses e falam um português bem fofo. Fiz todos os tramites e como havia me informado pelo website, o passaporte demoraria 3 dias úteis para ficar pronto. Para minha surpresa, em menos de 1 hora já estava eu, saindo com meu novo passaporte em mãos. Brasileiros+tailandeses = muita eficiência!

Na verdade, como a moça que me atendeu sabia que eu não morava lá, ela falou que iria agilizar pra mim, porém nunca pensei que seria tão rápido. Saindo de lá peguei o metro e fui para o Siam Square, uma área de shoppings de Bangkok. Sim, shame on me, que vergonha, confesso, eu estava necessitada de uma ida ao cinema, depois de mais de 4 meses sem ir hahaha 🙂

 

Existem vários shoppings ali, um mais chic, outro só de roupas, outro com aquário, etc, as variedades são intermináveis. Fiquei super surpresa e me senti, agora sim, em uma Ásia super moderna no estilo Japão. Precisava comprar algumas coisas para minha viagem, então andei por todos os shoppings até não aguentar mais. Existe lá perto um shopping enorme chamado MBK, que é mais popular e vende de tudo!

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Tive que registrar 😛 No shopping chic, tinha a privada “Japonesa”, no mínimo divertido!

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Saindo do MBK estava rolando um live de Muay Thai, o boxe tailandês, tradicional aqui, como o nome já diz. Eu nunca tinha visto e apesar de não gostar de luta, curti assistir a uma “partida”. Apesar desta foto, quem ganhou foi o de vermelho 🙂

Acabei conseguindo ir ao cinema só no dia seguinte, e tive uma das experiências mais “diferentes” para não usar a palavra bizarra, de meu tempo pela Ásia. Primeiro que a sala do cinema, abre exatamente no horário que o filme está marcado, então enquanto as pessoas estão entrando para procurar sue assento, os trailers já começaram. Isso (os trailers) duraram acho que uns 25-30 minutos, sério! Ai, a parte bizarra, antes do filme começar começa a passar um filme com o hino da realeza de fundo e TODOS ficam de pé em reverência ao Rei. Estou falando de uma sala de cinema gigante, com umas 300 pessoas (ok, não tenho idéia de quantas eram, mas este é meu chute), claro que eu levantei imediatamente e fiquei num misto de não sabia se tentava tirar uma foto ou filmar este momento, se ria, sei lá. O filme mostrava imagens do Rei, fazendo boas ações ao longo de sua vida, etc.. Só sigo que foi uma experiência cultural inesquecível! ahhaha

Neste mesmo dia, mais cedo, eu levei minha mala para guardar em um lugar de self-storage (tipo depósito), foi a melhor opção que encontrei, pois guardar no aeroporto sairia muito caro, e em alguns albergues eles até aceitam guardar, porém como teria que deixar por um período longo (talvez 5 meses), acabei preferindo esta opção.

Acabei ficando em Bangkok menos tempo do que eu havia previsto, já que meu passaporte ficou pronto the flash. Desta vez não visitei nada “turístico” e me concentrei na parte mais moderna da cidade. Foi quase como conhecer uma nova cidade, adorei. O hostel que fiquei foi super bom, chama We Bagkok Hostel (http://www.we-bangkok.com) e ficava perto de uma estação de skytrain (acho que seria algo como o monotrilho) então era fácil se locomover. Foi lá que na madrugada do dia 13 de junho, assisti o jogo do Brasil! 🙂

No dia seguinte (14/06) fui cedo para a estação de ônibus para ir para Koh Chang, uma ilha no Golfo da Tailândia, mas que fica para o próximo post (Y)

Até breve,

F.

Passeios em Chiang Mai, Tailândia

Tenho que registrar logo como foram os passeios que fiz em Chiang Mai, se não cairão no esquecimento 😛

Quando decidi que iria para Chiang Mai, tinha certeza que queria ir até Chiang Rai, um outra cidade há 2 horas de distância pois ver o templo branco, estava na minha “lista de coisas a fazer na Ásia”. Quando descobri que existiam tours que te levavam até lá e depois voltavam para Chiang Mai (a cidade em que estava hospedada) foi a combinação perfeita.

Porém o tour não inclui só a ida ao templo, inclui também outras coisas que não gostei tanto e vou explicar o porque.

O dia começou bem cedo com o guia nos buscando na pousada (acho que as 7:30) e depois que buscamos os outros passageiros dirigimos 1 hora até no primeira parada que era para ver uma “hot spring” que é um fonte natural de água quente. Nada de mais, porém já existem várias lojas ao redor, vendendo comida e souvenir e o local também serve de parada para ir ao banheiro. A fonte em si a água parece ser bem quente e o mais legal (e criativo) é que existem várias senhoras vendendo ovos, de galinha e de codorna, para você cozinhar ali direto na fonte!

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Essa é a “fonte”! Dá para ver o tanto de lojas que existem e todas as vans dos tours param ali, tudo estratégicamente pensado.

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Cozinhando os ovos!

Saindo de lá seguimos mais uma hora de viagem até chegar ao templo branco. Que é algo indescritível. Ele foi construído de presente ao rei da Tailândia há mais de 20 anos, porém até hoje ainda não foi concluido. Em alguma partes ele é bem macabro, porém como é tudo super branco é difícil perceber. Dentro do templo é mais bizarro ainda, pois existem pinturas na parede, que infelizmente não deixam tirar foto, mas que envolve desde hello kitty até Michael Jackson. É como se fosse uma galáxia com vários personagens contemporâneos. Bizarro!

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Chiang Mai, Tailândia

Aproveitei o feriado de 1 de Maio e pedi para o meu chefe, para tirar a sexta-feira dia 02 de folga, e como tinha que sair do país para renovar meu visto (ainda tenho que escrever sobre isso), resolvi ir conhecer o norte da Tailândia. Seriam cerca de 14 horas de viagem, de onibus, porém convidei uma amiga (ela é de Hong Kong, porém está fazendo estágio no Laos, assim como eu) e fomos.

A principal cidade do norte da Tailândia é Chiang Mai, conhecida por seus 300 templos e por oferecer inúmeras opções de passeios. Chiang Mai significa “cidade nova” e tem uma grande importância histórica para o país, pois já foi uma das capitais. A cidade me surpreendeu positivamente. A Tailândia como um todo é muito mais desenvolvida que o Laos, e é só atravessar a fronteira que é como se eu estivesse uns 10 ou 20 anos no futuro. Não que seja algo incrivel, é só que comparado ao Laos, essa é a sensação que eu tive.

Minha viagem iniciou com 1 onibus saindo de Vientiane, Laos para Udon Thani, cidade a cerca de 2 horas daqui, e de onde iriamos pegar um onibus noturno para Chiang Mai. Chegando a rodoviária só 2 empresas oferecem o trajeto, uma já estava com o onibus lotado e a outra só tinha 1 assento disponível. Como eramos em duas, estavamos em uma situação complicada. Porém nos ofereceram a “cama” que fica atrás do motorista. Nem sei direito explicar, mas é um espaço que fica atrás do motorista (era um onibus de 2 andares) como se fosse uma cama. E apesar de meio contrariada acabamos resolvendo comprar a passagem, que não teve desconto nenhum (apesar de que tentamos) e custou 888 Baht (R$ 60,00). A viagem foi tranquila, as estradas na Tailândia são muito boas, e em grande parte a estrada é pista dupla. Saimos as 20h30 e chegamos 8h30, 12 horas depois. Chegando na cidade negociamos com um tuk tuk e fomos para uma pousada (guesthouse) a qual eu tinha anotado o endereço porém não tinha feito reserva. Chegando lá eles tinham quartos disponíveis 🙂 e só tivemos que aguardar a hora do check in.

O lugar que fiquei se chama Julie Guesthouse e recomendo. Pagamos na diária para um quarto duplo “superior” 350 Baht (R$ 24,00) dividido por 2 pessoas, preço ótimo né? O quarto era simples, escolhemos a opção com ventilador e banheiro privativo. Não inclui café da manhã mas lá mesmo eles oferecem este serviço por um preço economico. No lounge principal os mochileiros ficam lá conversando, e aproveitando o wi-fi. Neste mesmo “hotel” eles organizam varios tours, mas acabamos não comprando lá apesar de que os preços são todos meios que parecidos se comparado com as outras agências de turismo.

Neste primeiro dia em Chiang Mai, alugamos uma bicicleta por 50 Bath por 24 horas (R$ 3,50) para explorar a cidade. Logo no ínicio fomos conhecer um dos principais templos da parte antiga da cidade (o centro antigo é uma como se tivesse muros, no estilo cidade medieval). Bom, o templo (Wat Chedi Luang) era bem bonito, com várias árvores ao redor e lá tinha também a opção de sentar e conversar com monges. Pelo que entendi é um programa onde os monges ficam lá à disposição para conversar sobre a vida deles, o budismo, etc e eles aproveitam para melhorar e praticar inglês. Sempre tive curiosidade de conversar com um monge e aproveitei esta oportunidade é claro!

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Primeira refeição em Chiang Mai, um restaurante que só vende pho (essa sopa de macarrão), muito bom!

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Dentro do templo. Estes papéias no teto são pedidos de oração.

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Ao redor to templo, tinham várias desta árvore linda.

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Wat Chedi Luang

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É muito comum ter este tipo de estátua dentro de alguns templos, é bem bizarro, pois é feito de cera e parece super real. Em geral é a estátua de algum monge muito respeitado que morreu.

Eu e Louisa (minha amiga) sentamos e conversamos por um longo tempo, acho que foi umas duas horas, com um monge que tinha 21 anos e era originalmente do Laos. Perguntamos várias coisas, mas o inglês dele não era muito fácil de entender então algumas coisas só fingiamos que tinhamos entendido ahhaahah. Enfim, ele é monge há uns 6-7 anos e contou um pouco sua rotina. Acordam cedo, alguns saem do templo para recolher comida (como expliquei no post de Luang Prabang) e depois fazem suas orações, estudam, almoçam (termina por ai as refeições do dia, depois só podem líquidos), ajudam a limpar e cuidar dos templos, têm também seu tempo livre, e é mais ou menos isso. Ele está concluindo seus estudos e pretende estudar negócios. Muitos viram monges pois é uma oportunidade de receber uma boa educação e depois com seus 20 e poucos voltam a “vida normal”. Perguntei a partir de que idade um rapaz pode virar monge e ele disse que a partir da idade que ele sabe cuidade de si próprio, ou seja meninos com 7 ou 8 anos já podem. Eles estudam também bali (que até o final da conversa eu achava que era uma lingua de Bali na Indonésia, mas não… ahha) esta é a lingua de Buda, e a lingua na qual esta escrito os ensinamentos deles.

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Cartaz convidando para sentar e conversar com os monges.

Tentamos entrar em assuntos mais complexos, do tipo o que é felicidade pra você, o que acontece depois da morte, etc, mas para minha surpresa ele não nos deu nenhuma resposta super filosófica, e parece ter as mesmas dúvidas que qualquer pessoa. Mas algo que ele sabia de cor era a escalação da seleção brasileira, que ele fez questão de compartilhar comigo! ahhaha Perguntei se ele jovaga futebol, mas os monges da Tailândia não podem fazer nenhum exercício físico (ele disse que os monges do Nepal podem!). Enfim, foi um papo interessante e valeu a experiência.

Depois disso, fizemos vários pit stops para tomar shakes de frutas, algo muito comum aqui e que custam super barato tipo 40 Baht (R$ 2,00). Aproveitamos e fomos conhecer o Night Bazaar. Que é uma feira que acontece todas as noites, com inúmeras barracas vendendo os mais diversos produtos. É uma feira mais para gringo (falang em Lao), então tem bastante produto falsificado, mas tem também artesanato e opções para comer.

Aproveitamos que estávamos lá e negociamos com uma agência alguns passeios que queriamos fazer. A agência fica lá na rua principal do Night Bazaar e se chama Topper Tours  e a gerente “Laura” foi bem atenciosa. Como já eram quase 10 da noite e queriamos fazer um tour no dia seguinte, apesar disso deu tudo certo. O preço deles também era bem competitivo e conseguimos negociar.

No final pagamos 1100 Baht (R$ 75,00) para o tour para Chiang Rai que contarei em detalhes no próximo post e 900 Baht (R$ 61,00) para o outro tour que tinham milhões de atividades envolvidas e que também contarei em outro post.

Bom, dos 4 dias que tivemos em Chiang Mai, 2 foram destinados a fazer os tours e outros 2 para conhecer a cidade. Mas se tivesse uma semana ainda sim teria coisa para ver por aqui. A cidade em si é super fofa, e muito bem preparada para o turismo, talvez nem sempre do jeito mais sustentável. Nos sábado a noite acontece uma outra feira, Night market, que este sim pude ver muito mais locais, e os produtos vendidos eram diferentes, o que eu gostei. A feira é enorme, tem barraca de tudo que você imaginar, além de massagem ali na rua mesmo (eu fiz e foi maravilhoso! E o melhor 150 Baht (R$ 10,00) por 1 hora!), além de diversos tipos de comida. A feira termina lá por 23h e quando saímos já estavam fechando tudo. Eita povo que trabalha hein! No domingo tem também uma outra feira, na rua principal da cidade antiga, mas esta conseguimos ver só um pouco, pois tinhamos que pegar nosso onibus de volta.

No domingo, depois de 2 dias destinados aos tours, fomos conhecer o templo mais importante de Chiang Mai que se chama Wat Phrathat Doi Suthep. Fica no alto de uma montanha há uns 20 km da cidade. Para chegar é meio chato, pois 1o pegamos um “taxi” (que nada mais é do que umas pick ups vermelhas que tem aos montes na cidade e que fazem o serviço de transporte público, e que são mais baratos do que os tuk tuks), que custou 30 Baht até o zôologico e de lá eles organizam para levar 10 passageiros nas pick ups, até o alto da montanha e custa fixo 40 Baht. Só que nesta ida, passei bem mal, pois é só curvas! Foi tenso. Na volta pagamos 70 Baht para o motorista nos levar direto ao centro da cidade onde tinhamos deixado nossas bicicletas. Ou seja ida e volta custou 140 Baht (R$ 9,60). O templo em si vale a pena a visita, pois principalmente no domingo, muitos locais estão no lugar fazendo suas preces e rituais. Lá do alto da também para se ter uma vista panorâmica da cidade (a detalhe: depois de subir de carro, ainda tem uma bela escada pela frente).

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Escadaria para subir ao templo.

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Vózinha ascendendo uma vela.

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Mais algum dos rituais que os budistas fazem no templo. Este em si é para obter vida longa.

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A estopa principal do templo.

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Vista panorâmica de Chiang Mai.

Bom depois disso fomos comer na região de Mun Mueang, um dos portões para entrada na cidade antiga, onde haviam várias barraquinhas de comida e artesanato. De lá fomos pegar nossas mochilas no hotel e fomos para a rodoviária, compramos nossa passagem 2 dias antes pois estavamos com medo de ter que ir na “cama” da vinda e pagamos 646 Baht (R$ 44,00) e foi bem tranquilo, servem até lanchinho.

Foi até dificil se despedir de Chiang Mai. A cidade é linda, inúmeras opções de passeio, hospedagem, restaurantes, cultura, etc. Fora que nossos olhinhos brilharam ao ver um starbucks (apesar de que nem comemos nada lá), ou de ver um supermercado descente (esse sim foi uma emoção) e de poder comprar em uma Boots (farmácia inglesa que tem aqui também). A cidade tem também shoppings modernos, porém com tanto coisa pra ver, não ia “perder meu tempo” com shoppings né? #evoluçãodaespécie

Fiquei muito feliz também de ter viajado com uma amiga, apesar de gostar de viajar sozinha, é bom ter alguém para compartilhar e trocar experiências. Aprendi bastante coisa e pude ensinar também. Nos divertimos bastante e aproveitamos para recarregar nossas baterias para voltar ao Laos renovadas 🙂

Tailândia I love you ❤

Bangkok!

Escrevo aqui de Bangkok, ao fim de minha terceira noite aqui. Sinto que as primeiras 24 horas foram de puro estado de choque. Um baita choque cultural!

Já comentei com várias pessoas minhas primeiras impressões sobre esta cidade, mas quero deixar registrado caso no futuro eu deseje reler. No inicio me sentia em outro planeta, agora também, mas de alguma forma já os entendo melhor. Tudo que eu já havia lido a respeito sobre os possíveis “esquemas” que tentam passar nos turistas, de fato acontecem. Chegando o primeiro taxi, que já estava com minha mala no porta-malas ofereceu que me levaria por 300Baht (sendo que o albergue onde ficaria, me alertou que não deveria custar mais que 150Baht), falei que não, ele não quis ligar o táximetro, então tirei minhas coisas e uma moça me ajudou a pegar outro taxi. Esse sim, ligou o táximetro e foi simpatico, na medida do seu inglês zero, e no final paguei 100Baht pela corrida.

O albergue onde estou ficando é excelente, chama Chern Hostel e com certeza eu voltando para Bangkok, ficarei aqui. Chegando no hostel já fiz amizade com a chinesa que estava dividindo o quarto comigo e saímos para jantar. Fomos a um restaurante indicado pelo albergue e experimentei o famoso prato tailândes que chama Pad Thai e é uma delicia! Macarrão feito de arroz, legumes e camarão.

Nos outros dois dias visitei os pontos turísticos da cidade, que incluem diversos templos budistas e mercados. Nunca vi tanto buda, tanto ouro, tantos adornos etc.. foi mais um choque. Um país com pessoas tão pobres financeiramente, se inclinam todos os dias diante de um buda gigante feito de ouro maciço. Irônico no mínimo.

Fora ao Pad Thai, simplesmente não tive coragem em me aventurar em quase mais nenhuma comida Thai, apesar de que a oferta é enorme, pois a cidade mais parece uma grande feira livre, onde barracas de comida se acumulam por toda calçada. Confesso que me faltou coragem, pois comer algo completamente desconhecido, que está sendo cozinhado ali no meio da rua, não é pra mim, por enquanto…

Fora isso outra coisa que me chamou a atenção é que os tailandeses e asiáticos em geral, vejo isso pelos que estão visitando o país, se protegem muito do sol. Muitos andam pelas ruas com casacos num calor de mais de 30 graus, e super abafado! Fora isso, sempre estão com os rostos brancos devido aos cremes que passam, não só para se proteger do sol, mas também para clarear mais a pele, no supermercado estes produtos lotam as prateleiras. Pelo que li, aqui não é muito bem visto ter a pele morena, pois significa que você vem do campo.

É uma região bem barata para se viajar e fazer compras, as compras deixo para a próxima, já que já estou acima do meu limite de peso permitido em minhas malas, mas para comer em geral custa entre 2-3 euros, uma corrida de taxi custa 2 euros e 45 minutos de massagem custa 5 euros (esse foi o que eu mais gostei)!

O transito é uma loucura, não há respeito nenhum aos sinais de trânsito e em geral você tem que ir tentando atravessar a rua devagarzinho e os carros vão desviando de você, ou seja é um desafio. Mas sobrevivi. Hoje andei pela primeira vez de tuk tuk (aquelas motos com um estilo de carroceria) e que aventura!

Bom acho que já escrevi demais, vou colocar algumas fotos para mostrar um pouco da cidade e continuo meu relato no próximo post 🙂

Bisous

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