Passeios em Chiang Mai, Tailândia

Tenho que registrar logo como foram os passeios que fiz em Chiang Mai, se não cairão no esquecimento 😛

Quando decidi que iria para Chiang Mai, tinha certeza que queria ir até Chiang Rai, um outra cidade há 2 horas de distância pois ver o templo branco, estava na minha “lista de coisas a fazer na Ásia”. Quando descobri que existiam tours que te levavam até lá e depois voltavam para Chiang Mai (a cidade em que estava hospedada) foi a combinação perfeita.

Porém o tour não inclui só a ida ao templo, inclui também outras coisas que não gostei tanto e vou explicar o porque.

O dia começou bem cedo com o guia nos buscando na pousada (acho que as 7:30) e depois que buscamos os outros passageiros dirigimos 1 hora até no primeira parada que era para ver uma “hot spring” que é um fonte natural de água quente. Nada de mais, porém já existem várias lojas ao redor, vendendo comida e souvenir e o local também serve de parada para ir ao banheiro. A fonte em si a água parece ser bem quente e o mais legal (e criativo) é que existem várias senhoras vendendo ovos, de galinha e de codorna, para você cozinhar ali direto na fonte!

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Essa é a “fonte”! Dá para ver o tanto de lojas que existem e todas as vans dos tours param ali, tudo estratégicamente pensado.

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Cozinhando os ovos!

Saindo de lá seguimos mais uma hora de viagem até chegar ao templo branco. Que é algo indescritível. Ele foi construído de presente ao rei da Tailândia há mais de 20 anos, porém até hoje ainda não foi concluido. Em alguma partes ele é bem macabro, porém como é tudo super branco é difícil perceber. Dentro do templo é mais bizarro ainda, pois existem pinturas na parede, que infelizmente não deixam tirar foto, mas que envolve desde hello kitty até Michael Jackson. É como se fosse uma galáxia com vários personagens contemporâneos. Bizarro!

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Chiang Mai, Tailândia

Aproveitei o feriado de 1 de Maio e pedi para o meu chefe, para tirar a sexta-feira dia 02 de folga, e como tinha que sair do país para renovar meu visto (ainda tenho que escrever sobre isso), resolvi ir conhecer o norte da Tailândia. Seriam cerca de 14 horas de viagem, de onibus, porém convidei uma amiga (ela é de Hong Kong, porém está fazendo estágio no Laos, assim como eu) e fomos.

A principal cidade do norte da Tailândia é Chiang Mai, conhecida por seus 300 templos e por oferecer inúmeras opções de passeios. Chiang Mai significa “cidade nova” e tem uma grande importância histórica para o país, pois já foi uma das capitais. A cidade me surpreendeu positivamente. A Tailândia como um todo é muito mais desenvolvida que o Laos, e é só atravessar a fronteira que é como se eu estivesse uns 10 ou 20 anos no futuro. Não que seja algo incrivel, é só que comparado ao Laos, essa é a sensação que eu tive.

Minha viagem iniciou com 1 onibus saindo de Vientiane, Laos para Udon Thani, cidade a cerca de 2 horas daqui, e de onde iriamos pegar um onibus noturno para Chiang Mai. Chegando a rodoviária só 2 empresas oferecem o trajeto, uma já estava com o onibus lotado e a outra só tinha 1 assento disponível. Como eramos em duas, estavamos em uma situação complicada. Porém nos ofereceram a “cama” que fica atrás do motorista. Nem sei direito explicar, mas é um espaço que fica atrás do motorista (era um onibus de 2 andares) como se fosse uma cama. E apesar de meio contrariada acabamos resolvendo comprar a passagem, que não teve desconto nenhum (apesar de que tentamos) e custou 888 Baht (R$ 60,00). A viagem foi tranquila, as estradas na Tailândia são muito boas, e em grande parte a estrada é pista dupla. Saimos as 20h30 e chegamos 8h30, 12 horas depois. Chegando na cidade negociamos com um tuk tuk e fomos para uma pousada (guesthouse) a qual eu tinha anotado o endereço porém não tinha feito reserva. Chegando lá eles tinham quartos disponíveis 🙂 e só tivemos que aguardar a hora do check in.

O lugar que fiquei se chama Julie Guesthouse e recomendo. Pagamos na diária para um quarto duplo “superior” 350 Baht (R$ 24,00) dividido por 2 pessoas, preço ótimo né? O quarto era simples, escolhemos a opção com ventilador e banheiro privativo. Não inclui café da manhã mas lá mesmo eles oferecem este serviço por um preço economico. No lounge principal os mochileiros ficam lá conversando, e aproveitando o wi-fi. Neste mesmo “hotel” eles organizam varios tours, mas acabamos não comprando lá apesar de que os preços são todos meios que parecidos se comparado com as outras agências de turismo.

Neste primeiro dia em Chiang Mai, alugamos uma bicicleta por 50 Bath por 24 horas (R$ 3,50) para explorar a cidade. Logo no ínicio fomos conhecer um dos principais templos da parte antiga da cidade (o centro antigo é uma como se tivesse muros, no estilo cidade medieval). Bom, o templo (Wat Chedi Luang) era bem bonito, com várias árvores ao redor e lá tinha também a opção de sentar e conversar com monges. Pelo que entendi é um programa onde os monges ficam lá à disposição para conversar sobre a vida deles, o budismo, etc e eles aproveitam para melhorar e praticar inglês. Sempre tive curiosidade de conversar com um monge e aproveitei esta oportunidade é claro!

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Primeira refeição em Chiang Mai, um restaurante que só vende pho (essa sopa de macarrão), muito bom!

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Dentro do templo. Estes papéias no teto são pedidos de oração.

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Ao redor to templo, tinham várias desta árvore linda.

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Wat Chedi Luang

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É muito comum ter este tipo de estátua dentro de alguns templos, é bem bizarro, pois é feito de cera e parece super real. Em geral é a estátua de algum monge muito respeitado que morreu.

Eu e Louisa (minha amiga) sentamos e conversamos por um longo tempo, acho que foi umas duas horas, com um monge que tinha 21 anos e era originalmente do Laos. Perguntamos várias coisas, mas o inglês dele não era muito fácil de entender então algumas coisas só fingiamos que tinhamos entendido ahhaahah. Enfim, ele é monge há uns 6-7 anos e contou um pouco sua rotina. Acordam cedo, alguns saem do templo para recolher comida (como expliquei no post de Luang Prabang) e depois fazem suas orações, estudam, almoçam (termina por ai as refeições do dia, depois só podem líquidos), ajudam a limpar e cuidar dos templos, têm também seu tempo livre, e é mais ou menos isso. Ele está concluindo seus estudos e pretende estudar negócios. Muitos viram monges pois é uma oportunidade de receber uma boa educação e depois com seus 20 e poucos voltam a “vida normal”. Perguntei a partir de que idade um rapaz pode virar monge e ele disse que a partir da idade que ele sabe cuidade de si próprio, ou seja meninos com 7 ou 8 anos já podem. Eles estudam também bali (que até o final da conversa eu achava que era uma lingua de Bali na Indonésia, mas não… ahha) esta é a lingua de Buda, e a lingua na qual esta escrito os ensinamentos deles.

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Cartaz convidando para sentar e conversar com os monges.

Tentamos entrar em assuntos mais complexos, do tipo o que é felicidade pra você, o que acontece depois da morte, etc, mas para minha surpresa ele não nos deu nenhuma resposta super filosófica, e parece ter as mesmas dúvidas que qualquer pessoa. Mas algo que ele sabia de cor era a escalação da seleção brasileira, que ele fez questão de compartilhar comigo! ahhaha Perguntei se ele jovaga futebol, mas os monges da Tailândia não podem fazer nenhum exercício físico (ele disse que os monges do Nepal podem!). Enfim, foi um papo interessante e valeu a experiência.

Depois disso, fizemos vários pit stops para tomar shakes de frutas, algo muito comum aqui e que custam super barato tipo 40 Baht (R$ 2,00). Aproveitamos e fomos conhecer o Night Bazaar. Que é uma feira que acontece todas as noites, com inúmeras barracas vendendo os mais diversos produtos. É uma feira mais para gringo (falang em Lao), então tem bastante produto falsificado, mas tem também artesanato e opções para comer.

Aproveitamos que estávamos lá e negociamos com uma agência alguns passeios que queriamos fazer. A agência fica lá na rua principal do Night Bazaar e se chama Topper Tours  e a gerente “Laura” foi bem atenciosa. Como já eram quase 10 da noite e queriamos fazer um tour no dia seguinte, apesar disso deu tudo certo. O preço deles também era bem competitivo e conseguimos negociar.

No final pagamos 1100 Baht (R$ 75,00) para o tour para Chiang Rai que contarei em detalhes no próximo post e 900 Baht (R$ 61,00) para o outro tour que tinham milhões de atividades envolvidas e que também contarei em outro post.

Bom, dos 4 dias que tivemos em Chiang Mai, 2 foram destinados a fazer os tours e outros 2 para conhecer a cidade. Mas se tivesse uma semana ainda sim teria coisa para ver por aqui. A cidade em si é super fofa, e muito bem preparada para o turismo, talvez nem sempre do jeito mais sustentável. Nos sábado a noite acontece uma outra feira, Night market, que este sim pude ver muito mais locais, e os produtos vendidos eram diferentes, o que eu gostei. A feira é enorme, tem barraca de tudo que você imaginar, além de massagem ali na rua mesmo (eu fiz e foi maravilhoso! E o melhor 150 Baht (R$ 10,00) por 1 hora!), além de diversos tipos de comida. A feira termina lá por 23h e quando saímos já estavam fechando tudo. Eita povo que trabalha hein! No domingo tem também uma outra feira, na rua principal da cidade antiga, mas esta conseguimos ver só um pouco, pois tinhamos que pegar nosso onibus de volta.

No domingo, depois de 2 dias destinados aos tours, fomos conhecer o templo mais importante de Chiang Mai que se chama Wat Phrathat Doi Suthep. Fica no alto de uma montanha há uns 20 km da cidade. Para chegar é meio chato, pois 1o pegamos um “taxi” (que nada mais é do que umas pick ups vermelhas que tem aos montes na cidade e que fazem o serviço de transporte público, e que são mais baratos do que os tuk tuks), que custou 30 Baht até o zôologico e de lá eles organizam para levar 10 passageiros nas pick ups, até o alto da montanha e custa fixo 40 Baht. Só que nesta ida, passei bem mal, pois é só curvas! Foi tenso. Na volta pagamos 70 Baht para o motorista nos levar direto ao centro da cidade onde tinhamos deixado nossas bicicletas. Ou seja ida e volta custou 140 Baht (R$ 9,60). O templo em si vale a pena a visita, pois principalmente no domingo, muitos locais estão no lugar fazendo suas preces e rituais. Lá do alto da também para se ter uma vista panorâmica da cidade (a detalhe: depois de subir de carro, ainda tem uma bela escada pela frente).

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Escadaria para subir ao templo.

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Vózinha ascendendo uma vela.

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Mais algum dos rituais que os budistas fazem no templo. Este em si é para obter vida longa.

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A estopa principal do templo.

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Vista panorâmica de Chiang Mai.

Bom depois disso fomos comer na região de Mun Mueang, um dos portões para entrada na cidade antiga, onde haviam várias barraquinhas de comida e artesanato. De lá fomos pegar nossas mochilas no hotel e fomos para a rodoviária, compramos nossa passagem 2 dias antes pois estavamos com medo de ter que ir na “cama” da vinda e pagamos 646 Baht (R$ 44,00) e foi bem tranquilo, servem até lanchinho.

Foi até dificil se despedir de Chiang Mai. A cidade é linda, inúmeras opções de passeio, hospedagem, restaurantes, cultura, etc. Fora que nossos olhinhos brilharam ao ver um starbucks (apesar de que nem comemos nada lá), ou de ver um supermercado descente (esse sim foi uma emoção) e de poder comprar em uma Boots (farmácia inglesa que tem aqui também). A cidade tem também shoppings modernos, porém com tanto coisa pra ver, não ia “perder meu tempo” com shoppings né? #evoluçãodaespécie

Fiquei muito feliz também de ter viajado com uma amiga, apesar de gostar de viajar sozinha, é bom ter alguém para compartilhar e trocar experiências. Aprendi bastante coisa e pude ensinar também. Nos divertimos bastante e aproveitamos para recarregar nossas baterias para voltar ao Laos renovadas 🙂

Tailândia I love you ❤