Roteiro para 30 dias no Sudeste Asiático!

Eu fui uma grande felizarda em poder explorar o Sudeste Asiático ao longo de 8 meses, porém sei que pouquíssimos tem esta quantidade de tempo e infelizmente devem se contentar em escolher quais lugares exatos ir, em apenas 30 dias, durante as férias do trabalho e/ou estudos.

É possível conhecer a região em 30 dias? Não, é claro. Porém é possível passar por lugares incríveis e sim conhecer cidades e pessoas que farão com que você ainda volte para esta região, assim que possível.

Assim como um roteiro na Europa, é muito melhor tentar se concentrar em 3-4 países, ao invés de 10, pois assim você realmente não irá conhecer nada, a não ser que você seja o tipo de turista que só se importa em ter uma foto no ponto turístico X e segue adiante.

Este roteiro varia em relação ao que você busca neste subcontinente. Você quer ver de tudo um pouco? Praias belíssimas, templos reluzentes, prédios futurístico? Baladas históricas, passeios feitos SÓ para os turistas?

As opções são inúmeras, e é difícil eu selecionar quais são os lugares mais tops que eu voltaria caso eu tivesse apenas 30 dias, mas vamos lá:

Chegaria por Bangkok (Tailândia) – 2 dias

Seguiria para Chiang Mai (Tailândia) – 3 dias

Voaria para Yangon (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Bagan (Myanmar) – 2 dias

Ônibus noturno para Mandalay (Myanmar) 2 dias

Voaria para Hanói (Vietnã) – 2 dias

de Hanói sai o tour para Halong Bay – 2 dias

quando voltasse para Hanói vindo de Halong Bay, pegaria o bus noturno para SAPA (trekking)- 3 dias

Voaria para Hoi An (o aeroporto fica em Danang) – 4 dias

Voaria para Siem Reap (Camboja) – 3 dias

Voaria para Krabi (Tailândia) –  3 dias

Koh Pi Pi – 2 dias – Retorno para Bangkok para pegar o vôo de volta.

30 DIAS!

Este é um roteiro BEM intenso e que se for incluir o tempo gasto com transfers, talvez não seja possível e uma cidade teria que ser cortada.

É um roteiro que não esta incluso muita praia, então se você busca mais praias este roteiro teria que ser adaptado.

É claro que Malásia, Cingapura e Indonésia são incríveis, porém par suma primeira viagem para a região, escolhas devem ser feitas. No total neste roteiro seria possível conhecer bem 4 países.

Espero que este roteiro ajude algum de vocês que está planejando um mochilão para esta região 🙂

Qualquer dúvida, ficarei feliz em ajudar.

Ps.: Tirando Krabi e Koh Pi Pi, na Tailândia, todos os outros lugares eu fui e é possível encontrar mais informações aqui no blog.

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Cheers,

F. ❤

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Restrospectiva 2014

2014 sem dúvidas foi um ano muito especial, se não o MAIS especial em termos de viagem e de descobrimento sobre como eu gosto de viajar e o que não quero deixar de fazer para o resto de minha vida.

No início do ano estava morando em Paris, França. Morei durante 6 meses em Paris, a cidade mais linda do mundo, na minha humilde opinião 😛 Obvio que apesar de linda, Paris não é uma cidade super fácil de se viver como muitos podem imaginar, mas eu amei este tempo que passei lá e se esta vida ainda me permitir voltaria a morar lá fácil. Sei que também devo escrever um post sobre algumas dicas de lá, aguarde…

Passei o Ano Novo em Paris (o que não é lá grandes coisa, em termos de festas e fogos de artificio, mas anyway é Paris) e no dia seguinte estava indo com minhas irmãs para Londres, Inglaterra. Já era minha segunda vez em Londres e eu gosto muito de lá. Como minhas irmãs só tinham 15 dias para me visitar, recomendei concentrarmos em Paris e Londres pois são cidades que precisa-se no mínimo de 4 a 5 dias para conhecer bem e foi isso que fizemos. Amo Londres e super indico!

London <3

London ❤

De volta a Paris, fiquei “quietinha” por um tempo, até o dia 27 de Fevereiro quando embarquei para Bangkok, Tailândia. Foi por lá que dei entrada no continente Asiático pela primeira vez e o choque cultural foi inevitável. Cheguei a pensar que 8 meses seria muita coisa e que não conseguiria me adaptar a este novo mundo (que parece mais um outro planeta!). Três dias depois voei para Vientiane, Laos que era meu destino oficial e a razão pela qual estava indo à Asia. Fiquei no Laos durante 10 semanas fazendo um estágio, como parte do meu mestrado e o plano inicial era ficar 6 meses por lá, porém devido a inúmeras razões decidi que meu tempo ali chegara ao fim e que o que eu deveria fazer era colocar um mochila nas costas e ir explorar o Sudeste Asiático, pois provavelmente este era o único momento da minha vida na qual eu tinha tempo e recursos suficientes.

Então, sem nenhum roteiro pré-estabelecido, segui viagem rumo ao desconhecido. Meu único plano era que deveria estar de volta à Bangkok, de onde saia meu vôo de volta à Paris, no dia 27 de Outubro de 2014.

Segui via terrestre de volta para Bangkok, só para deixar minha mala principal armazenada em um storage, só assim pude viajar bem leve com minha mochila de 11 Kg e também tinha que renovar meu passaporte na Embaixada Brasileira. Agora sim, tudo certo, let’s go.

Não vou conseguir lembrar passo a passo e cada cidade na qual passei mas foi mais ou menos isso: Da Tailândia, segui para Camboja (2 semanas), e fiz o Vietnã em 1 mês, que é o tempo que o visto permite (fiz o roteiro de sul até o norte), tudo via terrestre. De Hanoi voei para Manila, Filipinas, onde passei 2 semanas explorando o país. Segui para Hong Kong por 4 dias e fiz um bate e volta para Macau, aqui pude experimentar um pouco do que a China pode oferecer e amei conhecer estes dois lugares. Demorei para decidir onde eu deveria ir em seguida, porém peguei um avião rumo a Kuala Lumpur, Malásia. Passei 18 dias conhecendo a região peninsular que é belíssima, e infelizmente tive que deixar para uma próxima Borneo. Inclui neste roteiro é claro, a incrível cidade-estado Cingapura. De volta a KL, voei para Yogyakarta, meu portão de entrada para a Indonésia país incrível por onde passei quase um mês. Tive que retornar a KL para desta vez voar para um destino mais “exótico” e fora do Sudeste Asiático, Sri Lanka! Duas semanas depois, num voo passando novamente por KL (repararam que aqui é hub da região, certo?) segui para meu último destino do SE Asiático e um dos mais incríveis, Myanmar. Duas semanas depois, voltei a Bangkok onde passei mais 3 dias e retornei para o velho continente.

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Para “completar” todos os países do Sudeste Asiático, ficou faltando Brunei e Timor-Leste. Obvio que no auge do meu espírito aventureiro concederei ir em ambos, porém tempo e dinheiro tiveram que falar mais alto e ambos são locais de difícil acesso, infelizmente.

De volta a Paris, pude passar mais 9 dias, desfrutando do que a cidade há de melhor e segui para 4 dias em Padova, Itália. Lá é outra cidade onde morei durante 6 meses e sem dúvidas a Itália é um dos países mais belos que conheço, paisagens, pessoas, e a comida, mama mia! a comida é um comentário a parte hahha 🙂

Gelato <3

Gelato ❤

Voltei a Paris para pegar meu vôo desta vez rumo ao meu amado Brasil. Após 14 meses longe era hora de voltar e apesar de estar triste primeiro por ter deixado a Ásia e segundo por estar voltando sem ter muitas expectativas de quando eu irei viajar novamente, também estava feliz em rever minha família, as pessoas que mais amo neste mundo.

Vim direto ao Mato Grosso do Sul, onde minha família mora e até o momento vivo meio nômade, após 3 semanas em Campo Grande, estou há quase 2 em Corumbá na região do Pantanal, onde também tenho família.

Tem sido ótimo reconectar-me com minhas origens, e aqui é uma região belíssima. Já sinto meu pé coçar em busca de um novo destino, porém anseio por um tempo para ter um local e chamá-lo de “casa”. Viajar é sum duvidas o que mais amo fazer na vida e é para isso que vou trabalhar e destinar meu salário. Me “free spirit” é algo que jamais quero perder e tudo que aprendi nestes últimos 2 anos morando é algo imensurável.

Completei 2014 com 45 carimbos no passaporte (ao longo de minha vida) e ainda faltam tantos outros. Mas sou extremamente grata por ter conhecido já tantos lugares e sei o quão única esta oportunidade é.

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Que 2015 eu e você também viaje muito 🙂 talvez não tanto quanto 2014, mas que os ventos me levem a lugares que ainda não estive mas também não acharia ruim rever alguns dos lugares pelos quais já passei.

Cheers,

F. ❤

Ps. Todos os posts sobre os lugares que passei na Ásia é possível encontrar aqui no Blog.

Quanto custa um mochilão pelo Sudeste Asiático?

Quis escrever este post para aqueles que sonham com uma viagem pelo Sudeste Asiático, porém acham que é muito caro e só quem é rico pode fazer.

Esta é a região considerada mais barata para quem quer “mochilar” e até para quem quer vir de férias também. É importante que existe uma grande diferença entre estes dois estilos de viagem e um não é melhor ou pior do que o outro. Quem vem de férias quer ter conforto, sombra e água fresca (e comida ocidental em sua maioria), porém se você que vir como mochileiro, a sua intenção maior é conhecer a região e não se importar se terá que dormir com mais 15 pessoas no mesmo quarto, ou comer na rua como os locais, ou ter que viajar 12 horas em um ônibus público. São estilos diferentes.

É bem conhecido entre os backpackers que no SE Asiático um budget de 30 dólares por dia (para tudo!) é possível. E eu confirmo esta teoria (inclusive era possível muita massagem tailandesa e balinesa!). Levando em consideração que se gasta no máximo 10 dólares para acomodação, ainda sobra 20 dólares para o restante, que inclui alimentação (se o hostel oferecer café da manhã é um plus!), passeios, transporte e até souvenirs. É claro que existem dias que irá se gastar mais do que outros, por exemplo se você tiver que pagar 15 dólares em um trecho de ônibus, você neste dia irá acabar ultrapassando seu budget, porém em geral um dia compensa o outro.

No meu primeiro mês de viajem usei um APP no celular para controlar todos meus gastos e depois que peguei o ritmo, não precisei mais.  Já sabia quanto devia gastar em cada refeição e qual passeio valeria a pena ou não.

As contas: 30×31 dias =Us$ 930,00. Neste caso eu recomendaria arredondar para 1000, pois ai você tem um extra que te dará mais possibilidades.

Vale dizer que em lugares onde não há tantas atrações turísticas, como praia por exemplo, eu gastava 20 dólares por dia! Isso é muito pouco!

Em geral a média de preços em todo Sudeste Asiático é a mesma, porém alguns lugares que são mais turísticos que outros, você provavelmente irá gastar um pouco mais. Outros países ainda não são tão preparados para mochileiros e tudo fica um pouco mais caro, apesar de que o único lugar que passei por isso foi nas Filipinas, os demais são mais backpacker-friendly.

Para conseguir manter este budget é preciso estar disposto a comer como os locais  e esquecer as comidas ocidentais (deixe a pizza, hamburger e pasta para quando você voltar) e te digo que isto é a melhor coisa que você pode fazer, pois assim você conhece ainda mais a cultura local e experimenta uma culinária única (e muito deliciosa!)!

É preciso também abrir mão de comprar cada bugiganga que você ver, e olha que é difícil! Mas com este budget ainda é possível comprar alguns souvenirs e camisetas/calças e vestidos ao longo da viagem, já que tudo é muito barato.

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Eu fiz a maioria dos trechos de ônibus, pois eu tinha tempo para isso, porém se você não tem tempo ai vale considerar comprar trechos aéreos e que felizmente também são baratos, pois existem inúmeras cia aérea low cost na região. Quando tive que viajar de avião usei Air Asia que é a melhor low cost e abrange um número enorme de destinos, porém tem que comprar com um pouco de antecedência.

Caso você queria fazer algo mais “extravagante” se programe para isso. No meu caso eu queria tirar meu certificado de mergulho PADI, que custou 400 dólares e é claro que não estava no meu budget mensal, porém me organizei para isso e fiz. Para quem quer fazer algum tipo de passeio mais exclusivo, como cruzeiro, passeio de balão etc, é só se organizar e incluir isto no orçamento.

O que é o mais “pesado” é o trecho internacional, Brasil-Ásia. Neste caso recomendaria chegar ou em Bangkok ou em Kuala Lumpur que são os dois maiores hubs da região e que independente de onde você terminar seu roteiro, são destinos de fácil acesso. Inclusive a Air Asia usa como hub principal Kuala Lumpur.

Uma passagem do Brasil para Bangkok ou para KL comprada com antecedência pode custar entre 1200-1500 dólares. O que não difere muito de uma pessagem para New York, por exemplo.

Bom é isso ai, só para dizer que é muito mais possível do que muitos imaginam 🙂

Cheers,

F. ❤

Ilhas Gili, o paraíso na Indonésia

Sem dúvidas as melhores praias da Indonésia (na minha opinião) estão aqui. Três ilhas Gili T, Gili Air e Gili Meno, cada uma com sua característica, sendo que a maior, com mais opções de entretenimento, acomodação e restaurante, é a Gili T.
Esta é a ilha que concentra também o maior número de mochileiros tanto aqueles que querem festa, quanto aqueles que querem relaxar (como eu). Fiquei 6 dias e confesso que não queria ir embora…
A praia é linda, apesar de não ter areia fofa o que acaba machucando o pé, porém o azul turquesa compensa e é impossível não aproveitar. Por ali a vida marinha é ainda bem conservada, então aluguei um snorkel e aproveitei para explorar a região algumas vezes. Dizem que é super fácil, mesmo só com snorkel, de avistar tartarugas marinhas. Eu até vi uma, porém quando fiz mergulho, e vi uma outra baby quando estava na beira do mar e de repente ela apareceu! A coisa mais linda!
No meu primeiro dia na ilha, os brasileiros que tinha conhecido em Bali ainda estavam por lá, então alugamos uma bike e gomo pedalar pela ilha, até que demos a volta completa, parando algumas vezes ao longo do caminho, e este é um passeio que recomendo.
A ilha é bem pequena e não existe carro, todo transporte é feito por carroças ou bicicletas, mas para ir do hostel para a praia e restaurantes é só ir caminhando. Meus dias se resumiam a ir a praia, caminhar pela ilha, snorkel/mergulho, etc. Aproveitei que em frente ao meu hostel tinha um studio de yoga e fiz algumas vezes, logo pela manhã, e mesmo sendo a primeira vez que estava fazendo yoga, adorei! Existem outros studios pela ilha, além de spas, porém os preços aqui eram bem mais caros que em Bali.
Vale lembrar que por ser uma ilha as coisas custam um pouco mais caro, porém não chega a ser uma diferença enorme. Para quem quer fugir dos preços dos restaurante (eu!) existe também todos os dias o night market, onde servem comidas locais e um prato bem servido custa uns 3 dólares! O local fica cheio que backpackers.
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Assim é a praia em Gili!

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Eu com os brazucas que foram meus companheiros de viagem 🙂

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Rua principal de Gili T

O hostel em que fiquei era super relax e curti bastante, fora que existia “open” de pancake (eles deixavam massa de panqueca pronta durante o dia todo e quem quisesse era só fazer a sua), chama Gili La Boheme e após 5 noites a 6a noite é grátis! Muitos turistas/mochileiros vão para Gili para ficar 5 dias e acabam ficando 1 mês, uma prova de que lá vale a pena a visita.
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Criança local que estava brincando no mar com seu irmão, por horas… linda.

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Esse é o irmão 🙂

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A maioria da população local de Gili T é muçulmana, e esse menina linda estava com seu uniforme escolar.

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As flores mais cheirosas da Ásia!

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Na rua do hostel, era ben rústico, então tinha cabras, patos, etc.

Ah vale dizer que existem várias agencias que organizam o trajeto de Bali até Gili e custa em média 35 dólares, o que eu achei bem caro. No meu caso saindo de Ubud, seguimos de minivan até o porto de onde saem os speedy boats para as Gilis, se não me engano o trajeto todo deve ser umas 3 horas.
Existem barcos públicos que fazem o trajeto entre as Gilis, caso queira ir conhecer alguma das outras ilhas, isso eu descobri só no meu último dia, então não fui. Porém quando fiz mergulho, aliás, existem inúmeras escolas de mergulho por lá, fui até Gili Air, e uma é mais bonita que a outra.
Não tenho muito mais o que falar de lá, a não ser que é o lugar para quem quer praias paradisíacas e descanso (ou baladas, já que em Gili T a party scene é bem forte). E como disse, foi difícil ir embora… só espero poder um dia voltar:)
Cheers,
F. ❤

Bali, love it or leave it!

Oh Bali, sem dúvidas um dos destinos que eu estava mais ansiosa para conhecer, porém sem saber exato o que esperar. Já tinha ouvido diversas opiniões de gente que curtiu, gente que amou e muita gente que não gostou, dizendo que Bali é overrated e muito turístico.

E fato é: Bali não é nada daquilo que você imagina, ou que você viu no filme Comer, Amar, Rezar, porém ainda sim é Bali.

Bali é de fato única o que faz com que apesar de não ser aquilo que se espera (pelo menos para mim), valer a visita. Bali é uma ilha bem grande e concentrei meus 10 dias em dois lugares diferentes, primeiro na região de Denpasar/Kuta e em seguida em Ubud. Bali não existe transporte público, e muito menos ônibus conectando as cidades. O que muitos turistas fazem é alugar um carro com motorista que sai por 30-40 US, o que é muito conveniente, porém quando se viaja sozinha como yo isso é impraticável. Consegui um ônibus saindo da balsa vindo de Java que nos levou até Denpasar, de lá peguei um mototaxi para me deixar no meu hostel.

Acabei escolhendo um hostel pelo preço e acabei não ficando bem localizada, mas no final das contas isso não fez muita diferença pra mim. Estava a cerca de 30 minutos caminhando da praia de Kuta. Esta é a região para quem quer festas e está de férias, pois é tudo tão moderno e ocidentalizado que não chega a parecer que você esta na Indonésia. É a região mais turística e entre julho-setembro esta é a época que Bali esta lotada de Australianos (e brasileiros!) em busca de festa e ondas. A praia em si não é nada demais e nem me animei a entrar, a areia é escura e dura e as ondas são super fortes. Só fui para assistir o sol se por, pois este sim foi lindo.

A região em que estava era menos turística então conseguia comer na rua por cerca de 1 dólar por uma comida deliciosa (Mie Ayam – macarrão com frango) e estava super feliz. Já na região de Kuta mesmo, existem vários restaurantes (até Hard Rock Café!) onde a maioria serve comida ocidental, para quem não quer se preocupar em pensar o que é a comida local e fica feliz com uma pizza. Porém o único dia que jantei por lá, gasta-se muito mais, cerca de 8-10 dólares, o que ainda é barato caso se compare com Europa ou EUA, mas que para meu budget de mochileira não cabe.

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Entrada de Kuta beach

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Meu primeiro por-do-sol em Bali

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Como estava fazendo tudo à pé, ficava revoltada com o fato de que quase não existe calçada e as que existem viram “rua” para os motoqueiros apressados! Ou seja, até andar por lá era difícil.

Bali é muito bom para fazer compras (tanto Kuta quanto Ubud) e seguindo o padrão Ásia, todas as lojas vendem praticamente as mesmas coisas, então vá preparado a negociar e a ser duro caso não queria comprar algo. Nesta região compensa comprar anéis/brincos de prata, algo típico de Bali e que tem um preço super bom. Os comerciantes são bem insistentes, e após te dizerem o preço (e você achar caro) eles perguntam: quanto você quer pagar? Ai vale jogar o preço pela metade, até vocês chegarem a um acordo. Claro que é importante manter o bom senso, pois o que percebi eles tem um certo medo de perder a venda pois acham que isso irá trazer azar para suas vendas. Eles dizem: oh make me luck, buy something (me de sorte, compre algo), e assim que você compra eles pegam a nota de dinheiro e passam pelos itens da loja, justamente para “trazer sorte”.

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A questão da religião é algo muito forte em Bali, uma das poucas regiões da Indonésia (que é maioria muçulmana) onde 90% da população é Hindu. Os templos, deuses e oferendas estão em cada esquina e em todas as casas. Andando pela calçada eu tinha que tomar cuidado para não pisar em nenhuma oferenda, pois elas estão em todos os cantinhos, esquinas, etc. Pela manhã era possível ver mulheres passando em cada loja, cada templo, deixando flores e fazendo seus rituais.

 

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As oferendas que estão presentes por toda a ilha

 

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Andando por Kuta

Um dia decidi ir conhecer a região de Uluwatu, mais ao sul da ilha de Bali e onde fica a praia de Penang Penang, que supostamente é uma das mais bonitas de Bali. Negociei com um motorista para me levar, mas acabou sendo furada pois ele me deixou lá e tive que me virar para voltar. Muitos alugam moto (estilo scooter) para ficar livre e ir a onde quiser, porém o trânsito é ridículo de perigoso e não há respeito nenhum a nenhuma regra de transito, então decidi não correr este risco.

Bom a praia de Penang Penang em si é bonita, porém quase não há “praia” em si, e tive que achar um micro espaço para colocar minha canga. Fora que esta é uma praia para surfistas, então mal me atrevi a entrar no mar e já levei um caldo, sendo que o fundo do mar não é areia e sim pedras, sendo impossível conseguir ficar de pé. Fora que eles não sabem o que fazer com o lixo gerado pelos turistas na praia e simplesmente jogam atrás das pedras (foto). Saindo desta praia, peguei um mototaxi para ir até o templo de Uluwatu este sim um dos principais pontos turísticos de Bali e cheguei bem a tempo de ver um lindo por do sol. O parque é bem bonito e fiquei um bom tempo por lá, observando os macacos e tirando várias fotos. Lá também tem todas as noites show de dança balinesa, para quem tiver interesse.

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O lixo na praia de Penang Penang 😦

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Penang Penang

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O templo de Uluwatu

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Os macacos que atacavam turistas desatentos

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Lindo!

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Foi saindo deste templo que conheci um grupo de brasileiros e acabamos nos encontrando em outras duas cidadesSAMSUNG CSC, Ubud e em Gili e para mim que fazia séculos que não encontrava brasileiros foi bom demais, brasileiro é outra coisa né?

Depois de 5 noites em Kuta, segui para Ubud. Algumas agencias de turismo organizam ônibus para os turistas, e foi em um desses que fui, a viagem em si é 1 hora e meia, super perto.

Ubud vale relatar em um outro post pois este lugar sim é a verdadeira Bali.

Cheers,

F. ❤

Vulcão Ijen, Java

Saindo do vulcão Bromo não sabia para onde ir em seguida, peguei uma mini van até a cidade mais próxima, Probolinggo, e estava na duvida se encarava mais um vulcão ou se seguia direto para Bali. Como ainda tinha tempo e não queria deixar a oportunidade passar , dei uma olhada rápida no meu guia de viagens Lonely Planet e decidi pegar um ônibus para Bondowoso, uma cidade relativamente próxima ao vulcão Ijen.

Foi nesta viagem de ônibus que aconteceu o episódio mais memorável de minha viagem pela Indonésia (quem não leu, confere aqui) e fui direto à uma guesthouse que era recomendada pelo guia. Chegando lá, por volta das 14h, almocei e conversando com o pessoal da recepção era possível agendar um motorista para me levar até o vulcão. Como estou viajando sozinha a opção mais barata era ir de moto, mas confesso que depois da minha viagem de moto ao Monte Bromo, queria passar longe de uma motoca e minha bunda agradecia 🙂 Mas ok, fazer o que né?

Felizmente outros três hóspedes (um casal francês e um australiano) também queriam ir ao Ijen, então dividimos um carro com motorista, que iria nos levar até o vulcão e depois nos deixar na cidade de onde saem as balsas rumo à Bali. Isso custou 250.000 rupiah (50 reais) mais a entrada do parque que custou 100.000 rupiah (20,00), mas pelo menos fui no conforto de um carro quentinho. O pessoal da guesthouse foi super simpático e preparou nosso café da manhã numa marmita para comermos na viagem (arroz frito) e consegui dormir um pouco antes de sairmos por volta das 23h. Ou seja, esta seria minha segunda noite sem dormir e ainda subindo um vulcão. Estava morta com farofa e mais uma vez foi “sofrido”.

Diferente do Bromo o Ijen você tem que caminhar 3km de subida até o topo, e foi puxado! Ijen é outro vulcão ativo do Leste de Java e ficou mais conhecido após a National Geographic divulgar umas fotos das lavas azuis que saem do vulcão. No caso, não são lavas mas sim combustão de gases que gera esta luz azul e para conseguir ver é preciso ir durante a noite, como foi nosso caso. Eu vi porém minha câmera não conseguiu nenhuma foto boa :/ as chamas no entanto, ficam mais para dentro da cratera e para descer lá, os locais exigem que você vá com um guia e isso custa mais uma grana que eu não estava afim de pagar. Fora que o Ijen é puro enxofre, o cheiro é absurdo de forte, eu estava de máscara, para uma bem simples e para chegar mais próximo das chamas é preciso de uma proteção mais forte. Enxofre é extraído do vulcão e é possível ver os trabalhadores carregando enormes pedras amarelas, que no total chegam a pesar 80 kgs!

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

O fogo azul, foto: PHOTOGRAPH BY OLIVIER GRUNEWALD

Um dos trabalhadores do local.

Um dos trabalhadores do local.

Um monte próximo ao Vulcão

Um monte próximo ao Vulcão

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

Estas são as pedras de enxofre e o lago azul da cratera ao fundo

O nascer do sol

O nascer do sol

Como chegamos cedo e acabamos não descendo até mais próximo da cratera eu fiquei conversando com o australiano até esperarmos no nascer do sol. Só que isso demorou umas 3 horas, eu morrendo de sono e com muito frio (again!). Fomos dar uma caminhada para esquentar o corpo e logo depois o céu começou clarear e era possível ver que estacamos acima das nuvens, uma imagem bem bonita. O vulcão em si, tem uma paisagem bem dramática, algo meio apocalíptico, pois não é bonito como o Bromo, mas mesmo assim tem uma beleza única.

Depois de um tempo, começamos a descer e esperamos no carro até todos voltarem e seguimos Banyuwangi, de onde saem as balsas rumo à Bali.

Depois de duas noites sem dormir, subindo vulcões, já estava satisfeita de vulcões para o resto da viagem hahah Foram duas experiências diferentes, e sem dúvidas recomendo. Tinha comentado no outro post que o Bromo foi meu primeiro vulcão, porém minha sister linda me lembrou que fomos a um ou dois vulcões em nossa viagem ao Chile, mas acho que por não ter sido “sofrido” como estes aqui, eu não lembrava rs. Espero que estes fiquem pra sempre na minha memória, não só por terem sido “sofridos” mas sim pela beleza única de cada um deles.

Cheers,

F. ❤

Cameron Highlands + roteiro pela Malásia.

Saindo das praias paradisíacas das ilhas Perhentian (confere o post aqui), segui para a região chamada Cameron Highlands, que nada mais é que uma região montanhosa, algo como Campos do Jordão. A região é famosa para quem quer conhecer um pouco sobre as plantações de chá da Malásia, porém a região tem bastante a oferecer. Por ser uma região mais fria, é lá que se plantam morangos, flores, entre outras coisas. Como disse lá é mais frio e eu sem casaco não estava preparada para isso, felizmente consegui uma jaqueta emprestada do gerente da pousada em que estava, porém o frio lá é tranquilo, nada extremo. Fiquei em uma pousada super boa, em um dormitório para 6 pessoas e lá conheci uma alemã e um polonês com quem sai para jantar e trocar histórias de viagens 🙂

A cidade principal desta região chama Tanah Rata e existem inúmeras opções de acomodação, restaurantes (vários de comida indiana) e agências de viagem que organizam os tours. No primeiro dia acabei demorando para escolher qual trilha ia querer fazer e quando decidi já estava lotado, o que não foi nenhum problema, pois como estava vindo das ilhas onde não tive acesso à internet, precisava trabalhar um pouco e foi isso que fiz no dia seguinte.

Nisso, escolhi fazer o tour que queria fazer, sem ter muita expectativa, o que foi bom. O tour custou 50 Riggit (em torno de 37,00 reais) e no dia seguinte as 8:30 uma Land Rover passou para nos buscar. Primeiro fomos à plantação de chá, que é bem bonita, porém me lembrava as plantações de arroz que tinha visto no Vietnã e que aos meus olhos eram muito mais bonitas. Mesmo assim, admirei a paisagem e nosso guia nos explicou um pouco sobre como funciona o processo de cultivo de chá, quanto tempo demora, etc. Essa parte eu gostei bastante, pois jamais tinha imaginado como tudo isso funcionam, por exemplo a mesma folha é tanto o chá verde, o branco, o preto e se quiser adiciona-se os sabores, etc… não vou saber explicar hahaha

Em seguida fomos visitar a fabrica de chá, que é bem pequena, mas foi interessante. Logo após tivemos um tempo livre para degustar chás, que não estava incluso no preço que fique bem claro. A fábrica e a plantação que visitamos é da marca BOH, uma das mais famosas do país e era tudo muito bonito e de primeira qualidade.

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Na plantação de chá

Após o cházinho fomos a um pico para ter uma vista panorâmica da região, e de lá seguimos para a Mossy Forest. Quando eu comprei o tour eu confesso que não sabia o que significa Mossy, achei que era uma floresta comum, porém Mossy quer dizer Musgo e este foi o lugar que mais gostei de ter visitado. Antes de entrar na floresta, que não é muito grande, nosso guia foi nos explicando sobre diferentes folhas e flores (inclusive uma planta carnívora que é comum por lá), vimos uma cobra, até chegarmos na floresta que é incrível, musgo por todo lado e bem úmido, uma paisagem única.

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A incrível floresta de musgo

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A flor carnívora

Um tour bem famoso de se fazer nesta região é uma trilha que te leva até a maior flor do mundo, chamada rafflesia, o tour inclui caminha umas 2 horas de ida e mais 2 de volta (não, muito obrigada) e sinceramente não é uma flor bonita não e além disso ela fede (wikepedia: as raflésias emitem um forte odor a carne putrefacta, o que atrai os insectos responsáveis pela polinização) que tal?

A maior flor do mundo!

A maior flor do mundo!

Bom, após a floresta, como ainda tínhamos tempo passamos em uma fazenda de borboletas e flores que foi legal para tirar várias fotos.

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A região é conhecida também por suas plantações de morango

A "borboletinha"

A “borboletinha”

No mesmo dia depois do tour peguei um ônibus de volta à Kuala Lumpur, para esperar meu vôo para a Indonésia e lá fiquei por mais 3 noites. Quis mostrar um mapa do meu roteiro pelo país, para concluir este capítulo (semana que venho tenho que passar por KL de novo!). No total passei 18 dias viajando pelo país, mais 3 dias em Cingapura. O país é enorme e é dividido entre a parte da peninsula, por onde eu viajei, e Borneo que é a maior parte do país porém menos povoada e menos desenvolvida. Inicialmente eu queria ter ido à Borneo, porém as principais coisas para se fazer por lá é escalar o monte mais alto do Sudeste Asiático (Monte Kinabalu), algo que não tenho preparo para isso, é lá também onde fica um dos lugares de mergulho mais famosos do mundo, Sipadan, porém é super restrito e custo caríssimo (uns 400 dólares). Ou seja, acho que para a viagem que estou fazendo agora essas aventuras e preços não se encaixam.

O país tem paisagens lindas, comida boa, uma mistura louca entre indianos, chineses e malaios, o que deixa o lugar mais interessante ainda, preços acessíveis e opções para todos os gostos. Mesmo assim devo dizer que não foi meu país preferido, não sei ao certo o porquê, talvez estava acostumada a países “menos desenvolvidos” onde para ir à qualquer lugar tem que passar perrengue hahaha. Mas com certeza é um país que vale a visita e em 2 semanas é possível conhecer tranquilamente e fazer um roteiro como o que eu fiz.

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Meu roteiro, incluindo Singapura.

Cheers,

F. ❤