Bagan, Myanmar, e seus milhares de templos.

Bagan era o principal lugar que eu queria visitar em Myanmar. No meu guia Lonely Planet, vi uma foto incrível desta cidade, que um dia foi capital do Reino de Pagan (entre os séculos 9 e 13), e onde um dia já houveram mais de 10 mil templos espalhados por sua planície. Hoje o numero de templos diverge, porém dizem ter entre 2 e 4 mil templos remanescentes. A foto deste lugar me encantou, ainda mais pela possibilidades de fazer uma passeio de balão, para assistir o nascer do sol. No entanto, esta euforia passou, logo que descobri que o passeio custava mais de 300 dólares 😛

Bom, viajei como um ônibus noturno, saindo do Lago Inle, até Bagan, onde cheguei lá por 4 ou 5 da madrugada. Não tinha lugar para dormir ainda e os lugares que encontrei estavam meio caro. Uma caminhonete que levava os turistas de pousada em pousada, foi nos levando em alguma opções, até que no final das contas, combinei em dividir o quarto com uma tailandesa que estava na mesma situação que eu, ou seja, pouca grana e precisando de um lugar para dormir.

Não vou recomendar o lugar que fiquei, porém existem inúmeras opções de hospedagem que variam de preços, creio que paguei cerca de 12 dólares, com café da manhã, para dividir um quarto duplo.

Assim que chegamos na cidade, nos foi cobrada uma taxa do governo para visitarmos a região de Bagan (10 dólares), mas diferente de Angkor, não há ninguém verificando se você tem o ticket ou não, porém é preciso pagar.

O local que fiquei é onde estão as pousadas mais baratas, portanto fica mais distante dos templos, o que não é nenhum problema. Por ali é fácil alugar bicicletas elétricas, tipo uma moto, só que mais lenta, por cerca de 5 dólares por dia. É uma delícia dirigir essa motoca pelos templos.

Acabei ficando em Bagan por 3 noites, porém 2 teriam sido suficientes. Fui duas vezes assistir o por do sol, que é belíssimo! Eu sou suspeita para falar, porque adoro ver o sol se pôr, mas lá é especial.

Procure um templo, existem alguns mais famosos por oferecerem uma vista de frente ao sol, chegue um pouco cedo para poder achar um lugar bem confortável, pois pode ter certeza que irá lotar de tudo quanto é tipo de gente, de monges à turistas com suas cameras e tripés.

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No dia seguinte, combinei com algumas meninas que conheci, de irmos ver o nascer do sol. Para isso combinei com a dona da bicicleta elétrica que lá estava me esperando antes do sol nascer, fomos no escuro em direção a um templo. É fácil de achar, pois várias pessoas estão indo na mesma direção. Ah vale dizer que para todos os templos é preciso cobrir os joelhos e os ombros.

E lá ficamos até o sol nascer e mais uma vez foi um espetáculo!

Quando chegamos para ver o nascer do sol

Quando chegamos para ver o nascer do sol

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Não é incrível?

Não é incrível?

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Neste mesmo dia voltei para ver o nascer do sol, só para admira-lo.

 

Meu 1o por do sol.

Meu 1o por do sol.

No dia seguinte, eu teria que esperar até o fim do dia para pegar meu ônibus de volta a Yangon, então fiquei matando o tempo lá pela cidadezinha mesmo, que não tem nada praticamente nada para ver. Se procurar existem alguns restaurantes bem típicos que servem um curry bem gostoso por preços irrisórios, do tipo 2 dólares!

Nos templos principais de Bagan, sempre tem barracas vendendo souvenir, e nos templos onde o maior público vai para assistir o nascer/por do sol, o assédio é grande, de crianças à mulheres, daquele estilo que você acaba comprando coisas que não precisa e/ou nem queria. No final comprei 2 saias típicas de Mynamar e cartão postal.

Os monges de todas as idades

Os monges de todas as idades

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Este rapazinho falou comigo em um dia e no dia seguinte ele se lembrou de mim, ai tive que comprar.

Este rapazinho falou comigo em um dia e no dia seguinte ele se lembrou de mim, ai tive que comprar.

Cheguei em Yangon no dia seguinte bem cedo e meu vôo para Bangkok era só no final do dia. Não tinha onde dormir ou ficar, acabei entrando num parque público onde vários homens e mulheres já faziam seu exercício matinal e lá tirei um cochilo 🙂 depois fui até o hostel que eu já tinha ficado e paguei para poder tomar banho e usar o wi-fi. Dei mais umas voltas e peguei um taxi até o aeroporto.

Yangon

Yangon

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Myanmar esta sem dúvidas no meu top 3 dos países favoritos do Sudeste Asiático! O país mantém toda sua originalidade, tendo sido pouquíssimo afetado pelo Ocidente e foi isso que eu achei o mais bonito de tudo. O povo é de uma receptividade e carinho genuíno, que muitas vezes me deixava sem graça tamanha alegria por nos receber eles demonstravam. O país ainda é pouco desenvolvido, porém já é bem preparado para os turistas, apesar de poucos falarem bem inglês, porém saber sorrir para seus visitantes como ninguém 🙂 ou seja, você deve ir!

<3

Cheers,

F. ❤

Inle Lake, Myanmar

Continuo atrasadas com meus posts sobre Myanmar :/ mas vamos lá, antes tarde do que nunca 🙂

Sai de Yangon, por onde cheguei no país e fui para a região do lago Inle, o mais famoso do país e um dos principais destinos turísticos. Eu não sabia muito o que esperar, porém gostei e acho que vale a visita. Em dois dias você consegue ver tudo e mais um pouco, porém acabei ficando 3 dias para descansar mesmo.

Cheguei de Yangon, ainda era madrugada, e apesar de não ter onde ficar, tinha anotado o nome de uma pousada e foi pra lá que eu fui. Chegando lá eles acordaram prontamente, apesar de ser 5 da manhã e nos receberam (estava eu e um alemão que tinha ficado no mesmo hostel que eu em Yangon). A pousada era super barato, paguei 10 dólares para um quarto privado, com banheiro próprio e café da manhã! O lugar chama Diamond Star e super recomendo, fora que o próprio gerente do hostel foi que nos ajudou a organizar nosso passeio pelo lago e outras coisas mais, sempre com um preço super honesto.

Neste primeiro dia que chegamos decidimos alugar uma bicicleta para contornar parte do lago. O lago é enorme, então pedalamos até uma parte, ao longo do caminhos fomos parando em alguns templos até que chegamos a um vilarejo e pagamos um barco para cruzar o lago para o outro lado (levando nossas bikes junto). Em seguida continuamos pedalando até voltar para a cidade que estávamos, no caminho passamos por um monastério que fica no alto de um monte (para isso pagamos para uns motoqueiros nos levarem até lá no alto).

O caminho por onde pedalamos

O caminho por onde pedalamos

Nossas bikes sendo transportadas

Nossas bikes sendo transportadas

Lá no monasterio um dos monges tirando um cochilo :)

Lá no monasterio um dos monges tirando um cochilo 🙂

A paisagem linda ao longo do caminho

A paisagem linda ao longo do caminho

Ah vale dizer que as hospedagens mais baratas ficam em Nyaungshwe. A região do lago é formada por esta cidade e uma outra, porém em Nyaungshwe existem algumas boas opções de hospedagem e alimentação. Comemos um curry à la estilo de Myanmar que era muito bom.

No dia seguinte fizemos o passeio pelo lago, saímos pela manhã e voltamos após o almoço. O lago é lindo e existem várias vilas flutuantes e casas de palafitas no local, é algo bem diferente de se ver, porém já se tornou bastante turístico. Ao longo deste passeio, esta inclusivo conhecer vários workshops diferentes, que inclui também a venda de artesanato.

Começamos inicialmente visitando o floating market, onde concentra-se todos artesanatos que você verá sendo vendido pelo país, com algumas coisas até que interessantes, porém é muito do mesmo. No fim do passeio já não agüentávamos mais ver as mesmas coisas, porém ainda assim indico o passeio. Coloco algumas fotos:

Alguns dos produtos vendidos

Alguns dos produtos vendidos

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Povo lindo!

Povo lindo!

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Fazendo charuto

Fazendo charuto

Por fim no meu terceiro dia, resolvi experimentar uma massagem burmese (típica do país) porém foi péssima :/ talvez eu não tenha tido sorte com o massagista, mas ainda prefiro a tailandesa e a balinesa 🙂 Após este dia peguei o ônibus noturno em direção a Bagan, que fica para o próximo post.

Cheers,

F. ❤

Sri Lanka em 12 dias!

O Sri Lanka entrou no meu roteiro, nada planejado, por pura curiosidade minha. Lógico que sou curiosa para conhecer cada país, porém o Sudeste Asiático em si já tinha conhecido praticamente todos países, e pesquisando dentre os destinos que minha queria Air Asia voa acabei escolhendo o Sri Lanka. Queria India, porém estava fora de cogitação por ser muito perigoso para mulheres irem sozinhas. Ida e volta Kuala Lumpur (Malásia)-Colombo custou cerca de 200 dólares.

O voo leva umas 3 horas e cheguei em Colombo na tarde do dia 02 de Outubro. Cheguei no país sem ter tido muito tempo de pesquisar o que fazer e para onde ir, porém sabia 2 coisas que eu não podia ir embora sem ver (ambos adentraram minha mente, após ter assistido a ultima season de Amazing Race):
1. Andar de trem com o mar a poucos metros.
2. Pescadores que só são visto aqui, com um jeito bem especifico.
Bom, cheguei em Colombo, e peguei um ônibus que leva até o Forte, detalhe que o aeroporto é super longe de demorou cerca de 2 horas e meia até chegar no hostel que eu tinha reservado.
Não queria perder muito tempo em Colombo então decidi que no dia seguinte já iria pegar o trem rumo a Galle, uma cidadezinha fortificada que fica no sul do país. Neste hora decidi também que deveria comprar o guia Lonely Planet do país, para facilitar minha vida e eu ficar menos barata tonta, e foi uma boa compra, como sempre.
A viagem de trem foi aquilo que eu esperava, trem lotado, sem lugar para sentar e ainda descobri que tinha comprado o bilhete para 3a classe! O ticket custou menos que 1 dólar, então não podia esperar muita coisa né? hahah Fui seguindo em direção a 3a classe, mas como estava tudo lotado, sentei na porta do trem, assim como os locais, e lá segui viagem pelas próximas 3 horas e posso te dizer que foi um dos pontos alto desta viagem!
A vista durante a viagem

A vista durante a viagem

Dentro do trem

Dentro do trem

Chegando em Galle o motorista to tuktuk me levou a uma guesthouse que “ele indicava” e fui dar uma olhada e acabei ficando por lá mesmo. A guesthouse ficava dentro do forte e custou cerca de 13 dólares para quarto privado (sem café da manhã).
Dentro do Forte em si, achei os restaurante meio caros, por ser bem turístico, porém mesmo assim nada exorbitante e era possível comer um belo curry típico por 5 dólares. O Forte é super charmoso, e foi lá que assisti meu primeiro por do sol no Oceano Índico e foi de tirar o fôlego!
No meu segundo dia por lá, negociei com um motorista de tuktuk para me levar a alguns lugares, e para ver o tal dos pescadores. Fomos até lá, e os belezinhas cobram para você tirar foto deles, mas ok né. Depois disso ele quis me levar a um Herbal Garden, um jardim com diversos tipos de planta e o guia do local foi me mostrando cada planta e cada remédio/creme que eles fazem com a tal da planta, além disso rolou uma rápida massagem que eu curti, é claro 😛 Ele acabou me deixando numa praia que fica bem próximo a Galle e que é linda!
Os pescadores únicos do Sri Lanka

Os pescadores únicos do Sri Lanka

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Bananas e muitas bananas por todo o país!

Bananas e muitas bananas por todo o país!

Tuktuks

Tuktuks

Comida de rua

Comida de rua

O farol do forte de Galle

O farol do forte de Galle

Alguns locais pulavam do alto do forte para que os turistas registrassem em uma boa foto e para que eles ganhassem um dinheiro com isso.

Alguns locais pulavam do alto do forte para que os turistas registrassem em uma boa foto e para que eles ganhassem um dinheiro com isso.

Por do sol do alto do Forte de Galle

Por do sol do alto do Forte de Galle

Aproveitei para ficar pela cidade de Galle (fora do forte) e andei por lá, vendo os locais, as feiras, etc.
No dia seguinte, peguei um ônibus local rumo à Tangalle, outra cidade do litoral e que era bem recomendada pelo guia. Vale dizer que andar de ônibus publico pelo país é ridículo de barato. Cada trecho de 2-3 horas de viagem custa no máximo, 1,50 dólar. Mas claro que estou falando de ônibus pinga-pinga, sem ar-condicionado ou poltronas, mas mesmo assim valeu a experiência.
Em Tangalle, achei uma guesthouse de frente à praia, também por 12-13 dólares, sendo que meu quarto tinha vista para o mar! Não achei nada ruim 😛
A cidade em si eu nem vi, pois fiquei só ali pela praia, relaxando, trabalhando e assistindo o por do sol. Um programa famoso para fazer na cidade é ir ver as tartarugas marinhas que durante a noite vão à praia para depositar seus ovos. Eu fui na primeira noite porém não tive muita sorte e só vi as bêbes, pois nenhuma das grandes (dizem que chegam a 1,5m!) foram à praia na noite em que fui. O local que fui trabalha com a preservação da espécie e custa 10 dólares, porém você só paga se a tartaruga aparecer.
Tangalle

Tangalle

Por do sol em Tangalle

Por do sol em Tangalle

Saindo de Tangalle fui seguindo em direção ao centro do país, na região de montanhas e plantações de chá, também muita famosas entre os turistas. Escolhi ir para Ella e tive que pegar 2 ônibus até chegar lá.

Por lá faz um frio gostoso então é preciso casaco. Negociei com um tuktuk que me levou à uma cachoeira bem bonita que existe por lá e foi engraçado que quando cheguei, eu tinha intenção de entrar, porém só tinha homens locais nadando por lá… ai fiquei meio sem saber o que fazer e para não causar muito, entrei de roupa e tudo ahhaha
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Cachoeira em Ella

Cachoeira em Ella

Os locais se divertem da sua maneira

Os locais se divertem da sua maneira

Depois da cocheira fui até um pico conhecido como Little Adam’s Pick e a vista lá do alto era linda!
Little Adam's Peack

Little Adam’s Peack

 Viajar por essa região vale muito a pena, pois o tempo todo você passa por montanhas, plantações de chá, cachoeiras, etc… é simplesmente lindo.
Minha intenção era pegar um trem rumo a Kandy, e dizem que este trecho da viagem é lindo fazer com o trem, porém para minha “sorte” os trabalhadores dos trens decidiram entrar em greve!
Acabei conseguindo uma carona até uma cidade próxima, e no caminha passei pelas plantações e vi os trabalhadores, algo que não tinha visto em visita à uma plantação de chá na Malásia, por esta mesma razão não fiz questão de ir visitar uma das inúmeras fabricas de chá (já que já tinha visto na Malásia).
Linda senhora trabalhando nas plantações de chá.

Linda senhora trabalhando nas plantações de chá.

Uma das senhoras que trabalha na plantação de chá.

Uma das senhoras que trabalha na plantação de chá.

Crianças locais que adoram uma camera fotográfica :)

Crianças locais que adoram uma camera fotográfica 🙂

O trecho para chegar até Kandy foi penoso, precisei pegar 3 ônibus! Mas felizmente cheguei e achei uma guesthouse simples porém bem localizada e por lá fiquei as próximas 3 noites.
Kandy é famosa por abrigar um dos templos mais importantes do país, ah vale lembrar que a maioria do país é budista, e neste templo reza a lenda, esta um dos dentes do Buda. O local é super famoso entre o fieis que lotam o templos todos os dias, todos vestidos de branco e trazem suas flores ao templo. Eu não fiz questão de entrar no templo pois para turista custava 10 dólares! Sendo que o tal do dente é guardado a 7 chaves e nem é possível ver nada.
A cidade é bem charmosa e tem um lago enorme bem no centro, por onde é gostoso caminhar. Todas as noites as 18h acontecem apresentações de dança típica no Town Hall da cidade e custa 5 dólares. Fui assistir uma delas e gostei, pois é uma cultura única e eles são bem doidos. No final da apresentação tem homem comendo fogo e andando sobre brasa!
Dança típica.

Dança típica.

O lago em Kandy

O lago em Kandy

Oferendas do templo budista.

Oferendas do templo budista.

Elefantes, por todo o país!

Elefantes, por todo o país!

Curry <3

Curry ❤

Olhando algumas recomendações no TripAdvisor, uma visita ao cemitério inglês da cidade era super recomendada ahahah eu eu fui né? Os ingleses foram os últimos a ocupar o Sri Lanka e os túmulos são desta época, bem antigo e onde as pessoas mal chegavam aos 40 anos. Então apesar de ser um passeio bem creapy foi interessante.
Voltei para Colombo e tive ainda 1 dia e meio até meu vôo no dia 14/10. Felizmente uma amiga que conhecia alguém daqui, nos colocou em contato e fui conhecê-lo. Foi ótimo pois ele trabalha com iniciativas de comércio justo (Fair trade) e fui conhecer alguns projetos com o qual ele trabalha. Gostei bastante pois é sempre bom conhecer algum local com quem voce pode conversar e entender melhor os problemas porém também as qualidades do país na visão de quem mora aqui.
Ele e sua familia foram extremamente gentis comigo, uma família local com a qual ele trabalha me ofereceu um almoço (curry) típico delicioso e ele me levou para ver os elefantes que são banhados próximo a sua casa, a poucos kilometros do centro de Colombo. Só no Sri Lanka para ver esse tipo de coisa!
Sai do país com uma imagem super positiva, pois acho que estava esperando algo parecido com a Índia. É claro que tem suas similaridades, todo mundo tem cara de indiano, as mulheres em sua maioria usam o sari, etc (na verdade não sei qual outra similaridade já que nunca fui a Índia ahahha). Porém o país é super limpo e relativamente seguro. As pessoas são super gentis e em sua maioria falam um pouco de inglês. A única coisa chato foi o assédio masculino, que é cansativo e chato. Porém vale dizer que eles não são agressivos e não encostam em você ou algo assim e nem chegou ao ponto de me sentir ameaçada, porém é chato.
O país é lindo, e oferece paisagens bem diversas, como praias, montanhas, etc. Conheci somente uma pequena região desta ilha, porém é a região que mais recebe turistas e é bem preparada para isso.
Ah, o visto para entrada deve ser comprado online alguns dias antes de visitar o país (e-visa) e custa 30 dólares e a maioria dos países podem escolher esta opção, como no caso do Brasil.
Sri Lanka também entra na minha lista de países que voltaria (após conhecer todos os outros que ainda quero conhecer hahah 🙂 Mas sim, super recomendo!
Cheers,
F. ❤

Kuta, Lombok – Indonésia

Saindo de Gili T, peguei um barco até a ilha de Lombok. Ainda tinha 4 dias até ter que pegar meu vôo e escolhi ir para Kuta. Tanto em Bali quanto em Lombok existem cidades chamadas Kuta, porém não existe comparação uma com a outra, Kuta, Bali é a cidade mais badalada e moderna de Bali, já Kuta, Lombok é bem rústica e super simples.
Chegando no porto de Lombok, dividi um taxi com outros 2 turistas (a corrida custou 10 dólares para cada), já que assim como Bali em Lombok não existe ônibus turísticos conectando as cidades.
Chegando em Lombok, fui atrás de alguma guesthouse, seguindo recomendação do meu guia Lonely Planet, negociei o preço (pedir desconto é sempre válido! 🙂 e fechei por 13 dólares um quarto privado com internet rápida! #luxo !
A cidade em si é base para surfista, o que não é o meu caso ahhah Mas existem inúmeros lugares que oferecem aula de surf, mas não quis encarar. Estava vindo de 6 dias na praia e confesso que já estava meio cansada de praia, porém aproveitei mesmo assim. Em geral ia logo cedo e depois no fim da tarde saia para correr (em uma dessas foi quando fui atacada pelo macaco muito louco 😛 )…
Não recomendaria esta cidade, a não ser que você seja surfista ou queira algo bem roots. Eu mesmo assim gostei, pois tive dias bem tranquilos, curtindo a paisagem, me exercitando, etc.
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Lindo por do sol

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Infelizmente vi muitas crianças trabalhando nesta cidade, basicamente vendendo estas pulseiras, porém elas eram muitas e muito insistentes :/ Comprei duas no inicio, porém não podia comprar mais. Quando estava na praia comecei a brincar com eles, e nos divertimos, pois eles são apenas crianças, que infelizmente devido as circunstancias tinham que estar trabalhando.
Saindo de lá, por 6 dólares taxis te levam ao aeroporto, que só existe um único na ilha e de lá segui para uma parada rápida de 24 horas em Kuala Lumpur, até pegar meu vôo para o Sri Lanka.
Ah vale dizer que para sair da Indonésia, deve-se pagar 150.000 rufias (cerca de 15 dólares). Eu já tinha limpado minha carteira de qualquer rupia possível e tive que correr à um caixa eletrônico para poder pagar a taxa. Então fica a dica 🙂
Indonésia é uma país lindo, barato, com comida boa e pessoas acolhedoras (acho que tenho falado isso de todos lugares que passei 😛 ) e sem dúvidas vale a visita. Acabei ficando quase 1 mês no país e talvez poderia ter conhecido mais lugares, como a ilha de Flores, onde encontra-se o dragão de komodo (foto), porém por já estar viajando a um longo tempo, tenho optado por fazer menos stops e curtir mais cada lugar.
Optei também por chegar em Java e sair por Lombok, e acho que foi uma escolha bem inteligente (modéstia parte) pois desta forma fui seguindo de barco, de uma ilha para a outra, e não tive que pegar vôos internos. Mais uma vez vale lembrar que a Air Asia conecta a maioria das grandes cidades do país. Deixei de fora Borneo e Sumatra (onde encontra-se os Orangoutangos), mas como disse, o país é muito grande e foi preciso escolher e no meu caso o que mais queria conhecer era Bali, onde passei 10 dias.
Levarei só lembranças boas deste país e sem dúvida entra para a lista dos países que voltaria 🙂
Cheers,
F. ❤

Quanto custa um mochilão pelo Sudeste Asiático?

Quis escrever este post para aqueles que sonham com uma viagem pelo Sudeste Asiático, porém acham que é muito caro e só quem é rico pode fazer.

Esta é a região considerada mais barata para quem quer “mochilar” e até para quem quer vir de férias também. É importante que existe uma grande diferença entre estes dois estilos de viagem e um não é melhor ou pior do que o outro. Quem vem de férias quer ter conforto, sombra e água fresca (e comida ocidental em sua maioria), porém se você que vir como mochileiro, a sua intenção maior é conhecer a região e não se importar se terá que dormir com mais 15 pessoas no mesmo quarto, ou comer na rua como os locais, ou ter que viajar 12 horas em um ônibus público. São estilos diferentes.

É bem conhecido entre os backpackers que no SE Asiático um budget de 30 dólares por dia (para tudo!) é possível. E eu confirmo esta teoria (inclusive era possível muita massagem tailandesa e balinesa!). Levando em consideração que se gasta no máximo 10 dólares para acomodação, ainda sobra 20 dólares para o restante, que inclui alimentação (se o hostel oferecer café da manhã é um plus!), passeios, transporte e até souvenirs. É claro que existem dias que irá se gastar mais do que outros, por exemplo se você tiver que pagar 15 dólares em um trecho de ônibus, você neste dia irá acabar ultrapassando seu budget, porém em geral um dia compensa o outro.

No meu primeiro mês de viajem usei um APP no celular para controlar todos meus gastos e depois que peguei o ritmo, não precisei mais.  Já sabia quanto devia gastar em cada refeição e qual passeio valeria a pena ou não.

As contas: 30×31 dias =Us$ 930,00. Neste caso eu recomendaria arredondar para 1000, pois ai você tem um extra que te dará mais possibilidades.

Vale dizer que em lugares onde não há tantas atrações turísticas, como praia por exemplo, eu gastava 20 dólares por dia! Isso é muito pouco!

Em geral a média de preços em todo Sudeste Asiático é a mesma, porém alguns lugares que são mais turísticos que outros, você provavelmente irá gastar um pouco mais. Outros países ainda não são tão preparados para mochileiros e tudo fica um pouco mais caro, apesar de que o único lugar que passei por isso foi nas Filipinas, os demais são mais backpacker-friendly.

Para conseguir manter este budget é preciso estar disposto a comer como os locais  e esquecer as comidas ocidentais (deixe a pizza, hamburger e pasta para quando você voltar) e te digo que isto é a melhor coisa que você pode fazer, pois assim você conhece ainda mais a cultura local e experimenta uma culinária única (e muito deliciosa!)!

É preciso também abrir mão de comprar cada bugiganga que você ver, e olha que é difícil! Mas com este budget ainda é possível comprar alguns souvenirs e camisetas/calças e vestidos ao longo da viagem, já que tudo é muito barato.

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Eu fiz a maioria dos trechos de ônibus, pois eu tinha tempo para isso, porém se você não tem tempo ai vale considerar comprar trechos aéreos e que felizmente também são baratos, pois existem inúmeras cia aérea low cost na região. Quando tive que viajar de avião usei Air Asia que é a melhor low cost e abrange um número enorme de destinos, porém tem que comprar com um pouco de antecedência.

Caso você queria fazer algo mais “extravagante” se programe para isso. No meu caso eu queria tirar meu certificado de mergulho PADI, que custou 400 dólares e é claro que não estava no meu budget mensal, porém me organizei para isso e fiz. Para quem quer fazer algum tipo de passeio mais exclusivo, como cruzeiro, passeio de balão etc, é só se organizar e incluir isto no orçamento.

O que é o mais “pesado” é o trecho internacional, Brasil-Ásia. Neste caso recomendaria chegar ou em Bangkok ou em Kuala Lumpur que são os dois maiores hubs da região e que independente de onde você terminar seu roteiro, são destinos de fácil acesso. Inclusive a Air Asia usa como hub principal Kuala Lumpur.

Uma passagem do Brasil para Bangkok ou para KL comprada com antecedência pode custar entre 1200-1500 dólares. O que não difere muito de uma pessagem para New York, por exemplo.

Bom é isso ai, só para dizer que é muito mais possível do que muitos imaginam 🙂

Cheers,

F. ❤

Ilhas Gili, o paraíso na Indonésia

Sem dúvidas as melhores praias da Indonésia (na minha opinião) estão aqui. Três ilhas Gili T, Gili Air e Gili Meno, cada uma com sua característica, sendo que a maior, com mais opções de entretenimento, acomodação e restaurante, é a Gili T.
Esta é a ilha que concentra também o maior número de mochileiros tanto aqueles que querem festa, quanto aqueles que querem relaxar (como eu). Fiquei 6 dias e confesso que não queria ir embora…
A praia é linda, apesar de não ter areia fofa o que acaba machucando o pé, porém o azul turquesa compensa e é impossível não aproveitar. Por ali a vida marinha é ainda bem conservada, então aluguei um snorkel e aproveitei para explorar a região algumas vezes. Dizem que é super fácil, mesmo só com snorkel, de avistar tartarugas marinhas. Eu até vi uma, porém quando fiz mergulho, e vi uma outra baby quando estava na beira do mar e de repente ela apareceu! A coisa mais linda!
No meu primeiro dia na ilha, os brasileiros que tinha conhecido em Bali ainda estavam por lá, então alugamos uma bike e gomo pedalar pela ilha, até que demos a volta completa, parando algumas vezes ao longo do caminho, e este é um passeio que recomendo.
A ilha é bem pequena e não existe carro, todo transporte é feito por carroças ou bicicletas, mas para ir do hostel para a praia e restaurantes é só ir caminhando. Meus dias se resumiam a ir a praia, caminhar pela ilha, snorkel/mergulho, etc. Aproveitei que em frente ao meu hostel tinha um studio de yoga e fiz algumas vezes, logo pela manhã, e mesmo sendo a primeira vez que estava fazendo yoga, adorei! Existem outros studios pela ilha, além de spas, porém os preços aqui eram bem mais caros que em Bali.
Vale lembrar que por ser uma ilha as coisas custam um pouco mais caro, porém não chega a ser uma diferença enorme. Para quem quer fugir dos preços dos restaurante (eu!) existe também todos os dias o night market, onde servem comidas locais e um prato bem servido custa uns 3 dólares! O local fica cheio que backpackers.
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Assim é a praia em Gili!

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Eu com os brazucas que foram meus companheiros de viagem 🙂

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Rua principal de Gili T

O hostel em que fiquei era super relax e curti bastante, fora que existia “open” de pancake (eles deixavam massa de panqueca pronta durante o dia todo e quem quisesse era só fazer a sua), chama Gili La Boheme e após 5 noites a 6a noite é grátis! Muitos turistas/mochileiros vão para Gili para ficar 5 dias e acabam ficando 1 mês, uma prova de que lá vale a pena a visita.
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Criança local que estava brincando no mar com seu irmão, por horas… linda.

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Esse é o irmão 🙂

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A maioria da população local de Gili T é muçulmana, e esse menina linda estava com seu uniforme escolar.

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As flores mais cheirosas da Ásia!

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Na rua do hostel, era ben rústico, então tinha cabras, patos, etc.

Ah vale dizer que existem várias agencias que organizam o trajeto de Bali até Gili e custa em média 35 dólares, o que eu achei bem caro. No meu caso saindo de Ubud, seguimos de minivan até o porto de onde saem os speedy boats para as Gilis, se não me engano o trajeto todo deve ser umas 3 horas.
Existem barcos públicos que fazem o trajeto entre as Gilis, caso queira ir conhecer alguma das outras ilhas, isso eu descobri só no meu último dia, então não fui. Porém quando fiz mergulho, aliás, existem inúmeras escolas de mergulho por lá, fui até Gili Air, e uma é mais bonita que a outra.
Não tenho muito mais o que falar de lá, a não ser que é o lugar para quem quer praias paradisíacas e descanso (ou baladas, já que em Gili T a party scene é bem forte). E como disse, foi difícil ir embora… só espero poder um dia voltar:)
Cheers,
F. ❤

Ubud, a verdadeira Bali!

Se seu desejo é ver campos de arroz verdíssimos, templos hindus só encontrados aqui, nativos usando suas roupas tradicionais e mantendo seus costumes, tudo isso é visto na mais charmosa cidade de Bali, em Ubud.

Ubud não fica muito longe da região de Denpasar (onde fica o aeroporto) e oferece inúmeras opções de acomodação e restaurantes. Vale pesquisar rapidamente onde você irá se hospedar, pois foi lá em Ubud one o episódio do rato na minha cama aconteceu (confere aqui). Porém depois deste episódio traumático, fiquei em um dos melhores hostels de toda minha viagem. Apesar de ser super simples, o quarto era só ventilador e a internet era bem ruim, porém o lugar era uma casa típica de Bali, com uma varanda e sofás e redes

Na entrada do hostel

Na entrada do hostel

espalhados pelo local, com música ambiente (inclusive música brasileira) e mal queria sair de lá de tão gostoso (o hostel chama In Da Lodge).

Ubud é uma cidade pequena rodeada de templos e campos de arroz e que valem a pena alugar uma bicicleta ou moto e explorar a região, sem rumo. Eu aluguei bike por uns 2 dias porém mais para passear pela cidade pois lá é uma região de montanhas então a não ser que você seja ciclista profissional, você terá que se render a uma moto.

Fiquei 5 dias em Ubud e foi difícil partir, a cidade é super relax e para quem está viajando por um longo tempo, é o lugar perfeito para descansar, fazer massagens balinesas (6-7 US por 1 hora de massagem!) e aproveitar para conhecer mais a cultura local.

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A riqueza de detalhes das casas balinesas são únicos.

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Arranjo de flores

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Um dos templos da cidade, com um jardim de flor de lotus na frente.

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A flor mais bela da Ásia!

Em um dia fui a Monkey Forest, e recomendo a visita. Além de ser uma floresta bem grande, lá tem também um templo e milhões de macacos. Mas os de lá são bem tranquilos e a não ser que eles vejam que você tem alguma comida, eles não irão te atacar. Gostei de ter ido só para ficar observando os bichos que são muito fofos. Aqui vai um book fotográfico deles 🙂

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Família unida 🙂

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Os serelepes

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Esse daqui estava tirando uma soneca SENTADO! quase morri! ahhaha

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Amigos que conferem a barba um do outro!

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O baby dormindo abraçado… ❤

Existe um bom mercado/feira na cidade onde você encontrará todos os souvenirs possíveis e imagináveis e é divicil resistir ao papo dos vendedores. Vale lembrar que deve-se sempre barganhar o preço.

Em Ubud é possível também assistir a shows de dança típica balinesa que acontecem todas as noites as 19h-20h por uns 8 dólares. Eu acabei não indo, porém é uma opção para aqueles que estão procurando algo para fazer a noite. Ah vale dizer que diferente de Kuta, em Ubud não existem baladas ou festas, o máximo que existe são bares/restaurantes com música ao vivo. Fui em duas noites diferentes com os brasileiros que tinha conhecido em Kuta e foi super gostoso. Ah e come-se muito bem em Ubud também, existem vários restaurantes e que podem ser um pouco mais caro, já que por ser uma região turística não encontrei comida de rua. Mas mesmo assim era possível achar restaurantes onde almoço ou jantar custava cerca de 3-4 dólares.

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Andando pela cidade, acabei entrando em uma escola local e conversei com eles que foram super simpáticos e são lindos né?

No meu último dia ainda não tinha ido visitar/ver nenhum dos campos de arroz que rodeiam a cidade. Felizmente conheci uma mexicana no hostel e ela tinha encontrado um lugar lindo onde era possível vê-los e era super escondido. Então fomos caminhando até lá  para assistir o por-do-sol e tirar várias fotos. E esse foi o jeito mais inesquecível de me despedir de Ubud, pois o lugar era super calmo, uma paz… e a paisagem era linda.

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Adorei Ubud e recomendo a qualquer um que queria ver a verdadeira Bali!

Cheers,

F.<3