Hello Vietnam!

Cruzei a fronteira vindo do Camboja ao Vietnã sem muitas expectativas, sem saber se iria “aguentar” ficar 1 mês inteiro neste país que já ouvi relatos de pessoas que dizem que amaram e outras que  jamais voltariam. Já posso dizer que até agora minha experiência tem sido positiva, povo super receptivo, acomodação e alimentação boa e barata e belezas naturais incríveis. Decidi iniciar meu roteiro vindo do extremo sul, passando pelo delta do Rio Mekong e seguindo até o norte do país onde tenho que estar até no máximo dia 29 de Julho. Existe um roteiro clássico de onde ir parando ao longo deste caminho e portanto é o que eu vou fazer, porém sem datas fixas, caso eu goste do lugar eu fico, caso contrário sigo adiante. Como o intuito deste tour é dar suporte a minha pesquisa de mestrado, tinha que visitar onde o Rio Mekong “termina” e desagua no Mar Sul da China e para isso deveria visitar a região do Delta do rio Mekong. Existem várias cidades nesta região porém escolhi Can Tho como meu destino. No caminha até lá tive uma viagem longa e cansativa, vindo de Ha Tien (na fronteira com o Camboja), porém ali já pude conhecer a gentileza do povo vietnamita. Só era eu e mais 2 americanas no ônibus minúsculo que eles fizeram caber 32 pessoas (algumas sentavam no corredor em bancos de plástico!) e moças do nosso lado nos ofereceram frutas ao longo do caminho e até no convidaram para ir jantar na sua casa, mesmo com um inglês super limitado. Chegando na guesthouse já fechei o passeio para ir conhecer o Delta, que inclui passar para ver os mercados flutuantes (2), fábrica de produção de macarrão de arroz, um canal, entre outros. Negociei bastante e acabei pagando U$ 30 por um tour de 7 horas, que teve inicio as 5:30 da manhã! Descobri depois que acabei pagando caro, pois eu meio que paguei um barco só para mim, caso eu tivesse dividido com outra pessoa poderia ter pago metade 😦 Aproveitei o dia para passear pela cidade e passei por uma feira, aqui as fotos:

Passeando pela feira

Passeando pela feira

Fortes imagens: sapos à venda na feira

Fortes imagens: sapos à venda na feira

A feira

A feira

Bom enfim, o passeio foi bom, é impressionante ver como o Rio é importante no dia a dia deles, seja na troca, compra e venda de mercadorias, seja para o transporte ou até lazer, como vi alguns meninos nadando…  É uma região extremamente ativa e fiquei feliz quando entramos nos pequenos canais que formam do rio, pois era muito mais calmo.

O magnífico rio Mekong

O magnífico rio Mekong

O nascer do sol

O nascer do sol

O mercador flutuante

O mercador flutuante

Mulher vietnamita

Mulher vietnamita

Voltando para Can Tho, dei mais uma volta pela cidade, que não oferece muito além do Rio e comprei na guesthouse meu ticket para Ho Chi Minh (Saigon), que custou U$ 8,00 e foi uma viagem super confortável e rápida, só 3 horas ufa! Ho Chi Minh, ou Saigon como é chamada por seu antigo nome é uma cidade enorme, super moderna e se não fosse o trânsito caótico seria até uma cidade interessante de se viver. Saigon não é a capital do país mas é a segunda cidade mais importante e em termos econômicos é a que mais cresce no Vietnã. Cheguei na rodoviária e como não sabia onde estava acabei pegando um moto-taxi para ir ao hostel, mal sabia eu que seria uns 25 minutos de viagem em plena hora do rush! Eu e mais milhões de motos, buzinas o tempo todo e nenhum organização. Graças a Deus cheguei bem 🙂

Trânsito a noite em Saigon!

Trânsito a noite em Saigon!

A área dos hostels se concentram na região central e ficam perto dos principais pontos turísticos. Fiquei no Khoi Hostel, que foi bom, por U$ 7,00 com café da manhã, o único porém era o wi-fi que era péssimo. Chegando já sai para andar e conhecer um pouco a região e jantar. Fiquei supressa ao ver Burger King, Mc Donald’s… coisa que não se encontra (ainda) no Laos ou no Camboja. Como disse achei o Vietnã super moderno, no nível Tailândia, o que não esperava. No total fiquei 3 noites em Saigon e decidi que era melhor continuar meu roteiro pois em cidade grande acaba-se gastando mais, pois são muitas opções. Fui conhecer os principais pontos turisticos, que incluía a Catedral de Notre-Dame (herança dos tempos de domínio francês), os Correios (que fica em um prédio lindo feito por Gustave Eiffel – o mesmo da Torre Eiffel), o palácio da Independência e o museu dos remanescentes da Guerra do Vietnã.

A Catedral de Notre-Dame versão vietnamita. Ah detalhe: 30% do população do país é católica, então pela primeira vez vejo igrejas e não somente templos.

A Catedral de Notre-Dame versão vietnamita. Ah detalhe: 30% do população do país é católica, então pela primeira vez vejo igrejas e não somente templos.

Os Correios, design de August Eiffel.

Os Correios, design de Gustave Eiffel.

A Ópera

A Ópera

Jardim em frente a prefeitura

Jardim em frente a prefeitura

O palácio da reunificação

O palácio da reunificação

Fui no museu (custou U$ 0,30) e foi um caso a parte. Mais uma vez um povo marcado por uma guerra cruel e recente. Não sabia muitos detalhes sobre a guerra, porém o museu mostra através das lentes do Vietnã comunista, o que foi a guerra. Existem armamentos, tanks, avião etc, porém o que mais me tocou foram as diversas fotos expostos. Algumas não consegui nem olhar, principalmente as que mostram os efeitos das armas químicas utilizadas pelos EUA (o agente laranja – um herbicida que gera um subproduto cancerígeno) que além do impacto ambiental causado no país foi responsável também por causar doenças de pele, malformações genéticas, câncer, incapacidades mentais, e mais. O pior é que estas vítimas nunca receberam nenhuma compensação dos EUA. Uma pequena explicação sobre o que foi a Guerra do Vietnã: O sul do país brigava com o norte do país que era comunista e em 1965 os EUA enviaram tropas para apoiar o governo do Sul que não estava conseguindo evitar o movimento dos nacionalistas e comunistas. Os EUA não conseguiram atingir seu objetivo e saíram do país em 1973 e 2 anos depois o Vietnã se reunificou, tornando-se República Socialista do Vietnã. Nesta guerra porém, 3-4 milhões de vietnamitas morreram e cerca de 58 mil soldados americanos. Este envolvimentos dos EUA deu-se ao fato de que tinham medo que a União Soviética os ultrapassassem em poder e aliados, ou seja o Vietnã não pediu ajuda dos EUA. Foram 14 anos de guerra, atrocidades e sofrimento que obviamente deixaram cicatrizes no país e no seu povo. É um tanto complicado de entender, para quem tiver curiosidade aqui tem uma explicação bem clara: Guerra do Vietnã.

Alguns exemplares expostos do Museu da Guerra

Alguns exemplares expostos do Museu da Guerra

O Museu dos remanescentes da Guerra

O Museu dos remanescentes da Guerra

Existe ainda a possibilidade de visitar os túneis criados pelos Vietcongs (os Vietnamitas do Norte)  para sobreviverem a Guerra. O local fica afastado de Saigon mas em todos lugares é possível comprar o tour. Porém eu não quis fazer, acho que já vi demais e ver foto das pessoas sorrindo nestes túneis minúsculos me tira do sério.

Desse tipo

Desse tipo

Saigon é um ótimo lugar para compras também, por isso que tive que sair rápido de lá! ahhaha Mas sério, a maioria das fábricas de grandes lojas estão no Vietnã, então é claro que o povo ia dar um jeito de vender estas mercadorias. O principal shopping que vende Abercrombie, Nike, Zara, Forever 21, etc chama Saigon Square. Dei uma passada por lá e é bem tentador, muito coisa é claro que é falsificado porém outros não. Felizmente não tenho espaço sobrando em minha mochila e minhas compras se limitaram a uma legging Nike por 9 dólares e um óculos qualquer. Em minha última noite em Saigon choveu muito, porém consegui comer meu último Pho (o prato típico do país e que é maravilhoso!) e comprar meu ticket para sair na manhã seguinte para Mui Ne, meu próximo destino no país e que ficará para o próximo post.

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