Roteiros para quem quer fazer um Mochilão

Lembro ainda hoje de quando voltei do meu primeiro mochilão, lá em 2011. Falei pra mim mesma: olha esse lance de viajar de mochila nas costas é muito legal, mas esse foi meu primeiro e último! Quero algo mais confortável daqui pra frente. hahaha Mal sabia eu que eu faria mais dois depois daquele.

Não sei bem o que mudou, acho que foi simplesmente o fato de amar viajar e como ainda sou nova e não tenho muitos recursos, a forma mais viável para se viajar é estilo mochileiro.

Diria que para fazer um mochilão, não necessariamente deve-se viajar só com uma mochila, vai além, é um estilo de viajar. É viajar com pouca grana, talvez ainda sem ter um roteiro certinho e estar disposto a passar perrengues 😛

Pois então, após muito tempo de abandono que este blog sofreu, resolvei escrever sobre algumas opções de roteiros para quem quer mochilar. Vou falar um pouco por cima, porém depois posso escrever mais a fundo sobre cada local.

1a Opção: America do Sul: Para nós esta pode ser a porta de entrada para quem quer fazer sua primeira viagem como mochileiro. Eu quando fiz meu destino foi: Bolivia e Peru.

Antes disso já tinha feito uma viagem em família e de carro! por Paraguai, Chile e Argentina.

No caso deste 1o mochilão, eu não tinha muito tempo então acabou sendo só estes 2 países em cerca de 15 dias. Para ir começamos cruzando a fronteira Brazil-Bolivia por Corumbá (MS)-Puerto Quijarro. Sou originalmente de Corumbá então pra mim, usar esta fronteira seria o mais obvio. Demos entrada no país, o que pode levar horas, devido as filas e compramos nosso trecho Puerto Quijarro-Santa Cruz de la Sierra, de trem. Eita viagem longa hein! Esse é o famoso trem da morte, hoje em dia recomendo fazer este trecho de ônibus, que é mais rapido e mais confortável. Porém se você quer ter a experiência roots de viajar pela Bolivia vá de trem. A viagem é tranquila, porém o trem viaja bem lentamente, a cada parada surge alguém vendendo frango frito, etc etc.

Não vou entrar em detalhe em cada cidade que passei, isso fica para a próxima, porém foi Santa Cruz de La Sierra – fomos de avião para Sucre, seguimos para Potosí e de la para UYUNI (nosso principal destino na Bolívia era conhecer o deserto de sal!) de UYUNI fomos para La Paz. Não ficamos em La Paz, seguimos para cruzar a fronteiro com o Peru e ficamos em PUNO, para fazer o passeio (pegadinha de turista) no lago Titicaca. De PUNO seguimos para CUSCO, após alguns dias iniciamos a peregrinação para conseguir chegar a MACHU PICHU.

De volta a Cusco, separei do meu grupo, pois tinha que voltar para São Paulo, então peguei um vôo para Lima, consegui ter algumas horas de passeio pela cidade e de Lima voltei para o Brasil. O restante do meu grupo começou o caminho de volta, e pararam em La Paz, onde teve até neve.

Esta é uma viagem bem roots, diria que até mais que Sudeste Asiático. Felizmente como somos hermanos sabemos que tem que estar ligado o tempo todo para ninguém passar a perna na gente, mesmo assim isso acontece. Os onibus são ruins, hospedam também, isso se vc estiver viajando com pouca grana né. Porém vale a pena pois as paisagens são belissimas!

the one and only: Machu Pichu

the one and only: Machu Pichu

2o Opção: Balcãs! Ok eu sei que essa é uma opção super incomum ahaha A maioria das pessoas depois que faz mochilão pela América do Sul o próximo passo é mochilar pela Europa ocidental. No meu caso, eu estava morando na Europa (na Itália) e tinha alguns dias de férias entra Natal e Ano Novo, então pensei, por que não?

Tenho anotado um relato de cada cidade e país que passei e que devo fazer um post em breve, porém eu super recomendo a região. Comida excelente, riqueza cultural, super barato e paisagens de tirar o folego!

Resumidamente meu roteiro foi: Budapeste, Hungria -> Zagreb, Croacia -> Sarajevo, Bosnia ->Mostar, Bosnia -> Dubrovnik, Croacia -> Budva, Montenegro -> Tirana, Albania -> Ohrid, Macedonia -> Escópia, Macedonia -> Sofia, Bulgaria -> Plovdiv, Bulgaria.

Tudo via terrestre, até por que fui sem roteiro definido. Fui sozinha, eu e meu guia Lonely Planet 🙂

Terminei em Plovdiv, na casa de uma amiga Bulgara que estudavamos juntas, então de lá pegamos um avião de volta para a Itália. Eu amei demais essa região! Depois ainda pude ir duas vezes para Sérvia, que vale também a visita (tentei ir neste primeira vez que viajei pela região, mas fui barrada na fronteira, estória essa que fica para a próxima).

Prometo escrever mais sobre cada lugar que passei!

Lago Ohrid, Macedonia!

Lago Ohrid, Macedonia!

3a Opção: Sudeste Asiático! Esse blog começou, no incio da minha aventura de 8 meses por esta região. Já escrevi um roteiro que sugiro para quem tem 30 dias para explorar a região (esta aqui no blog esse post). Esse é um destino muito comum para mochileiros europeus, no nosso caso acredito que o número de brasileiros esta crescendo porém ainda é bem pouco. Ah! tem também muito Australiano por ai.

A região é bem preparada para receber turistas, sendo estes mochileiros ou mais high end. Hostels estão por toda parte e os preços são os melhores. Viajei por 12 países e para isso é necessário tempo, porém mesmo sem muito tempo da para conhecer destinos que você jamais vai esquecer. Só de ir para a Ásia, já é algo que você jamais vai esquecer!

Aqui no blog já tem vários posts falando dos destinos que passei durante este tempo, então fique a vontade 🙂

Bali!

Bali!

Outros destinos: São tantos, mas com mochila nas costas ainda iria para América Central (da para fazer tudo via terrestre), Índia e Nepal, Kenya e Tanzânia, e tantos outros.

Espero conseguir escrever mais aqui no blog!

Bjs,

F.

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Bagan, Myanmar, e seus milhares de templos.

Bagan era o principal lugar que eu queria visitar em Myanmar. No meu guia Lonely Planet, vi uma foto incrível desta cidade, que um dia foi capital do Reino de Pagan (entre os séculos 9 e 13), e onde um dia já houveram mais de 10 mil templos espalhados por sua planície. Hoje o numero de templos diverge, porém dizem ter entre 2 e 4 mil templos remanescentes. A foto deste lugar me encantou, ainda mais pela possibilidades de fazer uma passeio de balão, para assistir o nascer do sol. No entanto, esta euforia passou, logo que descobri que o passeio custava mais de 300 dólares 😛

Bom, viajei como um ônibus noturno, saindo do Lago Inle, até Bagan, onde cheguei lá por 4 ou 5 da madrugada. Não tinha lugar para dormir ainda e os lugares que encontrei estavam meio caro. Uma caminhonete que levava os turistas de pousada em pousada, foi nos levando em alguma opções, até que no final das contas, combinei em dividir o quarto com uma tailandesa que estava na mesma situação que eu, ou seja, pouca grana e precisando de um lugar para dormir.

Não vou recomendar o lugar que fiquei, porém existem inúmeras opções de hospedagem que variam de preços, creio que paguei cerca de 12 dólares, com café da manhã, para dividir um quarto duplo.

Assim que chegamos na cidade, nos foi cobrada uma taxa do governo para visitarmos a região de Bagan (10 dólares), mas diferente de Angkor, não há ninguém verificando se você tem o ticket ou não, porém é preciso pagar.

O local que fiquei é onde estão as pousadas mais baratas, portanto fica mais distante dos templos, o que não é nenhum problema. Por ali é fácil alugar bicicletas elétricas, tipo uma moto, só que mais lenta, por cerca de 5 dólares por dia. É uma delícia dirigir essa motoca pelos templos.

Acabei ficando em Bagan por 3 noites, porém 2 teriam sido suficientes. Fui duas vezes assistir o por do sol, que é belíssimo! Eu sou suspeita para falar, porque adoro ver o sol se pôr, mas lá é especial.

Procure um templo, existem alguns mais famosos por oferecerem uma vista de frente ao sol, chegue um pouco cedo para poder achar um lugar bem confortável, pois pode ter certeza que irá lotar de tudo quanto é tipo de gente, de monges à turistas com suas cameras e tripés.

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No dia seguinte, combinei com algumas meninas que conheci, de irmos ver o nascer do sol. Para isso combinei com a dona da bicicleta elétrica que lá estava me esperando antes do sol nascer, fomos no escuro em direção a um templo. É fácil de achar, pois várias pessoas estão indo na mesma direção. Ah vale dizer que para todos os templos é preciso cobrir os joelhos e os ombros.

E lá ficamos até o sol nascer e mais uma vez foi um espetáculo!

Quando chegamos para ver o nascer do sol

Quando chegamos para ver o nascer do sol

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Não é incrível?

Não é incrível?

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Neste mesmo dia voltei para ver o nascer do sol, só para admira-lo.

 

Meu 1o por do sol.

Meu 1o por do sol.

No dia seguinte, eu teria que esperar até o fim do dia para pegar meu ônibus de volta a Yangon, então fiquei matando o tempo lá pela cidadezinha mesmo, que não tem nada praticamente nada para ver. Se procurar existem alguns restaurantes bem típicos que servem um curry bem gostoso por preços irrisórios, do tipo 2 dólares!

Nos templos principais de Bagan, sempre tem barracas vendendo souvenir, e nos templos onde o maior público vai para assistir o nascer/por do sol, o assédio é grande, de crianças à mulheres, daquele estilo que você acaba comprando coisas que não precisa e/ou nem queria. No final comprei 2 saias típicas de Mynamar e cartão postal.

Os monges de todas as idades

Os monges de todas as idades

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Este rapazinho falou comigo em um dia e no dia seguinte ele se lembrou de mim, ai tive que comprar.

Este rapazinho falou comigo em um dia e no dia seguinte ele se lembrou de mim, ai tive que comprar.

Cheguei em Yangon no dia seguinte bem cedo e meu vôo para Bangkok era só no final do dia. Não tinha onde dormir ou ficar, acabei entrando num parque público onde vários homens e mulheres já faziam seu exercício matinal e lá tirei um cochilo 🙂 depois fui até o hostel que eu já tinha ficado e paguei para poder tomar banho e usar o wi-fi. Dei mais umas voltas e peguei um taxi até o aeroporto.

Yangon

Yangon

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Myanmar esta sem dúvidas no meu top 3 dos países favoritos do Sudeste Asiático! O país mantém toda sua originalidade, tendo sido pouquíssimo afetado pelo Ocidente e foi isso que eu achei o mais bonito de tudo. O povo é de uma receptividade e carinho genuíno, que muitas vezes me deixava sem graça tamanha alegria por nos receber eles demonstravam. O país ainda é pouco desenvolvido, porém já é bem preparado para os turistas, apesar de poucos falarem bem inglês, porém saber sorrir para seus visitantes como ninguém 🙂 ou seja, você deve ir!

<3

Cheers,

F. ❤

Quanto custa um mochilão pelo Sudeste Asiático?

Quis escrever este post para aqueles que sonham com uma viagem pelo Sudeste Asiático, porém acham que é muito caro e só quem é rico pode fazer.

Esta é a região considerada mais barata para quem quer “mochilar” e até para quem quer vir de férias também. É importante que existe uma grande diferença entre estes dois estilos de viagem e um não é melhor ou pior do que o outro. Quem vem de férias quer ter conforto, sombra e água fresca (e comida ocidental em sua maioria), porém se você que vir como mochileiro, a sua intenção maior é conhecer a região e não se importar se terá que dormir com mais 15 pessoas no mesmo quarto, ou comer na rua como os locais, ou ter que viajar 12 horas em um ônibus público. São estilos diferentes.

É bem conhecido entre os backpackers que no SE Asiático um budget de 30 dólares por dia (para tudo!) é possível. E eu confirmo esta teoria (inclusive era possível muita massagem tailandesa e balinesa!). Levando em consideração que se gasta no máximo 10 dólares para acomodação, ainda sobra 20 dólares para o restante, que inclui alimentação (se o hostel oferecer café da manhã é um plus!), passeios, transporte e até souvenirs. É claro que existem dias que irá se gastar mais do que outros, por exemplo se você tiver que pagar 15 dólares em um trecho de ônibus, você neste dia irá acabar ultrapassando seu budget, porém em geral um dia compensa o outro.

No meu primeiro mês de viajem usei um APP no celular para controlar todos meus gastos e depois que peguei o ritmo, não precisei mais.  Já sabia quanto devia gastar em cada refeição e qual passeio valeria a pena ou não.

As contas: 30×31 dias =Us$ 930,00. Neste caso eu recomendaria arredondar para 1000, pois ai você tem um extra que te dará mais possibilidades.

Vale dizer que em lugares onde não há tantas atrações turísticas, como praia por exemplo, eu gastava 20 dólares por dia! Isso é muito pouco!

Em geral a média de preços em todo Sudeste Asiático é a mesma, porém alguns lugares que são mais turísticos que outros, você provavelmente irá gastar um pouco mais. Outros países ainda não são tão preparados para mochileiros e tudo fica um pouco mais caro, apesar de que o único lugar que passei por isso foi nas Filipinas, os demais são mais backpacker-friendly.

Para conseguir manter este budget é preciso estar disposto a comer como os locais  e esquecer as comidas ocidentais (deixe a pizza, hamburger e pasta para quando você voltar) e te digo que isto é a melhor coisa que você pode fazer, pois assim você conhece ainda mais a cultura local e experimenta uma culinária única (e muito deliciosa!)!

É preciso também abrir mão de comprar cada bugiganga que você ver, e olha que é difícil! Mas com este budget ainda é possível comprar alguns souvenirs e camisetas/calças e vestidos ao longo da viagem, já que tudo é muito barato.

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Eu fiz a maioria dos trechos de ônibus, pois eu tinha tempo para isso, porém se você não tem tempo ai vale considerar comprar trechos aéreos e que felizmente também são baratos, pois existem inúmeras cia aérea low cost na região. Quando tive que viajar de avião usei Air Asia que é a melhor low cost e abrange um número enorme de destinos, porém tem que comprar com um pouco de antecedência.

Caso você queria fazer algo mais “extravagante” se programe para isso. No meu caso eu queria tirar meu certificado de mergulho PADI, que custou 400 dólares e é claro que não estava no meu budget mensal, porém me organizei para isso e fiz. Para quem quer fazer algum tipo de passeio mais exclusivo, como cruzeiro, passeio de balão etc, é só se organizar e incluir isto no orçamento.

O que é o mais “pesado” é o trecho internacional, Brasil-Ásia. Neste caso recomendaria chegar ou em Bangkok ou em Kuala Lumpur que são os dois maiores hubs da região e que independente de onde você terminar seu roteiro, são destinos de fácil acesso. Inclusive a Air Asia usa como hub principal Kuala Lumpur.

Uma passagem do Brasil para Bangkok ou para KL comprada com antecedência pode custar entre 1200-1500 dólares. O que não difere muito de uma pessagem para New York, por exemplo.

Bom é isso ai, só para dizer que é muito mais possível do que muitos imaginam 🙂

Cheers,

F. ❤

Georgetown, minha cidade favorita na Malásia!

Saindo de Cingapura (com C ou com S?) no dia 25/08 de manhã cheguei em KL por volta de 13h e fui buscar meu computador que tinha deixado arrumando na assistência técnica e de lá já fui direto para outra rodoviária, Puduraya station, que felizmente ficava a uns 20 minutos andando de onde estava. Chegando na rodoviária comprei o próximo ônibus saindo para Georgetown em Penang, e custou cerca de 35 MRY (uns 10 dólares) e em mais 6 horas de viagem chegava em Georgetown. Este dia em específico foi muito cansativo, pois tinha saído de Singapura as 7:30 da manhã e passei 12 horas viajando.

Bom, cheguei em Penang e a rodoviária ficava longe de onde iria ficar, o hostel que reservei (House of Journey – recomendo!) indicou pegar um ônibus público para chegar até lá, e lógico que foi essa opção que escolhi né? rs. No final, da hora que cheguei na rodoviária até chegar no hostel demorei mais 1:30! Ufa. Felizmente o hostel era bem localizado, próximo a várias barracas de comida de rua, algo que é super famoso em Penang e foi por lá que jantei.

Para explicar melhor, Penang é uma ilha da Malásia (bem grande) e nesta ilha a maioria das pessoas ficam, e é a capital deste estado, é em Georgetown, cidade super fofa e cheia de um estilo próprio que eu adorei. Existem passeios que se pode fazer a partir de Georgetown para conhecer o resto de Penang, entre eles o Parque Nacional e a praia, porém peguei alguns dias de chuva e acabei não indo à nenhum destes outros pontos turísticos e fiquei só pela cidade mesmo, que apesar de pequena, adorei ficar andando e explorando cada canto.

No primeiro dia resolvi seguir um mapa específico que aponta os locais onde os grafittes e outras street arts estão localizadas e foi o que mais gostei na cidade. Essa mistura de prédios históricos, Georgetown é patrimônio da Unesco, com diferentes pinturas e esculturas espalhadas pela cidade dão um charme todo especial.

 

Tradicional templo chinês

Tradicional templo chinês

Uma das artes de rua

Uma das artes de rua

Adorei o fato deles incluírem objetos à arte

Adorei o fato deles incluírem objetos à arte

Minha favorita <3

Minha favorita ❤

Existem várias destas "esculturas" de ferro espalhadas pela cidade.

Existem várias destas “esculturas” de ferro espalhadas pela cidade.

A cidade também é conhecida por sua culinária, e de fato comi super bem e gastando pouco. É claro que a opção mais barata são as barracas de ruas, porém existem inúmeros cafés e restaurantes pela cidade onde uma refeição com bebida custava cerca de 8-10 dólares. Aproveitava estes lugares para trabalhar na minha dissertação, já que estava havia uns 15 dias sem conseguir trabalhar, já que meu computador tinha decidido tirar férias 😛 Existe o bairro “little India” assim como em KL e em Singapura, então para quem quiser comida indiana, opções não faltam, mas em geral as comidas de rua são de influência chinesa (o que eu prefiro).

A área de comida de rua, perto do meu hostel

A área de comida de rua, perto do meu hostel

Meu suco favorito, cenoura e laranja :) detalhe para a embalagem.

Meu suco favorito, cenoura e laranja 🙂 detalhe para a embalagem.

Tom yam Mee, meu prato favorito, e o melhor por apenas 1-2 dólares!

Tom yam Mee, meu prato favorito, e o melhor por apenas 1-2 dólares!

No dia seguinte por recomendação de uma moça que conheci em uma livraria, fui visitar uma exposição fotográfica que estava acontecendo por aqueles dias e quando estava no caminho acabei passando por uma outra exposição fotográfica. Adorei as duas. Isso mostra um pouco da vibe artística que rola na cidade e vale dar uma olhada no calendário cultural para ver o que está acontecendo enquanto estiver na cidade, em geral nos hostels existem vários panfletos de tours e do que está acontecendo pela cidade.

Acabei ficando lá por 4 noites e 3 dias e foi um tempo bom para conhecer bem a cidade, pois é bem pequena e é possível fazer tudo caminhando.  Mas isso porque não visitei o restante da ilha, então para isso seria preciso mais tempo.

Cheers,

F. ❤

Singapura, a cidade/país do futuro!

Como contei no post anterior, peguei um ônibus em KL para ir à Singapura e a viagem foi bem tranquila. Quando chegamos na fronteira primeiro temos que descer e passar pela imigração da Malásia para “sair” do país. Em seguida voltamos ao ônibus e seguimos à imigração de Singapura. Chegando lá tivemos que descer com as malas pois teria que passar pelo raio-x. Mais uma vez a entrada no país foi super tranquila. Descendo na rodoviária ainda não tinha reservado nenhuma hospedagem pois as que tinha visto pelo website, mesmo hostels, estavam bem caros, na faixa de 20 dólares! Então segui a indicação do meu guia de viagem e fui andando até um hostel que supostamente era para ser barato e bem localizado. Achei o tal hostel e de fato era bem localizado porém bem simples, e por simples entenda feio, sujo etc.. Mas como já era tarde acabei ficando lá mesmo. A cama no dormitório misto, só ventilador, custou cerca de 13 dólares! Ai que dor! ahhaha Mas a cama era ok e o lençol estava limpo. No final das contas acabei dormindo lá 3 noites, pois estava com preguiça de procurar outro lugar hahha

Como cheguei tarde, aproveitei para jantar ali na rua mesmo, pois existiam diversas opções e como já esperava a comida em Singapura é uma delícia. Comi um arroz com pato e estava divino!

Minha primeira refeição em Singapura

Minha primeira refeição em Singapura

Vale introduzir aqui o fato de que Singapura é uma cidade-estado que foi colônia britânica até 1963 e após independência voltou a pertencer a Malásia, porém já em 1965 o país conseguiu independência. Hoje Singapura é um caso de sucesso na Ásia, tamanho o avanço que conseguiu nestes últimos anos, tornando-se o 4o (quarto) principal centro financeiro do mundo e a 3o maior renda per capita. Assim como na Malásia, seu povo é uma mistura de indianos, chineses e malaios e todo mundo fala inglês, pois esta foi a lingua que eles acabaram tendo que adotar para comunicar-se entre si.

No dia seguinte decidi que iria visitar o Zoológico de Singapura que é considerado o melhor da Ásia! Confesso que não sou a pessoa mais animada para ir à um Zoo, minha sister Fernanda que adora um, e assim como todas atrações da cidade, era caro! Comprei online para ter 5% de desc (vale de tudo! ahahha) e mesmo assim custou cerca de 26 SGD (cerca de 20 dólares). Porém resolvi arriscar e acho que valeu a pena. De onde estava tive que fazer uma viagem de metro e ônibus para chegar até lá e isso demorou pouco mais que uma hora. O Zoo em si é muito lindo e demorei umas 2 horas para conseguir dar uma volta por todo local. Eles trabalham com o conceito de não usar jaulas o que deixa o local mais bonito. E é lá que também  tem os únicos orangutangos que ficam livres, eles ficam no alto das árvores e é uma graça ficar os observando! Fora que existem vários bebês.

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Saindo do Zoo fui direto para a Marina de Singapura, pois vi no jornal que estava acontecendo um festival de pipas e adorei! O local em si já é lindo, mas estava cheio de famílias brincando com as pipas e vários artistas de rua que também participavam do festival. Saindo de lá fui andando até o o Gardens by the Bay, passando antes por um shopping que tem por lá e por dentro do Marina Bay Sands que é aquele prédio famoso de Singapura. A arquitetura é incrível e meu sonho é um dia nadar na piscina infinita que fica no topo do prédio, porém ela só é disponível aos hospedes :/ não foi dessa vez. O prédio em si não é tão alto, mas li que ele é o edifício mais caro do mundo!

Os artistas de rua que se apresentavam durante o festival

Os artistas de rua que se apresentavam durante o festival

Seguindo, existem placas guiando até o Gardens by the Bay, que descreveria como um jardim botanico do futuro. Quando cheguei lá meus pés já estavam chorando pois tinha andando o dia inteiro ahaha então achei um local para sentar e observar a beleza do local e esperar escurecer, pois é quando tudo ficou mais lindo ainda. Este jardim faz parte da estratégia de Singapura em se tornar uma cidade-jardim, e foi um investimento alto! O Gardens foi aberto em 2011 então é bem recente. Para entrar é gratuito, ai se você quiser visitar alguns dos jardins específicos ai deve-se pagar. Existem duas estufas gigantes só de flores que deve ser incrível. Mas o que eu fiquei mais impressionada mesmo foram as árvores de até 50m de altura que são árvores artificiais porém cheias de vegetação e luzes. Na maior delas existe um restaurante lá no alto. Bom, como já estava morta com farofa 😛 achei um lugar embaixo das árvores para deitar (como vi que outras pessoas estavam assim, aproveitei) quando após alguns minutos um show de luzes e música começou. E posso dizer, foi uma das coisas mais lindas e incríveis que já vi na vida! Os shows acontecem todos os dias as 19:45 e 20:45 e duram 15 minutos e o melhor é que é de graça! ahahha Tanto é que acabei indo no dia seguinte de novo! Nossa lindo demais.

O Marina Bay Sands

O Marina Bay Sands

Por dentro do Marina Bay Sands

Por dentro do Marina Bay Sands

A vista saindo do hotel par air até o Gardens

A vista saindo do hotel par air até o Gardens

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As árvores que comentei. Existe essa passarela no alto por onde é possível andar.

As árvores que comentei. Existe essa passarela no alto por onde é possível andar.

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Dentro da maior árvore, funciona um restaurante.

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A piscina do Marina Bay Sands, que um dia irei nadar :P

A piscina do Marina Bay Sands, que um dia irei nadar 😛

Após visitar toda essa área fiquei ainda mais impressionada com Singapura! Parece que a cidade está já em 2025, de tão incrível que é. Lógico que é uma cidade normal, porém é bem limpa, com transporte público muito eficiente e o principal, com espaços públicos de primeira qualidade aberto à todos!

Vale dizer que existe um preço para tudo isso, tanto é que Singapura é uma das cidades (no caso país) mais caro para se viver. Além disso existe multa para quase tudo! É provida a venda de chicletes por lá (justamente para evitar a sujeira), você pode consumir porém se for pego jogando no rua (ou qualquer outro lixo) é multa na certa. Tem multa até se você for pego cuspindo no chão ahahha.. fora isso existem áreas bem específicas para quem quer fumar.

Assim como em KL em Singapura também existe um bairro dos indianos e no domingo passei por lá para conhecer. Confesso que não gostei muito, além do fato de estar chovendo, o que atrapalhou meu passeio. Então caminhei mais um pouco pela região e no fim do dia voltei para o Gardens para assistir o show novamente. E foi isso… no dia seguinte que era uma segunda-feira, fui cedo ao terminal de ônibus para voltar à KL. Essa parte foi um sufoco, pois não sei porque eles não tem uma rodoviária organizada, e como comprei o ticket online e o bus sairia super cedo não tinha ninguém na rua para me dar informações. Fiquei uns 30 minutos com minha mochila andando de um lado para o outro com medo de perder o bus. Ai que stress! Felizmente deu tudo certo no final das contas 🙂

Um dos templos hindus

Um dos templos hindus

As barracas vendendo flores para o culto dos indianos

As barracas vendendo flores para o culto dos indianos

 

Adorei ter conhecido esta “cidade do futuro”, apesar de ser muito cara para o bolso de uma mochileira como eu hahah porém valeu a pena. Super recomendo a visita e ainda voltarei para nadar na piscina infinita 🙂

Cheers,

F. ❤