Travel as much as you can!

Hoje a foto de lembrança que meu facebook me mostrou, foi de 2 anos atrás, eu em Halong Bay, um dos lugares mais lindos que já fui, e a saudade é grande.

Não sei porque, perdi o ritmo de escrever no blog, na verdade até sei… é porque a vida nômade terminou, pelo menos por agora. Depois que voltei da Ásia, tive a oportunidade de tirar umas férias, minha ultima 😦 por sinal, e fui para Cuba! O desejo de conhecer os lugares menos convencionais sem duvidas me fascina.

Fui para Cuba com minhas duas irmãs e foi uma viagem bem relax, fomos para Havana e Varadero. O país é lindo e vale a visita, e sem dúvidas vale aquele velho conselho, corra enquanto é tempo para conhecer a Cuba de Fidel, pois a tendencia é eles se adaptarem cada vez mais ao mundo capitalista.

Ainda quero escrever sobre Cuba (ok já faz mais de 1 ano que a viagem aconteceu ahahha) mas esta valendo.

Este ano em Fevereiro de 2017 tive a oportunidade de fazer uma viagem bem rapida, desta vez a trabalho, para UK e França. Como não sou boba nem nada, arrumei um voo indo via Marrocos, e consegui um stopover em Clasablanca! Quem não quer conquistar mais um país na lista de lugares visitados, né? Oh e pra mim não vale contar países onde você passou só pelo aeroporto hein! se não minha lista já seria bem maior!

Bom em Casablanca meu tempo foi bem curto, mas pude encontrar com uma amiga muito querida (Fatima), que estudamos juntas no mestrado. Ela mora em Habat, que fica há pouco mais de uma hora de Casa, e como felizmente era um sábado ela foi até lá para me encontrar. Puder conhecer sua bebê recem-nascida e seu esposo. Casa é uma cidade bem desenvolvida, com bastante transito e bem grande! Eu fiquei hospedada próxima ao aeroporto, e mal sabia eu que era super longe da cidade, mas no final deu tudo certo. Fatima me mostrou um pouco da cidade e acabamos indo almoçar em um shopping. Pude conhecer a Mesquita Hassan II que é incrível e é a segunda maior Mesquita do mundo! Eu adoro visitar estes templos pela riqueza dos detalhes, e valeu a visita. Fatima me contou que o presidente queria que todo marroquino contribuísse para a construção do templo, para se sentirem parte, então ele recolher parte do dinheiro de todo mundo! Que beleza né?

A Mesquita!

A Mesquita!

Enfim, minha visita ao Marrocos foi muito breve e com certeza quero muito voltar para conhecer melhor.

Em seguida voei para Londres, esta foi minha terceira visita a Londres e que cidade incrivel! Realmente demais!

Fui a trabalho conhecer algumas escolas de idiomas, então passamos por Londres, Cambridge, Brigthon e Bournemouth, estas outras eu não conhecia e adorei conhecer.

London <3

London ❤

De lá fomos para Paris, mas seguimos direto para Amboise, cidade bem pequena que fica a beira do rio Loire, na região do Vale-du-Loire, belissima! Tem castelo e tudo mais. Depois fomos para La Rochelle na costa Ostes próxima a Ile de Ré, que eu também não conhecia mas é uma bela cidade.

Amboise e o rio Loire

Amboise e o rio Loire

Só então fomos para Paris, minha cidade preferida da vida ❤ Como é bom voltar! Pra mim foi  muito especial, fazia cerca de 1 e 3 meses que eu tinha ido embora de Paris e da minha vida de estudante intercambista, então foi maravilhoso voltar e rever meus amigos do mestrado. Ainda quero fazer um post com um roteiro que considero legal para fazer em Paris para quem tem 4-5 dias na cidade. Prometo que farei 🙂

Com os amigos no café da Amelie em Montmartre

Com os amigos no café da Amelie em Montmartre

Paris <3

Paris ❤

Esta foi então minha ultima viagem, meu coração dispara toda vez que vejo uma passagem em promoção no site Melhores Destinos hahaha! Sem duvidas quero muito poder voltar a Ásia e desta vez explorar outras lugares, como India, China, Japão e Coréia. Porém estes destinos ainda estão bem longe no momento…

Porém sonhar é FREE!

Fico feliz que volte e meia recebo o e-mail ou alguem me procura pedindo dicas sobre a Ásia, ou falando que eu as ajudei a decidir pelo destino ou até que inspirei a ter coragem de viajar sozinha! Isso é muito legal ❤

Então quero continuar escrever e relatando um pouco mais sobre minhas viagens e lugares que já passei e que espero passar 🙂

F.

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Roteiros para quem quer fazer um Mochilão

Lembro ainda hoje de quando voltei do meu primeiro mochilão, lá em 2011. Falei pra mim mesma: olha esse lance de viajar de mochila nas costas é muito legal, mas esse foi meu primeiro e último! Quero algo mais confortável daqui pra frente. hahaha Mal sabia eu que eu faria mais dois depois daquele.

Não sei bem o que mudou, acho que foi simplesmente o fato de amar viajar e como ainda sou nova e não tenho muitos recursos, a forma mais viável para se viajar é estilo mochileiro.

Diria que para fazer um mochilão, não necessariamente deve-se viajar só com uma mochila, vai além, é um estilo de viajar. É viajar com pouca grana, talvez ainda sem ter um roteiro certinho e estar disposto a passar perrengues 😛

Pois então, após muito tempo de abandono que este blog sofreu, resolvei escrever sobre algumas opções de roteiros para quem quer mochilar. Vou falar um pouco por cima, porém depois posso escrever mais a fundo sobre cada local.

1a Opção: America do Sul: Para nós esta pode ser a porta de entrada para quem quer fazer sua primeira viagem como mochileiro. Eu quando fiz meu destino foi: Bolivia e Peru.

Antes disso já tinha feito uma viagem em família e de carro! por Paraguai, Chile e Argentina.

No caso deste 1o mochilão, eu não tinha muito tempo então acabou sendo só estes 2 países em cerca de 15 dias. Para ir começamos cruzando a fronteira Brazil-Bolivia por Corumbá (MS)-Puerto Quijarro. Sou originalmente de Corumbá então pra mim, usar esta fronteira seria o mais obvio. Demos entrada no país, o que pode levar horas, devido as filas e compramos nosso trecho Puerto Quijarro-Santa Cruz de la Sierra, de trem. Eita viagem longa hein! Esse é o famoso trem da morte, hoje em dia recomendo fazer este trecho de ônibus, que é mais rapido e mais confortável. Porém se você quer ter a experiência roots de viajar pela Bolivia vá de trem. A viagem é tranquila, porém o trem viaja bem lentamente, a cada parada surge alguém vendendo frango frito, etc etc.

Não vou entrar em detalhe em cada cidade que passei, isso fica para a próxima, porém foi Santa Cruz de La Sierra – fomos de avião para Sucre, seguimos para Potosí e de la para UYUNI (nosso principal destino na Bolívia era conhecer o deserto de sal!) de UYUNI fomos para La Paz. Não ficamos em La Paz, seguimos para cruzar a fronteiro com o Peru e ficamos em PUNO, para fazer o passeio (pegadinha de turista) no lago Titicaca. De PUNO seguimos para CUSCO, após alguns dias iniciamos a peregrinação para conseguir chegar a MACHU PICHU.

De volta a Cusco, separei do meu grupo, pois tinha que voltar para São Paulo, então peguei um vôo para Lima, consegui ter algumas horas de passeio pela cidade e de Lima voltei para o Brasil. O restante do meu grupo começou o caminho de volta, e pararam em La Paz, onde teve até neve.

Esta é uma viagem bem roots, diria que até mais que Sudeste Asiático. Felizmente como somos hermanos sabemos que tem que estar ligado o tempo todo para ninguém passar a perna na gente, mesmo assim isso acontece. Os onibus são ruins, hospedam também, isso se vc estiver viajando com pouca grana né. Porém vale a pena pois as paisagens são belissimas!

the one and only: Machu Pichu

the one and only: Machu Pichu

2o Opção: Balcãs! Ok eu sei que essa é uma opção super incomum ahaha A maioria das pessoas depois que faz mochilão pela América do Sul o próximo passo é mochilar pela Europa ocidental. No meu caso, eu estava morando na Europa (na Itália) e tinha alguns dias de férias entra Natal e Ano Novo, então pensei, por que não?

Tenho anotado um relato de cada cidade e país que passei e que devo fazer um post em breve, porém eu super recomendo a região. Comida excelente, riqueza cultural, super barato e paisagens de tirar o folego!

Resumidamente meu roteiro foi: Budapeste, Hungria -> Zagreb, Croacia -> Sarajevo, Bosnia ->Mostar, Bosnia -> Dubrovnik, Croacia -> Budva, Montenegro -> Tirana, Albania -> Ohrid, Macedonia -> Escópia, Macedonia -> Sofia, Bulgaria -> Plovdiv, Bulgaria.

Tudo via terrestre, até por que fui sem roteiro definido. Fui sozinha, eu e meu guia Lonely Planet 🙂

Terminei em Plovdiv, na casa de uma amiga Bulgara que estudavamos juntas, então de lá pegamos um avião de volta para a Itália. Eu amei demais essa região! Depois ainda pude ir duas vezes para Sérvia, que vale também a visita (tentei ir neste primeira vez que viajei pela região, mas fui barrada na fronteira, estória essa que fica para a próxima).

Prometo escrever mais sobre cada lugar que passei!

Lago Ohrid, Macedonia!

Lago Ohrid, Macedonia!

3a Opção: Sudeste Asiático! Esse blog começou, no incio da minha aventura de 8 meses por esta região. Já escrevi um roteiro que sugiro para quem tem 30 dias para explorar a região (esta aqui no blog esse post). Esse é um destino muito comum para mochileiros europeus, no nosso caso acredito que o número de brasileiros esta crescendo porém ainda é bem pouco. Ah! tem também muito Australiano por ai.

A região é bem preparada para receber turistas, sendo estes mochileiros ou mais high end. Hostels estão por toda parte e os preços são os melhores. Viajei por 12 países e para isso é necessário tempo, porém mesmo sem muito tempo da para conhecer destinos que você jamais vai esquecer. Só de ir para a Ásia, já é algo que você jamais vai esquecer!

Aqui no blog já tem vários posts falando dos destinos que passei durante este tempo, então fique a vontade 🙂

Bali!

Bali!

Outros destinos: São tantos, mas com mochila nas costas ainda iria para América Central (da para fazer tudo via terrestre), Índia e Nepal, Kenya e Tanzânia, e tantos outros.

Espero conseguir escrever mais aqui no blog!

Bjs,

F.

Restrospectiva 2014

2014 sem dúvidas foi um ano muito especial, se não o MAIS especial em termos de viagem e de descobrimento sobre como eu gosto de viajar e o que não quero deixar de fazer para o resto de minha vida.

No início do ano estava morando em Paris, França. Morei durante 6 meses em Paris, a cidade mais linda do mundo, na minha humilde opinião 😛 Obvio que apesar de linda, Paris não é uma cidade super fácil de se viver como muitos podem imaginar, mas eu amei este tempo que passei lá e se esta vida ainda me permitir voltaria a morar lá fácil. Sei que também devo escrever um post sobre algumas dicas de lá, aguarde…

Passei o Ano Novo em Paris (o que não é lá grandes coisa, em termos de festas e fogos de artificio, mas anyway é Paris) e no dia seguinte estava indo com minhas irmãs para Londres, Inglaterra. Já era minha segunda vez em Londres e eu gosto muito de lá. Como minhas irmãs só tinham 15 dias para me visitar, recomendei concentrarmos em Paris e Londres pois são cidades que precisa-se no mínimo de 4 a 5 dias para conhecer bem e foi isso que fizemos. Amo Londres e super indico!

London <3

London ❤

De volta a Paris, fiquei “quietinha” por um tempo, até o dia 27 de Fevereiro quando embarquei para Bangkok, Tailândia. Foi por lá que dei entrada no continente Asiático pela primeira vez e o choque cultural foi inevitável. Cheguei a pensar que 8 meses seria muita coisa e que não conseguiria me adaptar a este novo mundo (que parece mais um outro planeta!). Três dias depois voei para Vientiane, Laos que era meu destino oficial e a razão pela qual estava indo à Asia. Fiquei no Laos durante 10 semanas fazendo um estágio, como parte do meu mestrado e o plano inicial era ficar 6 meses por lá, porém devido a inúmeras razões decidi que meu tempo ali chegara ao fim e que o que eu deveria fazer era colocar um mochila nas costas e ir explorar o Sudeste Asiático, pois provavelmente este era o único momento da minha vida na qual eu tinha tempo e recursos suficientes.

Então, sem nenhum roteiro pré-estabelecido, segui viagem rumo ao desconhecido. Meu único plano era que deveria estar de volta à Bangkok, de onde saia meu vôo de volta à Paris, no dia 27 de Outubro de 2014.

Segui via terrestre de volta para Bangkok, só para deixar minha mala principal armazenada em um storage, só assim pude viajar bem leve com minha mochila de 11 Kg e também tinha que renovar meu passaporte na Embaixada Brasileira. Agora sim, tudo certo, let’s go.

Não vou conseguir lembrar passo a passo e cada cidade na qual passei mas foi mais ou menos isso: Da Tailândia, segui para Camboja (2 semanas), e fiz o Vietnã em 1 mês, que é o tempo que o visto permite (fiz o roteiro de sul até o norte), tudo via terrestre. De Hanoi voei para Manila, Filipinas, onde passei 2 semanas explorando o país. Segui para Hong Kong por 4 dias e fiz um bate e volta para Macau, aqui pude experimentar um pouco do que a China pode oferecer e amei conhecer estes dois lugares. Demorei para decidir onde eu deveria ir em seguida, porém peguei um avião rumo a Kuala Lumpur, Malásia. Passei 18 dias conhecendo a região peninsular que é belíssima, e infelizmente tive que deixar para uma próxima Borneo. Inclui neste roteiro é claro, a incrível cidade-estado Cingapura. De volta a KL, voei para Yogyakarta, meu portão de entrada para a Indonésia país incrível por onde passei quase um mês. Tive que retornar a KL para desta vez voar para um destino mais “exótico” e fora do Sudeste Asiático, Sri Lanka! Duas semanas depois, num voo passando novamente por KL (repararam que aqui é hub da região, certo?) segui para meu último destino do SE Asiático e um dos mais incríveis, Myanmar. Duas semanas depois, voltei a Bangkok onde passei mais 3 dias e retornei para o velho continente.

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Para “completar” todos os países do Sudeste Asiático, ficou faltando Brunei e Timor-Leste. Obvio que no auge do meu espírito aventureiro concederei ir em ambos, porém tempo e dinheiro tiveram que falar mais alto e ambos são locais de difícil acesso, infelizmente.

De volta a Paris, pude passar mais 9 dias, desfrutando do que a cidade há de melhor e segui para 4 dias em Padova, Itália. Lá é outra cidade onde morei durante 6 meses e sem dúvidas a Itália é um dos países mais belos que conheço, paisagens, pessoas, e a comida, mama mia! a comida é um comentário a parte hahha 🙂

Gelato <3

Gelato ❤

Voltei a Paris para pegar meu vôo desta vez rumo ao meu amado Brasil. Após 14 meses longe era hora de voltar e apesar de estar triste primeiro por ter deixado a Ásia e segundo por estar voltando sem ter muitas expectativas de quando eu irei viajar novamente, também estava feliz em rever minha família, as pessoas que mais amo neste mundo.

Vim direto ao Mato Grosso do Sul, onde minha família mora e até o momento vivo meio nômade, após 3 semanas em Campo Grande, estou há quase 2 em Corumbá na região do Pantanal, onde também tenho família.

Tem sido ótimo reconectar-me com minhas origens, e aqui é uma região belíssima. Já sinto meu pé coçar em busca de um novo destino, porém anseio por um tempo para ter um local e chamá-lo de “casa”. Viajar é sum duvidas o que mais amo fazer na vida e é para isso que vou trabalhar e destinar meu salário. Me “free spirit” é algo que jamais quero perder e tudo que aprendi nestes últimos 2 anos morando é algo imensurável.

Completei 2014 com 45 carimbos no passaporte (ao longo de minha vida) e ainda faltam tantos outros. Mas sou extremamente grata por ter conhecido já tantos lugares e sei o quão única esta oportunidade é.

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Que 2015 eu e você também viaje muito 🙂 talvez não tanto quanto 2014, mas que os ventos me levem a lugares que ainda não estive mas também não acharia ruim rever alguns dos lugares pelos quais já passei.

Cheers,

F. ❤

Ps. Todos os posts sobre os lugares que passei na Ásia é possível encontrar aqui no Blog.

Sobre viajar sozinha e ser mulher

Poucos entendem. Muitos questionam. Alguns encorajam. Poucas vão em frente.
Pensei em fazer um post sobre dicas para mulheres que querem viajar sozinha, mas não chega a existir dicas pois o bom senso é o que conta nessas horas. Me comporto viajando sozinha do mesmo jeito que me comportava quando morava em São Paulo. Evito andar sozinha a noite em ruas vazias, olhos sempre atentos pois sempre tem um doido que decide te seguir (e se não estiver atenta você pode não perceber), não dou papo para desconhecidos que pareçam minimamente suspeitos, etc.
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Acho que a única dica valida é avaliar bem antes de escolher um destino e pesquisar se este destino é “friendly” para mulheres que estão viajando sozinha. Se você me perguntar se eu iria para a Índia, alguns países Árabes ou para a alguns países da África sozinha, eu diria: não muito obrigada. Alguns destinos são simplesmente muito arriscados para viajantes, e pode ser por diversos fatores, em geral é pelo fato deles não respeitarem mulheres ocidentais, por acharem que só por você usar um shorts mais curto ou mostrar os ombros, você esta disposta a ser assediada e abusada. É questão de cultura. É claro que casos como na Índia ou até na África do Sul onde o índice de estupro é altíssimo, isso está além da questão cultural e sim da maldade doentia de alguns.
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O Sudeste Asiático é uma região extremamente tranquila para mulheres viajarem sozinha e acho que um dos fatores à favor é a questão da religião, pois em sua maioria Budista, nos países da região a cultura de roubo, agressão ou qualquer coisa do gênero é simplesmente inexistente. É claro que roubo existe, e em cidades grandes é importante ficar sempre atenta, porém felizmente sempre me senti segura (a não ser em Manila, nas Filipinas, local onde esta teoria não é valida)
Outro fato é que os homens locais estão cada vez mais acostumados a presença das mulheres ocidentais, e não as vêem como objetos de desejo (a não ser pela parte financeira, mas ai vale tanto para homem quanto para mulher). Porém é claro que esta lógica não vale para todos os países da região. Percebi que na Malásia e na Indonésia existe um interesse maior pelas ocidentais e vale ficar mais ligada.
Foi na Malásia a primeira vez que percebi que um homem estava me seguindo, ele era Indiano (na Malásia existem basicamente três etnias: Indianos, Chineses e Malaios). Na mesma hora que percebi já fui andando por ruas bem movimentadas e tentei falar com um segurança (apesar dele não entender inglês, eu tentei), pois ao menos o cara notou que eu tinha percebido que ele me seguia. Porém ele não parou por ai, porém depois de um tempo ele cansou, pois eu parei para falar com uns outros indianos. Enfim, tem que estar atenta.
Na Indonésia eu já percebi o fato de que os locais, quase vêem as gringas como uma esperança de sair do país, ou de conseguir alguma melhoria de vida, através de um casamento ou algo assim. O assédio era muito maior neste país, porém eles jamais eram agressivos e existia uma certa inocência até. Conheci alguns que estavam levando um relacionamento à distancia com europeias que conheceram e vi também varias gringas “atacando” os locais. Em Gili T, uma ilhota na qual fiquei por 6 dias, acabei indo embora, apesar de querer ficar mais, pois o gerente do meu hostel, após conversarmos uma única vez, já estava planejando como seria o nosso relacionamento à distancia. Oi?
Enfim, no Sudeste Asiático em geral recomendo para qualquer uma, caso queira experimentar viajar sozinha, e te digo: conheci várias que estavam fazendo isso.
No momento estou no Sri Lanka e apesar de ser um país seguro, o assédio nunca foi tão grande. Lendo, descobri que só em 2009 o país reabriu as portas para o turismo (após o fim de uma longa guerra civil) e a curiosidade deles pelos turistas é muito grande, ainda mais se você for mulher E estiver viajando sozinha. Percebi que seria um grande desafio quando O PRIMEIRO motorista de tuktuk que peguei assim que cheguei no país, ao fim de nossa corrida de uns 20 minutos, em seu inglês precário, disse: I love you, merry me! Então vale criar a estratégia de dizer que tem namorado, ou que seus amigos irão te encontrar daqui a pouco, etc… só para despistar. Mas mesmo assim, confesso que é cansativo. Mais uma vez digo eles não são agressivos, porém é chato.
Fora isso, o fato de “viajar sozinha” é difícil de entender, os locais não entendem e quando dizia que estava sozinha, alguns exclamava: QUE TRISTE! Fora o fato de sempre perguntarem se sou casada.
Sei que muitos de vocês também podem pensar o mesmo. Obvio que preferiria fazer esta viagem com amigas, porém se elas não podem, porque isso iria fazer com que eu também não fosse? Fora que existem inúmeros pontos positivos em viajar sozinha, você aprende tanta coisa e esta muito mais aberta a conhecer pessoas, fazer aquilo que quer na hora que quer (essa parte eu amo!), etc.
large-1Minhas irmãs dizem que não teriam coragem de fazer o que estou fazendo, e quem sabe isso não é para todo mundo mesmo, porém você nunca irá saber se não tentar pois quem sabe você descobre que gosta. Lógico que 5 meses viajando sozinha não é fácil, detesto não ter ninguém para tirar fotos comigo ou de mim ou de não ter ninguém para almoçar/jantar junto, ou de não ter ninguém para fazer um comentário sobre um local #drama. Felizmente como disse, existem vários outros viajantes que também estão na mesma situação que você e é ficando em hostels ou se preocupando minimamente em estar aberta a conhecer pessoas, que estes momentos de solitude são preenchidos. Eu conheci muita gente nessa viagem, pessoas super interessantes e hoje em dia sou uma pessoa muito mais sociável do que antes, fora que meu número de amigos no Facebook cresceu exponencialmente hahaha 😛
Bom é isso, digo para qualquer um, independente do gênero: vá!
A vida é curta demais para passarmos em um só lugar #clichê
Não temos nada a perder, e um mundo inteiro para ver #clichê2 !
Cheers,
F. ❤

O que você deve saber sobre viajar no Camboja

Queria fazer um post resumindo como foi viajar por 2 semanas pelo Camboja, os seus prós e contras e o que eu gostaria que alguém tivesse me informado antes 🙂

1. Muitas horas para poucos quilômetros:

Bom, viajar de ônibus como eu fiz não é nada fácil. As estradas são todas em péssima qualidade, inclusive a estrada que liga Siem Reap a Phnom Pehn, ou seja  rota mais turística do país que são apenas 321km, demorei cerca de 8 horas! Cada vez que viajava de uma cidade a outra, sabia que seria um dia inteiro dentro de um ônibus sem banheiro, com tv e músicas em khmer no ultimo volume e as paradas para uso do banheiro e para comer eram em lugares nada convidativos. Existe a possibilidade de voar com Air Asia (a low cost da região) de Phnom Penh para Siem Reap, o que para quem não tem muito tempo facilita bastante. Outra coisa que torna mais difícil viajar pelo país é que não existem muitas rodovias por exemplo conectando o oeste com o lest do país e tudo acaba tendo que passar por Phnom Penh que esta no centro do país, ou seja, leva mais tempo ainda. Então já sabe, se prepare mentalmente que seja, ou trazendo consigo um bom livro 🙂

Na rodoviária

Na rodoviária

2. Dolar vs. Riel?

A moeda oficial do país é o Riel, outra moeda que não tem “moeda”, só notas. Porém é possível pagar TUDO com dólar americano, porém mais uma vez eles só usam notas de dólar e não as moedas. Mas o que torna essa estória um pouco confusa é que quando se paga algo em dólar americano, o troco em geral vem um pouco em dólar e outro pouco em Riel, isso porque 1 dólar = 4000 Riel, ou seja se eles tem que te dar de troco 5,50, eles te dariam 5 dólares e 2000 Riel. Entende? No inicio é confuso, mas depois é tranquilo. Porém para quem vem da Tailândia existe um “esquema” comum onde antes de atravessar a fronteira alguém “muy amigo” diz que voce deve trocar seus Baht (moeda da Tailândia) e seus dólares por Riel, pois não são aceitos no Camboja, o que é mentira, e nisso você acaba perdendo muito em um câmbio nada favorável. Então para quem vier traga dólares americanos ou até melhor deixe para sacar o dinheiro lá pois em todos ATMs (os caixas) é possível sacar em dólar americano.

Dolárs e Riel

Dolárs e Riel

Foto credit

3. Visto e scams “golpes”

Bom, o Camboja é um dos países onde para quase todas as nacionalidades é possível tirar “visa on arrival”, ou seja é só chegar seja via terrestre ou aéreo, preencher uma ficha, entregar uma foto 3×4, seu passaporte e U$ 20,00 e você tem um visto emitido na hora que te permite ficar no país por 30 dias. Nada mal, certo? Porém para quem vem via terrestre está fadado a boa vontade dos policiais que infelizmente estão todos trabalhando no “modo: corrupto”. Tive uma péssima experiência como contei no post anterior, porém fiquei sabendo de experiências piores ainda. Isso porquê não usei a fronteira mais comum que é para quem vem de Bangkok para Siem Reap, lá o esquema é mais elaborado e é difícil você conseguir um visto pagando o tal dos 20 dólares. Conheci uma brasileira no hostel em Siem Reap que teve uma experiência horrível, e acabou pagando cerca de 60 dólares pois eles fazem de um jeito que não te dá muita escolha. No meu caso depois de quase implorar paguei praticamente o preço oficial, tirando a “caixinha”. Então minha recomendação seria tirar o e-visa, fornecido pelo governo, tudo online, é só preencher pelo website e imprimir o comprovante, chegando na fronteira eles te dão seu visto. Isso custa U$ 25,00 mas evita os “extras” e o stress. É só usar este link: http://evisa.mfaic.gov.kh/ContactInformation.aspx  Ou ainda para aqueles que sabem que virão, no dia X etc, tire o visto antes de viajar. Obs.: Existe um golpe muito comum em Siem Reap onde crianças se aproximam de você falando que não querem dinheiro, querem leite, e te pedem para comprar leite. Nisso eles te levam a um mini-mercado one da fórmula de leite custa mais de 20 dólares, lógico que a pessoa fica chocada com o preço, mas você quer ajudar a criança. Então você compra o leite… o problema é que é um golpe. Depois de um tempo a criança traz o leite de volta ao mercado e recebe uma parte do dinheiro, ou seja o golpe é combinado com os donos do mercado também. Muito triste. Tinha uma rua em específico onde sempre que eu passava essas crianças se aproximavam, então fique atento. Apesar de ser um golpe conhecido nos fóruns de viagens, vi alguns turistas caindo 😦

4. O povo!

O povo do Camboja me impressionou, as vezes nem tanto positivamente, porém sem dúvidas eles fazem toda a diferença ao viajar pelo país. Muitos turistas que viajam só para os lugares mais turísticos acabam saindo do país com uma imagem ruim, policiais corruptos, crianças trabalhando e pedindo esmola, pessoas tentando te passar golpes etc… ou seja é difícil. Mas ao mesmo tempo é um povo muito receptivo, sorridente, trabalhador e amigo. Não deixe uma ou outra experiência ruim fazer com que você tenha uma opinião generalizada deste povo. Não se esqueça que há 40 anos atrás o país foi destruído e profundamente marcado pelo Khmer Rouge (como contei em outro post) e isso acabou trazendo conseqüências e deixando cicatrizes. A corrupção por exemplo não é um hábito do povo budista, é algo herdado dos tempos de guerra… Então para cada policial corrupto que contribui por atrasar este país, existem projetos sociais e pessoas incríveis fazendo a diferença e contribuindo profundamente para a mudança de mentalidade deste povo, assim como oferecendo oportunidades. Mantenha o coração aberto para conhece-los (como os projetos que citei no meu post sobre Siem Reap) e tenho certeza que você terá uma outra visão do Camboja.

Mesmo em meio as dificuldades, no caso este menino esta catando lixo na água, ele parou e sorriu para a foto. Depois veio perto e eu mostrei a foto para ele o que o fez sorrir ainda mais :)

Mesmo em meio as dificuldades, no caso este menino estava catando lixo na água, ele parou e sorriu para a foto. Depois veio perto e eu mostrei a foto para ele o que o fez sorrir ainda mais 🙂

5. O lixo e a pobreza

Confesso que desde a primeira cidade que passei no país fiquei chocada com a quantidade de lixo, sujeira, em todo lugar. Pela estrada ainda era possível ver nas montanhas de lixo, vacas comendo, e tudo muito próximo as casas. Me senti na Índia. Claro que nas áreas mais turísticas como em Siem Reap você não verá muita coisa, porém ao viajar pelo país você verá. Fora isso o Camboja foi o país do Sudeste Asiático onde vi a pobreza de forma tão explícita. Nem no Laos onde supostamente é para ser menos desenvolvido que o Camboja, vi algo parecido. Ou seja mais uma vez me perguntei se essa combinação de lixo+pobreza extrema seria parecida com a Índia, caso fosse não sei quando teria “coragem” de visitar este país. Enfim, é de cortar o coração é claro, ainda mais quando criancinhas ficam tentando te vender coisas, porém é importante saber que existe alguém por trás e que infelizmente assim você não esta as ajudando. A melhor forma de ajudar como eu comentei é visitar estes projetos sociais e lojas e restaurantes que trabalham dando oportunidade a jovens e adultos que eram moradores de rua. O país esta cheio disso é só se informar. Mais uma vez para cada montanha de lixo que você ver tenha certeza que existem projetos excelentes trabalhando com saneamento básico e para trazer acesso a fontes limpas de água para as vilas e a zona rural do país.

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Pela estrada, isso no meio além de lixo é esgoto aberto também.

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Ironicamente vi esta placa “Por favor mantenha nosso país limpo!”

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Em Koh Kong, o lixo nas encostas.

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Em Phnom Penh

Extras: Achei muito engraçado que pelo país inteiro é normal encontrar pessoas, em geral mulheres e crianças andando de pijamas o dia todo..

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Na zona rural, a crianças de pijamas.

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As mulheres! Esta foto não é minha, mas vi muitas! 🙂

Foto credit

Aprenda a dizer pelo menos OI e OBRIGADO em Khmer (como se pronuncia, não como se escreve):

Oi: Susday

Obrigado: Okum

Meu roteiro pelo país no total de 15 dias:

Meu itinerário pelo Camboja

Meu itinerário pelo Camboja

Continuo pelo Vietnã no momento e em breve escrevo mais sobre aqui 🙂

Bisous, Flavia